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Rititi

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INÍCIO

  • Trambolhos Reais II

    Um casamento real não é a cerimónia dos Oscar, nem a entrega de uns prémios da música  num subúrbio de Los Angeles. Aqui os convidados não são (ou não deveriam ser) famosos do momento, celebrities de revista e reportagens natalícias na Caras. São de outro calibre. Gente classuda. Como a Rainha. A Rainha pode-se vestir de amarelo (ou verde ou laranja) porque está feita de uma pasta diferente que o resto da humanidade. Ia perfeita com o seu chapéu e os seus sapatinhos cómodos. Ou a Camilla, a bruxa má desta história, simplesmente fabulosa vestida de senhora feia com estilo campestre.  Até a Princesa Ana estava fina, ela que parecia que tinha reciclado os cortinados de palácio para fazer o vestido. Gosto dos royalties ingleses, desses condes e duques rurais com cinco apelidos, gosto das ladys e dos seus chapéus absurdos em forma de barco. Têm pinta. Têm um sotaque fabuloso. Têm graça natural. Têm dinheiro e património e criadagem herdada dos bisavós. Suficiente para me declarar fã.

    Podemos agradecer as grandes cagadas do casamento às afluentes, às burguesas endinheiradas, às consortes com manias de grandeza, em resumo, ao povão.

    Chelsy Davy acordou com uma ressaca de tal magnitude que vestiu a mesma roupa que no dia anterior, enxovalhada e com a bainha descosida e nem tempo teve a desgraçada para se maquilhar e pentear-se. Ou então é uma porcalhona de cuidado.

    A Grande Duquesa do Luxemburgo não dá uma para a caixa. A gente sabe que é baixinha e mal enjorcada, o que não deve ser nada simpático quando se coincide com uma Mary Donaldson ou uma Letizia numa reuniões de princesas europeias. Mas isso não é desculpa para se vestir de secretária com um conjuntinho baratuxo comprado nos saldos das Modas Lenita lá em Santa Iria da Azóia.

    Alguém lhe diga à mulher do Nick Clegg, a espanhola Miriam González, que existem cuecas sem elástico que não lhe marcam o cu de pera. Cuecas de cor de carne. Ou até podia ir sem cuecas. Ou directamente não ir para ir nestes preparos.

    Letizia, a mortiça e sonsa aspirante ao lugar da Rania da Jordania. Sopeirona mesmo. Se este é o futuro da Monarquia espanhola que venha já a República.



    Por Rititi @ 2011/04/30 | 5 comentários »


    Trambolhos Reais

    (uma rapidinha porque tenho que ir buscar os putos à creche. Depois volto, juro)

    Lady Gaga e uma senhora gorda com um animal morto não identificado na cabeça.



    Por Rititi @ 2011/04/29 | 17 comentários »


    Era mesmo isso

    “Portugal é um país de egoístas, de preguiçosos, de pessoas que até queriam ter mais filhos mas não dá é a crise temos de ser responsáveis mas que fico com pena fico porque o meu santiago merecia um irmão ele que merece tudo não lhe dou o suficiente, que ficam em casa dos pais e precisam de comprar o último modelo do tdi que já tem gps dá imenso jeito também fico só a pagar mais 46 euros por mês, um país de filhos únicos, filhos simultaneamente mimados e ignorados, príncipes do vazio, ligados a todas as tecnologias, a todas as redes, ele merece tudo, é o meu anjo, esperei 39 anos por ele, que não tem culpa, eu vi o que aconteceu à carreira das que engravidaram antes dos 30, onde estão elas agora?, não se chega a sub-directora ficando em casa a mudar fraldas, se não fosse o divórcio se calhar tinha ido ao segundo, mas era irreconciliável, já só gritávamos, agora que olho para a nossa lua-de-mel tudo me parece há anos sem fim, foi só há quatro, o Vietname é lindo naquela altura do ano, o governo não apoia a natalidade, a culpa é da licença de maternidade e dos benefícios fiscais, ter filhos é um sacrifício muito grande, abdica-se de muito, a qualidade de vida baixa e agora uma pessoa já estava habituada, é a crise, é a crise, estou atrasado para o concerto de logo à noite.”

    Lourenço, no grande Complexidade e Contradição.



    Por Rititi @ 2011/04/27 | 11 comentários »


    PENTHOUSE DE MARÇO – AS NOSSAS CURVAS

    Ligo a televisão e não vejo mais que mamas. As mamas da Irina realçadas por um sutiã milagroso que parece que as vai fazer rebentar. As mamas exultantes de maternidade da Penélope Cruz na cerimónia dos Oscar. As mamas de três modelos meio nuas da Victoria’s Secret que abanam a cabeleira, sorriem e dão saltinhos histéricos no telejornal da hora do almoço. Pelos vistos as mamas estão outra vez na moda. Leio reportagens sobre o retorno das formas, sobre o renascimento da feminidade mais acorde com a “mulher real” e, de facto, se há algo que reflicta a rotundidade do corpo da mulher real isso é um par de mamas. Aliás, esta profusão de mamas, este renovado interesse do mundo da moda pelas curvas, decotes, pernas, coxas e rabos é de agradecer, apesar de me parecer ridículo e redundante. Como se as mulheres fôssemos uma tábua de passar a ferro e agora os editores das revistas tivessem descoberto as mamas graças a uma revelação divina! Já não há pachorra, palavra de honra, para estes ideólogos da moda que cada cinco anos nos anunciam, como se tivessem inventado a cura do cancro, que afinal o rabo existe! Ó santa paciência….

