Sexta-feira, Novembro 30, 2007

Taxi Talk*



"Lembre-se de mim quando precisar de um táxi no céu."

(série que agradeço seja alimentada por leitores rititinianos taxi-dependentes. Quando eu for rica quero um taxista full-time só para mim)

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RITITI EDUCA O POVÃO



Mais uma dose de Muchachada Nui, mais razões para acreditar que existe um direito universal ao humor inteligente (até na televisão pública, imaginem) e mais uma aulinha de espanhol grátis, queridos leitores. Para que logo digam que daqui não levam nada.

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Quinta-feira, Novembro 29, 2007

QUE SE FODAM OS ANOS 80


(trendencias)

Especialmente dedicado ao 31 da Armada em geral e o Rodrigo Moita de Deus em particular.

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Domingo, Novembro 25, 2007

Dia Internacional Contra a Violência de Género


(ilustação de David)

Dos adolescentes de 15 años han sido detenidos en Sevilla por obligar a una compañera, de 14, a practicarle una felación a uno de ellos mientras el otro lo grababa con el teléfono móvil. (El País, 24/11)

De nada nos servem as campanhas de gritos e homenagens multitudinárias às mártires do ódio machista, as leis que não deixam dúvidas de quem é a vítima e as tentativas de censura televisiva, a criação de novos tribunais e subsídios para mudar de vida, a denúncia vizinha e a solidariedade de famosos e artistas. Sem educação nada nos vale. Não sei o que me repugna mais da notícia: se a idade dos violadores, a naturalidade de obrigar uma miúda a fazer um broche, a gravação da violação num telemóvel, o reenvio da humilhação por sms aos colegas do liceu e a indiferença dos estudantes, o silêncio da família da vítima, a demora da denúncia...
Quem cria bestas assim? Respeitáveis pais de família, ai a gente não fazia ideia, o nosso Paco é tão bonzinho? Verão como a mãe é violada em casa? Como sabem eles que a rapariga é inferior e por isso lhe podem meter o minúsculo e cobarde caralho na boca sem consequências? De onde vem tanto ódio concreto, tamanho desprezo pelo facto do outro ser mulher, desrespeito pela integridade física de um igual? Duvido que sejam capazes sequer de entender a brutalidade do acto. Hoje não tenho respostas. Como se reeduca gente assim?

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QUE SE FODAM OS ANOS 80


(um site para gente que ainda não se recuperou do trauma)


E os cabrões dos japoneses psicopatas que inventaram didácticas e alegres séries para as crianças da nossa geração. Se Marco é um claro exemplo da banalização do mal, então que contar de Candy Candy? Que tipo de desequilibrados contratavam nos estudios de anime do Japão? É que não havia mais putadas que inventar para a desgraçada da miúda? Quantos capítulos de mortes, separações, amores desencontrados e traições pode aguentar uma mulher? Tens toda a razão, Rodrigo, muito bons somos nós da cabeça.

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Sexta-feira, Novembro 23, 2007

QUE SE FODAM OS ANOS 80


Dee-Light - Groove is in the Heart

Educação musical,
querida Carla, e psico-social também. Porque qualquer que tenha sido obrigado a aprender a dançar em público (e em frente a toda a turma numa discoteca para adolescentes, ai mãezinha) com os Dee-Light nunca na vida de adulto teve um complexo.

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Quarta-feira, Novembro 21, 2007

QUE SE FODAM OS ANOS 80


Snap - The Power

Pois é, a única geração de jeito é a que teve 15 anos em 1990. Quem sobreviveu, como eu, à adolescência com os cabelos cardados, enchumaços XXL, calças de ganga pelo tornozelo lavadas a pedra, é feito de outra matéria. Já gostaria eu de ver os putos de agora a marmelar com os slows de Rick Asley (ou o que é bastante mais asqueroso: ao som dos inenarráveis Trovante, arrrrg...) enquanto bebem aquela bebida radioactiva chamada pisangambom... Não há quem nos chegue aos calcanhares, por muito que os adoradores dos anos 80 insistam em fazer-nos acreditar na magia daquela década decadente e bizarra (nota mental: já repararam que os adoradores dos anos 80 não sabem dançar?). Sim, amores, já podem ir mandando bitaites que não têm razão: os que nasceram antes de 1970 são uns cotas que deveriam deixar de invejar-nos e tentar ser felizes com a maturidade e a calvície. De preferência podiam ir deixando espaço na pista de dança e ir para casa lamber capas dos Clash ou o que raio ouvissem quando eram jovens. Os que nasceram depois de 1980 são uns pintelhos insignificantes ao nosso lado. Não vale a pena: vão beber copos para Santos.

