Quinta-feira, Abril 27, 2006





Este mês, a coluna (a minha, claro) trata de homens. Mais concretamente sobre os que valem a pena. Os de verdade. De que estavam à espera, com uma coluna chamada Mulheres à solta?

Quarta-feira, Abril 26, 2006

Querido Blogue,

Esto es llegar y besar el santo. Salta-se a fronteira do Caia e as notícias nacionais arrebatam-me os tímpanos e a consciência cívica, por não falar do estado em que se encontram os meus ovários depois de saber que, por exemplo, o hospital de Amarante vai fechar. Nem durmo dos nervos. Porque os problemas que valem uma manchete no meu país são super sérios. Muito. Eu nem sei como os meus leitores pátrios sobrevivem sabendo, por não ir mais longe, que o Grande Palhaço, aka Alberto João Jardim, pretende alterar a Constituição porque Portugal vive num «rotativismo monótono» desde 1976. Nem mais. Imagino as úlceras intelectuais dos meus habituais perante tanta caganeira verbal patrocinada pelo Orçamento do Estado.
Ou que o Santuário de Fátima, afinal, pode ser visitado por todos os fieis do universo interplanetário, independente do credo ou tamanho do terço. Não há Deus em Fátima, só crentes devotos da vela e do buen rollo. Eu, sinceramente, estou muito mais descansada desde que ouvi a reportagem de vinte minutos na Antena 1. Repetida cada meia hora, para o hipotético caso de ser atacada por um vírus cabrão da amnésia. Se eu fosse, sei lá, baptista confessa já lá estava na Cova da Iria, com os meus amigos Rafta e Kipta, donos do restaurante hindu Nova Deli, numa orgia ecuménica que faria inveja a qualquer um. Ah pois.

A filha da putice, com perdão, é que a mim, sinceramente, nunca me entusiasmaram muito os protestantes. Com todos os respeitos para os evangélicos que potencialmente podem ler estas linhas, aqui me sincero: não posso suportar gajos que tratam Deus por tu. Questão de educação, imagino, e de sentido de ridículo. Deus não é um militante do Bloco. Nem um cliente de um bar a quem dar palmadas nas costas quando perde o Benfica. Tenhamos juízo, porra. Para isso prefiro os judeus, sempre acagaçados com a ideia de levar com a espada de um anjo vingativo nos cornos. Andam todos na linha. Sem confianças. E já que me apanham sincera, tenho a dizer que também me fode o juízo aquela mania dos protestantes de andar sempre com a puta da guitarra acústica atrás: não há pachorra para mais uma versão dos Beatles nas horas de culto. Te amo Jesus com música do Yesterday é mau demais até para uma fanzoca de Boys 2 Men como eu. E que o padre se chame pastor acho, desculpem-me a fraqueza mas já acabo, piroso. Só lhes falta o sotaque de São Paulo para transformar os meus preconceitos em programas de televendas.
Com todo o respeito, repito, afirmo estas minhas reflexões sobre o ecumenismo antes de ir para a cama e com uma santola no estômago. Porque eu de iconoclasta tenho pouco. Só acho que para nacional-porreirismo já está a estupidez do politicamente correcto dos cafés, táxis e blogues do nosso Portugal, sempre preocupados em ficar a bem com todos e super-mega-hiper sensíveis às ondas místicas dos outros. Tenhamos a festa em paz e cada Deus no seu sitio.

Terça-feira, Abril 25, 2006

PAPOILA EMPRESARIA

Quando o ginásio fizer efeito (lá para 2045 se os vómitos e a corporación dermostática servirem para alguma coisa), volto a vestir biquini. E os da Papoila, mulher que depois de parir se armou em ciberempresária. Esto sí que son huevos!!!!



Já encomendei o meu modelo chica-bonde consumidora de psicotrópicos ilegais, mas claro, era bom que as minhas mamas (tamanho 42, para que mentir) combinassem com o meu cu 38. Ser gaja boa é fodido. Nem sabem quanto sofre um mito erótico.
Biquinis ao Sol: para magras, coxas, mamalhudas, travestis peludos, sexesimboles mentais e gente que gosta de se ver ao espelho!


O que nos safa é que somos uns gajos porreiros.

