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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • Trambolhos D’Ouro: Goyas 2012

    Ora mais um ano deste lado da fronteira celebrou-se o que os comentarista chamam “grande festa do cinema espanhol” (cada vez que alguém escreve a “grande festa do cinema espanhol” morre um guionista em Hollywood). Três horas de gala soporífera, de discursos de agradecimento a pais mortos, mães dedicadas e filhos amados, aos oitocentos e cinquenta e sete membros da equipa, aos professores de liceu, aos subsídios públicos, três horas conduzidos por uma “comediante” (sic) que nos levou ao bocejo e à vergonha alheia e três horas de poucos estilismos fabulosos (linda a Elena Anaya), muitos chatos e ou simplesmente copiados de uma red carpet qualquer lá nos States (morte ao nude JÁ) e a maioria assustadores. Obrigada, trambolhos de Espanha por estes grandes momentos.

     

    Victoria Abril, de sex symbol galáctica, saída directamente do hiper-espaço e conservada em hiper-bótox. Atenção à bainha feita à pressa antes de sair de casa.

    António e Melanie ou Bandegriffith: ela, numa sincera homenagem aos cortinados de Scarlett O’Hara, ele de ex-garanhão latino que fez carreira em LA e que agora vive dos rendimentos e de fazer de ex-garanhão latino . Nunca acertam, nunca vão bem, parece que estão genéticamente impedidos de destilar glamour e, sabem que mais, estão-se bem cagando. De longe, o meu casal favorito de sempre das red carpets mundiais.

    Inma Cuesta, cariño, para te vestires como a Melanie Grifftih tens de ser a Melanie Griffith. Caso contrário só pareces uma pirosinha que reciclou o vestido do baile de finalistas de 1982 da irmã mais velha que ainda vive em Vilar de Pinheiro. Credo.

    Macarena Gómez, num orgasmos de tules, vapores interiores e combinações pseudo-eróticas.

    Ingrid Rubio. Leather lover? Um passado de motoqueira de Almada que custa a esquecer? Detesto vestido e achei que assim disfarçava? O que eu queria mesmo era aparecer no blog da Rititi? Nunca saberemos.

    Pilar Lopez da Ayala ou o estranho caso da miúda gira que por causa de uma paralisia facial saiu de casa sem tirar a esfregona da cabeça. Os meus filhos penteiam-me melhor.

    Isabel Coixet, porque o importante é a beleza interior.

    A Barbie

    O Ken



    Por Rititi @ 2012/02/21 | 3 comentários »


    Zé Luís

    Nasceste, como todos nós, num mundo que dizem ser estúpido, antipático, cheio de pressa. É verdade, lá fora está frio e as pessoas parecem baratas tontas, a correr sem sentido, desnorteadas. Mas que não te enganem, o Mundo não está lá fora. O mundo é dentro dentro da nossa casa, onde está quentinho e nunca nada mau nos acontece, um lugar onde há sopa ao lume e à noite a Mãe sempre tem tempo para nos aconhegar na caminha. Meu querido sobrinho, este é o teu mundo. Nunca que te faltará carinho, nem beijinhos frescos ou mimos sem razão aparente. Nunca te sentirás sozinho neste teu mundo de sussurros matinais e festas nos teus pés ainda por moldar e nas dobras do teu pescoço. Ainda não percebes, tudo é tão grande e disforme aos teus olhos pretos, tudo é barulho e vozes e gente que te toca e te beija e te pega ao colo e te fala numa língua absurda, tão estranha e amplificada. Todas as vozes, todos os cheiros te são estranhos, eu sei, menos os da tua Mãe, o teu único porto seguro. Ai, a tua Mãe, essa mistura de leite, colo e quentinho, o som do amor, o gesto certo, a razão primeira, a força que te aguenta. Se soubesses que ela sempre esteve à tua espera, que antes que viesses já te amava, que nunca foi mais feliz como quando te viu. Se soubesses, meu querido sobrinho, que a vida contigo é melhor e que não há futuro que a assuste, sabes, porque estás com ela, quietinho agora, a dormir no teu berço, sossegado. O teu mundo é a tua casa e a tua casa somos nós, a tua família,  Mãe, Pai e uma cambada de avós, tios, primos e gente emprestada que faz barulho e que te pega ao colo e te dá beijinhos. Sobra-nos o que nunca te faltará: Amor.



    Por Rititi @ 2012/02/17 | 2 comentários »


    Oh baby, please don’t let me be misunderstood

     



    Por Rititi @ 2012/02/02 | 2 comentários »


    É de bem nascido…

    Se este blogue está operativo e sem virus e avisos de explosão nuclear é graças à Aina Lluna, que fez um trabalho de exploração arqueológica e desinfecção exemplar para limpar o Rititi e deixá-lo pronto para os postanços vindouros. Gràcies per vostra ajuda!!



    Por Rititi @ 2012/01/21 | 1 Comentário »


    BLOGUE LIMPINHO

     

    Que (re)comecem os jogos!!!



