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Rititi

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INÍCIO

  • PENTHOUSE DE MARÇO: UM ORGASMO É UM ORGASMO

    Segundo a Wikipedia, essa fonte de conhecimento da pos-modernidade, “La Petite Mort” é o termo que se refere ao momento imediatamente a seguir ao orgasmo e que está associado a uma pequena perda de consciência, a um ligeiro desvanecimento derivado do supremo êxtase orgásmico.Também é o nome do livro editado pela prestigiosa editora Taschen que recolhe as fotografias de 37 mulheres a masturbar-se que o canadiano Will Santillo foi fazendo ao longo de oito anos por esse mundo fora. Mulheres magras, mulheres gordas, com as calças descidas até aos joelhos, nuas num carro a ser observadas por desconhecidos que também se tocam, mulheres que se masturbam na banheira ou em frente ao espelho, com a mão ou com brinquedos eróticos, sozinhas ou com o parceiro, com pérolas no pescoço, com o sutiã caído, com o rabo alçado, com os dedos enfiados dentro da vagina, com a boca aberta e olhos revirados, mulheres reais, que não são actrizes nem profissionais da pornografia e que faz que este livro tenha uma honestidade brutal. As fotografias são bonitas, claro que sim, a luz é a ideal, a cor reflecte a sensualidade desejada, mas saber que as senhoras que aparecem ali com as pernas abertas e com cara alucinada enquanto se tocam as mamas e o rabo e as pernas depois vão para o escritório acabar o relatório e levam os filhos à escola dá-lhe ao trabalho do fotógrafo a veracidade perfeita para uma obra que tem uma vocação quase metafísica.

    Porque quando se trata da sexualidade feminina parece que a Humanidade ainda está à procura de uma explicação para a génese do prazer das mulheres, da essência primária, das razões e motivações para que uma miúda que vive num apartamento no Fundão com o namorado e o pastor alemão se encerre sozinha na casa de banho e se dê prazer com o chuveiro, se sente no chão de joelhos e se toque uma e outra vez com os dedos, que se venha em silêncio enquanto o mundo lá fora se debate entre as reuniões da Troika e a máquina de lavar a roupa. É fatal como o destino: cada três meses, não há tratado, livro, estudo promovido por uma reconhecida universidade americana que não se debata com o tema do orgasmo feminino. E se se trata de orgasmo em solitário, da masturbação, ainda é mais gritante, como se nesse acto tão privado e tão banal se encerrassem todos os segredos do Universo. Quando uma mulher se masturba nasce uma nova estrela, explode a anti-materia, colidem os planetas. Quando uma mulher se vem renasce a Humanidade.

    Pelo o amor da santa: BASTA! É só um orgasmo, mais um de muitíssimo que as mulheres têm como os homens também têm. Na cama, de manhã, antes de ir ao médico, na casa de banho do trabalho, com o marido, na cozinha: quando nos apetece. Essa é a verdadeira e única razão pela qual as mulheres se masturbam. Um orgasmo é um orgasmo: é essencial para a manutenção da  felicidade intelectual e física, sem ele não há relação sexual ou amorosa que sobreviva e deveria ser obrigatório que todos e cada um dos seres humanos soubessem como fazê-lo em solitário. A masturbação, se não põe os homens cegos, também não deixa as mulheres carecas. Que é muito boa? Claro! Que se deveria practicar mais? Óbvio! Que aliás as mulheres podemos ter vários orgasmos sozinhas e seguidos? Já toda a gente sabe isso. Mas já chega de fazer deste tema a tese de doutoramento sobre a metafísica da humanidade. É só um orgasmo, pá!



    Por Rititi @ 2012/04/18 | 9 comentários »

  • Ritins says:

    Fez-me lembrar de uma expressão que ouvi algures: “Dizer que os homens não choram é tão verdade como dizer que as mulheres não se masturbam”.

  • Miúda says:

    Adorei o texto. :)

  • p D s says:

    (Rititi, desculpe a provocação…mas não resisto.)

    Veja lá que até há blogues que fazem posts sobre isso!

  • meio doce meio amargo says:

    Concordo, mas infelizmente ainda há muita ignorância… mesmo feminina.

  • Nuno says:

    É bem verdade isso que diz, mas também é verdade que a maior parte da blogosfera é feminina e a maioria das mulheres sempre fala da masturbação feminina no seu contexto social e cultural e nunca no seu contexto pessoal e este post é mais um desses exemplos (não que eu quisesse uma outra abordagem sua sobre este assunto) como se fosse algo que nunca o tivessem feito ou algo que merecesse algum destaque nos seus blogues. Muito expansivas em tantas questões, mas sempre contidas em outros assuntos como este.

  • Salvador says:

    Uma boa noite, Rititi…))

    A masturbação! Eis um assunto que domino e conheço com(o) a palma das minhas mãos.
    Tendo atingido o orgasmo da impopularidade junto do mulherio (todas me mandam foder), devo à bendita os meus únicos e grandes prazeres sexuais. Satisfaço, inclusive, a minha única fantasia sexual, a mãonage à trois, e volta e meia dou comigo, a minha mão esquerda e a direita em plena orgia. Apesar do prazer nunca ser demais, uso e abuso dela. Tanto, que já não sei se os calos que tenho nas mãos é do trabalho duro ou de o trabalhar duro.

    Excelente crónica, como sempre. Não ‘amei’, não ‘roubei’, mas gostei bastante…))

  • Somos uns púdicos,é o que é,ou não…por aqui não….hi,hi,hi.

  • hey says:

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