Sexta-feira, Junho 27, 2008

Este blog foi raptado

E não, não vou dizer que nunca mais será devolvido à autora.
Por uma vez sem exemplo, e com a devida autorização da Rititi, Mr. Pinheiro toma o comando deste desgoverno rosa-cueca.

O nosso Manuel - vosso Rititi-boy - nasceu na manhã de ontem, dia 26, depois de uma sólida disputa com a mãe nessa competição de "tira y afloja" que é a passagem entre ecossistemas.
A gravidade venceu a gravidez.

Sai ao pai? Sai à mãe? Terá os seus dias, porque de momento parece que sai a ele mesmo - ainda que recorde vagamente o ar sério da mãe quando tem razão.
Por aqui deram-lhe música, conselhos, bitaites, e aproveitaram o ensejo para mais uma vez tentar pôr os homens na ordem, mesmo à custa de deixar no ar a que categoria pertence o Elvis.
Eu não vou por menos. Ofereço-te um vintage do génio da lâmpada (aprende inglês e entenderás a profundidade de "never could stand that dog") e um desejo: oxalá possas viver em liberdade e com esse ar perguntão, afinal a maior liberdade é a de questionar e isso é melhor do que viver em verdades absolutas.

Obrigracias e beijos da Rita

Segunda-feira, Junho 23, 2008

(Fim de) Vida de Prenha



Ainda estou grávida. O cabrão do relógio deve estar estragado.

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Quarta-feira, Junho 18, 2008

(Fim de) Vida de Prenha



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Segunda-feira, Junho 16, 2008

OBJECTIVO PÓS-PARTO (II)


iJam, uma nova experiência organoléptica

Um bocadillo de jamón ibérico e uma caña. Pronto, vá lá, e um bife de lomo argentino escorrendo sangue e molho chimi-churri. E uma sande de chouriço de Estremoz. E toucinho cru e um copinho de vinho. O importante é que venha mal passado para o prato.

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Sexta-feira, Junho 13, 2008

OBJECTIVO PÓS-PARTO (I)


(Elsa Pataky para a Elle)

Seis meses, no máximo. Já não há pachorra para estar grávida, quanto mais gorda. Que cabrão de mau aspecto.

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No Pnet, esta semana em cheio:

"... Sobre os camionistas, as greves e os colapsos, serei breve: eu quero é que vão dar graxa ao cágado, pá, que é para não os mandar levar num sítio que neste Pnet tão cor-de-rosa não assentaria nada bem. Durante esta semana ficou mais que demonstrado que se trata de um grémio egoísta e ignorante, incapaz de prever a óbvia subida dos preços dos combustíveis e por tanto impotente para resolver os pontos específicos de uma negociação privada e anterior sem chatear o governo e conjunto da sossegada sociedade. E por culpa da demagogia própria dos dirigentes da “classe operária” esta gentalha armada em defensores dos direitos dos trabalhadores não teve o mais mínimo problema em fazer refém a maioria das grandes cidades espanholas, bloqueando estradas e impedindo o abastecimento de mercados, bombas de gasolina e, o que é pior, impedindo milhares de pessoas de chegarem a horas ao trabalho, à escola, às provas de entrada na Universidade, ao médico, ao amante, à vida programada. Esta tentativa de sequestro da normalidade enoja-me e por isso felicito a actuação radical do Governo que considerou estes piquetes e bloqueios ilegais e alheios a qualquer direito à greve. Tudo preso! Bem feito, ministro Rubalcaba!... "

(Se ler querem mais, já sabem!)

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Quarta-feira, Junho 11, 2008

MÉTODO RITITI DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO



Madeixas em dois tons previamente testados segundo a pigmentação da pele, a idade e a estação do ano, tratamento hidratante capilar intensivo e restauração de pontas e raízes; SpaManicura à base de aloe vera, ceramidas, pantenol e vitaminas; pedicura e fricções de azeites da árvore do chá, mácaras de fango, toalhinhas quentes e masagem a nível articular com creme de arpagofito; depilação com cera quente de rosas feita à mão por criancinhas de um país remoto e terceiro-mundista; (mais outra) massagem relaxante aromaterápica com óleos essenciais, fuminhos e músicas de baleias em fornicação e, finalmente, exfoliação, tonificação e limpeza facial completa para purificar as capas superficiais da pele e tirar o stress. Dizem que lá fora há greve. E eu ralada.

