Domingo, Novembro 30, 2008

5 ANOS A TENERLOS



E viva a Rititi, Mr. Pinheiro, o Rititi Boy, o Mundo Rosa Cueca e os seus leitores!

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Sexta-feira, Novembro 28, 2008

RITITI FEITO PELOS SEUS LEITORES ©

Falta de tempo e sobrada de textos possíveis (a capacidade pensativa desta vossa Rititi não descansa nunca) ofereço ao leitor rititiniano a possibilidade de escolher o tema do próximo post. Sou querida, preguiçosa, abusadora, bestialmente genial, superoriginaldelamuerte, generosa, a referência blogosférica do momento? Tudo isto e muito mais, sem dúvida. Portanter têm o fim de semana para escolher entre este tres fascinantes temas. Ganha o que mais votos tiver. Façam favor, que o puto já acordou.

- 5 meses de Rititi Boy, ou como sobreviver a um bebé numa cidade de três milhões de habitantes, sem avós, sem tias, sem irmãs e sem criadas internas.
- Mundo Pilates, ou a ordinarice de fazer exercício em leggings e descalça.
- Grelo Combativo, ou que acontece quando o grelame rebenta.

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Quinta-feira, Novembro 27, 2008

GRELO COMBATIVO




Rocío Jurado - Lo siento mi amor

"Hace tiempo que no siento nada al hacerlo contigo,
que mi cuerpo no tiembla de ganas
al verte encendido,
y tu cara y tu pecho y tus manos
parecen escarchas,
y tus besos, que ayer me excitaban, no me dicen nada."

Segunda-feira, Novembro 24, 2008

Reuniões às seis da tarde para analizar curvas de resultados, almoços de "trabalho" que demoram três horas e meia garrafa de uisque, subchefinhos de secção para quem a produtividade é sinónimo de olhar para o computador até à hora de jantar, sessões de graxa ao superior no bar da esquina, pequenos almoços que duram uma digestão, sim, que bonito é trabalhar em Espanha, país onde ninguém parece ter filhos porque se os tem devem ser educados por criadas internas, por umas avós escravas, ou então pelas mães que tiveram que escolher fazer um intervalo nas carreiras. Claro. Não saquem já o punho feminista, não queimem ainda os sutiãs, calma aí ao ovário combativo, amigas, porque isto não é uma declaração, é uma queixa, é uma pena, é um asco que nenhum Ministério de Igualdade, nenhuma Comissão Nacional de Horários, nenhum decreto poderá mudar até não chegar à chefia uma mãe* que goste de brincar com os filhos, de os ajudar com os deveres, de lhes dar banho e o beijo de boas noites, educar, estar presente, ser mãe. E sem renunciar à carreira. E sem deixar trabalho para amanhã. E sem estar ausente. Porque é possível, desculpem lá. Basta chegar antes, não perder tempo em cafés e cigarros e comentários sobre o jogo do Famalicão contra o Recreativo de Espinho, porque é possível almoçar sem chegar com um hálito assassino, porque de casa vem-se comido e mijado, porque vai-se ao escritório para trabalhar e não para comparar pilinhas, porque há tempo para tudo, até para subir no escalão, na carreira e na categoria sem ter que lamber cus e rir as piadas idiotas em reuniões inúteis sempre marcadas a horas impróprias e porque conciliar não é fingir que não se têm filhos. Sim, é preciso que sejam as mulheres a mudar, porque já vimos que com os gajos a mandar o horário laboral dura dez horas no mínimo; e é preciso que sejam mães porque de nada me serve uma chefa que é incapaz de entender que não preciso de duas horas de almoço e que posso muito bem fazer parte do meu trabalho em casa. É preciso que a flexibililidade não seja entendida como desleixo, que não importa o número de horas em que o cu está acomodado no escritório mas sim o que se faz nesse tempo e que um empregado satisfeito produz mais e melhor. Também não se trata da famosa paridade de ZP porque já vimos que a maioria das ministras de Zapatero nunca tiveram filhos porque "era impossível conciliar carreira e família" (sic), por não falar da Ministra de Defesa, para quem conciliar filho e trabalho significa interromper a baixa maternal às 12 semanas de parir.
Eu não sou chefa e, graças à minha opção de reduzir horário e salário (ah pois, claro), nunca passarei deste estado intermédio de "empregada de" até ao ano 2048. Como não estarei presente nas importantíssimas reuniões onde a equipa debaterá as brilhantes ideias da direcção para incrementar o número de clientes, como não terei tempo para ouvir as graçolas dos meus chefes, como estarei fora do ambiente corporativo e da gravata sem filhos, não verei uma subida no ordenado, não contarão comigo para esses fascinantes projectos que impliquem sair do escritório às oito da noite, mesmo que dê ao litro desde as oito da manhã até às três da tarde, ininterruptamente, sem comer, sem fumar um cigarro, sem perder tempo. Tempo que preciso para estar com o meu filho, para gozar dele, para ser mãe, que para isso o tive.