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Terça-feira, Novembro 20, 2007

20-N - Pergunta:

Que diferença há entre estes nostálgicos franquistas...



e estes simpáticos jovens sonhadores da esquerda?...



(ver também este fenomenal video)

Resposta: a nossa estúpida e burguesa indulgência.

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Quinta-feira, Novembro 15, 2007

MI FAVORITA


(¡Hola!)


Yo, aqui donde me veis, tan peinada y señora de mi misma, siempre he sido muy de Elena, no sólo porque sea fea (que también), sino porque es la única princesa de verdad que nos queda en este mundo perro y ordinario. Miradla bien, hermanos ignorantes, pues yo os digo que infantas así ya no quedan ni en la Pérfida Albión, donde la Reina sólo se deja sacar retratos si se pone la corona de zafiros. Sí, soy devota de la hermandad elénica porque a cada uno le ha tocado una vida que vivir y ella no podría ser nunca otra cosa que noble, aristócrata y requetemegapija de la muerte, hija, nieta y hermana de reyes, con la sangre más azul que el logo de telefónica y sin ansias de burguesía y normalización. Elena de Borbón no es de este mundo llano, de televisión y autobuses, rebajas del zara y colecciones de cavalli a precio de pobre, y eso, queridos, se le nota y se le agradece barbaridades que no se finja uno de nosotros, normalita, con pisito y los niños en colegios como los demás niños del mundo, con cocina alicatada y problemas con las chachas colombianas. Si su hermana va de curranta democristiana catalana y a su cuñada Leti no se le han bajado todavía los humos de nueva rica, a mi favorita, a la fea de los Borbones, a la que debería ser reina, no se le pasa siquiera por esa cabeza entrenzada imaginarse de la plebe. Para qué, si se viste de Lacroix y su ex es divino y veranea de yaterío y sus amigos están forrados?
Amamos esta sinceridad tan poco allana-complejos que tanto se lleva, amamos su cara de cachonda mental y el tipazo que luce en Mallorca, amamos sus zapatos, sus abrigos, sus vestidos de goyesca y a Victoria Federica, amamos que sea princesa siempre y no nos ordinarie el Hola, amamos que un día se haya casado con Marichalar y que él le haya enseñado a llevar tacones, amamos que sea igual a los cuadros de Goya y que hable portugués cuando va a Cascais, amamos que sea divinadelamuerte y que la copien las palomascuevas de este mundo, amamos que sea Borbona de verdad y que no le de verguenza tener pedigree, glamour y dinero. Viva Elena, y olé, que hasta para ser feo hay que tener estilo!

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Quarta-feira, Novembro 14, 2007

UMA OUTRA ESPANHA É POSSIVEL



Ferrán Adria segundo Muchachada Nui, ou a sensação do momento nas terras Zapateras*

(*mentira, a sensação do momento é a separação de Elena e Marichalar, mas eu agora não tenho tempo)

Segunda-feira, Novembro 12, 2007

Por qué no te callas?

Uf, nem imagino o gosto que deve dar na alminha mandar calar aquele cacique ordinário vestido de chefe dos escuteiros que comanda um país de desgraçados à pala dos petrodólares e do terror nas ruas! Que inveja lhe tenho eu a Juan Carlos, o único líder de um país civilizado que em voz alta tratou o imbecil da Venezuela como o que é, a gorda pedinchona da turma a quem só lhe tocam nas mamas porque o pai é polícia ou vive numa casa com piscina. E Juan Carlos, fartinho desta merda porque também tem piscina, é o chefe das polícias e por acaso até pode tocar nas mamas de quem lhe apetecer, e até os cojones de lhe ouvir as putas das queixinhas mandou-o dar banho ao cágado. Que fartura, homem, deixa lá o ZP falar, caralho... E Chávez, calou-se ou não? Pois claro. E levantar-se à metade do choradinho acomplexado de Ortega? "Es que Nicaragua ha tenido menos tiempo que España". Ah, mas estavas à espera do que, ó palhaço, de tratamento VIP para um país em vias de subdesenvolvimento?
Que Rei, gritaram o ABC, o PP, a esquerda envergonhada de ser sempre acusada de nacionalporreirismo, os monárquicos de toda la vida, que extraordinária defesa dos interesses pátrios, que par de tomates, que macho ibérico, viva Espanha, viva o Rei, uau que ainda me venho! Mas por acaso esteve mal o Rei. A mim também me apetece partir-lhe a boca ao Chávez, sim, e se estivesse estado na Cimeira a ver-lhe cagar pela boca fora acusações falsas sobre o país que governo também seria mulher para o mandar calar com o maior dos desprezos. Mas eu não sou um Rei, a mim não se me exige paciência, não me pagam para representar diplomaticamente Espanha, não fui educada para humilhar subtilmente nem sei como com o protocolo se ignora um palhaço. Eu posso pôr-me ao nível do Chávez, mandar o gajo páputaquetepariu, mas Juan Carlos não, nem pode permitir que esse caudilho utilize a sua actuação (invejável) para dar rédeas à típica demagogia de líder populista de um país de analfabetos. Demorou pouco Chávez a mandar a boquinha "eu pelo menos fui eleito": o que lhe faltava a Juan Carlos a estas alturas do campeonato, com a Espanha cheia de esquerdalhos a queimaram fotos e fascistas com saudades do Franco desejando a chegada da III República.