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Domingo, Junho 08, 2008

MÚSICAS PARA O RITITI-BOY (VII)


Camané - Sei de um Rio

E esse errrrre impossível, esse rio espelho de tardes de esplanada e imperial com caracóis, essa Lisboa cada dia mais de ontem, Lisboa de urgência de te ver como eras, cidade das memórias do amor que me pôs prenha e se mudou quando ainda faltava tanto fazer. Recordações de calçada portuguesa, o som do eléctrico preso por um carro mal estacionado no Poço dos Negros, vistas com chiribiti em Santa Luzía, um domingo de manhã na Bica e o cheiro de uma salada de pimentos bem temperada.

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Sábado, Junho 07, 2008

E COMO CADA 4 ANOS



Lá está o triste Portugal em frente à televisão de plasma à espera dum novo D. Sebastião que expulse os malvados espanhóis, o défice orçamental, a ASAE e os donos do pérfido Euribor. Este ano a promessa de glória, progresso e orgulho nacional chama-se Cristiano Ronaldo, um rapaz sem estudos mas boas pernas e namoradas com ar de putéfias que vive num castelo construído por Souto Moura numa ilha de névoa e chuvas. Já podem ir pendurando a bandeirinha pátria com o logo do bes na janela, que começa a parvoreira.

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Sexta-feira, Junho 06, 2008

O POVÃO no Pnet Mulher


Sigismondo Pandolfo Malatesta, Piero della Francesca, Óleo sobre tabla, 44 x 34 cm. París, Musée du Louvre

(...)
Porque a cultura, desculpem lá, precisa de respeito, de introspecção e até, imaginem que barbaridade, de silêncio. Um silêncio que a ninguém parece importar, um silêncio vilipendiado nas igrejas, museus e catedrais que só servem para armazenar excursionistas de dois em um a quem tanto faz ver a tumba de Jim Morrison em Paris ou o Mosteiro da Batalha. Visitar um museu transformou-se numa missão impossível, numa gincana que nos obriga a superar idiotas com câmara fotográfica a quem sempre se tem que chamar a atenção, recém paridas que insistem em amamentar em frente à “Mulher Barbuda” do Españoleto e turistas de sande de courato e “o Zezinho esteve aqui” escrito na casa de banho. Nem tudo vale culturalmente e muito menos o “olha, é da maneira que esta gente vê alguma coisa”, como se o sacrifício de uns poucos (realmente interessados) servisse para o bem geral (de uma maioria que se está obviamente a cagar). Mentira: os que olham quase nunca vêem, porque para isso é necessário o exercício da abstração. E toda a gente sabe que o povão é incapaz disso. (...)

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Quarta-feira, Junho 04, 2008

RITITI EDUCA O POVÃO: LA BOLA DE CRISTAL


La Bola de Cristal - Alaska

E as criancinhas que vivíamos em Espanha em 1984 um belo dia víamos como a televisão pública substituía da programação infantil os desenhos animados de encefalograma plano por uma experiência de liberdade narrativa cujas estrelas eram uns duendes da electrónica capitaneados pela Bruja Avería e que tinham como portavozes as bandas de pop da que depois se conheceu como movida madrileña: Los Toreros Muertos, Kiko Veneno, Pedro Reyes ou Glutamaco Yeyé. Podia ter saído pior parada, sentada sábado de manhã com nove anos a olhar para a televisão a preto e branco (nós éramos pobres) e a tentar perceber sketches sobre o capitalismo e a guerra fria ao som de Radio Futura. Muito bem estou eu da cabeça. E que pena que nunca mais ninguém na televisão tenha tido os tomates de tratar as crianças como seres inteligentes capazes de assimilar informação mais complexa que os problemas familiares de Heidi.

(Vão ver o primeiro capítulo da Bola de Cristal na nova web da RTVE e comprovem por vocês mesmos o nível do invento).

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Segunda-feira, Junho 02, 2008

MÚSICAS PARA O RITITI-BOY (VI)


Antonio Vivaldi - Stabat mater (por Andreas Scholl, escondido atrás da partitura)

Acho que nunca aqui o disse: Vivaldi é o meu compositor favorito. Mais que Corelli, o primeiro que comprei e cujos concerti grossi ouvi até a exaustão e decorei antes de fazer 25 anos, mais que o matematicamente perfeito Bach e a inigualável Cantata BWV 21, mais que o floral Haendel, muito mais que o superior Mozart. As minhas tardes de limpeza de cutis com o Beatus Vir nunca terão comparação, por não falar das experiências místico-desportivas proporcionadas pelo Magnificat. E amo as Estações, todinhas as quatro, que deveriam ser de audição obrigatória em tudo o que é liceu.

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