(mais fotografias impagáveis aqui)

Segunda-feira, Abril 24, 2006

AVISO À NAVEGAÇÃO

Com motivo das comemorações do aniversário* de Mr. Pinheiro (já lhe podem ir telefonando para lhe dar os parabéns), declara-se que o jovem casal Pinheiro lá vai (outra vez) pela autorrute do Alentejo a caminho de Lisboa durante uma semana. Preparem-se os amigos para encontros nos lugares de ócio habituais, a saber: Bicaense, Adamastor, a Camponesa, Mahjong, Lounge e até o insuportável Lux, onde adivinho acabarão os meus ossos bezanos mais de uma noite para mal dos meus pecados e da minha economia familiar.
Em consequência, o blogue rosa-cueca estará atento às grandes preocupações do nosso pequeno mas irrequieto Portugal, que por força da falta de crescimento económico e de uma vida sexual minimamente interessante, lá se vai entretendo com assuntos de grande importância para o desenvolvimento mundial como as razões que levaram JPP a escrever sobre os comentadores anónimos, a vitória do FêquêPê (parabéns aos meus dois hooligans favoritos, Nuno e Francisco), a OPA que nunca chega sobre a PT, a inesperada pena nacional por aquele puto dos Morangos com Açucar e outras tantas notícias de terceira categoria que o meu País precisa para se sentir grande, importante, de primeira fila. Só não sei se tenho internet em casa.

* Mr. Pinheiro passou mais um ano a acordar ao meu lado, abraçadinho e quente nas noites frias de Madrid. Ainda não me acredito que este Homem de Verdade, absoluto e definitivo, me tenha escolhido como companheira de caminho. São assim os mistérios do amor, da vida e do carinho. Te adoro, mi vida.

Sexta-feira, Abril 21, 2006

RITITI EDUCA O POVÃO: Dia do Livro

Gerardo Diego* - AYER SOÑABA

Ayer soñaba.
Tú eras un árbol manso
- isla morada, abanico de brisa -
entre la siesta densa.
Y yo me adormecía.

Después yo era un arroyo
Y arqueaba mi lomo de agua limpia,
como un gato mimado,
para rozarte al paso.

* O meu poeta favorito da Geração de 27.

Quinta-feira, Abril 20, 2006

MOMENTO GINA: HÁ SEMPRE ALGUÉM PIOR QUE NÓS

Quiero a Laura pero esperaré hasta el matrimonio, ou as tristes consequências do excesso de ar puro nos neurónios da juventude. Ou porque os homens nunca deveriam usar pulôveres dessa cor. Ou porque o celibato nunca fez bem a ninguém.




Iniciativa da Asociación Nuevo Renacer para a MTV. (Olha, nem de propósito!)

Quarta-feira, Abril 19, 2006

Ora é exactamente isso o que diz o meu marido

"Há aqui na rititi qualquer coisa do expressionismo alemão dos anos 20; a realidade é tão ligeira que até a arte parece mais grave. Deve ser impossível ter razão em qualquer debate com a rititi, porque não é de razão que aqui se trata; mas sim dos tais impulsos, digamos, elementares."
(Mendo Henriques, pensando sobre o blogue rosa-cueca.)

Terça-feira, Abril 18, 2006

Querido Bló,


Estoy paralizada, mentalmente, claro, no me imaginen ustedes tumbada en la hamaca de la pereza - por Dios! - que una no deja de ser pasible de despido colectivo a bote pronto. No. Mi parálisis (mental) se debe a los tremendos sucesos que han dejado a nuestra España querida de boca abierta y sin saber si debe leer el Hola o El País para enterarse de los entresijos escabrosos del Marbella Gate, esa orgía
de implantes de silicona y especulación inmobiliaria, que mete sinvergonzonería, recalificación de terrenos e Isabel Pantoja en el mismo saco. Como un capítulo de los Sopranos pero en hortera, vamos. Así me encuentro, como si me hubieran inyectado botox en el lado izquierdo del cerebro. Paralizada.

Porque no sé que me acojona más, si el cadáver de ese oso polar decorando el salón comedor del señor Roca, el rasgar de la camisa de los ahora inmaculados señores políticos que han estado chupando del bote y de los impuestos de las promociones a tutiplén en zonas protegidas, la bolsa de la basura con 300.000 Euros (que se dice pronto) en la casa de Isabel García Marcos o las tetas hasta el sobaco de Marisol Yagüe, ser extraño que bien podría ser alcaldesa (que lo era) o líder de una cuadrilla de gánsteres en playeras bailando Bisbal en el chiringo de moda entre los constructores de la zona. Por eso he tardado tanto, queridos tres lectores españoles, porque me lo cuentan y no me lo creo. Y mira que estoy acostumbrada a la necrofilia televisiva, como el bollo-culebrón de Encarna o la saga-rosa de la familia Larrañaga.

