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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • Querido vizinho do andar de baixo:

    Vá-se foder. Desculpe-me lá a brusquidão logo assim de repente, mas acho que a nossa relação já não está para salamaleques e parece-bem a estas alturas do campeonato. É que, sabe, eu não sou propriamente apreciadora de tocamentos do (meu) grelo e muito menos em minha casa, às seis da tarde e quando já tive que levar com uma quantidade ingente de anormais e gente espancável lá na mina. Deve calcular que ter o senhor todos os dias a bater à minha porta à hora do lanche a queixar-se de que os meus filhos estão a fazer muito barulho não é a coisa que mais prazer me dê na vida. Vou-lhe explicar uma coisa, meu imbecil: os meus filhos têm 2 e 4 anos. Não sei que barulho acha que os meus filhos fazem ou podem fazer, mas com esta idade não superam, os dois juntos, os 40 quilos. Saltam? Correm pela casa? Cantam, berram, choram, gritam? Sim. E depois? Como deve calcular não vou proibir os meus filhos de brincar na sua própria casa só porque o senhor diz querer dormir a sesta. Lamento. Já se mudassem os móveis de sítio, era capaz de me irritar, porque me riscam o chão, não pela privação da sua sesta ÀS SEIS DA TARDE! Já pode subir todos os dias as escadas para se lamentar do insofrível tormento de ter duas crianças a fazer corridas na sala porque estou-me bem cagando. Mais me irrita que o senhor assobie (mal) à janela a-todas-as-horas-do-dia e lá por isso não lhe mando com um balde de merda em cima. E aproveitando este desabafo contra adultos com falta de chapadas não só na infância, também gostaria de mandar para o caralho a fufa-lésbica-homossexual-tanto-me-faz que foi ao concerto de música dos Balcãs para crianças e que achou que o meu filho de 4 anos não podia nem correr nem dançar nem cantar e por isso o agarrou do braço e o mandou para o chão. Eu percebo muita coisa, sabe sua vaca dum cabrão, mas não tenho a culpa que a senhora não tenha educação para se saber comportar em público. Arrependo-me, nem sabe quanto, de ter sido uma cidadã responsável altamente influída pelos valores da cultura do politicamente correcto e só ter lhe chamado a atenção ameaçando-a com telefonar para a polícia por maus tratos a uma criança quando o que devia ter feito era ter espancando a sua cabeça contra o palco uma e outra vez, até ter pedido desculpa ao meu filho. Agora, desde a distância, mando-a foder. Sim, foda-se. E que se fodam todos os queixinhas desta vida que acham que os meus filhos deviam ser uma espécie de bonecos imóveis, umas estátuas muito loirinhas e adoráveis que nem respiram do educadinhas que são só para não incomodar as sestas, os lanches nos cafés, as compras no supermercado. Fodam-se. Este meu grelo maternal já está um bocado farto da vossa intolerância às crianças disfarçada de superioridade moral, dessa vossa brutal estupidez que tentam justificar com princípios educacionais do arco da velha, apropriando-vos de um discurso que nem os vossos pais alguma vez se atreveram a usar porque tinham filhos que se portavam mal como a merda: vocês.



    Por Rititi @ 2013/02/27 | 15 comentários »

  • Ana Lim says:

    Cuidado que ela está brava !!!

  • Roberta says:

    hahahahahahaha. Desculpe, entendi que está brava, mas ri até quase me cagar. Pois foda-se então.

  • DM says:

    Estou contigo! Chapadas na cara desses caralhos de gente.

  • pipinhaeheh says:

    És fabulosa!! (Eu tinha dado uma chapada à gaja de certeza).

  • mypreciousl says:

    Bem, que a educação politicamente correta me dê força para conseguir não espancar esse tipo de gente com esse tipo de atitudes um dia que tenha filhos…

  • faa says:

    Existem vizinhos ridículos. Óbvio que as crianças podem brincar em casa fazendo todo o barulho que tu lhes permitires até as 22h. Não há volta a dar.

    Eu vivo há 3 semanas aqui em Lisboa e já não estou a curtir o meu vizinho de baixo, não sei sequer quem é mas às 19h já anda a bater com alguma coisa no teto para se queixar do barulho que eu estou a fazer. Tipo?
    Também já tive um vizinho a queixar-se que eu devia ter o meu gato preso por uma trela, pois ele também tinha o cão dele preso. Ok!

  • Cynthia says:

    Eu, provavelmente, tinha mandado um chapadão na gaja, q isso de tocarem no meu filho é coisa pra me deixar assim. E quanto ao teu vizinho, muito bem dito!!

  • sara says:

    Se alguém agarrasse no meu filho fosse em que circunstâncias fosse, e o atirasse ao chão era certo que levava nas trombas.
    Gentinha mais ordinária, porra!

  • Claudia says:

    Rititi, entendo-te perfeitamente. São crianças, crianças fazem barulho, crianças correm, pulam, atiram coisas ao chão, crianças brincam… crianças são felizes. Fazem barulho, é verdade… Não é fácil, sim é verdade. Mas faz parte da vida. A vida, como todos sabemos, não é justa e temos de lidar com isso, com tolerância. Por isso, se não gostam, vão-se embora, vendam a casa, não vão para cafés, vão aos supermercados a horas que as crianças estão na caminha…. enfim. Eu tenho 2 filhos e compreendo perfeitamente. O que puder, evito… mas não vou impedir as minhas crianças de brincarem na própria casa…. Eheheheh, por causa dessas e doutras, é que comprei a minha casa no último andar do meu prédio…. ;) Beijinhos

  • Detesto pais que permitem a má educação permanente dos seus filhos em qualquer situação, mas detesto ainda mais gente que não tem a noção e não sabe distinguir más educações daquilo que é normal em ser-se criança! Às 6 da tarde uma criança não pode brincar em sua própria casa? Num concerto de música para crianças (para crianças, senhores!) a criança não pode cantar e dançar? Se até nos concertos para adultos nós o fazemos, como se pode achar que é normal uma criança (uma crainça, senhores!) não o fazer?
    Que se fodam, com “efe” grande!

  • Manuel Alves says:

    Uma pena que o tal espancamento de cabeça contra o palco não tenha acontecido (ahah).

  • Li says:

    olha que espancamento contra o palco não porque não me apareceria na mente pensamento tão apropriado mas ia-lhe à fuça certamente! Mas sim, somos exemplo a seguir e fizeste muito bem!

    E o teu vizinho não é uma criança disfarçada? Ou um frsutado por não ter sido uma criança feliz livre de pular e saltar ás 6 da tarde?

    you go girl!!

  • Juanna says:

    Passei a vida a ouvir a minha mãe dizer que quando eu era pequena e fazia barulho num restaurante, ela saía comigo para não incomodar ninguém. Durante uns anos também fiz o possível para ter filhas modelo. Agora? Estou-me bastante a cagar. Se fazem um berreiro desgraçado, provavelmente saio para as espancar sem ninguém ver. Mas barulho? Bahhh, vivo no país dos barulhentos, mais vontade tenho de mandar calar os tão adultos “não suporto a forma nasalada de falar dos homens espanhóis” que os seus guinchantes “mamiiiiiiiiii, me das un chupa-chuuuuussssssssssss”.

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