Oh baby, please don’t let me be misunderstood

Por Rititi @ 2012/02/02 | 1 Comentário »
Se este blogue está operativo e sem virus e avisos de explosão nuclear é graças à Aina Lluna, que fez um trabalho de exploração arqueológica e desinfecção exemplar para limpar o Rititi e deixá-lo pronto para os postanços vindouros. Gràcies per vostra ajuda!!
Por Rititi @ 2012/01/21 | 1 Comentário »
PENTHOUSE DE DEZEMBRO: PARVOS SÃO VOCÊS
Que o sexo vende, toda a gente sabe. E que quando mais se abusa dele em campanhas de publicidade mais se falará do produto que se tenta vender. É um básico, basta lembrar os mais famosos e reconhecidos anúncios das televisões por cabo ou das cervejas nacionais, onde um par de mamas sempre acaba escarrapachado em primeiro plano como reclame definitivo. Do turismo, passando a automóveis até chegar a desodorizantes, não há agência de publicidade que poupe em rabos, decotes e pernas de escândalo se quer chamar a atenção de um público masculino pelos vistos sempre sedento de gajas boas em pelotas.
Agora, o que eu nunca tinha visto era o sexo ser usado num anúncio de produtos de limpeza. Pensava que uma máquina de lavar loiça não passava disso, de uma máquina de lavar loiça. Que tira-nódoas e tusa eram dois conceitos irreconciliáveis. Que uma cozinha por arrumar nunca inspiraria um realizador a filmar um casal em roupa interior em grandes apalpanços e lambidelas. Uma gaja nunca acaba de aprender, acreditem. Este verão, enquanto as almas sensíveis estávamos a banhos e a tentar não morrer desidratados pelo calor, o realizador de cinema espanhol Bigas Luna – conhecido por ter apresentado ao mundo o fornido Javier Bardem (ai valha-me Nossa Senhora) e a Penélope Cruz pré-aumento mamário num filme chamado Jamón Jamón – estreou-se no mundo da publicidade com três anúncios a um desengordurante desses que tanto tira as nódoas de chocolate como as de óleo de camião. Mas como Bigas Lunas deve ser, posssivelmente, o cineasta mais hiper-sexualizado do universo, o que seria um banal anúncio do género “limpe com X e a sua casa ficará limpa” transformou-se numa porno-chanchada de dimensões altamente cómicas, numa espécie de homenagem ao feminismo de subúrbio como vocações de cabaret e lingerie com rendinhas. Isto para não dizer que o anúncio é uma estupidez bíblica, vá lá.
Em todas as histórias o denominador comum é o mesmo: uma cozinha, uma miúda gira e um chavalo musculado só equipado com toalha/calça de pijama/boxer. Numa delas o casal está em feliz e acelerado estado pré-coital na bancada da cozinha quando (oh, horror!) a miúda repara que está rodeada de gordura e sujidade. Vai daí, saca da mala o produto de limpeza mágico e o amante (obviamente) deixa rapariga meio nua e de perna aberta e dedica-se a limpar alegremente a casa, os móveis e os sapatos sujos. Só quando tudo brilha e cheira a novo o macho tem direito a acabar o que começou. Uma mulher satisfeita é uma mulher feliz. Ou vice-versa, porque aqui não se percebe se o que dá mais prazer à protagonista é ter um gajo em tronco nu a limpar a casa, uma cozinha imaculada ou um produto que visto o resultado final do anúncio até é bem capaz de ter propriedades afrodisíacas.
Eu, que sempre usei este tira-nódoas e me considero a presidenta do clube de fãs, sinto-me enganada, altamente decepcionada. Diga-me, Senhor Bigas Luna, em que momento da lida doméstica me aparecerá um adónis depilado na cozinha disposto a facilitar-me a vida? Para quando um marmajo tesudo em cima da vitrocerâmica? A minha empregda não tem nada que me dizer sobre isto? Porque o que aqui me vendem não são as qualidades prodigiosas do detergente, que como disse é extremamente eficaz, mas a promessa de sexo excitante, seguro e constante enquanto se põem os pratos na máquina de lavar a loiça. Outra coisa é que o Senhor Bigas Luna ache que as mulheres somos umas simples e que lá porque os gajos vão a correr comprar uma marca de cerveja e não outra por causa da boazuda que aparece no anúncio nós façamos o mesmo com um tira-nódoas. Desculpe mas somos um bocado mais espertas e complexas do que isto.