* pois não, também há pais que sofrem. Desculpem lá.

Quinta-feira, Novembro 20, 2008

FACEBOOK

Eu também já lá ando feita uma doida. Sou fã da Duquesa de Alba, do Pocoyo ou dos Sopranos, uni-me ao grupo dos que gostam de tomar cañas na Latina, comento nos muros alheios cada foto, cada penteado, cada bar recomendado, encontrei-me com as minhas ex melhores amigas da quarta classe, altero o meu estado de ânimo cada meia hora só porque sim, faço testes idiotas e depois mando mensagens para me rir da tonteria, cusco as fotos dos casamentos dos outros... Um must. Um pátio de colégio. Por isso do que me mais gosto é de ignorar a-le-gre-men-te convites de amizades de gente que me parece feia, antiga ou simplesmente chata. Até faço bem pior: desagrego amigos si me aburren. Voltei a ser adolescente: uma mal-criada caprichosa que só quer ter amigos cool. E é tão bom.

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Terça-feira, Novembro 18, 2008

PRIORIDADES

Tenho aqui um par de posts entalados de suma importância para a intelectualidade portuguesa. Mas, agora que o puto dorme, prefiro fumar um cigarro e ler a Cuore. Adeus, que não posso perder tempo.

Segunda-feira, Novembro 17, 2008




Borrokas, antiglobalizações, suburbanos de fato de treino e namoradas de tanga à mostra, roqueiros nostálgicos com netos e crédito à habitação lá em Carabanchel, barrigudos, carecas, betos e sus muchachas do bairro de Salamanca, jipipijis, perroflautas, poligoneros, os primos de Rosendo, tishertes de metallica, cabelos à paulo futre, e eu de blusão de cabedal, camisola às riscas, calças elásticas, all stars e uma amiga de vestido justo e botas altas. Duas miúdas giras e um concerto. Ou 14.000 marmelos e Extremoduro, porque perspectivas sempre houve e nós, no sábado deitámos a prole e fomos com a perspectivas no sítio, as canções sabidas há mais de quinze anos, chiribiti de colheita própria e energia para queimar o pavilhão gimnodesportivo onde fomos congregadas. E lá estávamos nós, maquilhadas e de litrona de rum na mão, envolvidas numa nuvem de haxe e demais cheiros ilícitos, enquanto os posters oficiais que penduravam das bancadas recordavam que ali estava proibido fumar. Vale. Faz outro. E de repente, fez-se escuro. Deltoya. Ahahahahhahaha!!! Braços ao alto, punhos fechados e aquela massa de gente, cada um do seu pai e sua mãe, entrou em união cósmica com o espírito do rock and roll, que é maneira poética de dizer que os 14.000 marmelos que enchíamos o Palacio dos Desportos de Madrid fomos possuídos pela testosterona que pairava pelo ar e durante três horas não houve quem nos parasse, como se toda a energia do universo se tivesse concentrado aqueles metros quadrados ao som de solos infinitos de guitarra eléctrica. Sim, porque rock and roll é música de gajo, de tocar a guitarra no ar, de braços esticados e fazer ves com os dedos, de andar à mochada, de berrar como se o mundo acabasse se não gritássemos histéricamente a letra toda de Sucede, e eu, no sábado, soltei o Zé Manel que habita em mim e abanei o capacete, fumei de lado, meti-me lá no meio, assobiei com os dois dedos, fiquei rouca de repetir o estribilho de Jesucristo Gracía, encendi o isquiero nas lentas (aqui, um inciso: a geração digital liga o telemóvel!). Para abraçar a causa máscula totalmente só me faltou mijar de pé. Por sorte para a minha feminidade acabou o concerto, apanhei um táxi e meti-me na cama e acordei mulher de novo ao lado do meu gajo. Sem mais satisfação que ter cantado aquelas letras que foram a banda sonora dos anos mais importantes da minha vida, que estão melhor escritas que a maioria das banalidades sérias e publicáveis e que, algumas manhãs no autocarro, caminho da vida e do ordenado, preciso de pôr aos berros no i-pod para não me sentir cinzenta, zombie, anestesiada. É que, nestas alturas de plástico e imitações, nada como a música honesta para recuperar a fé no ser humano. Ou na música, o que já não é mau.

