Sexta-feira, Maio 29, 2009

O QUE ME FAZ FELIZ




Quarta-feira, Maio 27, 2009

JÁ FALTOU MAIS

Cuatro semanas de permiso de paternidad a partir de 2011

Espero que estas quatro semanas de baixa paternal sejam obrigatórias, que as empresas que não respeitem este futuro direito sejam penalizadas e obrigadas a pagar multas milionárias e que as mulheres destes subchefes adoráveis que parece que nasceram das árvores tragam ao mundo carradas de filhos, todos os anos e aos pares. Então talvez a paridade deixe de ser um conceito e comece a ser considerada como a igualdade de direitos, sim, mas sobretudo de obrigações que começam, ou deveriam começar, em casa, com a criação dos filhos.

LEMBRAM-SE DESTA?


THE LOST FINGERS, uma gracinha

Segunda-feira, Maio 25, 2009

E NÓS PIMBA



A professora de Espinho abrasada dos cornos, o lindo duo de peixeiras bem pagas Marinho - Moura Guedes, os Globos de Ouro (ainda estou traumatizada) onde as supostas estrelas eram velhas glórias e jovens pindéricas recauchutadas, senhores, estes seres foram os reis das notícias do nosso Portugal durante a semana passada. E nós pimba, muitas vezes e em horário nobre. Que nível.

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Quinta-feira, Maio 21, 2009

UN DÍA GAY LO TIENE CUALQUIERA


Gloria Trevi - Todos me miran

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Quarta-feira, Maio 20, 2009

ÀS VEZES ESQUEÇO-ME



LA MALA RODRIGUEZ - TENGO UN TRATO

Terça-feira, Maio 19, 2009

GLOBOS D'OURO: TERROR NO COLISEU (II)



Jonathan e Kevin
Dois rapazes esmifradinhos que trabalham num puticlube acetinado, de Valpaços.


José António Tenente
Eis o primeiro caso de um estilista português que se atreveu a roubar a camisa a um cigano.


Bárbara Guimaraes
Isto não é um rabo, é a prolongação da auto-estrada do norte. Porquê, Bárbara, porquê?


Fátima Lopes
Ou a consequência de passar todos os dias rodeada do velhas do Portugal profundo num estúdio de televisão.


Bruna Polga?
A isto a minha mãe chama-lhe ser pindérica. Até se me caíram as pestanas do susto.


A irmã gorda do Cristiano Ronaldo
Não há remédio quando o que falha é a matéria prima, a falta de gosto e o excesso de gordura. Cirurgia, já!


Merche Romero
Pelo menos sou mais magra que a gorda ali em cima. Como se isso te valesse de alguma coisa, filha.


Diana Pereira
Ou para que serve ser top model em Portugal.


Catarina Wallenstein
Uma sincera homenagem à Nossa Senhora de Fátima.


Senhora ex-Pinto e filha
Perfeitamente vestidas para a Festa do Lar do Reformado de Ourém.