Por Rititi @ 2012/01/21 | Sem comentários »
PENTHOUSE DE NOVEMBRO: HOMEM NÃO FALA
Durante uma curta viagem de autocarro a caminho do trabalho, ouço como um grupo de miúdas fala animadamente e com uma surpreendente leveza sobre um tema para mim desconcertante: as expectativas vitais não cumpridas. Às oito manhã, toma lá, e iam misturando no debate tópicos como a imperiosa chamada do corpo para a maternidade, os inevitáveis conflitos com a mãe, o preço exagerado do cabeleireiro, a vontadinha de esmurrar o chefe de secção, os quilos a mais e, claro, os namorados e o que lhes fazem e o que não lhes fazem e quantas vezes e por aonde. Assim somos as mulheres: falamos sempre, muito e sobre tudo o que nos vem à cabeça. Precisamos fisicamente de falar, porque sabemos que pôr cá para fora o que nos vai na alminha equivale a uma boa sessão de cabeleireiro.
Já os homens não falam. Não lhes é urgente, nem sequer necessário para a sua sobrevivência, não perdem tempo em partilhar com outros a crise dos quarenta ou a dificuldade de lidar com a incipiente calvície. Os homens não falam: agem, fazem coisas, compram uma mota quando se acham velhos e rapam a cabeça se ficam carecas. Não sei se é uma questão de evolução, desenvolvimento de uma parte determinada do cérebro ou simplesmente os gajos têm mais que fazer. Mas assim são eles, sempre foram e espero que continuem a ser para bem da humanidade e sobretudo das mulheres. Para quê precisaria uma gaja de estar com um homem que lhe fala constantemente dos seus sentimentos, medos e frustrações? Há de verdade mulheres que gostem de homens assim?
Pelos vistos há. E muitas. Um reflexo disto é o cinema e a televisão. Dando uma vista de olhos nas séries ou nas comédias românticas as personagens femininas perdem o sentido e apaixonam-se perdidamente por lindos e robustos heróis urbanos (bombeiros, médicos, advogados dedicados a boas causas) que não só as percebem e as ouvem como falam sem parar do seu amor, ou falta dele, do que sentiram quando fizeram sexo, das saudades arrebatadoras quando elas não estão. E falam do mesmo com os amigos, a quem fazem partícipes e cúmplices das suas relações amorosas, crises existências e o caneco. O termo ficção nunca fez tanto sentido. Os homens aqui não são homens, passaram a ser concretização das expectativas de umas criaturas que não acreditam na ordem natural do Universo e que acham que a igualdade entre os sexos consegue-se com a absurda feminização de todo o género masculino.
Por sorte existe o Chuck Lorre, criador de duas séries deliciosas e super-masculinas chamadas Two and a Half Men e The Big Bang Theory. Se a primeira era protagonizada até à pouco tempo por um Charlie Sheen que fazia de si próprio (bêbedo, mulherengo incorrigível, infiel, jogador compulsivo) as personagens principais de The Big Ban Theory são quatro jovens adultos, grandes cientistas, loucos por banda desenhada e ficção científica e com sérios problemas de relacionamento com o resto da sociedade e sobretudo com as mulheres. Uns nerds, vá lá. O que têm em comum estas séries é a falta de empatia destes gajos com as mulheres. Não as entendem, mesmo que se esforcem até ao infinito, tudo quando dizem elas soa-lhes a chinês, e o melhor disto para o espectador é a ausência total de diálogos românticos, nem sequer sensíveis ao mais puro estilo de séries tão enfadonhas como Anatomia de Grey ou Irmãos e Irmãs. Séries de gajas que transformam homens em seres ridículos que debitam sem descanso frases que parecem copiadas de telenovelas venezuelanas. O melhor de isto tudo é que por fim vemos personagens masculinas divertidas, que olham para as mulheres com incompreensão mas cheios de desejo e que, cada um à sua maneira, tenta engatar mesmo que no caso dos nerds os resultados sejam desastrosos e quase sempre ridículos. Mas lá está: homem que é homem não fala. Faz.