Pero Marbella, con su pasarse por el forro de los cojones la ley, la decencia, el buen gusto y la vergüenza ajena ha desbancado a cualquier Mario Conde o, porque no, la foto de Roldán en calzoncillos de corazones en Laos. Y es que estas cosas solo pueden suceder en un microclima muy específico, mayormente bajando de Ciudad Real a la izquierda y caminito de una costa hiper-poblada por guiris soñando playa y campos de gol que dejan sin agua a millares de pueblos y gobernada por una pandilla de pendencieros que entienden la democracia a golpe de ladrillo y relojes de oro. Con que brille es bueno, y así se entiende que España haya aplaudido las gracias a un mafioso como Jesús Gil, comprado el Lecturas para hurgar en la cama de Julián Muñoz y dado la espalda a un espectáculo denigrante para cualquier país que se quiera democrático. Corrupción hay en todo lado, me dice usted, y con razón, salte la frontera y verá la ordinariez en la vida política de mi Portugal, que elige alcaldesa a la mayor choriza de la historia. Vale. Pero en Marbella se han pasado siete pueblos. Una ciudad edificada sin más propósito que enriquecer a un grupo de analfabetos que con la extorsión, el chantaje y el blanqueo de capitales venidos de prostitución, drogas o venta de armas financiaban ganaderías, helipuertos, obras de arte en el baño, caras alicatadas, chaletes a lo falcon crest y un mal gusto que hasta a las chonis de Fuenlabrada les parecería demasiado. Hasta para el cutrerío hay que encontrar un límite, cojones! Algún día habría que castigar la codicia.

Pues eso, que paralizada estoy. Pero no se preocupen, que algo me dice que el culebrón no acaba aquí. Marbella Vice tiene todavía mucho que ofrecer. Aunque sea para Salsa Rosa.


(para os leitores portugueses, todos os detalhes aqui)

COISAS DE BLOGUES
(porque desgraçadamente a vida não é só monte no Alentejo, borrego assado e colinho da mamã)

- A Sofia estreia temporada! Ora assim é que é! Viva o Controversa Maresia, arriba esses postes bons (mas de verdade, daqueles que me fazem sentir inveja ranhosa) e olaré essa peazo de tía buena que escreve os mais bonitos textos sobre crianças (as dela, claro).

- E eu sabia que o Paulo Pinto Mascarenhas não era homem para se ir embora à má fila. Sem sitemeters mola más, diz ele e eu acho que sim! Adoro o nome do blogue: ABC do Paulo Pinto Mascarenhas. Pois sim!

- Pois é, querido Nuno, porque tu lo vales. Y mucho! (Olha o Andrew nunca mais disse nada das chaves. Que faço??)

- Dia 21 de Abril, no Palácio Galveias, a Miss Pearls modera e o Francisco José Viegas, a Catarina Campos, o João Villalobos, o Rui Branco e a Ana Cláudia Vicente debatem no Dia Internacional do Livro sobre o pretexto Weblogs: o autor/editor. (mais informação aqui).
E eu em Madrid.... Perco sempre as cenas giras, porra!!!

Quarta-feira, Abril 12, 2006

Agora, se me desculpam,

vou lá abaixo ver o passo de Nuestro Padre Jesús de la Salud, o de Medinaceli, pequenino e um bocado deslocado entre a romaria urbana das obras, dos bares, das tapas de pimientos del piquillo e dos guiris com mapas da cidade. Este Cristo de madeira não tem quem lhe cante, nem velhas enlutadas pela agonia do retablo, só uns fieis antigos, de quando o bairro não era das Letras e os únicos habitantes eram burgueses de fatos de linho e umas quantas putas com casa oficial ao lado da pastelaria Suiza. Afinal Madrid não é Sevilha: o cheiro da cera não contamina o quotidiano dos utentes do metro. Aqui segue-se o passo até o próximo compromisso. Nem é Castela, fria e sombria, vestida com a mortalha que há de cobrir o cadáver do penitente. Em Madrid já nos basta o trânsito diário para ser um bom temente de Deus Nosso Senhor.
Em Madrid, o de Medinaceli passa ao lado do bar. Sai-se à rua durante dois minutos. E cada um reza como sabe. Eu, normalmente, com o copo na mão, porque os meus também bebem e são eles os únicos que contam nas minhas orações.

MOOD SWING, A DOIS ANOS LUZ DE TODOS!



Batukada
ra-ra-ra
Batukada
es lo más
Batukada
La más guapa de la ciudad
Batukada
ra-ra-ra
(acho eu)

Sebem e mais posts!!!

Domingo, Abril 09, 2006

OUTROS DIÁLOGOS POSSÍVEIS*


(imagem de la higuera)

Humphrey: Vamos ter um filho?
Lauren: Mas sabes quanto custa?
Humphrey: O que importa o dinheiro quando nos amamos assim?
Lauren: 450.000 Euros desde que nasce até aos 29 anos.
Humphrey: Começa-me a doer o braço.
Lauren: Até os 11.089 Euros dos 0 aos 2 anos.
Humphrey: Ó Lauren, tu engordaste?
Lauren: 888 Euros anuais em roupa e calçado quando tem 6 anos.
Humphrey: Solta-me, caralho, que já tenho câimbras nas costas.
Lauren: Bem me parecia.

