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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • Bom Ano a todos

    Em 2013 perdi alguém muito importante para mim. E o meu coração ficou pequenino, vazio e sem consolo. Mas ganhei novos amigos, gente de bem, a quem reconhecer os afectos e as verdades. Em 2013 escrevi um livrinho que não passará aos anais da literatura, mas que me devolveu ao prazer da escrita e à paz com a minha vida. Graças a ele reconciliei-me com o meu corpo e hoje sinto-me mais bonita, desejável e sexy que nunca, mesmo que não me enquadre nos padrões de beleza globais. Neste ano que acabou os meus filhos cresceram muito, tanto que todos cá em casa conquistámos mais autonomia, liberdade e tempo. E felicidade. Mr. Pinheiro fez 40 anos e nessa festinha em Lisboa percebi que os amigos são pedras preciosas, tesouros únicos, um presente que a vida nos dá. Este ano que se acaba foi duro, cabrão e com alguma grande decepção, mas também generoso em saúde e gargalhadas, banhos no mar, percebes, descobrimentos, livros, música, imperiais no Retiro, Alentejo e, sobretudo, muito amor, de amor genuíno, de casa, que se dá beijos ao principio da noite quando os putos já dormem, porque a família também é isso, beijos. Bom Ano.



    Por Rititi @ 2013/12/31 | 3 comentários »


    Desejos de Natal

    É o único que peço ao Menino Jesus, ao Ano Novo e à Fada dos Dentes: Quilos de amor para mim, para vocês, para o Mundo, para o gestores de fundos, para os escritores de anúncios de laxantes e para as modelos famélicas. Amem-se com loucura. Amem os vossos filhos, os vossos maridos, amem as vossas amantes e as quecas ocasionais. Amem-se até vos doerem os músculos todos do corpo. Amem-se e façam-se coisas, lambam-se, toquem-se, cheirem-se, façam saber que o Amor não é uma intenção, um movimento teórico porque o Amor só o é se tiver consequências físicas, se deixar marcas e cheiros e restos na pele e no cabelo. Amem-se e tenham um Bom Natal.



    Por Rititi @ 2013/12/23 | 6 comentários »


    Coitadinho do Obama

    Passaram-se dois dIas e não há jornal “de referência” que não tenha feito a gracinha sobre o ciúme da Michelle ou sobre a exuberância da loira que tira selfies com o Cameron e o Obama. O que ainda não li em lado nenhum lado foi uma ressenha, uma minúscula análise sequer, sobre as figuras de urso que invarialmente fazem os gajos quando estão à frente de uma mulher bonita, já sejam mandatários ou trolhas de Lavacolhos. As gajas ou são umas histéricas que não sabem controlar as emoções em público ou umas víboras sem escrúpulos que provocam sempre os desprevenidos machinhos que, como sempre, “só passavam por ali”. A culpa é sempre da desequilibrada da mulher ou da cabra da loira. Eles, desgraçados, são sempre as vítimas da vontade indómita da pila. A merda do costume, portanto.



    Por Rititi @ 2013/12/12 | 11 comentários »


    É já amanhã

     

     

    Um encontro de muitas vozes e outras tantas ideias para Portugal. Vozes diferentes, de áreas diferentes – e com ideias diferentes para o nosso país: para onde vai, para onde deve ir, o que fazer por ele e por nós, portugueses? Tudo acontecerá no próximo dia 11 no Pavilhão do Conhecimento: a partir das 10 da manhã começa a maratona de ideias.

    Entre várias cabeças pensantes, eu também lá estarei, só que em vídeo para parecer mais tecnológica e cosmopolita, claro.

    Mais informações na página do Facebook. Apareçam!

     



    Por Rititi @ 2013/12/10 | 3 comentários »


    O Natal dos meus filhos



    Por Rititi @ 2013/12/09 | 3 comentários »


    Tia Dinha

    Dia 1 de Dezembro o Rititi fez 10 anos. Nunca antes me tinha esquecido de festejar a minha vida na blogosfera. Mas nunca antes tinha passado um dia 1 de Dezembro tão triste. Dia 1 de Dezembro, domingo, tinha uma enorme ressaca de ausência, de corpo que já não está presente. Sei que a familia colateral não é habitualmente causa de textos sentidos, lágrimas públicas ou dias de licença no emprego, reservados para o que se chama primeiro grau, como se a importância dos afectos tivesse ficado presa nas burocracias dos registros civis. Só que o amor, a família, o sangue e a tristeza não se medem em filiações. Medem-se em tempo, admiração, aprendizagem, companhia, risadas, copos de uisque, verões na praia, confidências sobre primeiros amores, em livros e concertos na Gulbenkian, em Vida. Quando no dia 1 este blogue fazia 10 anos, a minha querida Tia Dinha já não estava cá. Foi-se, lentamente, deixando-me vazia de telefonemas sobre a nomeação do novo Papa ou o discurso do Obama, de noites calorosas nas praças de Madrid, de jantares de debate intensíssimo sobre a decadência de Europa e da cara da Letizia. Na sua casa da Estrela, com aquelas magníficas vistas sobre o Tejo, ficaram órfãs as plantas compradas em Estremoz, as fotos dos netos, os desenhos delicados do filho, os discos de Mozart, os quadros de Leiria, os lençóis de linho da minha avó, a preciosa olaria, do rum-rum do Mezzo, até as reminiscências do gato que um dia lá viveu. E eu fiquei vazia de escrita, parva à frente da pantalha do portátil, em branco as páginas e a vontade de escrever que a puta desta vida não é justa, que as pessoas boas, as genuínas, as que têm a extrema sorte de se surpeenderem com as as minúcias do quotidiano, não deviam suportar o absurdo das páginas necrológicas. Os que cá ficamos teremos de aprender com esta ausência e algúm dia encontraremos as forças para transformar a memória num ser vivo que passeia pelo Chiado a caminho da Fnac, que se senta no Snob a comentar as crónicas do Pacheco Pereira, numa voz cálida que nos conta, uma vez mais, a importância do amor na construção do ser humano. São tantas saudades que nos deixa, tanto silêncio, tanto frio. Mas o futuro também é feito de memoria. E de agradecimento. Obrigada, querida Tia Dinha. E até já.



    Por Rititi @ 2013/12/05 | 8 comentários »