Por Rititi @ 2012/01/21 | 3 comentários »
PENTHOUSE DE OUTUBRO: VIVA O PRODUTO NACIONAL
Nesta altura em que os dias se vão encurtando, os céus se escurecem com promessas de frio e de chuva e que todos começamos a tirar os casacos e as botas do armário, a mim entram-me umas saudades doidas do verão. Saudades das férias. Saudades da praia. Dos biquinis. Dos corpos quase nus que correm pela praia e descansam na areia. Dos peitos bronzeados dos homens. Saudades dos rabos das mulheres. E que belos rabos que têm as mulheres portuguesas, senhores! Das praias de Espinho às de Portimão, passando pela Figueira da Foz ou Vila Nova de Milfontes, o areal português é um festival de nádegas lisas e triunfantes, como se de uma competição se tratasse. Durante anos fartei-me de ouvir gabar as espanholas, todas elas produzidas e desembaraçadas, as francesas, as mais desinibidas, as inglesas, doidonas e sempre prontas para a festa, ou as suecas, loiras com todas as suas consequências. E as portuguesas? Porquê esta discriminação em relação ao produto nacional? Nunca percebi. A portuguesa, além de ser a que vos calha mais à mão, tem o melhor rabo do mundo. Um rabo orgulhoso, rijo, um rabo que sem ginásio enxovalha os desenxabidos rabos alemães, que até podem muito ricos e desenvolvidos, mas que não passam de sacos fofos e tristonhos. E não me falem das brasileiras: os portugueses inventámos a bunda, por tanto não conta. A semente é nossa. O rabo primigénio é o nosso. Pronto.
Agora que andamos todos macambúzios com a crise, os recortes nos subsídios de Natal, o aumento do IVA e a certeza que seremos mais pobres e menos viajados do que fomos há uns anos atrás, se calhar não era nada mal pensado começar a ver as coisas pela positiva. É verdade, estamos fodidos pela Troika, pelos mercados, todos os dias os jornais acordam-nos com uma nova péssima notícia. Teremos que esquecer as férias em Punta Cana, a compra do novo BMW, mudar-nos para um T3 com vistas para o Tejo não passará de um sonho impossível. E depois? Sejam optimistas! Temos um sol fabuloso em Portugal! As nossas mulheres têm corpos lindos! Eu sei que custa ser positivos a estas alturas do campeonato, mas lembrem-se dos rabos. Um rabo é sempre uma boa maneira de encarar a vida. Quando de manhã se cruzarem no elevador com a vizinha gira e solteira do andar de cima imaginem-a dentro dum biquini minúsculo a sair da água na Costa da Caparica. Maravilha. Se forem à pastelaria ao lado do vosso escritório olhem bem para a miúda que vos serve o café. Não vos parece bonita? O que terá debaixo da farda? Sorriam-lhe. Até a podem convidar a dar uma volta, beber um copo lá em casa, quem sabe se não tomarão o pequeno almoço na cama. Atrás da empregada assustadora das Finanças tenho a certeza que há uma mulher atraente, com pica, com graça, porquê não tentar engatá-la? O que podem perder? Nada, garanto-vos. Como muito levam com os pés, mas já dizia o outro: Paris bem vale uma missa.
O dinheiro não traz a felicidade, mas ajuda. Já o sexo, ai, faz muita gente feliz. E o sexo é grátis, assim como o engate, a sedução genuína, o desejo, essas cócegas que nos surpreendem a meio da tarde. Sexo que não custa nada, que se consegue quando se quer saber o que faz a nova colega quando apaga o computador e vai para casa, como se comportará essa rapariga quando está longe das amigas. Mas, claro, para isso é preciso aprender a olhar para o que temos ao lado. E o que têm ao lado, do outro lado da porta, a mulher portuguesa, não só vos irá surpreender como terá, sem dúvida, o melhor rabo do mundo.
