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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • Hopper no Thyssen

    Hotel Room - 1931

    O que lê esta mulher, sentada na cama, com as malas por desfazer e a roupa tão bem dobrada sobre o sofá do quarto do hotel? De onde vem? O que lhe aconteceu para estar a estas horas fora de casa? Porquê está triste, que notícias terá recebido? Onde estão os chinelos e porquê tanta urgência em ler a nota que nem sequer desfez o penteado e vestiu a camisa de dormir? O que traz nas malas? Isto é Hopper, no Thyssen, pedaços de histórias penduradas na parede à espera de transeuntes curiosos de saber porquê aquela gente sentada no People in the Sun tem um ar tão só apesar de estar em grupo, ou que escuros assuntos debaterão os integrantes do The Conference in the Night. Por isto é que gostamos de Hopper, entrega-nos fotogramas de filmes que todos já vimos, de que somos parte, dessa América a que todos pertencemos porque já a vimos no cinema. Cheguei à exposição com o Brad Mehldau nos headphones, passeei entre paisagens do Maine e a casa em que o Hitchcock se inspirou para o Psychosis, ouvi o “Send me in the clowns” do Frank Sinatra enquanto observava o Two Comedians e finalmente sentei-me em frente ao que é o meu quadro favorito: o “Martha McKeen” of Wellfleet.

    As gaivotas no banco de areia, o mar azul de uma manhã fresca, os corpos atléticos dos tripulantes, o vento sobre as ondas, as velas que se esforçam por continuar a velejar, a luz. O meu barquinho à vela. A minha tarde de ócio. O meu quadro preferido. Sentada, expectante, solitária no meio do Thyssen, com o Martha só para mim, personagem também eu de um quadro de Hopper. Em que estaria eu pensando?



    Por Rititi @ 2012/07/12 | 3 comentários »


    Pânico na creche

    Quando acreditava que o Mundo não pode ser mais absurdo, que o nível de anormalidade tinha atingido o limite e que ainda havia uma pequena esperança para o género humano, então leio que numa aldeia de Espanha um bebé de 15 meses fui expulso da creche por morder outros meninos. Expulso durante uma semana como medida provisória. Te cagas. A mãe da criatura foi levar o puto-mordedor à creche e levou com a porta nos cornos e agora, lá anda a desgraçada sem sitio onde o deixar, só porque um casal de pais fez queixas à Câmara Municipal (wtf?) porque o puto mordeu três vezes o resto das crianças. Aaaah, as crianças e os seus direitos. Aaaah, a violência infantil. Aaaaah, o caralhinho! Dizia um amigo no twitter que esta era uma cena mais típica do Carnage que de uma relação normal entre pais. Porque ir directamente aos Serviços Sociais fazer queixa de um bebé de 15 meses (15 MESES!) é de uma imbecilidade tão atroz que só se resolve com um par de estaladas e uma semana de internamento dos amantes paizinhos num campo de concentração da Coreia do Norte. Mas que gentinha é esta? O que querem que faça um puto de ano e meio senão morder e dar pontapés e correr e fazer birras? Como acham estes puritanos que se relacionam e brincam os bebés? Mas é verdade, nada como proteger os nossos filhos até ao infinito, mesmo que esse infinito seja o mais perigoso dos ridículos. Perigoso porque cria um ambiente de medo social, de pânico e de policiamento. Pior do que a maluqueira destes devotos pais só mesmo a estupidez do vereador da Câmara Municipal que expulsou o bebé-mordedor. Será que faz o mesmo quando uma mulher se apresenta na Câmara cheia de nódoas negras no corpo causadas pelo marido? Mostrará idêntica diligência quando os jovens da aldeia apanham nos carros no sábado à noite para ir beber copos e engatar gajas da aldeia do lado? Não acredito. O que sim me parece é que quando se trata da educação de crianças qualquer teoria é boa para levantar o véu do histerismo, mesmo quando se trata de um bebé de 15 meses que morde. Este mereceu a expulsão. Se continuar a morder a mãe ainda perde a custódia da criança. Apostamos?



    Por Rititi @ 2012/07/11 | 15 comentários »


    É pra lamber (nova e imprescindível série para o verão de 2012)

    E esta série não trata sobre homens interessantes, feios-bonitos, velhadas com pintas, gajos com estilo, miúdos que um dia até podem ser giros. Não, esta nova série é mesmo para imprimir e pegar à parede e depois ir lá e lamber a foto. Uma série sobre gajos superlativos, bons bons, de verdade, de agarrar e virar, subir a perna e dar cambalhotas. Segundo os meus gostos, claro, que são os que contam.

    Joe Manganiello. Valha-me Deus.

     



    Por Rititi @ 2012/07/02 | 12 comentários »