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Rititi

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INÍCIO

  • Até já

     

    Três semanas de baldes, bolas de berlim, construções na areia, areia no rabo, ó-manel-anda-cá-pôr-o-creme, francisco-não-comas-a-areia, cabrões-dos-gaiatos-que-não-dormem-a-sesta, imperiais, percebes, amigos, praia até ao fim da tarde, mais imperiais e mais barriga, preguiça para pintar as unhas, cabelos desgrenhados, beijos com sal, peixinho grelhado, escaldões nas mamas, nenhum acesso à net. Portugal, aí vamos nós, os emigrantes mais bacanos da UE (sim, porque emigas dos States são imbatíveis)



    Por Rititi @ 2013/08/16 | 4 comentários »


    Sim, eu também li as Sombras do Grey. E sobrevivi.

    Que eu amo os meus leitores, é do conhecimiento do povo em geral. Agora, o que ninguém podia imaginar é que este amor sincero e puro me levaria a cometer sacrifícios, pondo de lado a minha integridade intelectual, e dar o corpo ao manifesto pelo simples sentido do dever blogosférico. Tudo por vocês. Tudo porque me entrego à minha legião de fãs. Tudo porque eu sou generosa e, vá lá, tinha uma tarde livre, uma resscaca de cavalo e o livro em PDF no Ipad. Sim, amores, eu li numa tarde o “50 sombras de Grey”. Inteirinho. Quinhentas e tal páginas de uma enfiada, só para vos relatar as minhas sensações com tamanho paradigma do novo erotismo platentário. Porque eu não tenho nada contra a literatura masturbatória, nem contra a pornografia em geral e muito menos contra relatos de universitárias virgens que se entregam ao sexo depravado, perigoso e altamente satisfatório com gajos lindos que por acaso até são multi-milionários e oferecem audis e macs e blackberrys em troca de não usar cuecas num jantar familiar. Infelizmente o sexo nem é depravado, nem perigoso, nem sequer é excitante. Uma gaja pega neste livro para se dar uma alegria uterina e só consegue mandar umas gargalhadas (vá lá, se calhar o riso é o novo sexo). As supostas tendências sado-maso do Sr. Grey ficam-se por contratos de submissão (que não incluem orgias, nem nada que se possa considerar imoral ou humilhante) que por acaso ninguém cumpre. A sério que levar com um cinto de cabedal no rabo é o mais extremo que a desgraçada da Anastasia pode aguentar? Bolas chinesas é sado? Sou uma precursora da nova sexualidade moderna, está-se mesmo a ver… E sobre o sexo ser altamente satisfatório, enfim, o Grey e a virgem fodem que se fartam, pelo que as leitoras (sim, se algum gajo leu isto é roto) podem deleitar-se com aproximadamente duzentas e quarenta e oito variações de alegre (e repetitivo) pinocanço vaginal. Viva o sexo na banheira! Viva o quarto do Desejo Proibido, vivam as fodas na cama de ferro com as mãos atadas com uma gravata cinzenta (estão a perceber a fina ironia, ãh?). E agora é quando eu peço às amigas que estão desse lado do ecrã que já tenham desfrutado desta magnífica obra de humor universal que me ajudem neste dilema que me consome: é impressão minha mas as quecas são mais do estilo rapidinhas, ao modo coelho, fodinhas rápidas que terminam SEMPRE com orgasmos simultâneos?  Sincronia na foda, muito à frente, eis a nova missão das virgens do mundo. Entretanto a gaja não se cala. Acabam uma foda estupenda e lá está a seca a perguntar pela infância do Mestre que de maléfico não deve ter nada se quando lhe mete a mão debaixo da mesa e a Submissa se arma em ofendida não a desmancha em castigos corporais. Mas que raio de SUPER-GAJO-DO-SEXO-BRUTAL é este que se vem logo assim que a chavala morde o lábio? Really?

    Mas claro, mesmo considerando a E. L. James a nova promessa do humor literario e as Sombras do Grey um passatempo fundamental para manter um sorriso nos lábios (os de cima, atenção), uma gaja já tem uma idade. E uma vida sexual. E algum respeito por si propria. E ver como dezenas de milhões de mulheres all over the world têm nesta fantochada o novo manual do pós-feminismo a mim até me dão urticarias, não me fodam. Quanto mal fez ao gajedo planetario a Shonda Rhimes e as séries infantiloides e descerebradas como a Anatomia de Grey ou o Scandal, senhores. Porque em todas elas as mulheres são postas ao nível de acéfalas que não podem ver um gajo giro com profundos problemas de empatia e sociabilidade (e com dinheiro e poder, óbvio) à frente que começam logo a ter convulsões vaginais como se não houvesse amanhã. Da foda ao apaixonamento é um instante, porque uma gaja nasce para amar e ser amada. E transformar um sociopata num marido perfeito. E nesta fabulosa Trilogia Grey (de que só li o primeiro volume porque até eu que vos adoro tenho os meus limites) repete-se o mesmo esquema: gaja sem qualquer tipo de experiência que cai rendida de amor aos encantos do perturbado Charming Prince que no fundo sofre e não sabe o que lhe convém até que não a conhece. E a ama. Porque o amor é todo-poderoso. Porque o amor redime, mesmo que seja à base de submissão (ai, ele é ciumento, ai ele gosta de me mandar fazer broches, ai eu estou fascinada pelo poder sexual) e chibatadas. Amor possessivo e muito luxo. Porque é isso que as gajas querem: demonstrações de amor que incluam viagens de avião ao amanhecer, um carrinho novo, um gajo ciumento que não as larga e sexo extremo, mas só um bocadinho para as assustadiças e complacentes Capuchinhos não fugirem a sete pés. Sinceramente, até a minha Deusa Interior ficou decepcionada. Mas claro, ela não se excita com a promessa de domesticar o Lobo Mau. Deve ser que está habituada a ler literatura para gente crescida.

     

     



    Por Rititi @ 2013/08/12 | 15 comentários »


    Aprender com a idade?

    Ressacas a meio da semana são a prova irrefutável que dizer “bebo só um vinho e vou para casa” é SEMPRE mentira. Uma gaja faz anos mas nunca aprende.



    Por Rititi @ 2013/08/08 | 4 comentários »


    Agosto na cidade

     

    Voltar a Ian McEwan. Tarde de spa e revista Cuore a meio da semana. Festas de San Cayetano em Lavapiés. Autocarros vazios. Crianças no Alentejo. Fumar na sala. Não jantar em casa.  Vestidos e sandálias sem salto. Madrid sem pressa. Noites na rua. Férias a trabalhar.



    Por Rititi @ 2013/08/07 | 7 comentários »