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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • Educar é mais do que isso

    Ai, a blogosfera e as suas pérolas. Que giro e que engraçado é ler os bitaites de miúdas que se acham donas de todas as verdades, sem limites, desde as relações, aos divórcios e, claro,  até à educação dos filhos (das outras, claro). Pois, eu antes também era assim. Sem filhos, com uma vida entre imperiais, noitadas e horas perdidas nas zaras (mentira, eu não comprava na zara, a zara é um lugar de pós-parto e de contenção, para gastar trinta em vez de cento cinquenta), enfim, com uma vida umbiguista e despreocupada de vez em quando também me lembrava de cagar umas sentenças sobre as crianças. Sobre os filhos dos meus amigos, sobre os putos que berravam na rua, sobre as crianças que eu um dia iria parir e criar com o maior dos sucessos. Ah, os meus filhos, que êxito!, esses nunca fariam uma birra, qual quê, nem cuspiriam a comida, não gritariam a um estranho, eles seriam um exemplo de educação, primor, limpeza e cordialidade. Olha, bem me fodi. Porque, olha que máximo, os putos não saem ensinados e por muito que se lhes eduque os gajos têm memória de peixe e ao minuto seguinte tem-se que se voltar a repetir tudo. Criar um filho é como falar para o boneco, literalmente. Senta-te bem, fecha a boca, olha para a frente, pede por favor, pede desculpa, agradece, dá um beijinho, não corras, não te sentes no chão, não se faz, faz isto, faz assim, faz depois, espera, não esperes, come tudo, não comas tanto, uma infinidade de ordens e mandamentos que se repetem a todas as horas, a todos os minutos, no restaurante, à frente de amigos a quem já lhes cobrámos a má educação das suas crias (Deus de facto tem um sentido de humor do caralho), no cabeleiro, sempre e em todo o lado. E nós com sono, cansados, com ressaca, com dores de ovários, de dentes, de costas, com dias de merda no trabalho, sem pachorra e sem dinheiro para pagar uma criada interna e fugir dali para fora durante um fim de semana e fingir que ainda temos uma vida, aquela vida em que se liam livros nas férias e se dormia até ao meio dia num sábado qualquer, uma vida em que se improvisavam escapadelas românticas e jantar às onze da noite.  E isto tudo cansa, foda-se, ai se cansa. Mas é assim. Não deixamos de gostar deles, nem sequer de adorar a nossa vida, só porque temos que os educar e castigar e reprimir e dizer que assim não, explicar que estão a ser mal-criados e tudo isto para que algum dia, como por milagre, aquilo que a gente repetiu durante horas e horas assente ali no meio de cérebro e de repente deixem de gritar, cuspir e correr. Mas claro, minhas queridas, isto custa. Os gajos choram no meio da rua e nós deixamos que chorem e berrem porque não vale a pena ir ali, nhó nhó nhó, ai coitadinhas das pessoas não podem ser incomodadas. Birras são birras. E às vezes estão a fazer merda da grossa e têm que levar uma palmada no meio de restaurante todo pipi para horror do casalito de fashions que está a tomar o seu brunch às quatro da tarde e não suporta ouvir a voz de uma criança. Paciência, é do lado que melhor durmo. Prioridades. E entre as prioridades há algumas mais prioritárias que as outras, mais importantes, menos importantes e outras absolutamente cagativas. Oh Rititi, então, está negativa? Não, não estou. Estou-vos a dizer, suas inteligentes, que se lembrem disto da próxima vez que virem uma mãe a deixar o puto correr na piscina à vontade, a atirar-se de bomba, rir-se à gargalhada e curtir o bom de ser criança. Educar não é mandar o puto calar só porque vocês querem dormir a sesta. Desculpem lá, mas isso para mim é cagativo.