    Por Rititi @ 2012/01/21 | Sem comentários »


    Back to life, espero

    Como devem ter reparado, aqui o Rititi foi simpaticamente hackeado através do servidor onde está instalado. Agora já foi todo limpinho, apesar que o google insiste em avisar que este querido blogue está sujo e é perigoso. Mais não vos posso dizer, só espero que isto se resolva rapidamente.



    Por Rititi @ 2012/01/16 | 11 comentários »


    Ai, Javier



    Por Rititi @ 2011/12/05 | 10 comentários »


    9 anos

    O Rititi, o blogue Rosa Cueca, nasceu há nove anos. Parabéns a ele, então! Vivia eu sozinha em Lisboa e estava prestes a mudar de casa, de cidade, de país quando me deu para abrir o blogger e, pimbas, inventar um nove curtinho para um blogue que era branco e com as letras enormes. Só demorei três ou quatro horas em perceber como se publicava um texto, já estão a ver o nível. Um mês depois estava a morar em Madrid, onde Mr. Pinheiro me esperava há um ano, numa casinha azul de quarenta metros quadrados no centro da capital. E por aqui ficámos. Entretanto já mudámos de bairro, já tivemos filhos, já tivemos mais amigos, e até menos, já bebemos todos as cañas de todos os bares de Madrid, já nos fartámos da cidade, já nos voltámos a apaixonar por ela outra vez, já descobrimos teatros e cinemas e restaurantes e cantinhos, já quisemos voltar a Lisboa e já dissemos que nem bêbados, já nos fartámos de espanhóis, já nos irritámos com as dobragens e já descobrimos como por as legendas na televisão, já recebemos outros como nós e já vimos partir tantos, já nos consideramos em casa e fora dela. E connosco, o blogue. Porque o Rititi é um blogue madrileno, um blogue com sotaque, um blogue rosa e aflamencado, com salero e com cheiro a tortilla e jamón, que bebe canãs mas que ouve fado, lê Portugal desde uma prudente distância e tem, às vezes, imensa saudades do Tejo. Um blogue emigra, vá lá. Parabéns, Rosa Cueca!!



    Por Rititi @ 2011/12/01 | 15 comentários »


    Muito bons são eles

    Ri-me tanto. Obrigada Revista Sábado por me proporcionares grandes gargalhadas a meio de uma manhã chuvosa e triste nesta terra madrilena. Obrigada, a sério. Só um optimista pode acreditar que o Mel Gibson é o presidente da Alemanha, só alguém. Amei. E ao contrário do 95% dos portugueses não fiquei consternada, nem muito menos indignada com a qualidade da “nossa” juventude, não me senti desiludida com os futuros engenheiros, psicólogos e desempregados com mestrado deste país. Do que é que estavam à espera? Acaso vocês que tão chocados estão não sabem com quem trabalham, não ouvem as conversas no metro, não lêem blogs? Esperavam o quê? Dissertações sobre o último livro de Philip Roth à porta da Faculdade? Este meu país não pára de me surpreender, de facto. Estas criaturas são filhas do Portugal dos últimos 20 anos, de uma classe média bêbada de Euros e auto-estradas grátis, idiotizada pela sensação de novo-riquismo à base de subsídios do que antes chamávamos a CEE, que se acreditou europeia e por tanto com direito a ter tudo novo. E teve. Os últimos carros, os últimos telemóveis, as últimas férias nos resorts, os últimos restaurantes da moda, a última mala da Carolina Herrera. Uma classe média que associou o ter para ser alguma coisa de jeito. Conheço malta cheia de MBA, bmw e iphones que passa férias de barco em Ibiza e bebe o melhor e mais caro vinho e que não diz nada de jeito, que não vai a um concerto se não é convidado por algum banco ou associação de advogados, gente que não pisa museus, só galerias de arte. Conheço directores gerais que não sabem o que significa a palavra “antologia”. Conheço professores que não têm livros nas estantes de casa, médicos que só viajam em cruzeiros, advogados que não sabem que foi D. João II. Estou a falar de uma classe média que não se importa de pagar balúrdios absurdos pela educação dos filhos, pagando-lhes aulas extra de piano, inglês, ténis e chinês mandarim mas que não têm a menor curiosidade em saber o que aprendem. Os pais, já sabemos, são muito bons no que fazem, são maravilhosos gestores/advogados/técnicos/jornalistas/doutores em sociologia germânica, mas o resto, religião, cultura geral, literatura, filosofia, política, pois é, não é com eles. Muito bons são os putos. Ao menos não acabaram na Casa dos Segredos, que mau aspecto, que aquilo é só grunhos de classe baixa.



    Por Rititi @ 2011/11/23 | 14 comentários »


    Carnage

    Ai, essa classe média que sente a violência de Darfur na própia pele, que acredita na força do diálogo e da cultura para criar cidadãos civilizados e tolerantes, que identifica um telemóvel, um batôn ou um livro de arte como símbolo de êxito pessoal, intelectual e social, que tem noção de comunidade, essa classe média, tão cínica, tão pobre, tão triste. Obrigada Polanski.



    Por Rititi @ 2011/11/23 | Sem comentários »