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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • Trambolhos D’Ouro: Finalmente os Oscars 2011!

    Valentino

    “Trambolho Esturricado”

    Helena Bongham Carter

    Trambolho “Ai sou excêntrica, estou-me tão a cagar para vocês, estou tão fora do star systm…”. ZZZZZZZZZ. Volta Bjork.

    Deborra-Lee Furnes
    Trambolho “Com o marido que tenho até podia vir de bata que é do lado que melhor durmo”. Adoramos os sapatos ortopédicos.

    Nicole Kidman

    Trambolho “Gosto tanto de aparecer no blogue da Rititi que todos os anos procuro o vestido mais estapafúrdio só para estar nos trambolhos.” Eu agradeço, Nicole.

    Celine Dion

    Trambolho “Fui eu quem roubou a esmeralda do Titanic”

    Jackie Weaver

    Trambolho “Eu quando me casei tinha uma cinturinha de abelha. Ainda hoje caibo no meu vestido de casamento”

    Marisa Tomei

    Trambolho “Como se não bastasse este estilismo para dar medo ao susto ainda tinham aquelas duas gajas feias de se pôr atrás de mim para me foder a fotografia”.



    Por Rititi @ 2011/02/28 | Sem comentários »


    PENTHOUSE DE JANEIRO – I HAVE SEX

    O que aconteceria se uma mulher deixasse cair no meio de um mercado de Abu Dhabi uma mala cheia de preservativos dourados à frente de dezenas de homens locais para quem o sexo é um tema unicamente masculino e a igualdade entre géneros é o maior dos sacrilégios? Que diria essa mulher, por sinal vestida com mini-shorts e blusa decotadíssima a roçar a transparência, a essa horda de machões coléricos preparados para a execução pública da tão indigna rameira? Para Samantha Jones, a protagonista cinquentona, boazuda e sexualmente liberada de Sex and the City 2, a resposta é clara: gritar bem alto “I have sex!” e sair a correr como alminha que leva o diabo antes que algum desses incomodadíssimos e certamente decentes pais de família começasse a atirar-lhe pedregulhos à cabeça em nome de Alá.

    Neste disparatado filme, sequela menor e parva de uma das séries mais divertidas e inteligentes da história da televisão, esta é a cena a reter e a mensagem para mais tarde inscrever nos anais do feminismo do século XXI. Não importa o que uma mulher, neste lado do mundo, tenha construído, ganho e conquistado, os livros lidos, a quantidade de homens que tenha amado, a que partidos haja votado, nada de isso importa quando se chega ao paraíso da pirosice e do mau gosto chamado Emiratos Árabes, uma região deserta governada por uma cambada de pastores machistas para quem a ideia da modernidade passa pela construção de edifícios mastodônticos com cúpulas douradas, ilhas artificiais e circuitos de Fórmula 1 no meio do nada. Se “poderoso caballero es don dinero”, quanto mais não será o petróleo, que faz que o Ocidente coma e cale em nome do reabastecimento dos depósitos dos nossos automóveis. Quem se lixa são elas, as mulheres, tapadas até às sobrancelhas, escondidas debaixo de panos negros, negadas de individualidade, de voz, de autonomia. Por isso o grito de Samantha Jones é fundamental: olhem para mim, isto são preservativos porque eu também faço sexo, seus anormais!

    Mas esse grito também é importante no chamado mundo livre, neste hemisfério onde todos somos iguais, onde os direitos são os mesmos, mas quando se toca o tema do sexo continua a pedir silêncio às mulheres em nome do recato que supostamente nos deve caracterizar. Uma mulher quer-se que seja uma senhora e toda a gente sabe que uma senhora não tem sexo, faz o amor. E o pior é que parece que muitas mulheres, para não ferir susceptibilidades masculinas, estão de acordo com a manutenção desse papel de “lady”, esperando sempre a ser seduzidas, a ser cortejadas, a que lhes abram a porta, as levem para a cama. Até as meninas que são capa e protagonistas da Penthouse, tão descasdas e tão depiladinhas, com o seu rabo a léu e as maminhas ao descoberto, quando são entrevistadas comentam os pratos favoritos, o que preferem dos homens (os olhos e as mãos, oh que surpresa!), como gostam de ser tratadas, mas nunca falam de sexo, como se nunca o praticassem activamente!

    E não só no tema do sexo se nos quer passivas e sossegadas. No trabalho não agradamos se somos agressivas, as feministas têm fama de histéricas mal amadas, as que usam palavões com a mesma naturalidade que os homens não passam de mal-criadonas aloucadas, as grávidas que mostram a barriga de sete meses são consideradas umas exibicionistas, putos de vinte e poucos que namoram com senhoras mais velhas fazem-no por dinheiro e nunca por natural interesse numa mulher bem vivida e potencialmente mais sábia, por não falar da fama miserável das miúdas que insistem em ter uma vida sexual activa e saltitante. Eu digo que é medo. Sim, muitos homens infelizmente têm medo de partilhar mesa e cama com uma igual, uma mulher que lhes faça frente, que se mostre forte e altiva, sem fingimentos sonsos de menininha indefesa. E não deveriam, palavra de honra. Se nós gostamos que os homens sejam fortes e valentes, audazes e potentes, porquê não haveriam eles de preferir que a mulher que os acompanha seja sexy e poderosa? Que ameaça pode constituir para um homem bem resolvido uma fêmea com voz activa e vontades bem claras? Se eu fosse homem estaria bem feliz de encontrar uma mulher com tanta iniciativa ou mais que eu, que me surpreendesse, me excitasse, me desse vontade de mais e melhor cama e que me reclamasse de vez em quando “I have sex”! Mas claro, eu gosto de homens de verdade que gostam de mulheres de verdade.