O PORTUGAL DAS REVISTAS

"Num inovador estudo que urdi na varanda da minha casa enquanto pintava as unhas dos pés ao som das suites para violoncelo de Bach, cheguei à utilíssima conclusão que o desenvolvimento de um país está intimamente relacionado com as revistas do coração; não tanto com a quantidade de revistas que nesse país se editem, mas sim pela qualidade do conteúdo das mesmas. E por conteúdo não se entende outra coisa que as gentes que protagonizam as capas, as reportagens a toda página, as confissões de infidelidades e negações de encornamentos, as exclusivas e fotos “roubadas”, enfim, os seres que entretêm um povão que não pode, mas gostava de ser o protagonista de uma vida glamourosa, jovem, baixa em calorias e rica em festas onde se bebe grátis e se veste caro. Uma sociedade, portanto, também é avaliável pelos sujeitos que despertam a inveja, esse sentimento verde e asqueroso, mas primordial para compreender a História de países como Portugal ou Espanha. Ou pensavam que expulsaram os judeus porque não se convertiam?
Que acontece então quando a qualidade é, no mínimo, duvidosa, quando o conteúdo não presta, quando o que se apresenta como exclusivo não passa de uma imitação barata de uma celebrity minimamente decente, quando quem é capa não deveria ser sequer motivo de uma notícia nas páginas a preto e branco da Hola? Então o país não vale um chavo. E vendo as nossas revistinhas lusas dedicadas às bojardas e demais assuntos de indivíduos supostamente famosos, um frio nas costas apodera-se de mim: que a Nossa Senhora da Casa Real de Saxe-Coburg-Gotha nos acuda, estamos entregues à bicharada! O nosso jet-set está reduzido a apresentadoras da televisão matinal, manequins gordas coroadas rainhas de algúm centro comercial do subúrbio almadense, alternadeiras que acusam ex-maridos de corrupção e maus-tratos em livros que abrem processos judiciais, broncos que se dizem actores (quanto mal fizeram as telenovelas de produção nacional à nossa pacata pátria, santo deus) e claro, os heróis do analfabetismo, os jogadores da bola, seres que se não ganhassem ordinarices de euros por meter golos nem lhes dirigiríamos a palavra, tal o desprezo que nos deveriam provocar os seus pontapés no dicionário e no normal sentido da estética.
E dando uma olhadela pelas secções de sociedade da imprensa rosa, uma gaja não pode deixar de pensar que se é isto o que o povão inveja, então de nada nos valem os planos de reestruturação da Administração Pública ou o fecho das maternidades para tentar tirar Portugal da miséria moral, intelectual e psicológica em que se encontra. A única solução passaria por expulsar todas estas celebridades de terceira categoria e importar gente que cumprisse os mínimos olímpicos, já não digo do glamour, mas pelo menos de bom gosto, fineza e saber estar. E já agora, que os que nos são apresentados como seres exclusivos e únicos não fossem mais feios e pior vestidos que nós. "
Crónica publicada no Pnet Mulher, 31-03-2008

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Segunda-feira, Maio 18, 2009

TRAMBOLHOS D'OURO: TERROR NO COLISEU


Uma senhora gorda que foi à festa sem o marido.

E com muita pena, mais não posso mostrar, amigas. Tanto o Sapo como a Caras têm sites muito modernos e queridos mas nenhum deles permite copiar as imagens (ou então supera-me a nabice, que é o mais certo). Cumcaralhinho, pois é.
Entretanto, até uma alma caridosa me enviar fotos dos Globos de Ouro nacionais, não quero deixar passar que se esta deprimente "chuva de estrelas" que pelos vistos "deslumbrou" a noite lisboeta é o melhorzinho que a gente tem, ai fodasse, então mais vale ficar à escuras durante séculos, poupadinhos de gente feia, gente gorda, gente pirosa, gente do mais ordinário, gente mal vestida, esse é o firmamento das celebrities nacionais.
Estes são os pré-trambolhos, os claros horrores do ano:
- Merche Romero, mascarada de si própria.
- Ana Marques, essa rapariga feia que tanto se parece aquele jovem que fazia de criada no Herman.
- Catarina Wallesnstein, mais a mãe.
- Rita Durão, armada em gestora cultural do Chapitô
- Abel Xavier, que ele sozinho já se basta.
- José António Tenente.
- A irmã gorda do Cristiano Ronaldo (como é que esta gente é convidada???)
- Carolina Patrocínio, o namorado e a pele chamuscada.
- E gente com nome e aspecto incompreensíveis como Iva Domingues, Débora Montenegro, Oceana Basilio, Claudia Jacques, Filomena Cardinali, Bruna Polga.

Por favor, mandem-me as fotos, que isto assim perde a graça.

