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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • Coisas que gostava de fazer em vez de estar aqui a ferver biberões

    Arranjar-me em frente ao espelho, sentir-me sexy, de olho pintado e cabelo solto, pôr os brincos de brilhantes e o salto impossível, sair para jantar fora com o meu gajo a um sitio bonito, tudo bem regadinho a vinho, dar a mão, pedir um café e um par de uísques, conversar, ou estar calados, fumar uns chiribitis, ir dançar a um lugar de gente bonita e pedir ao balcão um gin tónico, encontrar amigos, dizer caralhadas às cinco da manhã, que me doam os pés, apanhar um táxi e voltar a casa sem pressas, dormir ao dia seguinte até ao meio dia, acordar com ressaca e namorar na cama. Que isto é tudo muito bonito, o amor, os filhos, bleu, bleu, bleu e pardais ao ninho, mas há dias em que penso em mim, sozinha, e já não me lembro muito bem como é que era. Gostava, preciso de um intervalo, pequenino, sem luxos, mais nada, um par de uísques a sós com o meu gajo.



    Por Rititi @ 2011/01/28 | 5 comentários »


    MUSICAS PARA O MEU PEQUENO RITITI BOY



    Por Rititi @ 2011/01/28 | 1 Comentário »


    Aplicando a Democracia, viva a Ministra Pajín!

    Sanidad suspende las ayudas a un colectivo gay por criticar a Pajín en una manifestación



    Por Rititi @ 2011/01/28 | Sem comentários »


    PRÉMIO VAI AO CU A TI: MINISTRA LEIRE PAJÍN

    O maior problema da Espanha não é o desemprego, a ETA, o desgaste social, a emigração ilegal ou o deterioro da economia. Não, o maior problema de Espanha é a péssima qualidade da classe política. Gente sem mais preparação que uma carreira dentro do aparato do partido, sem experiência no mundo laboral, patrocinada pelos impostos dos cidadãos cuja realidade nem conhece nem pretende conhecer e cujo quotidiano teima em legislar inspirada por epifanias que roçam o ridículo e que provocariam a gargalhada geral se não tivessem essas ocorrências estafúrdias carácter legal e afectassem o dia-a-dia da cidadania. E Zapatero, o Iluminado, tem-se rodeado, ao longo destas sete anos de governo, de seres cheios de ideias brilhantes, defensores incansáveis da paridade, da igualdade, da integração, do civismo, tudo em maiúsculas para que se note bem quão democratas são, quão progressistas os seus ideais, quão preocupados estão pelos ataques à cidadania, mesmo que a cidadania, essa massa disforme, se esteja bem a cagar para a esta batalha em prol dos seus direitos. Depois da Comissão para a Racionalização dos Horários Espanhóis, dessa aberração por inepta e incapaz que foi a ex-ministra de Igualdade Bibiana Aído (para quem dizer que uma mulher é “membro” de uma associação é sinal inequívoca do machismo histórico que assola as nossas sociedades), da luta contra o tabaco que finalizou numa lei que trata os fumadores como cães sarnosos sem direitos, do desleixo e má-fé no tratamento das corridas de touros, da cruzada contra a gordura nos hambúrgueres, o sal na mesa e o álcool nas ruas, agora chegou a vez “criar uma sociedade que não permita que ninguém se sinta humilhado. Uma sociedade onde sentir-se seguro e amparado pela lei“, segundo palavras da nova Ministra da Saúde, Política Social e Igualdade, Leire Pajín, uma miúda de 34 anos que deu o salto das juventudes socialistas para o mundo, e o mundo que se foda. Sim, criar uma nova sociedade, porque a que temos, segundo os valores deste novo socialismo de betos com grandes causas e pouco calo nas mãos, não presta, é má, é injusta, trata mal o gordo, humilha o preto, ridiculiza o paneleiro, conta anedotas de feias, de anões, de cegos, de manetas, de sogras, de alentejanos, de gajas que não sabem estacionar, de ejaculadores precoces, de todos, porque todos somos susceptíveis de ser gozados, e por tanto de ser humilhados, por muito que lhe doa à ministra Pajín e ao conjunto de ideólogos do admirável mundo novo. Graças a esta cabecinha pensadora será aprovado este Anteprojecto de Lei Integral para la Igualdade de Tratamento e a Não discriminação e a partir de esse dia veremos miúdas de metro e meio e oitenta quilos a denunciar agências de modelos porque não foram aceites para um anúncio de biquinis, ou televisões obrigadas a contratar gagos para pivôs dos telejornais ou travestis a dar aulas de religião e moral nos colégios. O importante é que todos tenham direito a ser o que queiram na vida, sem terem medo a serem humilhados por uma negativa. Diremos adeus às imitações dos Morancos de maricas, aos monólgos de Buenafuente e eu própria deixarei de escrever sobre Espanha e até sobre os trambolhos, não vá uma gaja qualquer sentir-se ofendida se escrevo mal do vestido. Mas teremos uma sociedade nova e melhor, onde finalmente a gorda caixa de óculos que se fartou de ser gozada no liceu, a ressentida que via como as colegas curtiam sempre com os mais giros da turma enquanto ela passava as tardes de sábado a colar cartazes da associação de estudantes, terá a sua vingança e arranjará namorado por decreto-lei num bar de não fumadores onde só se ouvirão grupos musicais paritários e não discriminatórios. Olha, essa é a ministra. Está tudo explicado.