    Por Rititi @ 2011/02/24 | 6 comentários »


    Os deolindos

    Coitados dos deolindos, esses putos de 25 anos que apesar de terem uma licenciatura em gestão de artes cénicas não encontram trabalho na sua área e que como muito são contratados para um estágio onde não recebem mais de quinhentos euros e que não têm dinheiro para comprar uma casa com três quartos no Chiado e por isso vivem com os pais em vez de partilhar um apartamento com mais três deolindos e que são obrigados a andar de transportes porque não há banco que lhes dê um crédito para comprar um Golf. É fodido ter 25 anos e confirmar que a vida lá fora não respeita as mordomias a que estávamos habituados em casa dos pais. É fodido não receber 2.000 Euros porque “fartei-me de estudar”, é fodida a incerteza de um contrato de trabalho merdoso, é fodido. Eu acho bem que os deolindos se queixem à porta da Bicaense, que bramem contra as injustiças do liberalismo, que cantem hinos no festival da Zambujeira. Pois. O que eu já acho mesmo fodido é que os Deolinda, esse grupo de intervenção estilo Lux, não cantem a essa geração de trabalhadores das fábricas de São João da Madeira que se matam a trabalhar de sol a sol e pelo salário mínimo, se é que recebem, porque muitas das vezes os patrões declaram-se em falência para abrir outra fábrica mesmo ao lado. Fodido mesmo é que o Bloco de Esquerda, os líderes da esquerda betinha e fracturante, nunca se tenha lembrado dos salários miseráveis das educadoras de infância, das empregadas de supermercado, das cabeleireiras, das senhoras da limpeza, porque esta gente não canta hinos, não é gira, não tem um curso superior em Cultura Visual, não lê Paul Auster, não tem tempo para se queixar porque passa a vida a trabalhar. Básicamente, estes defensores da suposta geração perdida são incapazes de sentir empatia pelo povão, pela que sempre se chamou classe trabalhadora e que é realmente a geração desperdiçada, gente cuja força bruta e capacidade de sacrifício e de trabalho ninguém aproveitou mais que para encher centros comerciais e estádios de futebol. Gente que acorda de madrugada para dar de comer aos filhos e a uns pais cuja reforma não passa dos cem euros, que paga empréstimos, crédito habitação, impostos, segurança social, tem os putos em escolas e ATL, mas que chega ao fim do mês sem capacidade de poupança porque não lhes dá o ordenado para mais e que não sai da cepa torta, incapaz de pertencer à classe média, que é a que levanta o país e que realmente deveria interessar ao Bloco, aos deolindas e a todos estes indignados. Mas esta gente que não interessa a ninguém porque não vai a concertos no Coliseu ouvir os Deolinda porque não têm dinheiro nem pais a quem continuar a chular as entradas enquanto se queixam que são escravizados.



    Por Rititi @ 2011/02/21 | 40 comentários »


    Francisco

    Um amor sem sobressaltos, esse és tu, a certeza que tudo vai correr bem, que já dormiremos um dia destes, que não há pressa para cresceres, que cada dia passa quando passar. Um cantinho de paz, o momento zen do dia, um sorriso imenso condensado num corpo de bebé de quatro meses, um respirar profundo quando dormes, umas mãozinhas que começam a investigar-se. O cheiro delicioso do teu pescoço, as risadas incipientes, o brilho azul dos teus olhos redondinhos como berlindes. O segundo filho, o recomeçar da voragem da vida, das incertezas, das dúvidas sobre a possibilidade de voltar a amar com a mesma generosidade. E aconteceste. E que idiotas se demonstraram os medos. Descartaram-se as teorias idiotas, inúteis resultaram as certezas absolutas, os livros acabaram no lixo. Não há ciúmes, nem histerias, só nós, siameses num amor maior. Entre nós os dois há um pacto secreto, uma cumplicidade que vem das entranhas, da partilha dos líquidos, do milagre da vida, dos ruídos uterinos, de um amor do que só nós podemos dar conta. De nada serve explicar o que só a nós nos pertence, um amor tão original como fundamental para entender o nascimento do Universo, o movimento das marés, o efeito do vento nos cabelos das mulheres bonitas. Um amor anterior a esta casa, à banheira, às fraldas, ao quotidiano de leite e mimos, a uma família que celebra cada gargalhada tua, cada tentativa de endireitar as costas, cada encontro com a água. Uma família agradecida por cada dia que partilha contigo, meu anjinho perfeito, meu querido filho.