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Quinta-feira, Maio 14, 2009

O SISTEMA FINANCEIRO EXPLICADO À BLOGOSFERA

Fazendo contas à vida e à quantidade de fatos de calça e casaco que habitam o meu armário dei-me conta que já lá vão dez anos desde que aterrei no fascinante mundo financeiro. Juro que foi sem querer; não acredito que haja gente decente que de criança brincasse a ser gestor, contabilista ou gerente de banca. Mas suspeito que exista uma espécie neste universo paralelo que tantas vezes parece ignorar o mundo real que já era assim de pequena, uma fauna com um ego desmesurado que nos últimos anos se fez com o poder absoluto para gerir as tesourarias dos bancos, os fundos de investimento, as grandes fortunas nacionais e que, bem vistas as coisas, tem uma grande quota de responsabilidade neste grande imbróglio económico de contornos mundiais em que estamos metidos.
São os analistas, os gestores de fundos, os reis do research e das análises dos indicadores macroeconómicos. Estes machos-alfa do mundo financeiro que tratam os banqueiros e chefes de governo por tu, donos de uma cultura financeira não apta para cardíacos ou despistados, apresentam-se como os gurus dos mercados interplanetários, sempre ligados às bolsas de meio mundo graças à Blackberry e às conference-calls transatlânticas como se os dias tivessem setenta e duas horas e não houvesse família, casa ou vida social que atender. Recomendo vivamente uma reunião com estes seres, pois trata-se de uma experiência impagável. Se não souber inglês, não se preocupe, a maioria dos termos que utilizam também não existe, são conceitos, interpretações da realidade aplicada a produtos financeiros sumamente complexos cuja rentabilidade estará indexada à evolução dos futuros sobre algo tão surreal como o crescimento do pepino na Papua Nova Guiné. O dinheiro, em si, não existe, flutua, aplica-se, desinveste-se, retorna e volta-se a aplicar. Outro conceito.
Na última década estes grandes gestores foram reis e senhores dos dinheiros do mundo, aplicando capitais alheios e gerando grandes lucros através de complicadas engenharias financeiras interplanetárias. Acontece que ninguém se lembrou de fiscalizar ou pedir uma auditoria ao milagre dos pães e dos peixes. Até que o engenho pifou. Os activos estavam podres, a crise da subprime mortgage fez quebrar bancos e arruinou a Islândia, os hedge funds de Bernard L. Madoff não eram mais que uma fraude de 50.000 milhões de dólares, os Estados Unidos anunciam medidas intervencionistas soviéticas para evitar a deflação e o Fed desce as taxas de juro quase a zero, o investidor farto de perder dinheiro volta ao depósito a prazo, arregaçam-se as mangas para salvar o nosso estilo de vida e o capitalismo.
E eles? Que é feito dos machos-alfa? Continuam agarrados à Blackberry de reunião em reunião, justificando investimentos e transferindo culpas para os investidores, de quem só cumpriam ordens. Mas se eu fosse um destes gurus, se eu dominasse tanta informação secreta, se eu acordasse todos os dias com a Bloomberg ligada ao cu, a estas alturas estaria invadida por uma imensa vergonha por não ter previsto esta crise, por ter sido incapaz de me antecipar ao fim da borbulha, por não ter questionado os ratings de algumas empresas, a credibilidade de uma série de fundos sedeados em paraísos fiscais ou rentabilidades que não se ajustavam à marcha da economia real. E o que é pior, sentir-me-ia tremendamente estúpida, quase tão ignorante como o senhor da mercearia que nunca leu o Financial Times na vida. Mas duvido que estes machos-alfa se sintam estúpidos, ignorantes, nabos ou envergonhados. A culpa, e esta é uma das máximas de qualquer gestor, é sempre do mercado.

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Terça-feira, Maio 12, 2009

MÚSICAS PARA O RITITI-BOY




Se dejaba llevar por ti, uma das músicas que deram consistência à minha vida. De Antonio Vega, um poeta triste das ruas de Madrid que hoje deixou de cantar. Descansa en paz, al lado de tu chica de ayer. Seguro.

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Segunda-feira, Maio 11, 2009

MODOSFERA: A CAMPANHA DA TEMPORADA


(via trendencias)

Jon Kortajarena para a Diesel. Antes dos Trambolhos Nacionais porque, graças à Santa Coco Chanel e à Imaculada Kate Moss, nem tudo é gente feia.

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Sexta-feira, Maio 08, 2009

TRAMBOLHOS D'OURO: O QUE É NACIONAL É BOM?


(Vip)

Proximamente, neste vosso cantinho rosa-cueca. De nada.

