Este site foi concebido para ser visto num browser dentro dos limites da caducidade: infelizmente não é o caso do seu. Assim, a sua experiência de navegação será seriamente afectada. Sugerimos a instalação de um browser mais séc. XXI, se lhe for possível: http://www.mozilla.com/firefox . Mas qualquer outro serve.

Rititi

Rititi

INÍCIO

  • Amy

    Não leva morta nem 24 horas e já os moralistas do costume fazem questão de nos lembrar as maldades dos excessos, do corrosivas que são as drogas e o álcool, do absurdo que é desperdiçar o talento, a juventude, a vida, como se a vida fosse uma verdade absoluta e todos a tivéssemos que a viver igual. Coitada, leio. Que desgraça para a música. Os mesmos moralistas que, de certeza, abriam o Cuore e se riam daquela figura escanzelada, cheia de tatuagens absurdas, com um arzinho entre o deplorável e patético, ora a cair à porta de um clube, ora a fugir de jornalistas e fotógrafos que alimentavam o mito de estrela decadente. Amy só tinha 27 anos. Se aos 2o era uma promessa do novo soul, com 23 foi elevada a ícone, com o Karl Langarfeld a inspirar-se no seu penteado para os seus desfiles de Paris e os gurús da música, da moda e do life style a encherem páginas de revistas com a nova musa. E as discográficas, felizes, finalmente tinham descoberto não uma cantora, mas sim uma escritora talentosíssima. Claro que as discográficas se estão a cagar se as letras se inspiravam em tardes a brincar com a Barbie ou numa noite de copos e pancadaria com o namorado. O importante era encher estádios de futebol, levar a miúda a programas de televisão, fazer dela uma peça indispensável de mainstream, sem querer perceber que não era a sonsa da Duffy ou a experiente Madonna, que o sítio da Amy não era no Rock in Rio, esse McDonald’s da música pop. O que os moralistas do costume, esses abstémios que nunca fumaram um charro porque têm medo de acabar agarrados à heroína, nunca entenderão é que há pessoas diferentes, mais sensíveis, mais atormentadas e que nem todos lidamos igual com os medos, com as dores, que há almas que precisam fugir (todos precisamos fugir um dia) e que as drogas são uma maneira mais de nos aliviar as penas. Exigir que um ser como a Amy Winehouse se comportasse como a última vencedora do American Idol, um produto para consumo de milhões que não diferenciam o soul da música electrónica, é desconhecer os segredos da alma, a essência do ser humano.



    Por Rititi @ 2011/07/24 | 12 comentários »


    Filmes de Gaja (II)

    Ainda estou à espera que os meus pais me levem de férias a um resort piroso cheio de velhadas onde o Patrick Swayze dê aulas de dança.



    Por Rititi @ 2011/07/22 | 5 comentários »


    Filmes de gaja



    Por Rititi @ 2011/07/21 | 4 comentários »


    O verdadeiro evento do verão de Madrid

    Antonio López no Thyssen, até o 25 de Setembro.



    Por Rititi @ 2011/07/19 | 1 Comentário »


    Pornografia infantil

    La reina de la belleza infantil se jubila a los seis años para escribir sus memorias



    Por Rititi @ 2011/07/15 | 12 comentários »


    I love Madrid

    Juro pela minha saúde que hoje vi um cão com aparelho nos dentes.



    Por Rititi @ 2011/07/14 | 16 comentários »


    Voltei a caber na 38. Voltei a comprar vestidos curtos. Voltei a pesar 57 quilos. Mas não voltei ao meu corpo. Explico-me. As minha mamas, as desgraçadas, não são nem a sombra do que foram num passado glorioso, aquelas mamas soberbas que tantas alegrias me deram. Nada, uma pena, maravilhas da maternidade, do aleitamento materno e da puta da gravidade. E tenho na barriga uma bóia de banha com todo o aspecto de querer ficar-se instalada com carácter permanente, a ordinária. Ah, e as ancas alargaram. Desta não estava à espera. Nem sei que dizer em relação às minhas ancas novas, nem se gosto, se desgosto, ainda nos estamos a conhecer, dêem-nos tempo. Ou seja, tenho um corpo antigo cheio de aplicações novas. Mas, olha, estou contente. Vejo-me ao espelho dentro deste vestidinho novo que comprei a semana passada na Zara por, acho, trinta e tal euros, e acho-me gira, mesmo gira. Ora se eu marco 36 anos no BI e pari dois filhos, porque carga de água o meu corpo deveria ter 25? Sim, claro, posso matar-me a spinning e a disparatadas corridas de duas horas à volta do Retiro, puxar as mamas para cima, besuntar-me com cremes anti-idade, recachutar-me e remodelar-me, mas o meu corpo continuaria com 36 anos. Posso voltar a pagar 140 aurélios por duas aulas semanais de pilates, mas a quem quero enganar? Quero parecer a idade que tenho. Não quero ser a Demi Moore, nem a Sharon Stone, que, desculpem-me, não estão nada bem para a idade que têm porque elas odeiam (por muito que confessem às Vogues e Elles o sábias que se sentem) ser velhas, têm horror dos braços flácidos e das rugas do pescoço. E isso não é estar bem, é ser-se muito infeliz com o corpo, com o esqueleto que nos sustenta. É ser-se escravo de uma fantasia absurda. E eu não quero que essa fantasia me persiga quando fizer 40 anos e a celulite acampar alegremente nas coxas, ou quando aos 50 as minhas mãos apresentarem rugas e manchas. Não é resignação, é aprender a sorrir todos os dias quando me olho ao espelho.



    Por Rititi @ 2011/07/08 | 10 comentários »