A co-adpoção e a modernidade nacional
Ai, Portugal, que maravilhoso poço de surpresas. Desde que o Parlamento nacional aprovou na generalidade a co-adopção de crianças por casais homossexuais não tenho deixado de ler textos do mais alucinante, desde os de indignados que escrevem que os putos dos orfanatos vão ser sodomizados por gays tarados a bloggers armados em definitivos estandartes da modernidade pátria que ficam muito espantados porque haja quem não ache normal uma criança ter duas mães ou dois pais. Eu percebo que para muito boa gente a possibilidade dos gays poderem adoptar lhes pareça estranha, anormal, anti-natural. Até há muito pouco tempo no nosso querido país não se viam gays na rua de mão dada, nem aos beijos, quanto menos casar, agora imaginem poder adoptar criancinhas. Aliás, em Portugal, tirando em algumas ruas do Bairro Alto ou do Chiado, parece que não existem gays. Da política à magistratura, passando pela alta finança aos opinion-makers, não me lembro de nenhum gay ou lésbica declarados. Nada. Só na televisão há gays, que nem sequer são gays: são maricas, bichas, porque assim se representam nas séries, talk-shows e concursos, repetindo os tiques da louca tal como há trinta anos atrás. As lésbicas, então, é para esquecer. E isto é o que vê a Dona Hermínia lá na vila da Beira Interior que como muito tem um primo efeminado que emigrou para Lisboa e que tem muito jeito para a decoração. E esta é a puta da realidade em Portugal, não me lixem. Porque este nosso país, assim tão quietinho e grandoleiro, é uma casa tradicional, conservadora até limites ridículos e bastante pacóvia onde as figuras com responsabilidades políticas ou económicas não saem do armário. Sim, ninguém tem nada a ver com isso, devem dizer os deputados homossexuais, mas o facto é que sabem perfeitamente que no dia em que se assumirem perdem uma carrada de votos. E se um gestor de um banco quer chegar longe na carreira nunca dirá que é gay. Por isso, irrita-me mais o discurso da super-modernidade que parece esquecer que Portugal não é Lisboa que o de pessoas que honestamente não percebem, porque não conhecem homossexuais, nunca falaram com um casal de lésbicas que se ama há vinte anos, com putos que acabam de sair do armário, que não têm referências nenhumas e que acham que todos os gays são paneleiros ou o José Castelo Branco. Não estar de acordo com a co-adopção não faz que uma pessoa seja intolerante, injusta ou homofóbica. Uma pessoa intolerante é outra coisa. É aquela que não quer perceber, porque lhe dá mais jeito agarrar-se aos preconceitos e insultar em nome de Deus, da Igreja, do medo. Uma pessoa homofóbica é aquela que se fecha e que repete uma e mil vezes que um gay não pode ser pai ou mãe porque assim está escrito há milhares de anos, que prefere que o filho de uma lésbica fique entregue aos bichos quando a mãe morre antes que ser entregue à sua outra mãe, que acha que a definição de família está consagrada só no Código Civil, que associa homossexualidade a pedofilia. Sim, a Família, essa palavra enorme que os movimentos conservadores e fundamentalistas usam e abusam como justificação para rejeitar esta lei, é a base da sociedade. E eu quero uma sociedade justa, tolerante, que não se feche em conceitos e ideias inamovíveis. Por isto a lei da co-adopção de crianças por casais homossexuais é importante, justa, necessária. Para as crianças, para os pais e as mães e para o nosso país, até para as Donas Hermínias lá da Beira. Esta é uma lei muito valente. Parabéns, Portugal.
Por Rititi @ 2013/05/23 | 8 comentários »
Extra! Extra! Novo livro Rititi!
Minha boa gente, leitores que me acompanham depois de tantos e tantos anos, há novidades, e das boas, in da house! Esta vossa blogger favorita acabou de mandar um livro todo catita para a editora. Estará nas livrarias já em Junho, para o poderem comprar e levar para a praia, a piscina ou até para o parque de campismo, oferecer às cunhadas, às melhores amigas, às colegas de trabalho! Sim, para elas, para vocês, raparigas e moças do nosso país, porque este simpático livro que está a ser editado pela Cego Surdo e Mudo, será um “Manual de Instruções”. De instruções de quê? Ah, isso já vos direi mais à frente. Mas estejam descansados, que isto não é um livro de auto-ajuda, que não dei em guru da vida dos outros. Enquanto tiver a capa, mostro.
