Pelas razões que já todos vocês sabem eu não escrevo aqui sobre os meus filhos. Excesso de zelo, sentido comum, privacidade, cagança, you name it. Aliás, não vejo o interesse de fazer público aqui o quotidiano deles: as gracinhas às que eu acho o máximo são corriqueiras e comuns em qualquer puto da idade deles, todos têm a mesma voz de assobio, todos dizem frases fabulosas e desenquadradas que fazem a qualquer adulto sorrir. Mas já está. Claro que para mim e o meu marido, para a minha família e para aqueles que nos amam os meus filhos são seres incríveis, extraordinários até. Para o resto, só crianças. Aliás, até tenho a certeza que para muitos dos meus amigos os meus filhos são esses cabrõezinhos que não deixam a mãe acabar a conversa nem almoçar sossegada. São meninos como os outros, desses que sempre ficam doentes na noite em que temos um jantar que estava programadíssimo há mais de dois meses com amigos que vivem nos Estados Unidos, que fazem birra histérica em frente a pessoas às quais queremos impressionar (ex-namorados, ex-amigos, a família do marido), putos aos que, obviamente, lhe nascem os dentes na semana em que mudamos de casa ou temos reuniões vitais às oito da manhã, que têm diarreia precisamente no dia que saímos de casa só com duas fraldas porque, lá está, não faz falta é só um par de horas que a gente está fora, que se atiram para cima de nós quando estamos a pintar as unhas dos pés na sala, que vomitam para cima da prateleira da Zara, que dormem sempre a sesta menos quando fazemos uma viagem de 400 quilómetros, que todos os dias nos pedem para ir ao cinema e quando lá estão começam a chorar porque querem ir ao jardim zoológico, que comem de tudo sempre excepto em casa da avó (paterna) e que, este é um clássico, comportam-se sempre muito melhor na escola que em casa. Por isso, queridos e sobretudo queridas que me pedem para contar coisas dos meus filhos, não levem a mal. Pensem nos vossos filhos e perguntem-se se realmente é mesmo importante ler num blogue grandes dissertações cada vez que uns putos cagam, mijam e vomitam. Pois, eu também não. Aliás, porque não tem graça nenhuma.
Por Rititi @ 2012/03/26 | 14 comentários »
Assim que se escreve, deixem lá os putos em paz que o que interessa é o que a mãe escreve. Há muitos blogues que babam as crias, por isso absolutamente de acordo.
Agora a parte má… A ZARA… Vai esta alminha à dita e compra umas calças plissadas pretas lindas e manda fazer as bainhas lá… Obviamente não tenho o 1, 80 necessário para não necessitar de bainhas.
A costureira deles liga-me para casa a dizer que não faz o trabalho, lá vou eu caminho da loja para esclarecer o assunto. Vai acima vai abaixo e a menina me diz “estas calças são para um tipo específico de mulher”… aiiii, lá vamos nós. Tipo de mulher?!?!?!?!?!?!
Acabou o nosso namoro se eu não sou o tipo de mulher para eles, eles não são o meu tipo de loja. Desabafei já me sinto melhor 🙂
E quem adooora espetar fotos dos putos a fazer tudo e mais alguma coisa no facebook?! Ora agora a comer, a dormir, a rir, a brincar, a fazer caretas…
A esse propósito no outro dia escrevi isto – http://quemquercasarcoacarochinha.blogspot.pt/2012/03/as-fotos-das-criancas-no-facebook.html
Ao teu texto acrescento apenas: os filhos dos outros fazem tudo o que os meus fazem mas são tão mais feios e parvos. Aliás, eu não gosto dos filhos dos outros 🙂
Nice.
Que giro vir ao teu blog tantos anos depois e ler-te como se tivesse lido o teu primeiro post anteontem… e eu que já há tantos anos troquei Madrid por Barcelona! Beijo.
Não podia estar mais de acordo. E o mesmo se aplica ao FB. As pessoas expõem-se demasiado, e muitas vezes nem se apercebem que de facto elas e os seus são completamente iguais aos demais! Enfim….
Rititi
Nunca comentei anda e adoro ler o seu blogue. Mas este post n me pode deixar “calada” assino por baixo, as pessoas n se tocam e o ridiculo em que caem. E obvio nossos filhos sao os amiores mas n ha pachorra para fotos de menina com fatiotas diarias, meninas em pose, doentes e pk disseeam isto e aquilo e caiu um dente e o raio!!!
Sentido comum? Ahahah. Estás mesmo em Castela 😉
eu ia mais longe. é que com os blogs posso eu bem, basta fechar o browser, mas com a mulherada constantemente a recriar os episódios lá de casa e a competirem umas com as outras na maternidade é que é pior. como se manda calar uma amiga que nos faz relatos de 30 minutos acerca da crise de diarreia da sua cria?!
Visto deste ponto de vista, mea culpa. Quem escreve assim, não é gago…
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Nem mais. E assim se fala dos filhos sem os expor.