    Por Rititi @ 2011/08/29 | 22 comentários »


    Prémio vai ao cu a ti: um parvalhão na RTP

    (fotografia da Vanity Fair Espanha)

    A semana passada, numa noite de preguiça lisboeta, esbarrei na televisão com um afectadíssimo Malato a conduzir outro concurso banal com perguntas tão fáceis que os burros dos concorrentes, por uma questão de integridade, se negavam a responder. Enfim, continuemos. Umas das perguntas, cuja resposta era “Duque de Alba”, derivou num ameno monólogo sobre Cayetana Fitz-James Stuart, a actual Duquesa, que tem 85 anos. “Ah, pois, a Duquesa, aquilo é só homens mais novos”, debitava o Malato, “uma maluqueira, um atrás do outro”, e lá ia mandando insinuações num tom absolutamente desrespeitoso e infantil sobre uma da mulheres mais ricas, cultas, interessantes e viajadas de Europa, uma figura fundamental para compreender a história recente de Espanha e dona de uma fortuna fabulosa, que inclui latifundios, palácios e obras de Tiziano ou Goya. O Malato insultou, assim, na televisão pública portuguesa, paga pelos vossos impostos, uma senhora. E tão contente. Sim, que querem, aquela merda chateou-me, incomodaram-me esses risinhos histéricos, essa pose de gajo interessante que se acha sabedor de um segredo que partilha com a audiência ansiosa de cusquices mal-dizentes. Vejam lá, a velha farta-se de atacar putos, ahahah! Ora, o que faz da Cayetana uma ganda maluca, segundo o iluminado de turno, é ter um namorado 25 anos mais novo. Chiiiii, imaginem… Taradona da velha. Pois bem, a taradona vai-se casar com esse puto (de 60 anos, por amor de Deus!!) porque diz que está apaixonada e pelos vistos ele também. Maravilha. Ou porque não quer morrer sozinha. Ou porque lhe apetece. Continuo à espera de ouvir as mesmas anormalidades sobre o piroso do Flavio Briatore e da boazuda da mulher, que por acaso só tem 30 anos menos que ele. Que farta que estou de gente estúpida, caralho.



    Por Rititi @ 2011/08/23 | 10 comentários »


    PENTHOUSE DE JULHO – FIGURAS TRISTES

    Sentada numa esplanada no centro de Madrid, vejo como se aproxima à minha mesa um grupo de mulheres eufóricas comemorando uma despedida de solteira, gritando hinos anti-machos e marchando decididas como um batalhão de enfermeiras boazudas, todas elas ligas, cuecas fio dental e decotes até ao umbigo que deixam ver sem o mínimo recato sutiãs de rendas e mamas ao limite da explosão. Para rematar a cena estas amazonas descascadas coroam as cabeças com pilas. Pilas rosadas, enormes, hirtas e que brilham como espadas-láser dos Jedis. Há dias em que uma gaja não devia sair de casa, palavra de honra. Não se confundam: não tenho nada contra as representações da pila, aliás, sou super a favor de vibradores, dildos, coelhinhos incansáveis, hipopótamos mágicos e de tudo que faça a vida (e a sexualidade) das mulheres mais feliz. Mas não me sinto nada cómoda com estas manifestações do suposto orgulho feminino, como se levar um mangalho na cabeça nos fizesse melhores que os homens, mais mulheres, mais poderosas, mais fortes. Mentira, só nos faz parecer mais ridículas.
    Há uns anos atrás vi-me metida numa despedida de solteira. Uma amiga casava-se dias depois e uma das convidadas teve a infeliz ideia de nos levar a um clube especializado neste tipo de festas para jovens casadouras e com enorme facilidade para se embebedar rapidamente à base de bebidas doces e coloridas. Dezenas de mulheres histéricas dançavam imitando a protagonista de um videoclip chungoso de delinquentes da MTV, ansiosas para assistir ao excitante show da noite. E esse grande momento chegou encarnado num sargento da GNR com o peito depilado, um garanhão de ginásio insuflado a anabolizantes e manifestamente gay que debaixo da farda de plástico escondia o gigantesco objecto de desejo das assistentes ao espectáculo. O sargento abanava o rabo, as mulheres gritavam. O sargento apalpava-se o inchaço da entreperna, as mulheres babavam-se. O sargento arrancou as calças de plástico e as mulheres atiravam-se-lhe às pernas, gemendo como se lhes fosse a vida nisso. Até que o sargento escolheu entre o público uma embevecida futura noiva em estado de êxtase místico-vaginal a quem sentou no meio do palco. Já imaginam como acaba a história: enquanto o sargento se roçava alarvemente na cara dela, a eleita ao ponto do desmaio gritava “isto é o melhor que me aconteceu na vida! Mais! Mais! Não pares!”. E essa foi a altura ideal para fugir daquele filme de terror e ir beber um copo a um bar cheio de homens heterossexuais vestidos com t-shirts folgadas e incapazes de mexer a anca ao som da música pop.
    Que o melhor que te aconteça na tua existência seja que um gay te esfregue a pila na cara enquanto as tuas amigas uivam de prazer não só é medonho, é penoso, vergonhoso e tristemente patético. Como seriam as relações sexuais daquela desgraçada? Casava-se para quê, aliás, se obviamente o namorado era incapaz de a excitar e fazer-se babar? E, o que é mais importante, por quê esta necessidade absurda das gajas de imitar o pior dos homens? Acaso precisamos mesmo de assistir a shows de striptease masculinos para nos acharmos iguais aos homens? Usar bandoletes com forma de pilas luminosas é o sonho do feminismo pós-moderno? Meninas, tenham juízo. De certeza que não achavam piadinha nenhuma ver os vossos homens perdidos de bêbedos na rua com um colar de mamas ao pescoço. No mínimo pensavam que os gajos eram idiotas. A sério que gostavam de ter sexo com alguém assim? Pois é.



