Quinta-feira, Junho 29, 2006

COM A CAMIÃO DAS MUDANÇAS À PORTA

...aqui não postes para ninguém (ooooooohhhh, que pena). Vão mazé lendo a Atlântico, que já está nas bancas.
Na secção «Mulheres à Solta» este mês debato-me sobre a existência, ou não, da mulher virtuosa. E o que esperam os gajos da virtude do grelo. Uma dona de casa? Uma fanática da cama? Numa das bodas espinhosas deste ano o Padre Benjamim, capelão e baixinho, falava da importância de manter a boca calada. Mulher vituosa é mulher silenciosa. De nós deseja-se cautela, diligência, resignação, paciência, sossego e muitos filhos. Deles, nada. Nem uma palavra. Ora aí está uma conceito curioso do matrimónio.

Por outro lado, se querem saber mais sobre a guerra dos meios (livros contra blogues, o desafio final) dêm um saltinho à Casa Fernando Pessoa e ouçam
Pedro Mexia, Eduardo Prado Coelho e Fernanda Câncio.

Quarta-feira, Junho 28, 2006

SEMANA DE MUDANÇAS
(adeus, Santa Ana, adeus)

O meu bairro é multi-task...*

O meu bairro é multi-task total, super útil para ter uma existência vida feliz, plena e ultra-tesa, porque esta mania que o jovem casal Pinheiro tem de povoar sempre o centro das grandes urbes é muito bonita mas cara como o caraças. Ele é desayunos, cañas, tabaco marroquino, cozido à madrilena, sidras e barbadillos, a melhor tortilla de patatas do mundo, disco naites, uisques com jazz e um sem fim de tentações para esta carteira sempre às moscas, mas que não é capaz de ficar sossegada em casa a ver um programa sobre bichinhos na têvê. Porque eu sou uma fraca de espírito, uma vendida à boa vida e à arte de bem perder o tempo em territórios propícios ao pecado. Eu adorava ser uma super devota dos momentos intimamente domésticos, do género de passar as minhas noites de sábado a completar um puzzle de cem mil peças com o retrato da Cibeles iluminada. Ou começar a aprender inglês por fascículos, com devede, professor de apoio e a garantia da planeta agostini que arranjarei um emprego numa multinacional americana.
Mas não, eu desisti logo desta luta interna e entreguei-me de corpo e alma à descoberta do meu bairro, dos simpáticos locais e dos seus ancestrais hábitos, porque eu tenho uma costela de socióloga e a curiosidade pelas pessoas mata-me. O meu amor diz-me que isso é cuscuvilhice, que o que eu mais gosto é saber da vida dos outros para depois falar mal nas costas. Mentiroso; eu não faço isso com quem é meu amigo de verdade verdadinha, com os outros nem por isso. Contudo, dos habitantes do antigamente, dos tipicamente espanhóis e chulapas, desses já há poucos, e se existem só devem sair à noite para encher os bares e vomitar à porta do meu prédio. Pacos e Pepes nem vê-los, que a mercearia tradicional foi substituída por lojas de conveniências chinesas, as tascas por kebabs turcos e os supermercados são todos argentinos. Sul-americanos a servir copos, romenas a limpar escadas, nigerianos que vendem gravações ranhosas nos passeios e muitos turistas, dos que almoçam paelha às dez da manhã e passeiam pela Gran Via às três da tarde em Agosto. Até a vizinhança é estrangeira; o da porta do lado é um bife, a da frente sueca e a multi-orgásmica do primeiro andar ainda não sabemos, que no meio de tanto gemido estereofónico ainda não se lhe ouviu língua cristã.
Mas eu gosto de viver no meu bairro, trocar ideias de cinema com o chinoca que me vende tabaco, jantar no indiano da esquina e passear de mão dada com Mr. Pinheiro, o meu amor e a razão deste meu exílio em terras espanholas. Quando aparecerem por cá, telefonem que a gente vai beber um copo.
(*in O Livro da Rititi)

LA SOLEÁ DEL PERDEDÓ



Aaaaaaay, ayyyyyyyy,
que peniiiiiita mah grande
ele
que nosan ganaaaaaaaaaooooo
noooooosanaiaanaian
ole maehtro
loh gabaaaaaacho, ay
y er mundiáaaaa, aaaaay,
saiiiiiiiio, saaaaaaaíooooo,
ay, pal carajo
Porque virgensita, mía, que pena
queeeeee aaaaaaay peniiiita pena
queeeeee la Fransia sea tan buena
ele, dale maehtro,
y ahoooooora, aaaaaaaaahoraaaa
dime, diiiiiime, casemo
con tanta puta bandera.
ele
Sacabó.

