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Rititi

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INÍCIO

  • PENTHOUSE DE FEVEREIRO: QUANDO ELAS FINGEM

    Rapaz conhece rapariga. Rapaz acha piada à rapariga. Rapaz faz o cortejo do costume e, depois de três cinemas, oitenta euros em jantares e uma tarde com as chatas das amigas, rapariga também acaba por achar piada ao rapaz. Rapaz dá beijinhos. Rapariga dá beijinhos. Rapaz tenta meter a mão debaixo da camisola. Rapariga diz que ela é uma moça séria. Rapaz almoça ao domingo com os pais da rapariga e ainda tem direito a visitar a avó paralítica no lar da terceira idade. Rapariga deixa meter a mão debaixo da camisola. Rapaz prepara noite romântica com velinhas e bombons num hotel com boas referências e longe das amigas, os pais e a avó paralítica. Rapariga estreia lingerie sexy como aquela da Luisa Beirão no anúncio da Triumph. Rapaz toma banho e passa pela farmácia para se abastecer com uma dúzia de preservativos XXL, ultra touch e hiper sensitive plus. Rapaz e rapariga fazem o que têm a fazer com muito cuidado para ficarem com uma bonita recordação da sua primeira e apaixonada vez. Rapaz esforça-se. Rapariga gosta mesmo do rapaz mas o rapaz não parece estar a esforçar-se na boa direcção. Rapariga tenta indicar. Rapaz não atina. Rapariga não pode acreditar que aquilo lhe esteja a acontecer. Rapaz acaba o que tem que acabar. Rapariga nem sequer viu uma luzinha ao fundo do túnel. “Gostaste, meu amor?”, pergunta ele. E ela depois dos cinemas, dos jantares, das amigas, do almoço com os pais e da visita à avó paralítica, depois da noite romântica e das velinhas, da cuequinha de fio dental e do sutiã almofadado, da expectativa, ela responde “sim querido, gostei muito”.

    Esta rapariga faz parte dos 60 por cento das mulheres que segundo a Universidade Oackland finge os orgasmos. Num original estudo (bocejos) sobre a sexualidade feminina (meu deus!) uns cientistas com as paredes cheias de diplomas entrevistaram 453 mulheres com o legítimo propósito de averiguar de uma uma vez por todas porquê elas dizem que sim quando a resposta deveria ser: “ó pá, se queres mesmo saber, a verdade é que foi uma grandessíssima bosta, não deste uma para a caixa, caneco, agradeço o esforço mas, francamente, para isto tinha ficado quietinha a comer chocolate que pelo menos sempre tinha gozado alguma coisa”. Mas não, elas fingem. E fazem-no, dizem os resultados deste inquérito, para manter o homem interessado e excitado e assim evitar uma possível infidelidade. E o estudo ainda vai mais longe: estas mulheres usam a manipulação para reter os gajos e as que mais mentem são as que depois continuam a maquinar outros estratagemas para evitar que os namorados as abandonem. Credo. Homens deste mundo: mais vale que aprendam a distinguir entre um verdadeiro orgasmo e esse gemido fingido e histérico que começa, que coincidência vejam só, quando vocês estão quase quase a chegar. Não tenham cuidado, não.

    E vocês, raparigas, escutem bem o que eu vos digo: a idade média das criaturas entrevistadas é de 21 anos. 21 anos, que horror! A esta idade as miúdas (sim, vocês) têm é que namorar. E namorar é provar, descartar, escolher, ir saltitando de cama em cama e, sobretudo, aplicar o verdadeiro método científico da prova-erro. O gajo até pode ser um bacano, um querido e um indivíduo realmente simpático, mas se vocês ficam a meio caminho, ou não sentem nada, se ficam com essa sensação de “porra, que desperdício” então têm bom remédio: ou dizem a verdade ou então partem para outra. Mas mentir? Não serve para nada, palavra de honra, e muito menos se a ideia é “reter” o gajo. Isto é só garantia de uma penosa e triste eternidade de mau sexo. E não há homem que mereça tanto sacrifício.



