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Rititi

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INÍCIO

  • A sensualidade, segundo Joel Neto.

    “Suspiram: “Mas será que os homens só pensam em rabos e em mamas? Será que a mulher tem mesmo de continuar a ser reduzida a um objecto?”
    É uma confusão comum. Mas é uma confusão.
    Sim, os homens valorizam os rabos e as mamas muito mais prontamente do que os olhos, as mãos ou a (facilitemos) beleza interior. E, porém, o corpo não se torna por isso um objecto.
    O corpo é uma intimidade. E a vantagem dos rabos e das mamas sobre as mãos ou os olhos é que a sua intimidade é mais evidente, mais imediata.
    De resto, a isso, e salvos os delírios e as vulgaridades, se resume tudo: à intimidade. À penetração (suponho que a palavra não seja inocente) nessa intimidade. À posse, talvez. Ao roubo dela. Ao usufruto de um pedaço dela.
    O corpo é essencial por isso, não por ser um objecto. Ou então é por isso que é um objecto e só como objecto é essencial.
    A sensualidade não passa, pois, da capacidade que um corpo tem de sugerir-se proprietário de diferentes camadas de intimidade. De patentear uma hierarquia, degraus – uma escala de intimidade através do qual poderá ser descoberto. De insinuar um mistério.
    Daí que uma mulher bonita, às vezes, seja totalmente desprovida de sensualidade. Se é rasa, sem demãos, sem profundidade, jamais será sensual. Por muito bela que seja: não tem intimidade. Ou a sua vaga intimidade não chega a ser passível de cobiça.
    De desejo.
    O corpo é maravilhoso mesmo quando é feio. Tem é de ser íntimo. Profundo. Abissal, misterioso. Convidativo. Tem de fazer-nos apetecer mergulhar nele. E depois mergulhar mais fundo ainda.
    Nada disto é novo, mas às vezes é preciso recordá-lo, como tudo o que é importante. O corpo é tudo o que importa e tudo vem dar ao corpo, ainda que apenas ao seu espectro. Não é uma questão de beleza, ou sequer de sexo.
    É de intimidade. A – ela, sim – suprema beleza.”

    Joel Neto. Sensual, digo eu agora, é escrever assim.



    Por Rititi @ 2013/10/08 | 6 comentários »

  • p D s says:

    Sempre tive para mim que:

    muito mais que as curvas, as firmezas, as texturas…

    …é mesmo a partilha e a forma como “nus” entregamos um ao outro…como a sentir nos deixamos ir…que faz a sensualidade dos momentos!

    …já pensaram que nos momentos de extase, todos fechamos os olhos? …e que precisamente no melhor momento, parece que a natureza arranjou forma de nos mostrar que a visão/imagem não são de todo importantes ?

    (pelo menos eu não consigo, nem conheço ninguem que consiga ficar de olhos abertos…porque lá está, e como dizia o Princepe pequenito: “o essencial não se vê com os olhos” pois não está de certezinha nas formas, antes na sub”estancia”!)

  • Sofia says:

    Pois, acho que o Joel Neto tem razão… Bela perspectiva!

  • rititi says:

    Sou tao fã so Joel!

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