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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • Rititi, esse clássico natalício da blogosfera…


    (tshirt Rititi Does, obra prima do Paulo Oliveira)

    …. deseja a todos os leitores rititinianos, históricos e recentes, uma boa Consoada e muita paciência para aturar estas doses industriais de família, fraternidade, uísques duplos, fotografias de grupo, birras da criançada, medo do Pai Natal, fuça da sogra, prendas merdosas e felicidade por cojones que nos tocam viver. Porque Amor eu já sei que vos sobra, Bom Natal!



    Por Rititi @ 2010/12/24 | 3 comentários »


    Ser feliz a esticar o tempo

    Era uma vez uma miúda com a mania que era gira, culta e eterna e que até cagava umas sentenças inteligentes e bem esgalhadas quando estava rodeada de gente, normalmente também com mania que era gira e culta para não destoar. E dizia que era feliz de imperial em gin tonic, sentada em esplanadas, nos copos e de risadas até que começava um novo o dia, sem necessidade de dormir, ou a dormir quando calhava, sempre cheia de pressa para fazer coisas novas, para conhecer outra gente, sempre a saltitar de bar em restaurante, de museu a sala de concertos, atarefadíssima e ansiosa, como se o universo estivesse condenado ao extermínio iminente e não houvesse mais remédio que viver todos os dias como se fossem os últimos. Amanhã era uma hipótese demasiado improvável para desperdiçar o hoje. E era feliz, pois era. Até que teve um filho. E o universo deixou de parecer-lhe perigosamente finito. E amanhã começava a entrar nos planos juntamente com outra gente, divertida e sem manias e seguramente bem mais gira que aquela que antes a rodeava de cigarro e copo na mão. A pressa deu lugar ao aproveitamento de dias que duravam o que antes uma semana e com esse tempo que de repente lhe sobrava conheceu um amor novo, um amor único e inexplicável, seguro, sem pressa, sem complexos, sem ter necessidade de demonstrar nada a ninguém. E era feliz. Até que teve outro filho. E então tudo se multiplicou e se dividiu mil vezes como se o tal universo tivesse dado em doido, apoderado de uma elasticidade demente. A pressa deu lugar ao silêncio e o silêncio às correrias e as correrias ao choro e o choro ao caos e o caos ao silêncio outra vez, mil vezes num minuto, com a casa feliz, cheia de esse amor duplicado, ou triplicado, sei lá, porque só quem tem filhos sabe que disto não se fala gratuitamente. Uma mãe não explica, só sente os filhos; a uma mãe doem-lhe os filhos, sente-os como uma parte do corpo, dos intestinos, do pâncreas, uma mãe não declara amores como um cantor pimba, deixa isso a poetas de terceira.
    A miúda claro que continúa gira, entre outras coisas porque nunca mais comeu ou dormiu decentemente, e até é capaz de cagar sentenças bem mais inteligentes que antes, não porque seja mais culta ou mais lida, mas porque se viu enfiada em momentos de extremo patetismo e toda a gente sabe que rir-se de si mesma é a melhor maneira de alcançar a sabedoria. E claro que não se importava de agarrar no gajo dela e ir fechar os bares de todos de Lisboa, começando na Bicaense, passando pelo Lounge e acabando no inefável Lux para se deitar perdida de bêbeda algures entre as seis e as dez da manhã, pois não, que ser mãe não lhe retirou o jeito para ser a rainha da festa e uma irresponsável de categoria. Só que se calhar agora prefere feliz a ser esticar os dias sem temer que o universo esteja ou não condenado ao extermínio iminente.



    Por Rititi @ 2010/12/21 | 11 comentários »


    Enrique Morente (1943 – 2010)



    Por Rititi @ 2010/12/17 | Sem comentários »


    WANT MORE?

