RITITI, UM BLOGUE COM PILINHA

(James Gandolfini na Vanity Fair de Abril)
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RITITI, UM BLOGUE COM PILINHA

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RITITI, UM BLOGUE COM PILINHA
OS MEUS AMIGOS SÃO MELHORES QUE OS TEUS

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MADONNA EDUCA O POVÃO: AND I LIKE IT
E espero que depois desta semana tão, mas tão gaja, os hormônios me voltem ao sítio e possa viver, pela sanidade mental dos meus leitores, livre da condição. Há quem lhe chame tê-pê-eme, período, dores de barriga, menstruação, naqueles dias, a xica, hoje não estou para ninguém ou ainda puta que pariu eu dava tudo por ter barba só para não me sentir comá merda. Mas eu chamo-lhe a condição, a verdadeira essência do grelame e uma belíssima oportunidade para me conciliar com o meu lado mais feminino. E agora, se me desculpam, vou lavar a cozinha com a escova de dentes, de tampão e rolos postos e a Celine Dion no aipode, que para uma vez que não me cago em todo a deidade e parentes santeiros, tenho que aproveitar. Para a segunda-feira estarei de volta com fotos da Elsa Pataki nua na capa da Interviu que o pequeno zé manel que habita em mim também tem direito a um pouco de direito de antena. Ala!
TRAMBOLHOS D'OURO: MISS FEIA

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UM BOM POETA, UM MAU CANTOR
Em Portugal trinta por cento dos deputados serão mulheres por força da lei e da maioria parlamentar. Trinta por cento, que nem é metade, nem chateia demais o cinzentismo de gravata da Assembleia e cala as vozes das feministas, essas gordas histéricas por depilar que exigem disparates como a despenalização do aborto ou a criação de mais creches públicas. Usando os valores do 25 de Abril que tanto jeitinho dão quando a valentia política não chega para mais, os responsáveis pelo desenvolvimento do meu país decidem que desta maneira absurda se resolve “esse problema” que, acham eles, é a dificuldade de acesso da mulher ao Poder. Arruma-se o decreto na prateleira das boas intenções e o país já pode continuar a debater temas de verdade, os importantes, como a falência da Segurança Social ou os filhos que ninguém quer parir, sem que nenhum dos nossos excelsos senhores deputados tenha reparado na ligação uterina desses dois assuntos à mulher.
A metade da população do país, quando não é ignorada, é tratada com pinças, fechada num dossier que se vota, se eleva a categoria de lei e, com muita sorte, salta à imprensa como polémica fugaz. De repente não há mulher decente que se reveja no sistema de quotas, nenhuma quer ser empurrada para o gueto dos desprotegidos. Se somos iguais, porque nos querem tratar como inferiores? Acaso não estudamos, acaso não pagamos impostos e a metade da prestação da casa, da escola, da compra do supermercado, dos jantares nos restaurantes?
O problema é que não somos iguais. A nenhum homem que eu conheça lhe perguntaram numa entrevista de emprego se tinha filhos. E a nossa República, tão masculina, está tão obcecada com o Poder que não teve os tomates para compreender que o que a nós nos tira do sério é não ter as mesmas oportunidades reais que eles. E essas oportunidades reflectem-se nas reuniões da escola, na gestão da casa, na doença dos filhos, como se o ónus da maternidade nos excluísse automaticamente de uma carreira a favor da deles. Eles caçam e nós tratamos da caverna, na esperança que as mentalidades vão mudando com tempo ou algum milagre. Mas as mentalidades também se alteram com a força da lei. A paridade não acontecerá nunca se as mulheres ganham em média quarenta por cento menos por trabalhos iguais. Essas são as percentagens que deveriam importar e não que um terço da Assembleia use saias e tenha que sair mais cedo para ir buscar os miúdos ao colégio.
(publicado em Junho de 2006, na Revista Atlântico)
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MOMENTO GINA: A PIROSEIRA É UM BEM RELATIVO
As Gajas Rosa Cueca, verdadeiros ícones sexuais deste blogue com mamas, são donas de fabulosos rabos, peitorais invejáveis, e, sim, ancas, carnes que sobram sem vergonha, pernas sem medo à celulite no verão e carradas de amor próprio, por muito que o público, ignorante de tanto lamber fotocópias a preto e branco de mulheres anorécticas, não alcance a compreender a razão de tanto exagero físico e penteados inexplicáveis. Morte às tísicas! Fora as comedoras de alface! E viva a Dolly, a rainha do poliéster e dos pósteres das oficinas dos subúrbios marginais, que nunca nos defrauda: toda ela laca, mamocas sobranceiras e cantando ao amor como ele é, o mais indiscretos dos sentires e que tanta falta faz ser gritado uma e outra vez em público. Endaaaaaaaai uilolues loviuuuuuuu. He dicho.
GRELAME SEM PARIDADES

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Obrigada,
Depois de ter enfiado a cabeça dentro do tubo de escape de um autocarro madrileno, já estou apta para a crónica açoriana. Muita vaca. Muito verde. Muito mar. Muito vulcãozinho preparado para dar o peido. Muita ilha. Estranho não é, lindo, claro que sim, exuberante, pois não, deslumbrante, atrevo-me a escrever. Uma gaja apanha um avião, vai parar ao meio do oceano depois de duas horas de vôo, lá no cu de judas e tudo parece igual: as mesmas matrículas que em Lisboa, os mesmos sinais de trânsito, os mesmos partidos políticos, o mesmo cozido por muito que o enfiem pelas goelas da terra abaixo. Um mundo de tão pequeno que parece a brincar, onde todos se conhecem, onde não há segredos, onde a ameaça do mar, das placas tectónicas, da vida da terra não desaparece e onde o fim nunca foi tão explícito. Tudo acaba na água, numa cratera convertida em lagoa, numa pastagem, num campo de chá, numa montanha. Não há escapatória, nem esperança de um passo
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AÇOREANDO II

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Açoreando

RITITI ON TOUR