    Porque no fundo, o mundo da moda é misógino, machista e tremendamente estúpido. Quem cria as tendências que depois enchem revistas, cartazes e as prateleiras das zaras não conhece as mulheres, não gosta das mulheres, acha-as ordinárias, tristemente balofas e mamalhudas, indignas de ser as destinatárias de colecções super exclusivas e inovadoras. Basta ver as passarelles de Milão, Paris, Londres: as miúdas que desfilam com essas caríssimas criações são cabides que não pesam mais de quarenta quilos, estão feias de tão magras, estupidamente ossudas. As chamadas “it girls”, essas raparigas que enchem revistas só porque supostamente vestem tão bem que criam moda e que são sempre fotografadas abraçadas a um Karl Lagerfeld qualquer, não têm mamas, parecem anorécticas e doentes, tristes de tão famélicas e sem gracinha nenhuma por muitos sapatos de quinhentos euros que calcem. As revistas femininas não perdem oportunidade de nos chamar gordas, enchendo as páginas com dietas mágicas para emagrecer num tempo recorde, truques de estética para parecer mais novas, testes para medir o índice corporal. No fundo, os estilistas, editores e ideólogos da moda sentem um desprezo real pelo corpo, pelos subterfúgios da pele, pela essência que desprendem as curvas, as formas, as mamas desafiantes. As mulheres não somos para esta gente egocêntrica mais que consumidoras finais de um conceito pueril de beleza que nos tenta manter como eternas adolescentes.

    E o pior é que nós, as mulheres, achamos tudo isto normal. Compramos as revistas, passamos fome e penúrias graças a dietas impossíveis, duvidamos da nossa sensualidade cada vez que nos encaramos com uma miúda mais nova ou mais alta ou mais gira, sofremos por um quilo a mais ou por ter o cabelo menos brilhante, invejamos as pernas esquálidas das top models, olhamo-nos ao espelho uma e mil vezes à espera de encontrar um novo defeito, como se não nos bastassem os que já temos. É normal que os homens digam que não nos percebem, que achem que somos doidas varridas. Eles olham para nós, atacadas dos nervos, sempre insatisfeitas com as nossas coxas e com a barriga que nunca voltará a ter dezoito anos e encolhem os ombros, esperando que num desses arrebatos histéricos à volta do nosso corpo lhes prestemos atenção quando nos dizem ao ouvido que estamos bonitas assim, que qual dieta qual carapuça, que anda cá minha fêmea com as tuas mamas e as tuas banhas. Só temos que deixar de insistir no evidente: que nunca pesaremos quarenta quilos e que não há gajo que goste de dormir com um esqueleto ao lado, por muito capa de revista de moda que seja.



    Por Rititi @ 2011/04/19 | 9 comentários »


    Antes muerta que sencilla

    Correr atrás do autocarro em cima de uns saltos de dez centímetros não é glamour: é falta de dinheiro para um táxi.



    Por Rititi @ 2011/04/12 | 7 comentários »


    O que eu adoro as minhas amigas “de toda la vida”

    À espera de Attitude, o último trabalho (ou ainda se diz disco?) de United Flavour, o grupo da minha querida amiga Carmen Morejón. Desde Praga para o Mundo, love and affection, boa onda, carisma e muita atitude! São ou não fabulosas as minhas amigas?



    Por Rititi @ 2011/04/11 | Sem comentários »


    Portugal

    Portugal e o Euro 2004. Portugal e as Scuts. Portugal e o Magalhães. Portugal e os ordenados dos gestores. Portugal vendida como uma puta de praias paradisíacas e campos de golf. Portugal e as “novas oportunidades”. Portugal e os ídolos, as Lyonces Viiktoryas, a idolatria dos cristianos e do novo-riquismo analfabeto e com interminável tempo de antena. Portugal e os seus pequenos líderes corruptos que se rastejam nos parlamentos, autarquias, campos de futebol, platôs de televisão sem limites, sem consequências, sem castigo. Portugal e o espólio da nossa identidade, com bandeiras patrocinadas por bancos, o hino como reclame publicitário, a História como passatempo de governantes ignorantes. Portugal e os ares de superioridade, esbanjando fortunas emprestadas, desperdiçando fundos que se nos confiaram para crescer, ser melhores, estar na linha da frente. Portugal e os tratados e as cimeiras e as passadeiras vermelhas para ditadores, déspotas regionais, vilõezecos com barris de petróleo. Portugal e o envelhecimento de um interior que vai da fronteira com Espanha até às portagens da ponte 25 de Abril. Portugal e os recibos verdes e o salário mínimo e a precariedade e um carro para cada membro da família e as férias de três semanas no Algarve e os maiores centros comerciais da Europa e cartões gold e bilhetes esgotados para qualquer concerto no Pavilhão Atlântico. Portugal e os sonhos de grandeza. Portugal e o resgate.



    Por Rititi @ 2011/04/06 | 13 comentários »


    A modos de explicação: uma gaja bonita



    Por Rititi @ 2011/04/02 | 5 comentários »


    A modos de explicação: uma gaja tesuda



    Por Rititi @ 2011/04/02 | 2 comentários »


    A modos de explicação: gajas giras



    Por Rititi @ 2011/04/02 | 4 comentários »