    Por Rititi @ 2012/03/28 | 8 comentários »


    Os meus filhos

    Pelas razões que já todos vocês sabem eu não escrevo aqui sobre os meus filhos. Excesso de zelo, sentido comum, privacidade, cagança, you name it. Aliás, não vejo o interesse de fazer público aqui o quotidiano deles: as gracinhas às que eu acho o máximo são corriqueiras e comuns em qualquer puto da idade deles, todos têm a mesma voz de assobio, todos dizem frases fabulosas e desenquadradas que fazem a qualquer adulto sorrir. Mas já está. Claro que para mim e o meu marido, para a minha família e para aqueles que nos amam os meus filhos são seres incríveis, extraordinários até. Para o resto, só crianças. Aliás, até tenho a certeza que para muitos dos meus amigos os meus filhos são esses cabrõezinhos que não deixam a mãe acabar a conversa nem almoçar sossegada. São meninos como os outros, desses que sempre ficam doentes na noite em que temos um jantar que estava programadíssimo há mais de dois meses com amigos que vivem nos Estados Unidos, que fazem birra histérica em frente a pessoas às quais queremos impressionar (ex-namorados, ex-amigos, a família do marido), putos aos que, obviamente, lhe nascem os dentes na semana em que mudamos de casa ou temos reuniões vitais às oito da manhã, que têm diarreia precisamente no dia que saímos de casa só com duas fraldas porque, lá está, não faz falta é só um par de horas que a gente está fora, que se atiram para cima de nós quando estamos a pintar as unhas dos pés na sala, que vomitam para cima da prateleira da Zara, que dormem sempre a sesta menos quando fazemos uma viagem de 400 quilómetros, que todos os dias nos pedem para ir ao cinema e quando lá estão começam a chorar porque querem ir ao jardim zoológico, que comem de tudo sempre excepto em casa da avó (paterna) e que, este é um clássico, comportam-se sempre muito melhor na escola que em casa. Por isso, queridos e sobretudo queridas que me pedem para contar coisas dos meus filhos, não levem a mal. Pensem nos vossos filhos e perguntem-se se realmente é mesmo importante ler num blogue grandes dissertações cada vez que uns putos cagam, mijam e vomitam. Pois, eu também não.  Aliás, porque não tem graça nenhuma.



    Por Rititi @ 2012/03/26 | 12 comentários »


    Gordas e Magras

    Quando escrevi o texto sobre as meninas da Triumph recebi todo o tipo de comentários. O normal nestes casos: quando se escreve sobre mamas e cus de gajas toda a gente tem uma opinião. As mamas das gajas são o novo futebol, não há taxista que não ache que as apalpava melhor que o treinador. E obviamente o taxista é gajo. Uma gaja não pode escrever sobre gajas e muito menos para criticar, para expressar uma opinião negativa, para censurar ou simplesmente reflectir. A gaja (e as mamas da gaja) ainda é território masculino. E eu não tinha nada que andar a mijar dentro do cesto dos gajos. Mas também recebi dezenas de comentários de gajas indignadas. A maioria diziam-se ofendidas porque elas próprias eram magras e sofriam com isso. E eu estava a ser insensível e brutal (seca). As magras devem ser as novas gordas, estigmatizadas porque medem metro e oitenta e pesam cinquenta quilos. O horror. O curioso é que tanto eles como elas chegavam à mesma conclusão: se eu critico a extrema magreza de certas modelos que nos impingem então eu estou gorda. Eu SOU gorda. Balofa. Banhenta. Asquerosa e ordinária nos meus quilos a mais no cu, nos braços, nas ancas. A perversão da beleza, do que nos dizem que é beleza, é tanta que o ideal para muitas mulheres é ser muito magra. Pesar muito pouco, nem que para isso se passe fome à base de dietas proteicas, purgas, limpezas aos intestinos, noites a comer uma triste sopa, visitas ao médico, horas a fio no spinning, PT no ginásio, corridas de madrugada. Fome, muita fome. O povo vibra com a Gwyneth Paltrow (vejam só que magra que estava nos Oscar), uma gaja que não come carne, nem bebe imperiais, nem come pastéis de nata e que tem um treinador privadíssimo com quem se esfalfa todos os dias durante horas para ter um corpo rijo sem curvas. As gajas amam a Demi Moore, uma tipa que se nega a envelhecer nem que seja a subtemer-se a tratamentos horríveis com sangue-sugas. A Demi Moore é exemplo do quê? Eu olho para as fotos e só vejo uma senhora com ar cadavérico e doente, a arrastrar-se nas red carpets como quem pede desculpa por ser velha. O pior é que nenhuma das mulheres que conheço tem dinheiro para pagar tratamentos milionários que estiquem, estimulem, rejuvenesçam ou escondam os anos no corpo, nem sequer vida para não comerem, nem beberem ou passarem temporadas em spas com treinadores. As mulheres reais não são a Demi Moore. As mulheres reais têm filhos e um pneu que a duras penas vão tentando esconder debaixo de camisolas super giras da Zara. As mullheres reais começam uma dieta e depois vão jantar fora com as amigas e bebem quatro copos de vinho. As mulheres reais não estão gordas porque não cabem na 36. As mulheres reais têm que começar a ter juízo e deixarem de se olhar num espelho que é mentira. E não eu não estou gorda, minha gente, sou é uma gaja que teve dois filhos e está cada dia mais gira. E não é por ser magra. Chama-se amor próprio e calças do meu tamanho



