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Rititi

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INÍCIO

  • A capa mais gira do ano

     

    … do livro mais giro do ano. Um “Manual de Instruções para Sobreviver aos 40… e continuar sexy, com alguma vida sexual e não parecer uma lontra”. Ou não. A partir de 4 de Junho estará nas bancas no nosso país. Os que não conseguirem aguentar até lá, saibam que já está disponível site da Cego Sudo e Mudo.

    A meio do mês teremos uma fabulosa festa de apresentação, com música, gins tónicos, conversa e uma onda muito, mas muito divertida. Porque este pequeno manual serve para isso, para dar uma risadas valentes e tentar relativizar sobre o nosso físico, a nossa (cada vez mais inexistente) vida social ou as tentativas de ter uma carreira profissional decente sem dar em doida. E sobre ter sexo sem nos deixarmos adormecer no sofá depois de jantar. Dizem  que existem por aí super-mulheres que são magríssimas e viajam a destinos exóticos cada três meses e são as super chefas do lugar e mães pacientes e amantes tesudas e cozinheiras primorosas e leitoras inveteradas e fashionistas convencidas e até violinistas nas horas livres. Mas eu não sou capaz. Pelo menos não são capaz de ser tudo isso ao mesmo tempo. Eu não sou uma super-mulher, desisto, caguei. E acho, sinceramente, que a maioria das mulheres que eu conheço são maravilhosas, divertidas, espertas, boas profissionais, grandes mães e melhores amantes, sim, mas aos bocadinhos, com dias de merda, que têm direito a estar cansadas, angustiadas ou com preguiça. Este ”Manual de Instruções para Sobreviver aos 40…” é para todas essas mulheres, as mulheres de verdade. Espero que gostem.

     



    Por Rititi @ 2013/05/28 | 12 comentários »


    A co-adpoção e a modernidade nacional

    Ai, Portugal, que maravilhoso poço de surpresas. Desde que o Parlamento nacional aprovou na generalidade a co-adopção de crianças por casais homossexuais não tenho deixado de ler textos do mais alucinante, desde os de indignados que escrevem que os putos dos orfanatos vão ser sodomizados por gays tarados a bloggers armados em definitivos estandartes da modernidade pátria que ficam muito espantados porque haja quem não ache normal uma criança ter duas mães ou dois pais. Eu percebo que para muito boa gente a possibilidade dos gays poderem adoptar lhes pareça estranha, anormal, anti-natural. Até há muito pouco tempo no nosso querido país não se viam gays na rua de mão dada, nem aos beijos, quanto menos casar, agora imaginem poder adoptar criancinhas. Aliás, em Portugal, tirando em algumas ruas do Bairro Alto ou do Chiado, parece que não existem gays. Da política à magistratura, passando pela alta finança aos opinion-makers, não me lembro de nenhum gay ou lésbica declarados. Nada. Só na televisão há gays, que nem sequer são gays: são maricas, bichas, porque assim se representam nas séries, talk-shows e concursos, repetindo os tiques da louca tal como há trinta anos atrás. As lésbicas, então, é para esquecer. E isto é o que vê a Dona Hermínia lá na vila da Beira Interior que como muito tem um primo efeminado que emigrou para Lisboa e que tem muito jeito para a decoração. E esta é a puta da realidade em Portugal, não me lixem. Porque este nosso país, assim tão quietinho e grandoleiro, é uma casa tradicional, conservadora até limites ridículos e bastante pacóvia onde as figuras com responsabilidades políticas ou económicas não saem do armário. Sim, ninguém tem nada a ver com isso, devem dizer os deputados homossexuais, mas o facto é que sabem perfeitamente que no dia em que se assumirem perdem uma carrada de votos. E se um gestor de um banco quer chegar longe na carreira nunca dirá que é gay. Por isso, irrita-me mais o discurso da super-modernidade que parece esquecer que Portugal não é Lisboa que o de pessoas que honestamente não percebem, porque não conhecem homossexuais, nunca falaram com um casal de lésbicas que se ama há vinte anos, com putos que acabam de sair do armário, que não têm referências nenhumas e que acham que todos os gays são paneleiros ou o José Castelo Branco. Não estar de acordo com a co-adopção não faz que uma pessoa seja intolerante, injusta ou homofóbica. Uma pessoa intolerante é outra coisa. É aquela que não quer perceber, porque lhe dá mais jeito agarrar-se aos preconceitos e insultar em nome de Deus, da Igreja, do medo. Uma pessoa homofóbica é aquela que se fecha e que repete uma e mil vezes que um gay não pode ser pai ou mãe porque assim está escrito há milhares de anos, que prefere que o filho de uma lésbica fique entregue aos bichos quando a mãe morre antes que ser entregue à sua outra mãe, que acha que a definição de família está consagrada só no Código Civil, que associa homossexualidade a pedofilia. Sim, a Família, essa palavra enorme que os movimentos conservadores e fundamentalistas usam e abusam como justificação para rejeitar esta lei, é a base da sociedade. E eu quero uma sociedade justa, tolerante, que não se feche em conceitos e ideias inamovíveis. Por isto a lei da co-adopção de crianças por casais homossexuais é importante, justa, necessária. Para as crianças, para os pais e as mães e para o nosso país, até para as Donas Hermínias lá da Beira. Esta é uma lei muito valente. Parabéns, Portugal.



    Por Rititi @ 2013/05/23 | 14 comentários »


    Extra! Extra! Novo livro Rititi!

    Minha boa gente, leitores que me acompanham depois de tantos e tantos anos, há novidades, e das boas, in da house! Esta vossa blogger favorita acabou de mandar um livro todo catita para a editora. Estará nas livrarias já em Junho, para o poderem comprar e levar para a praia, a piscina ou até para o parque de campismo, oferecer às cunhadas, às melhores amigas, às colegas de trabalho! Sim, para elas, para vocês, raparigas e moças do nosso país, porque este simpático livro que está a ser editado pela Cego Surdo e Mudo, será um “Manual de Instruções”. De instruções de quê? Ah, isso já vos direi mais à frente. Mas estejam descansados, que isto não é um livro de auto-ajuda, que não dei em guru da vida dos outros. Enquanto tiver a capa, mostro.

     

     



    Por Rititi @ 2013/05/08 | 10 comentários »