Segunda-feira, Junho 26, 2006

SEMANA DE MUDANÇAS (e de postes muito curtinhos)

Que em dois anos e meio me tenham crescido nas estantes recibos, cartões de visita mutilados pelo destino do filtro, livros de outros e prendas de natal da empresa, parece-me bem. Também é normal o excesso de casacos de malha, meias sem par e malas no fundo do armário. Ou o nascimento espontâneo de carregadores de telemóveis nokia detrás do sofá. Sem esquecer os especiais de férias, moda, teatro, bodas reais e motor para ler mais tarde. Na boa. Acontece em qualquer casa de passagem, minúsculos habitáculos onde nem sequer se penduram os quadros porque a gente sabe que daqui a nada vai sair, é só até encontrar uma coisa melhor, maior, com corredor, varanda, forno e espaço para desanuviar as diferenças conjugais sobre os estilos maternos na confecção do arroz de pato. Afinal, as pessoas não só crescem de abdómen, e no amor também se necessita muita luz, janelas para a rua, elevador, porteiro físico e armários embutidos onde despejar toda a tralha a que chamamos recordações.
Mas o que a mim me encanita neste guardar de roupa velha e móveis demasiado passeados pelas fronteiras da península é que depois de mil mudanças continuo sem encontrar aquele livro de Onde está o Wally? E já lá vão seis caixas de literatura. Nada. Não o encontro. Ganhou o criador do gajo com
cara de parvo e camisola às riscas.

Sexta-feira, Junho 23, 2006

MOMENTO GINA: O VERDADEIRO HIT DO VERAO (II)



Com a letrinha bem aprendida, já podem ir ensaiando esta pérola da música popular portuguesa. De Espinho a Vale de Lobos, de Alpompé a Fiães, da Vila do Cano a Mirandela, portugueses, aquecei a garganta que quando eu aí aterrar montada no meu mercedes estilo emigra em Agosto não quero ouvir outra coisa. Têm tempo.

MISS SPRING EDUCA O POVÃO



(Pilar Albarracin)

Gosto muito do blogue da Miss Spring, tão charmoso, tão bonito, tão cheinho do que lhes falta à maioria dos blogues nacionais: naturalidade e frescura da cabeça. Não a conheço de lado nenhum, mas aquele blogue transpira felicidade, nota-se que a gaja está de bem com a vida, que gosta de si e que se cuida muito bem. E porque o blogue é o nosso espelhinho da ialma, a cópia escrita das noites mal dormidas, digo-vos, caros leitores, que dêm uma espreitadela pelo cantinho de primavera que a Miss criou desde Roma.
No fundo do que eu gosto é de pessoas arejadas, sem merdas e entupidelas nas veias, gente que, sem deixar de estar encantada de conocerse, não se lambe ao espelho todos os dias. No fundo, que quieres que te diga, a vida é olhar o outro sem nos acagarçarmos de que seja melhor que nós. Ah pois.

Quarta-feira, Junho 21, 2006

CONTRA O VÍCIO ESTIVAL

Ah, seus pecadores, ah lascivos leitores, ó vocês que esperais o Verão para lamber com os olhos as pernas nuas da vizinha, que vos babais pelo balanço da coxa rija, ai, ó vós que vos satisfazeis na escuridão do prazer húmido, ó, ó e mais ó mulherio sem valores, badalhocas e cortesãs que já só procurais no homem o gozo do falo, ah juventude sem valores, devassamente despida sobre as areias escaldantes das nossas praias, ó hedonistas do roce excitado nas pistas da discoteca de verão, podres e esfomeados, seus asquerosos que chupais gelados como se do sexo se tratasse, ai, que será de vocês, pobres saídos, agora que já chegou o bom tempo e os mamilos se deixam ver debaixo das camisas transparentes, agora que a brisa acaricia as nádegas sem cuecas das ávidas de sémen, que fareis, rameiras, quando se vos aproximem os machos com a genitália arrebitada, quentes que tendes a vergonha, como evitareis fechar as pernas quando a sofreguidão da entreperna falar mais alto, meretrizes arruinadas pelo vício do suor, dos dedos enfiados na caverna do desejo, ai, corruptos todos, que será de vós?


