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Rititi

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INÍCIO

  • Confissão

    Actualizar um blogue cada três semanas, como está o Mundo, tornou-se num exercício altamente inconveniente. Com tantas coisas a acontecerem ao dia, uma gaja escreve sobre o quê? Meteoritos na Rússia e a falta de pontaria dos Maias? A renúncia do Papa? Os papáveis? A falta de honestidade da classe política? A franja da Senhora Obama? Grândola na AR? Sobre o polícia gordo da AR que expulsou os manifestantes que repetiam sempre a mesma estrofe do hino revolucionário porque obviamente não sabiam a letra? A distinção semântica entre levar e tomar no cu? Cu leva acento? A demonização do Carnaval, uma festa tão nossa (por muito que os autarcas de Torres Vedras o tentem transformar numa burda imitação do pior do Brasil)? Sobre a tristeza e a falta de carne da Quaresma? Ou sobre o facto irrefutável que desde dia 9 de Fevereiro tenho 38 anos? Sim, T-R-I-N-TA-E-O-I-T-O-A-N-O-S. Não é fácil ter 38 anos. Para mim não. Estou já à porta dos 40. E 40 são todos esses anos em que uma gaja já sabe o que quer ser na vida. Ou que, pelo menos, já chegou muito perto ao que quis ser quando tinha vinte e tal. Ora eu já quis ser muitas coisas. Escritora. Excelente profissional da banca. Jornalista. Estudante. Cronista a tempo inteiro. Vencedora do euro-milhões. Celebrity da blogosfera. Mãe de três ou quatro. Corredora de mini-maratonas. Ex-fumadora. E ao contrário dos grandes articulistas da nossa praça que não perdem a oportunidade de escarrapachar em cada texto o orgulhosos que estão dos seus êxitos e explicar ao leitor idiota como é fácil ser-se na vida o que um sempre sonhou só à base de dedicação e muito esforço, eu dou por mim a comprovar que com quase 40 anos ainda estou muito longe de chegar a algum lado, como se o meu caminho fosse mais comprido (ou com mais desvios, pelo menos) que o dos outros. Sim, eu sei, também ajudava concretizar uma meta, e esfalfar-me em cada uma das etapas de montanha ou de contra-relógio, como os ciclistas de renome, mas, que querem, até os ciclistas metem drogas para chegar ao fim, como se chegar fosse o única razão pela que correr. Se calhar eu pertenço a esse pelotão que nunca chegará à meta, não porque desiste ou porque lhe faltam as forças, mas porque encontra alguém pelo caminho e fica à conversa em frente a um imperial e um prato de tremoços, ou porque se lembrou que tinha que acabar outra coisa e já lá vai, ou porque reparou que noutra meta onde lhe esperam os que realmente importam. Faltam-me ainda tantas etapas que a meta parece-me o menos importante. Pelo menos agora. Para o ano já vos conto.



    Por Rititi @ 2013/02/19 | 6 comentários »

  • Vespinha says:

    Eu fiz 39 em dezembro… não queiras saber! :)

  • sofia says:

    Parafraseando alguém: o que conta é a viagem e não o destino!
    Em menos de um mês também tenho 38 mas estou tranquila, se calhar porque sou uma baralhada e andei o ano todo de 2012 convencida que já tinha 38 :) … e estou na mesma muitas metas e muitos caminhos e sem saber qual o caminho ainda…

  • Dani says:

    Escrevas ou atualizes o blogue de 2 em 2 semanas, de 3 em 3 ou quando quiseres. Eu passarei sempre por cá.
    Quanto à idade e sonhos/objetivos alcançados, ainda vais muito a tempo! ;)

  • Margarida Ramalho says:

    Rititi,
    Um bom post num excelete blog que sigo há anos e de que gosto muito!
    Sobre este post em concreto queria só referir que o Carnaval de Torres Vedras (que conheço muito bem por ter ligações especiais à terra apesar de não ser de lá nem morar no concelho) é talvez o único Carnaval de Portugal que não se colou à imagem dos carnavais brasileiros e por isso é conhecido como “o mais portugues de Portugal”. De facto a organização do Carnaval de Torres não coloca uma única “sambista” ou “escola de samba” nos desfiles e os carros alegóricos fazem exclusivamente sátira política nacional e internacional. Nada de parecido com o que se passa, a meu ver lamentavelmente, em Ovar, Loulé, etc.
    Fica a rectificação com muita amizade e votos de muitos e bons posts!

  • Paula says:

    Quase à beira de fazer 44 anos, nunca encontrei quem expressasse tão bem exactamente aquilo que sinto.
    Pelas pessoas, imperiais e tremoços que encontro pelo caminho e pelos que realmente me importam noutras metas, acho que terei 50, 60, 70 e nunca terei sido tudo o que quis ser um dia, mas espero ser sempre (ou quase sempre) feliz como sou hoje.

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