Este site foi concebido para ser visto num browser dentro dos limites da caducidade: infelizmente não é o caso do seu. Assim, a sua experiência de navegação será seriamente afectada. Sugerimos a instalação de um browser mais séc. XXI, se lhe for possível: http://www.mozilla.com/firefox . Mas qualquer outro serve.

Rititi

Rititi

INÍCIO

  • Gajas a falar de sexo… UAU!

    Uma emigra vai à terra, dá uma vista de olhos pelas revistas indígenas e fica a saber das grandes novidades televisivas: concursos com bichos, bichas que pegam touros e um doc-reality com mulheres a conversar sobre sexo num sofá. Como sou uma mulher do meu tempo, curiosa e desenvolvida, quando cheguei a Madrid fui youtubar esse magnífico programa onde “se pretende esclarecer, de uma vez por todas, a relação das mulheres com o sexo e com todas as suas temáticas e tabus.” De uma vez por todas! Ena, ena!  Será que depois da visão de tão elevado invento eu, uma banal pequeno burguesa com 38 anos, dois filhos e um carro a precisar de novos amortecedores, iria ter uma epifania, uma revelação meta-sexual? Não, não tive. O que encontrei  foi um grupo de chavalas a debitar sobre broches, trios ou brinquedos sexuais, sim, mas não como as peritas fundamentais na matéria que esclareceriam Portugal da sua tremenda ignorância sexual mas como as miúdas que são, com certo pudor, deslumbramento ou medo. Normal na idade delas e, portanto, uma brutal seca. Já tive conversas bem mais “esclarecedoras” com as minhas amigas, desculpem-me os senhores da SIC Radical. Já agora, radical mesmo era ter conversas de gajos sobre sexo. Homens a falar de sexo oral. Ou anal. Ou trios, mas com dois gajos. Ou masturbação. Não? Claro, o que acham os gajos sobre foder já toda a gente sabe, esta deve ser a lógica dos pensadores desta coisa da televisão. Agora gajas, uiuiuiui, que ideia inovadora, nunca ninguém se lembrou disso! Vão-se catar. Porque esta é a essência deste tipo de programas modernos e cosmopolitas: pôr um grupo de raparigas a falar sobre o tamanho da pilas que metem na boca dá audiência aos canais e alguma tusa ao povão. Voyeurismo seria o termo perfeito para definir este “Sexo no Sofá”, um voyeurismo piroso, de adolescente que se ri nervoso quando vê umas mamas na Penthouse roubada ao pai, um voyeurismo que insiste em colocar as mulheres no lugar da passiva silenciosa que tem vergonha de falar sobre o que faz na cama. Como se as mulheres não falassem sobre sexo, como se as mulheres não fodessem, estes programinhas da treta insistem em tratar o sexo no feminino como um mistério insondável da natureza, como um segredo que só se revela num docu-reality com ar intimista e câmaras escondidas que permitem às criaturas sentirem automaticamente imensa empatia entre elas. As mulheres falamos imenso de sexo. E fazemos tanto sexo como os homens, ó programadores da SIC Radical. A maior parte da vezes, com homens. Às vezes com o marido ou o namorado. Outras, sozinhas ou com ajuda de brinquedos. Ou com amigas. Ou com uma amiga e um amigo. Exactamente como os homens. Que grande novidade.



    Por Rititi @ 2013/07/24 | 8 comentários »

  • Mirone says:

    Aquilo é fraquinho. Do pouco que vi (ainda não vi nenhum episódio inteiro) acho que aquilo é combinado. Os senhores da Sic devem ter arranjado umas meninas e combinaram que cada uma representaria um estereótipo e agora falem para aí um bocado (se bem que há lá uma que pouco mais do que abanar a cabeça faz). Se calhar os estereótipos que arranjaram é que não são bons…

  • Eu quando descobri que os meus professores da primária faziam cocó também fiquei estarrecida.

    Portanto, para pessoas que pensem as mulheres como sendo: «boa dona de casa», «compreensiva dos gostos e necessidades alheias», «afectuosa para a família do marido», «pontual», «discreta», «económica», «sincera, dócil, séria, confiante, pouco tagarela», e não «usar baton» (revista de 1948), imagino que imaginar mulheres a fazer sexo a sério seja idêntica….

  • Anita says:

    Sou precisamente da mesma opinião (seremos, aos 38 anos, opinativas compulsivas?). Fiquei estarrecida ao ver uns meros minutos do programa. E dei graças por estes 38 anos de vida, recheados de boas e verdadeiras conversas sobre sexo, que dariam muito mais audiência (e qualidade) ao dito programa.

    (Pusessem eles ali trintonas e quarentonas e logo veriam o que é realmente falar – e saber! – de sexo!)

  • Cate says:

    Genial. Aquilo aborrece-me de morte.

  • Não vi, não quero ver. Nada de novo debaixo do sol, e para objectificação bacoca já basta o que basta…

  • Vi apenas um episódio. Há algum tempo constato que a principalmente a Sic Radical e o Canal Q não têm conteúdos. E por isso inventam-nos. Sobre esse programa em questão, tive a clara certeza de que pelo menos uma das intervenientes fazia parte de logro; incentivando com perguntas mais aguçadas e fazendo-se de parvinha, estiraçando-se nos sofás, para ouvir a outra a opinar.

  • hey says:

    Awesome! Its genuinely amazing paragraph, I have got much clear idea concerning from this paragraph.|

  • hey says:

    We’re a gaggle of volunteers and opening a brand new scheme in our community. Your web site provided us with helpful info to work on. You’ve performed a formidable activity and our whole neighborhood might be thankful to you.|

  • Leave a Reply

    Your email address will not be published. Required fields are marked *

    *

    You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>