2 ANOS, OU O POST MAIS LONGO DO MUNDO
Início: Eu, a escrever num blogue? Publiche o quê? E a roupa por estender...
Ó voumembora: Tenho um homem à minha espera, desculpa lá Portugal, desculpa Lisboa, desculpa casa com vistas, desculpa passado, mas as malas já estão na porta e a minha vida está no futuro. Está com ele.
E o Casal Pinheiro outra vez juntinho: No Ikea, montando móveis, redescobrindo-se e, desculpem a pintelhice, amando-se, depois da separação, da fronteira e da puta da conta de telefone. Chega-te para cá, meu amor, que lá fora está frio.
Os primeiros linques da história: os marretas, os frangos. Desconcerto total, sobretudo quando eu própria tentei criar um estendal de visitáveis: o caos. Quase mandei o blogue para o caralho.
Morte em Madrid: Dor, atentados e náuseas. Gentes nas ruas, e a única manifestação que vale a pena, a da indignação frente à intolerância, o fanatismo, a perda do anónimo que poderia ser eu.
Quem é a Rititi???: Um gajo? Uma desavergonhada, só pode. Visitas ao ginecologista, lista de homens, um blogue com vida própria.
E um dia conheci a Carla, chamada Bomba pelos outros. A diferença entre o quiero y no puedo e o aqui só se escreve do bom e com gosto. O controlo das hormonas: E as mamas, os pensos higiénicos e que queres se me dói a alma por ser mulher e portuguesa e emigra? E ó meu Portugal, porque me magoas?
A Imprensa escrita: Para o DNA, pela graça do Pedro Rolo Duarte e dos leitores que aqui iam caindo todos os dias, às pinguinhas, devagarinho, sem pressas.
A surpresa da blogosfera: Conheço menos de dez bloggers. Pronto, exagero, vinte. Agnóstica total sobre os relacionamentos da internet, deparai-me um dia que não é preciso ver caras para ver corações. Alguns ficaram como amigos, outros nem por isso e os menos são cá da alma, visitas à minha casa, cartão de Natal. Para minha surpresa, atrás de um nique ou um blogue simpático há gente que vale a pena conhecer.
O blogue e os amigos: Um praivate-disainer, um disque-joquei de luxo, gente que se junta à vida, e assim se vai crescendo no blogue. Porque isto não é diferente do que acontece “lá fora”, porque não há possibilidade para fingir, porque a blogosfera não permite a imitação.
Momentos Gina: A bimbice merece reconhecimento. E o cor de rosa. E a lágrima no canto do olho. Sem complexos.
O amor continua: Sem depender de estatísticas, das visitas diárias, ai que me deslincam. Aliás, com um linques daqui do lado sou como a moda: estou-me bem cagando. Leio, linco, deixo de ler, deslinco. Que no me agobio, chacha. O LIVRO: Quando a Carla Hilário Quevedo me propôs editar o blogue ia-me desmaiando das contrações. Graças a este convite fui à TV, conheci gente de bem e nem por isso, aprendi e voltei ao que estava. O que não é nada mau.
A GENTE EM FESTA: Os outros que me levam a escrever, o leitor que manda fotos. O envolvimento. Obrigada. A todos.
A Tebe. E se de repente alguém lhe oferecesse ir à televisão? Te cagas, Mari. Olha práqui, e o que acha da presença feminina? E se? Ah e tanto e tal... Te cagas.
Dominar a Net: Dote come. Porque me sale del chocho, porque yo lo valgo. Porque hay que tenerlos.
E o castelhano encontrou a casa: Faz parte de mim, desde sempre, cagarme en dios, beber cañas y porque me da la gana.
Fracassar é de humanos: Semos assim. Derrotada, meio-nua, sem medos. Morreu-me a Lucrecia, zanguei-me com o mundo, tive a sorte de ser insultada. E porque não.
2 anos. Obrigada.