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Quarta-feira, Maio 06, 2009

Levanto-me às sete da manhã e em meia hora tomo banho, penteio-me de cu para o ar com um secador que aquece mais que seca, escondo as olheiras, borbulhas e marcas da vida debaixo de uma capa de cinco centímetros de maquilhagem aerodinâmica, tira-nódoas e com bífidus activo engrupida pela menina da perfumaria que vai todos os anos de cruzeiro graças às fortunas que me deixo na loja, mascaro-me de executiva sexy e no entanto agressiva com um vestido estrategicamente situado a cinco centímetros do joelho, mais a minha meia de seda, o meu colar de pérolas e o meu anel xxl, saio de casa com os saltos a saltarem-me dos pés e a mala pendurada do pescoço, apanho dois autocarros onde leio religiosamente o El País ou a Coure, dependendo da temperatura ambiente, sento-me na secretária às oito e de enfiada, sem passar pela casa de partida, atendo clientes, faço negócios, dou uma volta à agenda, engulo sapos, o que vem sendo trabalhar em definitiva, até às duas e meia, hora em que volto a apanhar dois autocarros, desta vez o vestido enrugado, a meia toda paridinha e o El País de almofada para os calos, chego a casa onde almoço, com um bocado de optimismo, as sobras do dia ou da semana anterior e às quatro da tarde vou buscar o meu filho. As tardes são dele e para ele. Reduzi horário, reduzi salário, reduzi almoços de trabalho, reduzi reuniões inúteis, e, desta já estava à espera, reduzi qualquer hipótese de aumento, promoção, reconhecimento ou palmadinha nas costas. Mas, repito, desta já estava à espera. Como também não me surpreendeu ter sido banida da agenda social, dos bares nocturnos, das festas com gente gira e magra e alta. Foi parir e adeus à fabulosa Rititi que era divertidíssima e culta e pelos visto gira e cómica e mordaz, a alma das festas, o máximo. Foi parir e chaué, assim, sem uma explicaçãozita, um desculpa lá mas afinal as tuas festas, lembras-te, aquelas a que sempre íamos, às do monte, às do apartamento, às dos teus anos, às da primavera, às do cozido, às do caralhotafoda eram uma seca imensa. De rainha da festa a rainha da fralda, eis um verdadeiro caso de redução social, que se agrava ainda mais quando se toca o tema da carreira. Porque aqui, caros leitores, fiéis seguidores e amantes do universo rititiniano, ai, aqui a vossa ídola ficou reduzida a uma dona de casa. Condescendência é pouco, agora sou uma pária laboral, como se o fabuloso mundo dos lucros, das viagens de trabalho e dos saltos em trapézio não me correspondessem por ter parado um bocadinho, por esta decisão de querer partilhar os primeiros passos, primeiros dentes, primeiros anos. Desci automaticamente à segunda divisão, às das cobardes, às das que desistiram de ser tudo, como se fosse obrigatório ser uma super mãe, super trabalhadora, super apressada, super magra, super despachada, super mártir de uma ideia de super mulher incansável e cumpridora de todas as obrigações possíveis, sem dormir, sem comer, fazendo sacrifícios em nome do feminismo universal. Trabalhar duas horas menos em nome de um filho que só é pequenino uma vez é sinónimo de desleixo profissional, pessoal e moral e isto, amigos, não o dizem só as entidades patronais, não, são as mulheres as que recriminam esta decisão pessoal como uma traição à causa da mulher perfeita, ao biquini, ao descobrimento da pílula, ao direito ao voto e ao aborto, ao Sex and the City e aos milhares de anos de luta de sexos. Claro. A ministra de Defesa, a grávida sinónimo da paridade de Zapatero, pariu e seis semanas depois já estava a comandar o exército espanhol. A Vice Presidenta Fernández de la Vega, a mulher mais importante de Espanha e a bandeira da igualdade entre sexos é solteira, não tem filhos e fala com normalidade dos sacrifícios pessoais que obviamente uma mulher tem que fazer para corresponder aos desafios que lhe são propostos. A escolhida para ser Ministra de Igualdade é uma solteira de trinta anos. Se eu trabalhasse dez horas, tivesse três empregos, dois telemóveis, uma criada interna, não comesse nem dormisse nem cagasse, se visse o meu filho a partir das oito da noite em nome de uma carreira e do êxito profissional, então mereceria todos os louvores, aplausos, o reconhecimento dos meus pares, seria uma mulher modelo, a super mãe, a super gaja. Mas não. Agora sou uma sopeira. A conciliação familiar, que por sorte está legislada e é motivo para processar empresas, chefes e pôr a mexer os sindicatos, é uma teoria bonita mas à que convém, pelo bem da reputação de cada uma de nós, nunca acolher-se. Passámos de exigir direitos de igualdade, paridade e o caneco à obrigação social de renunciar a eles. E isto, desculpem-me a franqueza, é a maior filha da putice que nos podia ter caído em cima.

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