(São Luís Gonzaga, Patrono da Juventude Cristã)

Arrependei-vos!!! Buscai o modelo dos antigos, dos santos castos! Rezai, cambada de depravados sem mãe, rezais e esperai que se vos perdoe o nojo do sexo, da saliva escorrendo pelos peitos duros, do encontro dos corpos sem mais lei que o gemido! Ai. Ai. Ai.

Terça-feira, Junho 20, 2006

MA-RA-VI-LHO-SO POST DA TICCIA



"Faça as SUAS escolhas e mande o resto pra casa do car*lho."
Ticcia eres lo más de lo más, la requetehostia total. Te adoramos.


Arriquitan, asín se juega, 3-1, tacatacata, toma morito toma, oleleoleole eso sí que es arte, arriquitan, 3-1, tomaquetomaquetomaquetomatá, vaya poderío y vaya remontá, dale gitana dale, arriquitan, a octavos y a ganá.

Segunda-feira, Junho 19, 2006

Querido Blogue,

Estou triste com o meu país, que se chama Portugal e cujo nome só serve como reclame publicitário de marcas cervejas, queijos e gasolinas, centros comerciais e as suas lojas de frigoríficos, supermercados abarrotados mesmo quando não há ordenado que chegue para os estudos do menino, carrinhos das compras sobrados de novo-riquismo, prestações para adquirir uma bicicleta e a camisola da selecção que ninguém precisa, um dois por um e pague mais logo que a vida passa-se no estádio e amanhã a gente dá-lhe outro empréstimo para continuar a fingir que é europeu. Estou triste porque a minha bandeira capta clientes para bancos e, como milhares de mulheres mascaradas de patriotismo consumista, é feita puta debaixo do sol escaldante do recorde da pouca vergonha. Estou triste porque o hino é uma banda sonora do ter e nunca ser. Estou triste, já não zangada, triste porque tudo o que representa ser português passa pela Galp e a Sagres, comercializado o lusitanismo nas t-shirtes da reebok e no sonho de um dia sermos importantes. Os chineses vendem Portugal a dois euros, come-se Portugal no McDonalds, pendura-se na janela a Pátria que já ninguém respeita como umas cuecas gastas. Portugal é engolido pela parvónia do comprar para chegar mais longe, como o Figo, o Deco e Ronaldo, heróis por correrem, heróis porque aparecem na televisão rodeados de mulheres belas, carros e agigantados pelos golos que meterão. Heróis de um povo velho, sem rumo, de um Portugal cego pela esperança de guardar uma taça na vitrine dos feitos inúteis. Estou triste, muito triste.

Domingo, Junho 18, 2006

O VERDADEIRO HIT DO VERÃO 2006*

... não é a boazona da Shakira, nem a Laura, nem o Opáteviaséuncorrá, nem o hino dessa grande marca comercial que é Portugal (enquanto se mantiver na Alemanha e imbatível), nem o genérico da série putanheiro-juvenil Morangos com Açúcar. Não, não: a canção que fará furor nas romarias populares do nosso verão português, nos festivais de rocanrol e nas aparelhagens chunca-chunga dos tuneiros chama-se «Num Bubi Nada, Num Bubi Nada» e é interpretada pela artista lírica (sobretudo depois do nono copo de vinho) Dona Fernanda. Natural e residente em Espinho, esse berço de celebridades inúteis como Maia and Brenha S.L., Dona Fernanda desenvolve a sua carreira musical em tascas e tabernas onde aperfeiçoa a técnica vocal de modo artesanal e gratuito, rodeada por profissionais da pesca e intelectuais nunca editados. Até não estar disponível o vídeo do seu concerto oferecido no Restaurante «Locas – almoços, lanches, jantares e petiscos» avanço a letra deste futuro hit estival. Estejam atentos questamerda há de pegar.