Mais um casal que já cagou para a reprodução depois de ler a reportagem "Lo que cuesta un hijo" no Magazine do jornal El Mundo. (não actualizado a estas horas)
.........
* Ou
Muitas e Boas Razões Para Não Ter Um Filho". Volta, querida Sofia, volta!!!!

PÂNICOS

Já que estamos numa de confissões em cadeia (manias, músicas no I-Pod, empregos ou paises do mundo visitados), porque não entrar nas profundezas da alminha, de perdidos al rio, chacha, e assim ficamos todos mais íntimos. Quantifiquemos os pequenos pânicos viscerais, daqueles que passam à categoria de pesadelo recorrente por obra e graça da psicanálise e do cagaço que todos temos a fazer o ridículo em público.
Estes
são os meus cinco pânicos uterinos:

- Ser atropelada na Castellana em hora de ponta, que me levem de ambulância ao Hospital, ter a perna partida e a depilação por fazer. Ser a chacota da equipa de enfermagem por culpa de umas virilhas à Zé Manel é muito mau e o desterro a única solução possível.
- Arrotar numa reunião com um cliente. Expulsar gafanhotos no almoço familiar com a avó do meu marido. Mandar um traque no metro. Cheirar a pessoa em ambientes fechados. Em definitiva, o pouco controlo dos fluídos e forças internas e as suas implicações sociais.
- Ter um furo. De noite. Sem bateria no telemóvel e um tusto na carteira. Estar a onze quilómetros do telefone de urgência e, que aliás, esteja estragado por vandalismo. E pior de tudo, na autoestrada do Alentejo. E que toda a gente me diga que a culpa é minha por não ter pneu sobresselente.
- O confronto com a refrescante juventude em biquíni. Quão triste é a vangloria do corpo no inverno, a presunção que debaixo de cinco quilos de lã, meias e camisolas interiores as carnes permanecem inalteráveis, e que estupidez é ignorar a celulite!
- Galinhas. Têm bicos assassinos. E cheiram mal. E mais nada.

Envio cordialmente esta cadeia de introspecções à Cris, às Megeras (adoráveis Ticcia e Ro), à Pipoca, à Miss Pearls e ao Espumante, porque não só as gajas têm pânicos.



O Acidental


O que mais me chateia do fim d'O Acidental não é saudade que vai deixar o Paulo Pinto Mascarenhas e a sua pandilha de fantásticos blogueiros que o acompanharam durante dois anos (porque estos colegas vuelven, afinal a blogosfera não é droga fácil de deixar). Não amigos, o que me rala un huevo é que esta minha categoria de emigra negou-me a assistência a cada uma das suas festas e agora, cagonlaleche, nunca mais vou poder conhecer aqueles gajos todos. Y eso jode, pues sí.

Quarta-feira, Abril 05, 2006

Já compraram?



Atão? Do que estão à espera?

Terça-feira, Abril 04, 2006

HOMENS DE VERDADE
(nova série)

José Antonio Alonso

É o último dos sherifes, um tipo duro por decreto ministerial, a voz definitiva da Lei dos homens. Antes juiz, agora Ministro do Interior do Reino das Espanhas desintegradas e à beira da extinção (dizem as goelas histriónicas da direita), José Antonio Alonso dedica as vinte e quatro horas do dia a perseguir os maus da fita, os piores de todos os vilões actuais. Desde que ZP lhe confiou o papel de herói de gravata a este homem cresceram-lhe a olheiras e as camisas parecem mais enxovalhadas, como se não estivesse cómodo na cadeira do poder. Há homens assim, sempre fora do sítio, assombrados demais ante as misérias da vida. Parece que vai arrancar a chorar cada vez que deve informar os meios de comunicação do descobrimento de uma macabra rede de pornografia infantil, horrorizado quando descreve as infâmias de seres que em princípio devereriam ser iguais aos que desprezam e maltratam. A humanidade sobra-lhe na nuca, nos anos de estudo e no conhecimento da legislação. Imagino-o com a cabeça entre as mãos, perguntando-se onde encontrar a misericórdia dos homens e da civilização que estudou nos tratados de filosofia quando se enfrenta aos crimes mais hediondos. E enfrentam-se todos os dias: corrupção, tráfico de mulheres, violações, terrorismo. A ele cabe-lhe gerir a essência da maldade. E precisa de dormir - nota-se nos olhos - e na voz rouca há quem queira ouvir o cansaço de um trabalho que lhe fica grande. Mas enganam-se, este é um homem honesto, trabalhador e sem pressa para acabar uma tarefa que a todos nos diz respeito: impor a majestade da lei e o respeito pelo Estado de Direito. Um homem de verdade, o último dos sherifes.

3 ANOS DE BOMBA INTELIGENTE



















Act: Maitena, com um acordar bem pior que o teu...
Beijinhos Carla, e muitos parabéns!!!