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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • antonio mercero tem alzheimer

    Antonio Mercero tem alzheimer. Que pena que o homem que criou o Verano Azul não se lembre nunca mais do felizes que nos fez a milhões de crianças em todo o mundo.


    Por Rititi @ 2010/02/18 | 4 comentários »


    por falar em beleza voces ja conhecem

    POR FALAR EM BELEZA

    Vocês já conhecem desta minha devoção por Lola Flores, da minha paixão por mulheres como ela que parecem invencíveis e cuja força e raça não se transmitem pela genética, nem pela imitação, nem por respirar os mesmo ar. E é que se há coisa que eu invejo é a brutalidade da beleza, os diamantes que não se pulem, a valentia da originalidade. Isto é ser bela.


    Por Rititi @ 2010/02/16 | 4 comentários »


    linda linda linda linda linda penelope

    LINDA LINDA LINDA LINDA LINDA

    Penélope, simplesmente perfeita, ontem na entrega dos prémios Goya.


    Por Rititi @ 2010/02/15 | 7 comentários »


    celebrando os 35 presentinho amoroso da

    CELEBRANDO OS 35

    Presentinho amoroso da já famosa mana-mai-linda-có sóli-cate-fere-a-vista: Banho turco, camas de borbulhas, jorros de água fria e quente, jacuzzi, música às bolinhas e para acabar, uma massagem de uma hora à base de chocolate quente, com direito a ser embrulhada em plástico. Experiência única: mais que massajada, fui literalmente untada. E aqui estou eu em casa, relaxada, suave e fabulosa, e sobretudo, a cheirar tanto a cacau que posso ser considerada a versão humana do Kinder Sorpresa.


    Por Rititi @ 2010/02/13 | 1 Comentário »


    sou uma emigrante coitada

    SOU UMA EMIGRANTE, COITADA.

    http://farm4.static.flickr.com/3203/2940537115_16cd3ece54_m.jpg

    (IMG)

    Escutas telefónicas, supostos ataques à liberdade de expressão, abaixo-assinados, manifestações à porta da Assambeia, crispação, crónicas raivosas, blogues enfrentados.. Alguém me pode explicar o que está a acontecer em Portugal?



    Por Rititi @ 2010/02/12 | 14 comentários »


    35 joan collins pictures e agora que

    35

    Joan Collins
    Joan Collins Pictures

    É agora que tenho que começar a usar laca? A pintar as unhas dos pés de vermelho? A ir maquilhada para a piscina? A combinar com colegas do colégio para ver quem está mais gorda? É agora que vou deixar de dizer caralhadas? É agora que me transformo numa senhora respeitável, como Deus manda? Não me parece. Entretanto, olha, vou fazendo mais anos, a ver se algum dia esta cabeça atina. Parabéns, ó eu!


    Por Rititi @ 2010/02/09 | 22 comentários »


    neste longo inverno madrileno de neve

    Neste longo inverno madrileno de neve, chuva, frio e vento os pais amantes do Rititi-Boy procuram um lugar quentinho onde passar algumas horas de diversão com o bichinho. E como somos geneticamente alérgicos ao conceito de centro comercial nos subúrbios e porque também acreditamos que há mais vida fora de bares e restaurantes, um belo dia pesquisamos nessas revistas de tempos livres que todo urbano-depressivo deve ler e reter no cérebro para ser considerado interessante “alternativas de ócio” (horror) para crianças. Oh, e que mundo se nos abriu, que universo de possibilidades, senhores! Workshops de pintura impressionista, visitas guiadas ao planetário, cursos de cozinha, festivais de teatro, tudo muito estruturado e perfeito se não fosse porque o nosso criaturo tem 19 meses e o único proveito que poderia tirar da aproximação ao impressionismo seria uma bela de uma intoxicação por lamber as pinturas. Por sorte em Madrid também há teatro para bebés a cinco aurélios a criança e nove os adultos. Meia hora de exploração da linguagem infantil, segundo nos explica o site da companhia, cuja “expressão teatral” indaga nos “limites do ser humano”. Te cagas, que mal terá feito o Walt Disney a estes criadores da modernidade pedagógica pergunto-me eu. Mas um dia é um dia e não vou ser eu a careta reaccionária armada em rústica que impede o filho de ampliar os seus horizontes e aprofundar os limites da meta-linguagem, coño. O meu filho também tem direito à Arte! O meu filho também tem direito à estimulação intelectual! O meu filho também tem direito a apanhar um cagaço de primeira quando vê, a meio metro de distância, naquela sala de teatro minúscula e às escuras, duas senhoras gordas mascaradas de deusas gregas a balbuciar mamamamama-uuuuuuuuuuu-aaaaaaaa-tri-tri.uuuuuuuuuuuuf-uuuuuuuuuuuf ao ritmo de tambores africanos que simulam a experiência auditiva uterina. Caralho, penso eu, e o meu filho quando dou por ele já está outra ponta da sala, a berrar que NOOOOOO. Pelos vistos esta é a linguagem ulterior, pré-histórica, pre-verbal, que se estabelece no útero entre a mãe (eu) e o filho (o Rititi-Boy), uma linguagem esquecida pela mãe (eu) e que estes iluminados da intelectualidade pretendem restituir à base de gemidos (ignoro se pré ou pós parto), luzes que parecem incendiar a sala, gritinhos histéricos e balbuceios. Não sei se os bebés presentes se reconheceram nesse orgasmo gutural ou se as outras mães reconstruíram os laços umbilicais mas a sinfonia de berros, choros e lágrimas chegou a roçar os pretendidos limites, sim, mas do absurdo. O que a minha obtusa falta de sensibilidade emocional me diz é que as crianças demonstram felicidade, alegria e diversão com risos, palmas, gargalhadas, não com berros e lágrimas. Só chegou a calma quando uma das senhoras gordas cantou algumas árias clássicas. E não, caros amigos encenadores da pedagogia infantil, não se tratou de um momento de apogeu musical derivado da união metafísica da linguagem uterina e a Arte, deixem-se de disparates. Qualquer pai sabe que os putos adoram música, seja ela clássica, Quim Barreiros ou a cançãozinha irritante do cabrão do Ruca.
    Acho que só fui ao teatro no liceu. Ao cinema, a minha mãe levou-nos a mim e à minha irmã para ver o ET num agora defunto cine-teatro em Elvas, pelo que eu deveria ter no mínimo sete ou oito anos. Na minha realidade infantil, perdidos que estávamos na orfandade física e metafórica do Alentejo, as crianças não éramos perseguidas por planos pedagógicos, nem sabíamos o que era a educação sensorial ou musical, ninguém parecia minimamente interessado em estimular-nos a sensibilidade poética ou a inteligência emocional. Éramos putos e a maioria de nós aprendia na escola. A curiosidade fazia parte da nossa essência infantil, ninguém pretendia potencia-la. Se tivesse existido um teatro infantil lá na pasmaceira não tenho a menor dúvida que a minha mãe nos teria levado, para que nos divertíssemos. Sim, divertir-nos, que deveria ser a razão desses “programas” infantis onde parece que a estimulação é tão fundamental para a criação de espíritos inquietos para um futuro incerto que vale tudo, até por os putos a chorar de medo. Eu, para a próxima, deixo-me ficar pelo Retiro onde há uns senhores muito simpáticos que sempre nos regalam as manhãs com teatros de marionetas. E sem pretensões de pedagogia, só as gargalhadas honestas do meu filho.


    Por Rititi @ 2010/02/05 | 7 comentários »