Por Rititi @ 2012/01/21 | 3 comentários »

Que (re)comecem os jogos!!!
Por Rititi @ 2012/01/21 | Sem comentários »
Como devem ter reparado, aqui o Rititi foi simpaticamente hackeado através do servidor onde está instalado. Agora já foi todo limpinho, apesar que o google insiste em avisar que este querido blogue está sujo e é perigoso. Mais não vos posso dizer, só espero que isto se resolva rapidamente.
Por Rititi @ 2012/01/16 | 11 comentários »
Apesar do bacalhau estar salgado e da bezana com direito a discurso apocalíptico do tio comunista e das queixas da avó sobre as maldades do capitalismo, apesar da insistência em decorar a sala e as janelas e as varandas com pais natais suicidas e da televisão aos com o Goucha aos berros e as brigas dos miúdos debaixo da mesa, apesar dos copos que sempre se partem, da lareira que não puxa o fumo e do péssimo gosto da sogra para as prendas, apesar da cunhada que não se cala e desse primo com manias de grandeza, apesar das lágrimas à volta do vinho e da mais que certa discussão sobre a inutilidade (ou não) do Cristiano na selacção e as mamas (essas sim úteis) da Irina, apesar que nos queixamos sempre deles, que perdemos a paciência ao quinto telefonema seguido da nossa mãe e que achamos que o nosso irmão está perdido nos braços daquela vaca, apesar dos quilómetros e da fortuna gasta em prendas e da mesa apertada e da ressaca do dia seguinte esta é a gente que importa, que nunca nos falha nem nos julga, que nos aquece o coração e nos agasalha as penas, que nos levanta quando caímos e que nos ama com todo o pacote. Bom Natal, meu queridos leitores, e bebam e comam muito com as vossas familias.
Por Rititi @ 2011/12/23 | 7 comentários »

Não têm coxas, nem rabo, nem carne nas pernas. As mamas apresentam-se como próteses mal coladas sobre uma parede de ossos. E o rabo, enfim, que rabo, alguém o viu? A Luisa Beirão e outras indivíduas cuja identidade desconheço aparecem-me descascadas num anúncio de cuecas de renda, anúncio este que parece ser o supra-sumo do erotismo pátrio, uma sorte de triste versão lusitana Victoria’s Secrect. Estão-me a dizer o quê precisamente com este anúncio, estimados senhores da Triumph: que umas gajas encanzeladas a fazer beicinho com o cu empinado e besuntadas em óleo fula são o novo paradigma de sensualidade? Ou que as suas clientes ideais deveriam ter este aspecto tremebundo? A quem vai dirigida esta campanha realmente? Às mulheres que nunca terão a barriga metida para dentro nem excesso de ossos? Ou aos homens? Nem sequer é para todos os homens, claro. Os senhores da Triumph, ao escolher estas desgraçadas, não pensaram no povão, não. Pobre gosta de gorda. Já os homens sofisticados, esses gajinhos que não param de falar dos relojinhos e as sapatilhinhas e as calcinhas de marca, esses idiotas deslumbrados com as modas lisboas e os bares que são clubes no Cais do Sodré e restaurantes japoneses, esses sofisticados idiotas é que sabem de beleza. Para estes imbecis gaja boa é gaja magra e as mulheres querem-se biafrinhas, de ar enjoadinho, transparentes. Bestas. Porque eu achava que esta mania da infantilização da mulher, sempre representanda sem cu, nem braços, nem pernas era imposta pela paneleiragem que domina o mundo da moda, e até aí tudo bem, porque maricas não come gaja. Mas a ideia de gajos heterossexuais a baterem punhetas com a publicidade da Triumph horroriza-me. A ideia que um homem me ache obesa em comparação com uma carcaça com sutiã que não pesa mais de quarenta e cinco quilos é assustadora. E triste. E cada vez que leio ou ouço um gajo a chamar gorda a uma miúda normal só me apetece mandar-lhe para a puta que o pariu.
Por Rititi @ 2011/12/13 | 62 comentários »

Por Rititi @ 2011/12/05 | 10 comentários »