Quinta-feira, Novembro 13, 2008

JÁ ESTOU A HIPERVENTILAR

O Rititi-Boy começa a creche em Dezembro. Ele já tem uma mochila, e eu, agora que ninguém nos ouve, a culpa a martelar-me a maternidade por abandonar o criaturo à puta da vida. E antes que se ponham cagar sentenças sobre a importância do trabalho na vida da mulher madura e a suposta necessidade de nos sentirmos úteis para a cabrona da sociedade, meus amigos, ouçam bem os que vos digo: só trabalha quem precisa de pagar as contas. E eu fui uma daquelas ilusas que decidiu casar por amor. Agora fodes-te, feliz e amada, mas hiperventilada.

Terça-feira, Novembro 11, 2008

ESTE NÃO É UM BABY-BLOG


Piranha-Baby

Podem oferecer à vontade, que o criaturo não se importa.

Segunda-feira, Novembro 10, 2008

OUTROS DIÁLOGOS POSSÍVEIS




Carrie: Sabes, vi ontem a jovem familia Pinheiro mais o Rititi-Boy alagartando ao sol e a emborcar uns gins atómicos nas esplanadas de Santa Ana.
Charlotte: E que achaste da Rititi?
Carrie: Que está mesmo mãe.
Charlotte: Dizes isso felicidade evidente? Pela capacidade de detectar ultra-sons quando o puto chora a dois quartos de distância? Porque as mamas ficaram-se em maminhas? Porque tem a pele melhor que nunca? Pelo desenvolvimento do dom da ubiquidade? Porque é multitasque?
Carrie: Nada disso. Pela fina capa de vomitado infantil que lhe decoravam o cabelo, o casaco da Calvin Klein, as botas de cano alto e a mala da Boss.
Charlotte: Uma verdadeira mãe, então.
Carrie: Sem dúvida.

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Sexta-feira, Novembro 07, 2008

Aiiiiiiiiiiiiiii



Começamos aqui as retransmissões desde o Planeta Pilates. Porque uma verdadeira Rititi nunca tolerará ter as mamas como cinto, porque pior que ser gorda só mesmo ter celulite, porque ser mãe não me impede caber numa 38, porque sempre haverá um verão e um biquini aos que voltar. Agora, por favor, que uma alma caridosa me diga onde se compram os fatos de treino.

Quarta-feira, Novembro 05, 2008

MAIS LAMBIDELAS



E finalmente temos um gajo lindo de morrer a comandar os destinos do Mundo!

Segunda-feira, Novembro 03, 2008

VICKY CRISTINA BARCELONA



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Com um Javier Bardem deste calibre a pedir sessões intensas de lambidelas, a quem lhe interessa o argumento do filme?