    Por Rititi @ 2011/08/22 | 8 comentários »


    Saudades de Lisboa



    Por Rititi @ 2011/08/22 | Sem comentários »


    Caros fabricantes de biquinis

    Este ano vim para a praia com um único biquini, o que para uma gaja não só roça o sacrilégio como é uma absoluta ordinarice. Um biquini. Porquê? Porque não encontrei um filhodaputa de um biquini que me ficasse bem. Já aqui falei da minha bóia, da metamorfose pós-parto, do caralho a sete. O problema com esse biquini que nunca chegou à minha casa chama-se mamas, umas mamas que incharam, desincharam, voltaram a inchar e puffffffff, desapareceram, deixando no seu lugar uma pele triste e amorfa. Pelo que leio e ouço não sou a única mulher do mundo a quem isto aconteceu. Somos milhares, não, milhões, as mulheres que sofrem da saudade da mama, essa tristeza por um passado glorioso de volume que preenchia sutiãs e mãos. Então, caros fabricantes, porque carga de água os modelos de biquinis não mudam, porque insistem em negar que há mamas que precisam de apoio, de sustento, de reforço? Acaso os sádicos dos fabricantes gostam que imaginar a nossa raiva dentro dos provadores de roupa? Fazem apostas para ver a reacção quando as nossas mamas balofas descansam bamboleantes dentro do biquini? Há uma conspiração cósmica contra as gajas que dedicaram uns meses a alimentar as crias? E agora aqui estou, no meio do fucking nada, com um biquini comprado há dois anos quando as minhas mamas eram alguma coisa de jeito e que obviamente me assenta como um pontapé no cu, passeando pela praia com umas mamas medonhas que não cabem em biquini nenhum porque vocês se estão a cagar para os corpos (e as mamas) que não cabem nos vossos padrões de beleza de miúdas de vinte anos. Obrigada, seus cabrões.



    Por Rititi @ 2011/08/03 | 16 comentários »


    Rititi de férias e sem wi-fi

    Entretanto podem matar saudades da vossa blogger favorita comprando a Penthouse deste mês e, a partir de amanhã, uma nova publicação super bacana chamada The Printed Blog. Aproveitem, que eu não vou cá estar sempre!



    Por Rititi @ 2011/08/01 | 4 comentários »