
Pegou na camisa dele e cheirou-a, tentando regressar ao amante, à montanha, aos abraços, aos beijos. Pegou na camisa e chorou-o, fez-lhe o luto, agarrou-se a ela porque nunca teve fotografias que lhe ilustrassem as memórias. Amassou a camisa e pegou-a ao peito, tatuou-lhe as lágrimas, fez dela o seu melhor amuleto. As coisas também doem, transpiram. Gosto tanto de Brokeback Mountain.
Por Rititi @ 2011/11/07 | 3 comentários »
Lembro-me de ter ido ver o filme ao cinema, pouco tempo depois de ter estreado, com o namorado pouco convencido. Lembro-me de me ter impressionado com o amor às vezes rude, quase contrariado, e com a injustiça das coisas. Lembro-me do meu namorado ter-se contorcido mais na cadeira com as cenas de carinho do que com os corpos e o sexo. E lembro-me de me terem vindo as lágrimas aos olhos nesta cena, eu que só choro com filmes de bichos e com As Pontes de Madison County. Ele tinha os olhos muito abertos. Tínhamos os dois um sorriso triste – afinal, o vazio é igual para toda a gente e toda a gente o percebe. Também gosto muito do Brokeback Mountain.
Eu choro até perder o ar!

Adoro!
Para mim a mais bela história de amor do cinema.