    Por Rititi @ 2011/02/16 | 12 comentários »


    Ay, Dios mío



    Por Rititi @ 2011/02/15 | Sem comentários »


    PEDIDO DE AJUDA

    Queridos leitores rititinianos, hoje preciso de a vossa ajuda. Uma amiga de Madrid vai viver para o mês que vem para Lisboa (Bairro Azul) e procura uma creche para as duas crianças. Alguém sabe? Recomendem, por favor. Muito obrigada!



    Por Rititi @ 2011/02/14 | 11 comentários »


    CAYETANO

    Cayetano, a secas. Así se nos presentó como novillero, con un cartel hermoso y un linaje excepcional que emocionó el mundo taurino. Una expectación inusual se apoderó de los críticos, los aficionados deseaban confirmar la genialidad del último heredero de las mejores dinastías de la Tauromaquia del Siglo XX, los medios de comunicación le dedicaron portadas y elogios casi mesiánicos. Sin embargo, Cayetano, a secas, se mantuvo impasible, presagiando lo que sería su modo de entender el toreo: inteligente, sosegado y elegante. Porque eso es lo que significa Cayetano: distinción y gentileza, dones admirables que se reflejan en la delicadeza de sus gestos, en la finura natural que hay detrás de cada muletazo, en un saber estar en la plaza que viene dado por la madurez, la reflexión y el tiempo. Más allá del Hola y de Armani, de la retahíla de apellidos centenarios y del circo mediático que le rodea, Cayetano representa un modo de torear basado en el buen gusto, en la sencillez y en la armonía. O en lo que llamaríamos la esencia del toreo. A secas.

    (Texto escrito para o Club Taurino Extremeño por motivo da Feira de São João de Badajoz e que hoje dedico à leitora e aficionada Maria Pink and Sushi)


    Por Rititi @ 2011/02/11 | 11 comentários »


    Cara nova para o rititi

    Quem tem o blogue mais lindo do mundo? Quem ganhou, além do touro com os cojones rosa, um galo de Barcelos mais querido? Não está lindo o logo, do mais power girl que há? E já reparam na pin-up lá em baixo, toda gira ao telefone? Espelho meu, espelho meu, há acaso um blogue mais bonito que o meu?

    Obrigada, querido Rui Martins, obrigada.



    Por Rititi @ 2011/02/10 | 6 comentários »


    RITITI FAZ ANOS!

    36 anos. Tenho força, o marido perfeito, os filhos ideais, amigos cá mesmo do coração, uma família mais que atenta que mima, saudinha e muito amor por todos os lados. Quem disse medo? Venham os anos, que eu já trato deles!



    Por Rititi @ 2011/02/09 | 9 comentários »


    ISTO NÃO É UM BABY BLOG

    Nos sete anos que existe o Blogue Rosa Cueca já aqui contei de tudo: idas à Tailandia ou à Grécia, carraspanas terríveis e ressacas de cavalo, visitas a museus, a morte da minha gata Lucrécia, a mudança de casa, as minhas viagens à Grande Alface e a Espinho. Os que me seguem há mais tempo sabem dos meus filmes e pratos favoritos, como me sinto em paz no Alentejo, no monte, o que penso sobre o aborto, as corridas de touros, o cabrão do lenço na cabeça e os gajos que vão às putas. Já declarei mil vezes o amor ao Mr. Pinheiro, já elogiei amigos, já dei prémios aos melhores bloggers, já mandei muita gente pró caralhinho também. Percebo que haja desse lado do ecrã gente que ache que me conhece bastante bem, claro, depois de sete anos de escrita compulsiva que vem da urgência de escrever e ser lida e, porque não, de um certo exibicionismo. Acontece que nos primeiros post sobre os efeitos da maternidade no meu quotidiano, reparei que esse exibicionismo tem um limite: os meus filhos. Por muito bonitos que eu ache que são os meus filhos (que o são), por muito divertidos que sejam os raciocínios, sou incapaz de partilha-lo no blogue. Porque vocês sabem quem eu sou, mas eu não sei quem está do outro lado. Pronto. Por isso não há cá fotografias para ninguém, nem de costas, nem de cara cortada, nem merdas. Por decência. Porque a intimidade deles vale ouro. E porque eles não têm a culpa que eu tenha um blogue e escreva em jornais. Que pensariam daqui a uns anos quando vissem escarrapachadas na net as nossa conversas? Se eu sou incapaz de reproduzir aqui o que falo com o meu gajo ou com os meus amigos, porquê iria fazê-lo com os meus filhos, que são os seres que mais precisam da minha protecção? E a quem interessa, aliás, saber o que comem, quando cagam, o que dizem? Sim, devo ser a única gaja com filhos da blogosfera que mantém em segredo o quotidiano dos filhos, e se há coisa que aprendi logo no dia em que pari é que cada mãe/pai sabe de si, e que se publica fotos dos filhos, da roupinhas novas, das notas e dos brinquedos, tem a certeza que está a fazer o correcto. Mas eu não sou capaz. Perco leitores, mas ganho o respeito dos meus filhos.



    Por Rititi @ 2011/02/04 | 22 comentários »