    Uma criada de um hotel de luxo está concentrada a arrumar o quarto quando assiste, sem ser descoberta, a uma cena do mais vulgar: um homem sai da casa de banho em boxers, veste umas calças de ganga e vai-se embora. Este instante, parte do novo anúncio da Armani, acaba com o sorriso matreiro da criada, por sinal uma mulher linda vestida de farda e coifa, e uma frase do mais sugestiva: want more?
    Sim, queremos mais (eu, pelo menos, quero mais) e não porque o homem objecto dos olhares indiscretos da criada seja um Cristiano Ronaldo dono de um corpo de escândalo, todo ele músculos, pele sedosa e umas pernas feitas de mármore, mas porque a câmara, como se seguisse o olhar coscuvilheiro da jovem, faz-nos o favor de se deter, durante uns infinitos segundos, na entreperna do jogador de futebol, com a promessa de uma visão bem mais apetecível que uma prescindível peça de roupa interior que, por muito Armani que seja, só serve para tapar o que realmente nos interessa: o que está lá dentro.
    Ouvi dizer que também há uma versão de este anúncio com a Megan Fox mas, como devem ter calculado, uma senhora em lingerie e com o rabinho em popa não é coisa que me emocione; já uma campanha dirigida ao público feminino e onde explicitamente se usa como apelo o recheio e o tamanho do recheio de uns boxers, sim me chama a atenção. E muito.
    Aliás, quero aproveitar estas linhas para agradecer publicamente ao Senhor Armani, que seguindo uma campanha já iniciada há um par de anos com o fabuloso David Beckham, pensou no regozijo visual de milhões de mulheres de todo o mundo, por outro lado eternamente abandonadas ao George Clooney e aos tediosos e nada estimulantes anúncios da Nespresso – como se um senhor de fato escuro e cabelo branco que morre esmagado por um piano de cauda tivesse o mesmo poder de nos excitar que um corpo semi-desnudo moldado à base ginásio e hedonismo pós-adolescente. Não, não tem, senhores da publicidade.
    E por muito que cada ano os editores das revistas nos tentem impingir um geriátrico e jarreta Sean Connery como um dos homens mais sexy do planeta, a verdade é que o único que um idoso de setenta anos poderá ter de sexy é a conta bancária. A criada lindona do anúncio da Armani nunca teria detido o olhar na entreperna do Sean Connery. Nem na do Miguel Sousa Tavares, que segundo acabo de ler chegou a ser incluído numa lista feita por um jornal nacional como um dos 10 homens mais sexy de Portugal. Devem estar a gozar comigo! Seria interessante que se revisse o significado da palavra “sexy” que não é, de todo, “interessante”, “não está mal para a idade” ou “até calhava, se o mundo estivesse a acabar e este senhor fosse o último espécime do sexo masculino à face da Terra e a continuidade do ser humano dependesse disso”. Sexy é o Sawyer do Lost, o namorado-modelo da Kylie Minogue ou os universitários que patinam no parque em frente à minha casa sem t-shirt, barriga e pudor.
    Se nenhuma revista masculina se atreveria a incluir na lista de mulheres mais sensuais a Emma Thompson, porque carga de água insistem as marcas, directores de marketing e editores de jornais em fazer-nos acreditar às mulheres que José Mourinho é sexy? E não se trata este de um discurso a atirar para o feminismo paritário, não se assustem: quando se trata de gajas e gajos bons a balança está igualada. Outra coisa é a erótica do poder, o charme, o furor uterino e a conta bancária, que também poderão ser motivo de excitação mas por outras razões. Sobre as expectativas em relação ao sexo oposto haverá tempo para outra crónica. E da mesma maneira que os homens sabem distinguir entre uma miúda sexy e uma senhora com pinta, as mulheres começamos a ficar fartas que nos tentem enganar com listas onde uns tipos com barriga, carecas e com cara de cão sejam considerados o supra-sumo da sensualidade.
    Want more? Sim, mas giros, em boxers e que nos dêem pica, que é disso que se trata.

    (Primeira crónica da Penthouse, publicada no número 1 – Outubro 2010)



    Por Rititi @ 2010/12/16 | 7 comentários »


    SEXY SEXY SEXY

    Desculpa, Henrique, mas o ser mais sexy do mundo é este:

    Jon Kortajarena

    E fica já a saber que a mulher mais sexy do universo foi, é e será:

    Kate Moss



    Por Rititi @ 2010/12/14 | 2 comentários »