Por Rititi @ 2013/05/08 | 9 comentários »
A minha homenagem à Dama de Ferro
(by Hora Chanante)
Por Rititi @ 2013/04/08 | 2 comentários »
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Um novo filme de Almodóvar é um acontecimento social em Espanha. Os críticos ficam doidos (o Carlos Boyero então nem se conta), os meios não falam de outra coisa, as vozes dividem-se entre os que odeiam e veneram a obra do realizador. E este último filme do Almodóvar, Los Amantes Pasajeros, não é excepção. E eu, que sou uma almodovariana confessa, eu que vi todos os filmes do manchego, eu que chorei sozinha no cinema a ver Volver, eu que sei diálogos de cor do Qué he hecho yo para merecer esto?, eu que delirei com Tacones Lejanos e que nem achei assim tão horríveis La mala de educación o Los abrazos rotos, pronto, lá fui ver esta (suposta) comédia. E digo, já: B-E-LA-M-E-R-D-A! Assim, sem piu-piu-piu nem eufemismo. Não me lembro de ter saído nunca de um filme tão decepcionada, a apetecer-me ir bater à porta da casa do gajo e pedir que me devolvesse os 10 EUROS que me custou a puta da entrada. Não me ri uma única vez. Passei o filme todo à espera desse momento “testiga de Jeovah” da Chuz Lampreave nas Mujeres al borde ou duma cagasésima parte da honestidade da Agrado no Todo sobre mi madre. Ou de honestidade em geral. Nada, népias. Tudo é tão artificial, fake, ridículo, a roçar o absurdo. Os diálogos não valem um chavo. O argumento não tem pés nem cabeça. As personagens parecem criadas por um adolescente hiperssexuado. E não tem nada a ver com a paneleirice do filme. A sério, gays venham a mim. Eu também tenho os meus dias gays. Porque o filme nem sequer é paneleiro. É idiota. Pôr as personagens a dizer “polla-follar-polla-follar” vezes sem conta não tem graça, senhor Almodóvar. Pôr as personagens a foder em grupo não é transgressor a estas alturas do campeonato. Já todos vimos isto. As coreografias gays, a divas do bondage com o seu coração de ouro, os heteros que são gays mas que não sabem apesar de fazerem broches a gays, a virgem que cheira os mortos… Really??? Era isto necessário, senhor Almodóvar? Não, não era. Com a madurez alguns realizadores, como o Clint Eastwood, ficam mais delicados, mais finos; outros, como o Woody Allen, querem é fazer turismo e filmar o decote da Penélope Cruz. E depois está o Almodóvar, obcecado por parecer moderno: a moda, os decorados, a literatura, a música, o sexo. Mas nada é moderno: andamos a ouvir o Look de Metronomy há anos, todos falámos o que tínhamos a falar do 2666 de Bolaño, David Delfin já deu o que tinha a dar. E o sexo, senhor Almodóvar, com ou sem mezcalina, com conhecidos ou estranhos, já não escandaliza ninguém, pelo menos nestes termos adolescentes e burros. E isto não é moderno: é seca. Sorry.
Por Rititi @ 2013/03/13 | Sem comentários »
Trambolhos D’Ouro: Oscar 2013.
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Lamento, mas já não temos mais chamuças.
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In the Jungle, the mighty jungle, the lions sleeps toniiiiiiiight. O-wim-o-weh o-wim-o-weh o-wim-weh. Wim-o-weh o-wim-o-weh o-wim-o-weh o-wim-o-weh!!!!!!
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Os Oscar. O mármore. A vigorexia. A morte.
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Melissa McCarthy vestida deAHAHAHAHAHAH!!! WHO CARES?
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A mãe de Bradley Cooper, ou a vingança por o filho lhe ter dado um pós-parto de merda.
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A pose. Os cornos. A malinha do chinês. O ar. A cara. As drogas. Like, like, like!
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Quem? A florista-zíngara-bailaora de flamenco que entrou à socapa na festa do Elton John.

Coxa, despenteada, com mau aspecto, com olheiras, fodida da vida, na merda. Um dia normal na vida de Kristen, portanto.
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Não olhem para as minhas mamas, não olhem para as minhas mamas, não olhem para as minhas mamas!!!!