    Por Rititi @ 2012/03/20 | 34 comentários »


    PENTHOUSE DE JANEIRO: MITOS ERÓTICOS

    E se de repente um homem te diz que as tuas mamas sabem a presunto então esse homem é o Javier Bardem no filme “Jamón, Jamón”, na mítica cena onde o actor quase se engasgava, literalmente, a comer os peitos de uma incipiente boazuda Penlélope Cruz. Eu sei que há um mês já escrevi sobre este filme, mas tenho que vos confessar, caros e fiéis leitores da Penthouse, que esta frase, esta cena e sobretudo este Javier Bardem com umas calças de gangas insultuosamente justas e estratégicamente desabotoadas marcaram-me profundamente e condicionaram a minha percepção futura do género masculino e de todo o seu potencial. Esse Javier Bardem foi o meu primeiro mito erótico, o primeiro de muitos. Porque nós, as mulheres, também precisamos de mitos eróticos, de símbolos extremos de masculinidade, que funcionam como uma imagem deformada, hiperbólica e superlativa do que deveria ser o macho quando se trata de sexo. Neste caso, macho ibérico, claro, porque o que representava Javier Bardem nesta metragem icónica da espanholidade superlativa (com os seus presuntos ibéricos pendurados em todas as paredes, touros e casas de alterne à beira da estrada, seats ibizas e mulheres com mamas bamboleantes) era testosterona em estado puro sem que a personagem em causa tivesse um mínimo de profundidade intelectual ou qualquer rasgo de inteligência, perspicácia ou sensibilidade, por não falar já de falta de noção de como tratar uma mulher fora da cama.
    Sempre agradecerei ao realizador as imagens de um Javier Bardem a tourear completamente nu, só coberto pelo capote de toureio ou lambendo todas as fêmeas que lhe deixavam. Uma maravilha. Cada mulher tem o seu ícone, esse super macho que se idealiza para momentos muito determinados e que a faz estar convencida que com ele não haveria nenhum problema de tempo, nem de tamanho, nem de forma e que só serve para o que serve. Porque acreditar que sem componente romântico e cor-de-rosa as mulheres são incapazes de olhar para um homem ou que uma senhora de certa idade não pode desejar o chavalo da oficina onde leva o carro a arranjar sem querer casar (nem falar!) com ele é uma das grandes falácias da História Universal, além de uma soberba estupidez na qual não deixam de insistir comédias românticas, cançonetas de rádio e best-sellers de verão. O que se consegue com esta lógica redutora é a percepção que uma mulher só pode vibrar com os 300 espartanos de Frank Miller por dois motivos: ou porque precisa urgentemente de estabelecer uma relação sentimental duradoura com o Rei de Esparta porque a sua máscula e imbatível heroicidade é irresistível ao género feminino, ou então a mulher é uma taradona dominada pelo furor uterino incapaz de se conter perante um peito musculado e suado. E não é tão simples. As mulheres não somos só a Doris Day nem a protagonista recauchutada de um filme porno alemão.
    No fundo esta personagem do Bardem armado em bacano mega-macho que persegue as garinas na moto de 250 cc não passa de um garanhão que dá tusa, vá lá, mas que não sai daí. Mas os mitos eróticos são isso, uma projecção erotizada e exageradíssima de um desejo pontual e que não se corresponde de todo com o que realmente as mulheres querem num homem a longo prazo (ou um prazo superior à fabulosa e necessaria imediatez do encontro, à urgência do subir das saias e do descer das calças). Porque por muito que se fantasie com um homem que lambe umas mamas como se fosse uma francesinha com molho especial da Cufra não conheço nenhuma mulher que suportasse ter um gajo esfomeado 24 horas ao dia pegadinho às mamas.



    Por Rititi @ 2012/03/12 | 7 comentários »


    8 de Março



    Por Rititi @ 2012/03/08 | Sem comentários »