    Meninas nuas e violência de género

    A leitora Inês, ali em baixo, diz não perceber “como é que se pode escrever e fazer publicidade a uma revista de pipis e mamocas” e ao mesmo tempo dedicar uma crónica ao tema de violência de género onde me posiciono claramente a favor de uma lei que considera à partida as mulheres sempre vítimas e os homens sempre culpados; uma lei, por tanto, injusta mas necessária. Pode uma mulher como eu, feminista, clara defensora da igualdade e profundamente em contra da prostituição e que poria uma bomba em todos puticlubes começando pelo Elefante Branco, enfim pode uma mulher que acha que Portugal continua a ser um país estupidamente machista escrever numa revista onde as gajas aparecem com o pipi tão depilado que estão à beira da bronco-pneumonia e a debitar grandes sentenças como “gosto de sushi e também de bifinhos com cogumelos”? Pode, sim. Afinal, estas meninas, recauchutadas, rasuradas e a quem os tangas lhes devem dar imensa comichão porque estão sempre a coçar-se o que querem mesmo é que ser fotografadas para as páginas centrais como as gajas boas que se acham que são, sem cuequinha e com o rabinho alçado a subir as escadas do prédio. Que as revistas como a Penthouse perpetuam a ideia da mulher objecto? Ó pá, sim, claro. De objecto sexual, aliás. Duvido que a menina da capa queira outra coisa quando se aperta as mamas com aquele arzinho matreiro. Nem ela nem a namorada do Cristiano Ronaldo quando se deixou fotografar nua para a GQ ou nem a Paz Vega quando se arma em madame de casa de senhoras finas para a DT. Mas querer ser o objecto de desejo de milhares de homens não implica coisificar-se, deixar de ser gente, possuidora de direitos. Ser o objecto de desejo do meu marido não me retira dignidade. Sou algo mais que uma gaja boa, como as miúdas que aparecem na Penthouse ou na Playboy, que quando se vestem continuam a ter preferências musicais, direito ao voto ou prazer em comer bifinhos com cogumelos. Aliás, achar que os gajos que compram estas revistas só são capazes de olhar para as mulheres como seres fodíveis revela muito pouca consideração pelo género masculino. Que há homens broncos que sempre verão as mulheres como coisas, é verdade, mas essem nem precisam de comprar a Penthouse.



    Por Rititi @ 2010/12/07 | 7 comentários »


    Sobre a Catalunha

    Francisco, a Catalunha não voltou à Espanha depois das últimas eleições regionais (autonómicas). O discurso provinciano da Esquerra Republicana foi derrotado, sim, mas não pelos partidos nacionais, mas sim pelo soberanismo da CiU e o que é pior, pelo radicalismo do ex presidente Joan Laporta (Solidaritat Catalana per la Independència) que se estreia no Parlament com 4 deputados. O fracasso da Esquerra deveu-se à sede de poder de quem nunca ganhou umas eleições, a essa aliança desesperada com os socialistas catalães, a umas políticas demagógicas que tanto gozo dão aos radicais provincianos mas que esqueceram que o verdadeiro motor dessa região (ou país ou nação ou como queiram chamar à Catalunha) não é a língua, nem os touros embolados, nem o idiota do burro, nem a bandeirinha, nem sequer o Estatut: o verdadeiro motor catalão é a economia, essas empresas que como a SEAT perdem  competitividade e que nem com injecções de dinheiro público chegam. Por isso ganhou a CiU, um partido de direita, soberanista, forte nas negociações com o Estado espanhol, habituada a pactos, a segredos de corredor. Os catalães não voltaram a Espanha, agarraram-se a quem sempre os governou com a mente posta no dinheiro. Afinal, la pela es la pela.



    Por Rititi @ 2010/12/07 | 1 Comentário »


    E Viva o Corpo de Bombeiros de Bilbao!

    Calendário de 2011 dos Bombeiros de Bilbao. Ai.



    Por Rititi @ 2010/12/05 | 2 comentários »


    Viva o Calendário Pirelli!

    Apolo.

    Obrigada Mr Lagerfeld.



    Por Rititi @ 2010/12/03 | Sem comentários »


    7 ANOS DO BLOGUE ROSA CUECA

    7 anos de encontros, de links, de leitura, de novos amigos, de risadas, de  hay que tenerlos, de aprendizagem, de Rititi e, sobretudo, de escrita, de muita escrita. Obrigada aos melhores leitores do mundo: vocês.



    Por Rititi @ 2010/12/01 | 8 comentários »