NUM BUBI NADA, NUM BUBI NADA
(a música é assim mais ou menos uma mistura de e nós pimba e a garagem da vizinha.)

Esta noite num bubi nada, num bubi nada,
num bubi nada,
Esta noite num bubi nada, num bubi nada, num bubi nada,

Binho sim, água não
Binho sim, água não

Esta noite num sei de nada, num sei de nada, num sei de nada,
Esta noite num sei de nada, num sei de nada, num sei de nada,

Binho sim, água não
Binho sim, água não
(repetir até ao infinito)

* aos meus espinhosos mais lindos. Mandem lá o vídeo, pliz.

Terça-feira, Junho 13, 2006

CROMOS DA BOLA


¡¡ NO MAS FUTBOL !! é uma associação de gajas hasta el coño da bola, da selecção, dos jogadores, dos hinos. Dos gajos. Querem domingos de romance decontrolado, um Junho sem Mundial, uma vida sem penalties, cartões de crédito a troco de golos, sexo em lugar de cantos. E que mais, queridas? Um Brad Pitt na cama? Paz no mundo? O fim da fome em África?
Se lhes comprassem os cromos...

E QUANDO SAIR DO FRIGORÍFICO



Mudo-me para aqui. Não, queridos, não é metáfora. São as vistas da minha nova casa. Adeus aos quarenta metros quadrados de sapatos, livros por ler, chiribitis e garrafas de uisque empilhadas. Já sou grande: tenho uma varanda (e o toldo mais feio da história da decoração ibérica). Ah! E o Retiro. Coisa mais linda o ar puro, os passarinhos piu piu, até me deve dar uma coisinha má ao neurónio com tanto oxigénio.

Segunda-feira, Junho 12, 2006

Querido Bló,

Un país que incentiva el nacionalismo es un país de catetos, pues es de eso que trata el nacionalismo: sectas egocéntricas creadas por palurdos provincianos de tres al cuarto, esos pueblerinos muertos de miedo de coger un avión, escuchar canciones en otro idioma, enamorarse del vecino o cocinar una receta del otro lado de la frontera. Y es que esta España, tan emocionada con palabros insufribles como multiculturalidad o transglobalización, se equivoca y parece promover la endogamia, con sus consabidas consecuencias en la evolución del ser humano. Cuantos más grupúsculos con aspiraciones (?) nacionalistas surjan de la mente de tres horteras sin vacaciones hace demasiado tiempo, más cateta se volverá España, analfabeta histórica y con vergüenza de admitir que allí fuera (o aquí dentro, que para el caso es lo mismo) también se vive bien. Porque esta es la sínteses del catetismo: como aquí no se vive en ningún lado, como si el vivir implicase pasarse el día comiendo tapas o butifarras, cantar un himno o llevar el gilipollas del burro pegado en la ventana trasera del coche. Vivir, para los nacionalistas, es abandonar el libre albedrío y ser, basicamente, un anormal atado a unos preceptos fanáticos, intolerantes y que en más de un país serían prohibidos por ley.
Que se lo pregunten sino al desgraciado de Arcadi Espada y a los demás componentes de la plataforma de Ciutadans de Catalunya cuando decidieron manifestar en público su opinión sobre el Estatut, el tema más coñazo de la era ZP: la que se lió fue chica. Insultos y amenazas por parte de macarras, que en nombre de un supuesto amor a Cataluña (exclusivo de ellos, claro, y de todos los atrasados que sólo entienden la democracia a golpe de hostiazo y pena de muerte) salieron a la calle cargaditos de odio e hijoputez. Pero de todos los improperios lanzados al vacío de la estupidez el que más caracteriza la falta de cuna y copón en la infancia de estos seres prehistóricos mentales fue - atención, querido lector - bilingües. Te cagas. Ser
bilingüe es malo! Hay que ser tontolculo!!!
Para la próxima vez, estimado nacionalista, aconsejo el uso de otros insultos, de cierto tan solventes como el término en causa y que causarán, por lo menos, el descojono general: lector del Vanity Fair, amante de los Rolling Stones, turista de crucero, comedor de cous-cous, estudiante erasmus, curiosojoputa, antropólogo o arqueólogo, cultomierda, mestizo bastardo, internauta traidor o cruzador de fonteras.
Hay que ser muy cateto. Cuando queráis, queridos nacionalistas míos, os regalo la boina y ya os podéis encerrar en la montaña rodeados de vaquitas. Al bilingüe lo podréis calzar a bastonazos y quemar al extranjero con todos los libros escritos en otro idioma que no el vuestro. Así os extingáis y dejéis de darnos la lata! Garrulos!