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Quinta-feira, Novembro 08, 2007

É pá!



Ia-me esquecendo! Este fim-de-semana, caros leitores, poderão encontrar-me a lambuzar-me nessas tascas da minha querida Lisboa. Estou cheinha da fome de bacalhau (bem, aquelas amêijoas à bulhão pato também não eram mal pensadas, não senhora). Talvez ainda cacilhe no sábado, mas só para ver as luzes da cidade mais bonita da Europa. E do mundo, que coño, já agora. Depois continuarei a comer. Tenho fomes.

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CABRAS? ESTAS NÃO.

Maléfica (A Bela Adormecida da Disney).
Não confundir nunca pura maldade com cabrice. Maléfica invoca Lucifer, fala com corvos, enfeitiça reinos e belas herdeiras... Mas qual é a verdadeira razão de tanto trabalho? Merece a pena condenar um bebé à morte só porque não se foi convidada a um baptizado? Um pena que a vilã mais fashion, magra e glamourosa de toda a Disney seja a menos sofisticada.


Mrs. Mott / Peyton Flanders (The Hand That Rocks the Cradle)
Toda a cabra que se preze sabe que a vingança é um excelente motivo para cometer actos pérfidos, horrendos, reprováveis e mal-cheirosos. Toda a cabra que se preze sabe também da importância de mandar nas vozes que tantas vezes fazem eco nas cabeças mais despenteadas. Porque cabrice não é (só) maluqueira, a doida da Peyton teria dado uma excelente cabra se não fosse precisamente isso, doida.


Mrs. Danvers (Rebecca)
Tem maldade, sede de vingança, é invejosa, mentirosa, retorcida, silenciosa e conhecedora dos medos da tão angelical Mrs. de Winter. Uma cabra de livro? O problema é que não é dela este ódio sobrenatural. A verdadeira cabra deste filme está morta e chama-se Rebecca. Mrs. Danvers não passa de um fantoche trasloucado, de uma pobre velha fufa histérica perseguida por um fantasma que a domina, que se lhe mete na cama e lhe molha os sonhos.

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SEM DESESPEROS NEM ANGÚSTIAS


(img)

Pois é, querido Rui, mas isso não dá para escrever uma série.

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Terça-feira, Novembro 06, 2007

Junho de 2005: REPOST OU CITANDO-ME A MIM MESMA

AS GRANDES CABRAS DA FICÇAO: MOGAMBO
MRS NORDLEY, A SONSA COM CARÊNCIAS





Mrs. Nordley (Grace Kelly) é uma senhora, bem passada a ferro, inocente, tão loira e recatada, tão fiel ao marido, tão como uma mulher deve ser. O penteado que não se lhe desmancha, as palavras estudadas, ai, o sonho de qualquer Victor Marswell (Clark Gable) que deseja acabar os dias sentado à lareira com a dama perfeita. Não chateia, não fuma, sorri o necessário. A beleza fria da fêmea que não berra na cama nem envergonha os sogros. Ou não. Claro que não. Basta pôr os pés em África para que à querida Mrs. Nordley se lhe caia a máscara e se mostre como a sonsa mal comida que deseja fugir das noites de sociedade, a entediada esposa do antropólogo apaixonado pelos gorilas da selva.
Coitada de Mrs. Nordley. Que fazer? Confessar ao marido a sua paixão pelo caçador velho? Fugir, gozar o amor que descobriu? Não, claro que não. Porque Mrs. Nordley, de tão pura e educada, prefere mentir a que pensem mal dela, a que a critiquem, a que lhe manchem a honra. Porque a honra numa senhora é muito importante, mesmo que Mr. Nordley seja o cornudo mais famoso da expedição e o tonto de Marswell faça o ridículo esperando que a virgem lhe redima dos pecados de ontem.
Entretanto Eloise Kelly (Ava Gardner), a badalhoca, a que se embebeda, fuma e diz palavrões, a que aparece em África vinda de todas as histórias de desamor, a putéfia que todos os homens esperam ter na cama mas não na mesa, aguarda. Também chora, confessa-se, indigna-se, vocifera contra a hipocrisia da beta com falta de um bom par de fodas. Mas espera. Só para ver o que acontece, como se o amor que sente por Victor Marswell já não fosse importante. E quando tem a oportunidade para humilhar a cabra loira, a santinha, a que a insultou, a que lhe atirou à cara os amantes e o mau nome, cala-se. À inveja sobrepõe a dignidade de quem nada tem a esconder. Mais, defende a tão importante honra da amorosa e inocente Mrs. Nordley. Porque é isso que as senhoras fazem. E dessas já há poucas.
Que uma mulher não se enxovalhe pelo passado, que mantenha a cabeça bem alta, que não a abatam as vozes das puras deste mundo tão falto de sexo e amor, é muito perigoso. As invejas rebentam por todo o lado, os olhares reprovadores não perdoam. Puta e mais que puta, é isso o que Mrs. Nordley vê em Eloise Kelly, sem se dar conta que a única que engana, mente e magoa é ela. Mas de nada serve, porque Mrs. Nordley, tão senhora e tão penteada, volta à miséria da vida sem falhas.
Prefiro mil vezes uma Ava Gardner descalça e com a vida em cima da mesa, sem vergonha ou mais dores que as que lhe causou a história, à virgem ofendida Grace Kelly, mentirosa, ressentida e com a suficiente falta de vergonha para deixar que o marido sofra por ela o que a educação e as noites de sociedade não lhe permitiram gozar.
O que é uma mulher? Definitivamente, Ava Gardner. Que o mundo prefira as Graces Kellys com ar de sonsas, isso já é outra coisa. E eu não tenho culpa disso.