    Por Rititi @ 2011/01/25 | 4 comentários »


    CAMBADA DE GENTE DOIDA, MESMO

    Eu sei que me repito, mas não me conformo, a sério que não. Portugal merece mais e melhor. Portugal não pode ser só a pátria do Carlos Castro e do menino do saca-rolhas que é gay mas não é mais aquelas taradas que mandam as cinzas do morto para os respiradouros do metro de NY. É que não temos famosos normais em Portugal? Ou é tudo uma cambada de gentinha ordinária, pindérica, mal-formada, egocêntrica, vaidosa e atacada dos cornos, palavra de honra? Como é possível que seres como Luciana Abreu e (deixa-me lá fazer copy/paste) Yannick Djaló tenham direito de antena? Quem é esta gente? E que porra de nome é Lyonce Viiktórya? E mais, quanto pagaram ao funcionário do Registo para registar essa anormalidade? E o comunicado, credo? Eis algumas das pérolas:

    - Viiktórya pelo nosso amor ter triunfado e ter vencido todos os obstáculos e má lingua (…) de tanta gente, principalmente daqueles que até hoje só apareceram na nossa sombra, graças à nossa luz e por sermos fuguras públicas tão mediáticas.

    - “Somos 3 em 1″

    - “A titi Luisa (…)  não sabia se pegava nela se tirava fotos primeiro”

    - “A filha (…) será para sempre o meu reflexo”.

    Bela merdinha de qualidade de famosos, é o que é. Assim o país não sai da cepa torta, ai foda-se!



    Por Rititi @ 2011/01/20 | 11 comentários »


    TRAMBOLHOS D’OURO: GOLDEN GLOBES 2011


    Michelle Williams

    Directamente da festa da power flower no Green Hill na Foz do Arelho para a red carpet em LA, ou o que acontece quando não se tem gracinha nenhuma na vida. Triste. E mais não digo que se me caem as lágrimas.


    Jennifer Lopez

    J. Lo, precisamos saber: que pano é esse sobre os ombros? Um véu para tapar o decote? Um momento de pacatez numa senhora a quem já vimos pernas, mamas, umbigo e rabo incontáveis ocasiões? Uma súbita conversão ao islamismo? Porquê nos obrigas a odiar-te?


    Christina Aguilera

    Aqui temos a cabeleireira das estrelas com um passe especial para os Globos. Ai não, é a Xtina, a boazuda do subúrbio, a melhor representante do estilo nova-gente de terceira categoria. Infelizmente ainda não se encontrou antídoto para o reboleira way of life.


