Este site foi concebido para ser visto num browser dentro dos limites da caducidade: infelizmente não é o caso do seu. Assim, a sua experiência de navegação será seriamente afectada. Sugerimos a instalação de um browser mais séc. XXI, se lhe for possível: http://www.mozilla.com/firefox . Mas qualquer outro serve.

Rititi

Rititi

INÍCIO

  • 4 anos

    Há 4 anos que sou mãe de uma criatura que adora gelados, chocolate, dinossauros, dar mergulhos de cabeça e que fala uma estranha língua ibérica chamada manelês. Paarbéns, bichinho, a mãe já te vai buscar à escola.



    Por Rititi @ 2012/06/26 | 4 comentários »


    Efeitos Colaterais do Euro 2012 (III)

    Os Rititi Boys descobriram o futebol.



    Por Rititi @ 2012/06/20 | 1 Comentário »


    Efeitos Colaterais do Euro 2012 (II)

    Os Rititi-Boys descobriram quem é o Cristiano Ronaldo.



    Por Rititi @ 2012/06/20 | Sem comentários »


    Efeitos Colaterais do Euro 2012

    Os Rititi-Boys descobriram que são portugueses.



    Por Rititi @ 2012/06/20 | 5 comentários »


    Qué sabie nadie

    Quando uma pessoa leva tantos anos a publicar num blogue, quando tem colunas em jornais, revistas e páginas web, quando manda para o caralho, quando escreve declarações de amor e histórias de vizinhas, textos a favor do aborto, quando exorta mais sexo e menos mentiras, quando se ri da falta de sentido de humor do outro, quando diz que os filhos não são públicos ou que o véu devia ser proibido, quando parece que não deixa pedra sobre pedra nem tema sem comentar é normal que o que está do outro lado pense que sabe tudo o que vai na cabeça do que escreve. Que é íntimo, que tem direito a replicar “ah, mas tu disseste que coiso e tal em Janeiro de 2005 e vê lá se e tanas etc, bleblebleu”. Mas não vale pena. O que escreve deixa sempre um bocado cá dentro, o direito ao segredo e ao auto-contraditório, se é que isto existe. E eu só me lembro desta maravilhosa canção do Raphael:



    Por Rititi @ 2012/06/14 | 3 comentários »


    Espanha e a semântica

    Zapatero durou meses em reconhecer a crise (uma crise anunciada por tudo o que era organismo internacional, meios de comunicação e gente com dois dedos de testa). A economia de Espanha andava para o grande líder do positivismo e a boa onda mundial “desacelerada”, “abrandada”, à espera dos “brotes verdes” que nunca chegaram. Quem sim chegou foi o PP, com o seus governo de “técnicos” e gente “como Deus manda” e mega-ultra-preparada, em oposição aos supostamente ineptos e irresponsáveis líderes do PSOE que levaram a grande Espanha ao descalabro. Voltou a direita para devolver Espanha “ao lugar de onde nunca deveria ter saído”, como se a relevância internacional de Espanha não tivesse desaparecido algures no século XVIII graças ao disparate e ao esbanjanço geral, com muita sorte. Mas os espanhóis têm o dom de criar grandes afirmações, bandeiras às que se agarram e fazem delas lemas de vida. Quando afirmam que “como en España no se vive en ningún lado” é porque acreditam piamente que nem no Canadá, nem no Malibu, nem em Cracóvia seriam tão felizes ou plenos como em Molarzal del Camino, algures no cu de Judas. No sábado passado Espanha não foi resgatada: teve acesso a um “empréstimo ao sistema financeiro em condições de mercado”. Espanha nem sequer pediu ajuda, Espanha foi “auxiliada” pela Europa e não pela Troika. Espanha “não perde soberania”, Espanha “não muda a Constituição” e Rajoy acredita, à base de tanto o repetir, que Espanha não é um país à beira do abismo que só não é resgatado como Portugal, Irlanda ou Grécia porque não há dinheiro suficiente nem para isso. Mas claro, para grandes afirmações estão o espanhóis.



    Por Rititi @ 2012/06/11 | 3 comentários »


    Junho em Madrid

    Não tem sardinhas, nem arraiais, nem saladinha de pimentos, tem calor mas não há praia nem caracóis e superbocks com vistas para o Tejo. Madrid em Junho não cheira a Madragoa nem sabe o que são marchas populares e nunca ouviu falar da Bica nem da rua da Esperança. Pois, Madrid não é Lisboa. Mas tem esplanadas e crianças que correm nos parques até à hora de jantar, os museus abrem até às 11 da noite, há Hopper no Thyssen,  Rafael no Prado e Feira do Livro no Retiro, inauguram-se piscinas em cima dos telhados, bebe-se gazpacho em vez de água e as melhores festas são nos terraços dos amigos. E este ano temos o Europeu de Futebol, mais uma razão para que este meu grupo de amigos que aglomera várias nacionalidades, idades e histórias de vida se junte e cante os hinos, insulte o árbitro e sofra por esta parvoíce da bola. Mas, que querem, o futebol tem este poder hipnótico, faz que gente normal se ponha a gritar em frente à televisão cada vez que um puto em calção curto dá um pontapé na bola. E se é a nossa selecção, a do nosso país, valha-me a Nossa Sinhora do Penalti, então o povão alucina, abraça-se, regozija, vibra e sofre como se o ordenado, a saúde dos filhos e a fidelidade da mulher dependessem desses 90 minutos de glória. Eu também grito, eu também vibro, eu também sofro, eu também canto se marcam golo e fico piurça quando roubam um penalti aos gajos da minha selecção. A miragem de glória, é isso, a sensação de pertença, a proximidade ao meu país que cada dia está mais longe, isto é a bola. Mas já está. 90 minutos são suficientes para me abraçar ao que está ao meu lado em nome de Portugal. Depois chapéu, a minha vida segue. Porque nem esta selecção é Portugal nem Portugal se limita a estes bacanos tatuados até ao pescoço e com ar de porteiros de bar de alterne de Matosinhos que são incapazes de verbalizar uma frase completa sem dar vinte pontapés na gramática. Que me vendam a selecção como a bandeira de Portugal, como o exemplo a seguir, como a luz que nos ilumina neste túnel de crise é, como cada dois anos em que há europeus e mundiais, uma vergonha e uma tentativa de gozo na nossa cara. Mas vá lá, não sejamos pessimistas, gozemos da bola, dos golos e das cañas que beberemos em Madrid enquanto cantamos o hino em frente à televisão de casa. O bom de Madrid não ser Lisboa é que pelo menos aqui estou longe da histeria colectiva da selecção e da palhaçada geral.



    Por Rititi @ 2012/06/04 | 4 comentários »