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Domingo, Novembro 04, 2007

DOMINGOS EM MADRID: A ampliação do Museu do Prado



Federico de Madrazo, La condesa de Vilches


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ATLÂNTICO DO MÊS, OU A DÉCIMA VEZ QUE ESCREVO SOBRE A LETIZIA



".... Já a Letizia Ortiz, senhora de Borbón e Princesa das Astúrias, aparece sempre trombuda, com um ar manifestamente antipático e não só distante como incómodo. Um frete de mulher que se veste com conjuntos de solteirona virgem e cuja imagem afasta uma Espanha que desde que se constituiu como Estado sempre se mofou da realeza e que encontrou nesta jornalista um alvo perfeito para maldizeres e canalhadas várias. Talvez a culpa nem seja dela, mas sim de uma Casa Real demasiado presa no Protocolo e confusa nas formas como uma futura rainha se deve comportar em público. Um disparate como a calaram, uma perfeita idiotice aquele beijo na face no dia do casamento, uma castração do mais cruel como lhe cortaram o cabelo, lhe desceram a bainha das saias e lhe podaram a espontaneidade que só beneficiava e refrescava a Instituição. Se por um lado tudo isto a inibe de responsabilidades maiores, também é verdade que Letizia não se soube adaptar à crueldade de um povo que tem como portavozes supostos peritos em Casas Reais que não suportam ter entregue a Monarquia a uma divorciada com apartamento próprio, locutores de rádio pertencentes a uma certa direita saudosista dos tempos da águia e a censura mas que não se atrevem a criticar a figura de Juan Carlos e um grupelho de desocupados que enchem estudos de televisão para difamarem a honra, o bom nome e reputação de uma mulher que o único que fez de mal foi casar por amor..."

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Sexta-feira, Novembro 02, 2007

UMA DOSE DE CAVALLI



2004, 2005, 2006... Cada uma é para o que nasce. Ou acham que esta minha massa cerebral não merece ir bem empacotada? Sim, sim, digam-me lá que Cavalli é um histérico, excessivo, um nadinha cabeleireiro de tanto leopardo, bijutaria e plataforma, italiano demais para os gostos sensíveis dos não menos sensíveis leitores de Paul Auster. Estila-se agora ser fino, dizem-me vocês, recatado nas formas, gostar de mulheres sem mamas, que é ordinário mostrar o ouro e ouvir música pimba, que o bom de verdade é repudiar o sexy e buscar a sensualidade oculta do vestido preto sem forma.
Mas queridos, olhai para os vossos adentros e confessai: quem não albergar em si uma pequena paneleira que atire a primeira pedra ou então apague o blogue para sempre.
Amén.

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ENCADEADOS

Dizes-me então, Bilhas querido, que esta vez é para pegar num livro próximo, abrir o dito pela página 161 e procurar a 5ª frase completa. E tudo sem escolher a melhor frase nem o melhor livro. Pois bem:



"Pensaba en la carta que iba a escribirle". Parece-me bonita. Acho que vou ler o livro.

Passo o embrulho à CK in UK, à Margarida V, ao RAF, ao Lourenço e à Isa. E pronto, ao Tiago, o meu fraquinho confessável.

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