    Jacki Weaver

    A mãe da cabeleireira. E atenção à pulseira-totó do cabelo, o último hit das rainhas dos centros comerciais. Imperdível.


    Julianne Moore

    O que fumaste para ficar com essa cara Julianne? E passar a ferro o vestido? Não?


    Gabourey Sidibe

    Onde se comprarão estes tecidos brilhantes com estampados leopardo lilás com detalhes castanho cocó infantil? Na feira de Espinho? No paraíso do sintético? Porquê nunca me convidam para festas destas?

    Helena Bonham Carter

    A Helena já ultrapassou a categoria dos trambolhos. Ela própria é uma categoria, uma helenabonancarter. A modos de expemplo: a Mariah Carey o ano passado nos Golden Globes foi uma verdadeira helenabonancarter. Rititi loves Helena, thank you.



    Por Rititi @ 2011/01/17 | 6 comentários »


    PENTHOUSE DE NOVEMBRO – OS CORNOS DELES

    Constance (Diana Lane) é uma pequeno-burguesa de quarenta e tantos casada com um senhor relativamente interessante (Richard Gere) que lhe proporciona uma estupenda vivenda nos subúrbios, um filho loiro e um matrimónio pacífico com doses de sexo sossegado e medianamente agradável. Poderia dizer-se que Constance é uma senhora feliz: é bonita, culta, magra e desejada pelo marido, com um quotidiano um tanto monótono, talvez, mas não mais que o de tantas donas de casa abandonadas ao dia-a-dia da periferia e criada interna, a organização de algum acto benéfico e a recolha do filho no colégio privado católico. Até que uma manhã de ventania insuportável em Nova Iorque Constance esbarra com Paul Martel (Olivier Martinez), um livreiro bom todos os dias (as coisas como são), todo ele charme, corpo perfeito, sotaque francês e insinuações que lhe oferece um livro e a perspectiva de passar os dias de uma maneira bem mais festiva e gratificante que a tomar café com as amigas.

    E sem mais preâmbulos Constance enrola-se com o livreiro, transformando-se o filme “Infiel” numa sucessão de cenas de cama (e de chão, e de banheira, e de sofá) fenomenais – o que o espanhóis chamariam “polvazos” – com a boa da Constance a fazer malabarismos entre a vida familiar e as escapadelas ao apartamento do amante. E assim Constance descobre que essa sensação de fugaz e arrebatadora felicidade também está na mentira, no engano, numa outra realidade onde o sexo é a única linguagem aceitável. Constance entrega-se ao livreiro, ao sexo sem falinhas mansas, ao melhor dos desejos, aos orgasmos a horas insuspeitas. Infelizmente a meio da película ganha protagonismo o marido/Richard Gere e o filme perde a piada, as cenas de sexo e qualquer oportunidade para reflectir sobre a infidelidade no feminino, esse grande mito urbano das relações humanas. Uma pena.

    Como se as relações entre homens e mulheres não fossem já suficientemente complicadas, eis que se insiste desde as televisões, a literatura ou as conversas de café na manutenção de mitos sobre o universo feminino unicamente para regozijo do macho pátrio: em todas as mulheres há uma pequena lésbica que obviamente não se importaria partilhar a amante com um garanhão desconhecido, existe pornografia pensada exclusivamente para o público feminino e claro, uma senhora só é infiel se não ama o marido, ou ama o outro, ou quer abandonar a família. Mentira. E quando toca o tema dos cornos esta mentira ainda é mais flagrante porque mantém nos homens a perigosa ilusão que as mulheres são incapazes de enganar o marido porque há um bem maior, uma relação, uns filhos, uma sogra, um crédito à habitação ou um cão que proteger, como se a mulher fosse o garante da instituição familiar em geral ou uma espécie de Nossa Senhora da Fidelidade, sempre abnegada em nome do matrimónio, sacrificada porque há coisas maiores que o desejo.

