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Rititi

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INÍCIO

  • Há dias em que eu nem sei o que sou. Se em relação ao post sobre Strauss-Khan me enviaram e-mails furibundos a chamarem-me feminista histérica e recalcitrante, no outro dia, durante um jantar, quase fui apelidada de machista a propósito do caso da ministra de Defesa espanhola que aceitou o cargo estando grávida e que decidiu não gozar a totalidade da baixa maternal. Como já escrevi aqui, algures em 2008, acho um piadão de primeira que enquanto o Parlamento Europeu tenta que a baixa maternal se amplie a cinco meses para todas as mães uma ministra socialista diga, através dos seus actos, que não precisa de estar o tempo todo que a lei lhe permite com o seu filho, porque é ministra e tem que governar o mundo, os exércitos, o caralho. Se a directora geral de uma empresa privada não quer, é problema e decisão dela (e de todas as suas subordinadas, claro), mas que a mesma ministra que se apresenta como estandarte do feminismo porque passa revista às tropas prenha de sete meses transmita a mensagem que a baixa maternal é prescindível, fode-me soberanamente. Pode-se partilhar a baixa com o pai? Sim, claro, mas estamos a falar de símbolos, da necessidade de dizer aos empresários (os mesmos que não têm o mínimo problema em despedir grávidas) que quando temos um filho precisamos, mãe e filho, de tempo (superior a seis semanas) para nos conhecer-nos, para aprender a amar, não se trata só de alimentação ou de dar o peito. E que uma mulher se comporte igual que um gajo não é sinónimo de paridade, nem de igualdade, estes dois estandartes a que se agarrou este nefasto e ridículo governo de Zapatero. Chamem-me machista, vá lá, por achar que a maternidade vai mais além de parir, que os bebés precisam do cheiro, da nossa voz, do roce, do amor da mãe. E não acontece nada nem se acaba o mundo se durante quatro ou cinco meses se para um bocadinho. Mas claro, é mais importante ser ministra de Defesa.



    Por Rititi @ 2011/06/09 | 8 comentários »

  • Enquanto uns empurram a carroça para a frente, outros fazem questão de a empurrar para trás…

  • Só consigo dizer uma coisa:

    Khaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaan!

  • Juanna says:

    Honestamente, embora saiba que acarreta despesas brutais, sou defensora da baixa por 1 ano.

  • Eu sei que sou loira, mas juro que não percebi como raio é que a indignação contra a decisão da Ministra da Defesa pode ser apelidada de machismo… Mas claro, eu para além de loira tenho a agravante de ser pediatra (pois, há sempre as que acumulam) e portanto não consigo problematizar o assunto e raciocinar sobre ele. Só consigo ter pena da criança e da mãe…

    (um) beijo de mulata

  • Não há nada mais importante e momento mais especial que os primeiros tempos com um filho. Infelizmente, eu estava a recibos verdes (falsos, claro) e só tive direito a 3 meses em casa com o meu filho durante os quais, generosamente, a empresa me pagava o ordenado. Mas não tive direito nem a mais um dia, mesmo com o meu pedido para ficar em casa e não receber. Neste momento, estou a contrato para a mesma empresa onde já estou há mais de 6 anos, mas apesar dos contratos dizem que as regras são as mesmas e que não nos podem dispensar e assegurar o trabalho por mais de três meses. É incrível como nos fazem crer que somos insubstitúiveis, mas insubstituíveis somos nós para os nossos filhos. Eu estou a pensar ir ao segundo filho e vou lutar pelos meus direitos de maternidade.

    Já agora: Como é que foi a transição para o segundo filho? Tiveste medo de falhar? De não dar ao primeiro a atenção que ele merece e precisa? De não conseguir amar de igual forma o segundo filho? É que o amor que eu sinto pelo meu filho de ano e meio é tão grande que parece que não há outro igual. Gostava da tua opinião. Já percebi que muitas mulheres têm as mesmas dúvidas e receios que eu.

    http://vidasdanossavida.blogspot.com/2011/06/o-segundo-filho.html

    • Juanna says:

      Eu tive as mesmas dúvidas, as quais se dissiparam ao fim de 3 nanosegundos depois de ver o meu segundo bebé. Não dou a mesma quantidade de atenção à primeira, pois não. Mas é assim mesmo e já percebi que não é a quantidade que importa. Somos 4 agora e todos tivemos de nos adaptar. Ninguém está traumatizado e se há ciúmes, pois que os haja. Amo-as de maneira avassaladora, às duas. E diz o cliché que o amor por filhos não se divide, multiplica-se. É verdade, verdadinha. O pior que faço é compará-las tanto, e sei que não devia.

  • Patricia says:

    Pois eu não vejo qual o problema.Estar em casa com um filho 5 meses nao é para mim uma necessidade!Por acaso se calhar até podes fazer isso com o teu trabalho,mas conheço gente que faz muita falta no emprego e por isso atém nem quer gozar a licença,conheço vários casos!Eu nao pude gozar da licença porque precisava de trabalhar e nao foi por isso que deixei de aprender a amar a minha filha e a conhecermo-nos uma à outra!Eu sou dona de uma empresa e nao deves imaginar que há funcionarias que fazem muita falta nesses 5 meses!Mas isto é o meu ponto de vista,mas ha paises onde nao existe licença de maternidade!

  • Anji says:

    Eu sou a favor da licença de maternidade e de tudo o que possa significar…mas o que é bom para uns…não tem que ser para outros…o que faz feliz a uns, não faz feliz a outros….eu fui feliz com 2 meses e meio de licença, dei de mamar até aos 12 meses…e estava ausente a trabalhar quando a minha filha dormia…o pai teve oportunidade de usufruir da filha…não tenho dúvidas que a minha filha não notou a ausência das poucas horas que estava fora de casa…até porque tinha a hora da amamentação…o que reduzia ainda mais…tem uma ligação desde sempre a mim…para a vida…é uma criança feliz, foi sempre um bebé fácil….e tem…uma mãe feliz e um pai feliz…VIVA AS OPÇÕES DE CADA UM….tomara muitos pais conseguirem fazer os seus filhos felizes como a minha é….uns tiveram os papais 5 meses em casa…e vai dai saem mamas frustradas que não resultam na vida de crianças…nunca descurei da minha filha…ela é prioridade, mas eu também sou…

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