Sábado, Junho 10, 2006

AQUI NO MEU FRIGORÍFICO



Esta é a banda sonora. Rocío Jurado y Raphael. Como yo te amo. É preciso estar muito, mas muito hormonal.

Sexta-feira, Junho 09, 2006

RITITI EM MÍNIMOS HISTÓRICOS



Até que o termómetro não desça dos 39 graus (cagoendios, dónde vamos con esta caló, chacha, si aún estamos en Junio), esta será a minha nova casa. Ali entre a prateleira dos legumes e a caixinha dos ovos, que é onde mais refresca. E mais: só penso sair lá por Setembro, quando as minhas mamas deixarem de ser esse autocolante almofadado que brilha mais que um chão encerado e tanto prazer visual dá aos transeuntes madrilenos. Que calor, cristo, que calor...

Quinta-feira, Junho 08, 2006

EU BEM SABIA QUE O RAPAZ TINHA JEITO PARA ISTO



Longe de Manaus, de Francisco José Viegas. Grande Prémio de Romance e Novela da APE.

"Nunca tive nenhum prémio, nunca esperei por nenhum prémio, nunca escrevi para prémios, nunca entrei nesse circuito e foi com estranheza que recebi a notícia".
É por isto, caro leitor, que os meus amigos são melhores que os teus.

Quarta-feira, Junho 07, 2006

Tristeza não tem fim...



... mas felicidade também não.

Porque as Divas Transatlânticas, a parelha blogueira mais sexy, sim, sim, as Megeras do meu coração, ai, estão de mudanças. Porque isto não é separação, não é não, ai, mas um crescer. As lindonas Ro da Conceição e da Ticcia de Jesus vão dar um bejinho de até já, minha querida, que a gente combina para tomar café e não deixes de me ligar se as calças não te couberem. Nos entretantos continuam em força e estilo brazuca, animando e rindo. E a escrever do caralho que (também) é por isso que gosto delas.
Coisas mais lindas, organizamos a festa de despedida?

CROMOS DA BOLA




"Você até tem um certo jeito, e de vez em quando faz um brilharete; mas geralmente anda um bocado à nora. A organização não é o seu forte, você confia em absoluto no instinto. Você é pão-pão queijo-queijo: tudo ou nada! Acha sempre que vai conseguir ter tudo, mas, aqui entre nós, ou fica lá muito perto ou dá uma monumental barraca".

(via Lista de compras)

Era só o que me faltava a estas alturas do campeonato. Pelos vistos meia vida a migrar não serviu para nada. Triste fado o do povo português, é o que é.

Terça-feira, Junho 06, 2006

SÉRIE LÍNGUA DA SOGRA



Provérbios, adágios, ditados, máximas e sentenças da mulher que tem o saber de um povo inteiro na ponta da língua: a minha sogra.

"Gaba-te cesta rota que amanhã vais à feira."

Quinta-feira, Junho 01, 2006

LA MÁS GRANDE

Que no te pese la tierra, que nuestra memoria atrape tu voz, que el tiempo te agrande el alma y que descanses en paz allí donde el dolor es pasado, Rocío, la de Chipiona.



Se nos rompió el amor

Se nos rompió el amor
de tanto usarlo
de tanto loco abrazo
sin medidas
de darnos por completo
a cada paso
se nos quedó en las manos
un buen día

Se nos rompió el amor
de tan grandioso
jamás pudo existir
tanta belleza
las cosas tan hermosas
duran poco

Jamás duró una flor
dos primaveras
me alimenté de ti
por mucho tiempo
nos devoramos vivos
como fieras

Jamás pensamos nunca en el invierno
pero el invierno llega
aunque no quiera
y una mañana gris
al abrazarnos
sentimos un crujido
frío y seco
cerramos nuestros ojos y pensamos

Se nos rompió el amor
de tanto usarlo.