    Aliás, basta procurar no google “infidelidade feminina” para ver a quantidade de blogues, teses de doutoramento, entrevistas a psicólogos e psiquiatras, estudos antropológicos e reportagens em jornais respeitadíssimos que se dedicam a indagar sobre o tema. Pelos vistos o Mundo precisa de saber as razões pelas quais uma mulher se acama com outro que não o legítimo, e se tem remorsos, e se esconde a aventura, e por quanto tempo. Já a infidelidade masculina, pelo número de resultados, parece não interessar a ninguém, porque obviamente ser infiel é o normal num gajo, como se fosse impossível um homem resistir-se a uma boa escapadela. Um homem, coitado, só pensa com a pilinha, ainda bem que está casado com alguém decente que mantém o matrimónio unido. Não queriam mais nada! Pois muito bem, uma mulher é infiel por tusa, por aborrecimento, porque não tinha nada melhor que fazer, porque umas cambalhotas bem valem o risco, sem que por isso tenha que abandonar o marido, ou estar apaixonada pelo amante, ou queira fugir do dia a dia. Ou seja, uma mulher põe os cornos pela mesma razão que os homens: porque lhe apetece e porque pode.

    É fodido ser encornado, mas é igual de doloroso para eles e para elas. Os cornos são os mesmos. E quanto antes os homens deixarem de ver os cornos deles como fruto de uma traição ao género masculino em geral, à instituição familiar, à Virgem Maria e à mãe deles, antes saberão resolver a situação, partir para outra, tomar uma decisão. Não foi o caso do marido/Richard Gere, um corno manso que não só estragou um belíssimo filme chamado “Infiel” como qualquer possibilidade de recuperar a mulher.



    Por Rititi @ 2011/01/13 | 5 comentários »


    SEX AND THE CITY 2

    Vivienne Westwood para uma excursão ao deserto, encontrar o ex-namorado perfeito vestida de Dior num mercado das especiarias em Abu Dabhi, Liza Minelli a cantar Beyoncé num casamento gay com cisnes brancos, um hotel de luxo asiático a roçar o mau gosto, sapatos, jóias, dúvidas existenciais num casamento onde não falta nada, desespero de uma mãe não trabalhadora que tem uma criada interna que não usa sutiã… Um disparate maravilhoso, caro e uma homenagem aos fãs que acumulamos horas da nossa vida a ver a série dias e fins de semana a fio. Sim, é um exagero, uma patetice, um ridículo. E? Ainda continuo à espera de ler críticas de igual intensidade aos filmes do Bruce Willis, onde o gajo é capaz de parar a rotação da terra com a ponta da pila. Pois.



    Por Rititi @ 2011/01/10 | 3 comentários »


    Homens de verdade

    Depois de Band of Brother, série entre as séries, chegou a vez de The Pacific. Histórias de guerra, de luta pela liberdade, de putos feitos homens entre mortos e granadas, História de verdade, com gente de verdade, com homens de verdade.



    Por Rititi @ 2011/01/08 | 4 comentários »


    Rititi no Alvinex

    Para todos aqueles seres humanos que no domingo passado às 10 da manhã preferiram ficar na cama a ressacar e perderam o programa do Fernando Alvim na Antena 3 eis aqui o podcast do Alvinex de dia 2 de Janeiro.
    Eu e mais a Paula Teixeira, uma querida, que tem uma cabra anã como mascote, nem mais.
    E mais o Fernando Alvim, claro, das pessoas mais simpáticas, hiperactivas e com a cabeça mais rápida que alguma vez conheci. Gosto mesmo deste rapaz.
    Uma maneira bem gira de começar o 2011. Senhores da rádio, estão à vontade para me convidar sempre que quiserem. E já agora, Bom Ano Novo!

    Nota depois de me ouvir: sou tão beta!



    Por Rititi @ 2011/01/05 | 2 comentários »