À falta de tempo para escrever deixo-vos este belíssimo texto da Ana Margarida Craveiro
Evidências que não o são – condição feminina
Surpreende-me que em pleno século XXI ainda seja preciso discutir este género de questões:
1. em Portugal, um violador de uma grávida de 8 meses (pior, um prestador de cuidados médicos) sai impune, porque a juíza considera que não houve violência (é a chamada violação gentil, ou com jeitinho). Como se uma violação não fosse violência suficiente.
2. em Inglaterra, discute-se a diferença entre violação a sério, e violação mais ou menos (parece que há umas que têm vontade de ser violadas).
3. em França (e também por aqui), um homem poderoso é um santo, e tudo o que faz em privado são meros pecadilhos (incluindo a tentativa de violação). A polícia e o sistema judicial são abusadores deste mesmo homem, ou jogadores numa teoria internacional de conspiração. A vítima? Não interessa nada, é só uma empregada de hotel.
Um problema europeu? Pois, parece bem que sim. Na Europa, aparentemente é perigoso ser-se mulher. E eu confesso que não o sabia.
(no Delito de Opinião)
Por Rititi @ 2011/05/19 | 2 comentários »
Olha Rititi , eu q saiba q andas com falta de tempo pq te andas a abanicar lá na Feria de San Isidro ;)….. fico roídinha de inbeja 😉

Como diria o outro: “Olhe que não, olhe que não…”
Nem sempre assim será, pelo menos neste “cantinho” tão peculiar. Se não acredita, veja bem:
“Procurador liberta colega que conduzia alcoolizada
Francisca Costa Santos, a procuradora libertada, conduzia em contramão com 3,08 g/l de álcool”
– in : http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/procurador-liberta-colega-que-conduzia-alcoolizada
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Agora um pouco mais sério: Apesar de considerar que os exemplos que apresenta são bem válidos e demonstrativos, parece-me que o mal não é “exclusivamente” direccionados ás Mulheres. Creio que é mais um problema de “fracos” e “fortes”…sendo que os lobbies e poderosos tendem cada vez mais a condicionar/moldar a Justiça á luz dos seus interesses!
Embora concorde que as Mulheres continuam muitas das vezes a ser prejudicadas, parece-me que neste momento o problema é mais profundo e generico, não se limitando apenas a uma questão de sexo.