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Olhem para as minhas, olhem para as minhas, olhem para as minhas!
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(continuemos, então)
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Mamalhuda sem pescoço + Latina com dinheiro + ninho de abelhas na cabeça = estou-me bem cagando, o meu marido é milionário.

Maria del Rosario Trinidad Todos los Ángeles Mártires de la Marisma, vilã da telenovela mexicana “La Amante de los Hombres de Fuego” a rebentar. Literalmente.

Os dedos dos pés! Os dedos dos pés!

Quanto é que vocês dizem que ganham ao mês? Agora gozem com o meu vestido, bicthes!
Por Rititi @ 2013/02/25 | 4 comentários »
Actualizar um blogue cada três semanas, como está o Mundo, tornou-se num exercício altamente inconveniente. Com tantas coisas a acontecerem ao dia, uma gaja escreve sobre o quê? Meteoritos na Rússia e a falta de pontaria dos Maias? A renúncia do Papa? Os papáveis? A falta de honestidade da classe política? A franja da Senhora Obama? Grândola na AR? Sobre o polícia gordo da AR que expulsou os manifestantes que repetiam sempre a mesma estrofe do hino revolucionário porque obviamente não sabiam a letra? A distinção semântica entre levar e tomar no cu? Cu leva acento? A demonização do Carnaval, uma festa tão nossa (por muito que os autarcas de Torres Vedras o tentem transformar numa burda imitação do pior do Brasil)? Sobre a tristeza e a falta de carne da Quaresma? Ou sobre o facto irrefutável que desde dia 9 de Fevereiro tenho 38 anos? Sim, T-R-I-N-TA-E-O-I-T-O-A-N-O-S. Não é fácil ter 38 anos. Para mim não. Estou já à porta dos 40. E 40 são todos esses anos em que uma gaja já sabe o que quer ser na vida. Ou que, pelo menos, já chegou muito perto ao que quis ser quando tinha vinte e tal. Ora eu já quis ser muitas coisas. Escritora. Excelente profissional da banca. Jornalista. Estudante. Cronista a tempo inteiro. Vencedora do euro-milhões. Celebrity da blogosfera. Mãe de três ou quatro. Corredora de mini-maratonas. Ex-fumadora. E ao contrário dos grandes articulistas da nossa praça que não perdem a oportunidade de escarrapachar em cada texto o orgulhosos que estão dos seus êxitos e explicar ao leitor idiota como é fácil ser-se na vida o que um sempre sonhou só à base de dedicação e muito esforço, eu dou por mim a comprovar que com quase 40 anos ainda estou muito longe de chegar a algum lado, como se o meu caminho fosse mais comprido (ou com mais desvios, pelo menos) que o dos outros. Sim, eu sei, também ajudava concretizar uma meta, e esfalfar-me em cada uma das etapas de montanha ou de contra-relógio, como os ciclistas de renome, mas, que querem, até os ciclistas metem drogas para chegar ao fim, como se chegar fosse o única razão pela que correr. Se calhar eu pertenço a esse pelotão que nunca chegará à meta, não porque desiste ou porque lhe faltam as forças, mas porque encontra alguém pelo caminho e fica à conversa em frente a um imperial e um prato de tremoços, ou porque se lembrou que tinha que acabar outra coisa e já lá vai, ou porque reparou que noutra meta onde lhe esperam os que realmente importam. Faltam-me ainda tantas etapas que a meta parece-me o menos importante. Pelo menos agora. Para o ano já vos conto.
Por Rititi @ 2013/02/19 | 5 comentários »
Blogs que vivem de publicidade
Como vocês estão fartos de saber, este blogue que vos enche as medidas não faz nem aceita publicidade. Questões de honestidade, de liberdade e de uma série de blablablas que fazem de mim um ser com um carácter invejável, pois. No entanto, esta blogger poderia fazer alguma que outra excepção, já que a vida não está fácil e também gostaria algum dia de deixar de trabalhar na mina e dedicar-me a fazer posts pagos. Assim sendo, aqui segue a lista de produtos-marcas-estabelecimentos comerciais com os quais o Rititi não se importaria de associar. Até me podiam pagar em especie, juro.
- Uísque Jameson
- Cerveja Superbock
- SG Ventil (ou Lucky Strike)
- A loja do chinês aqui da esquina, por causa do gelo.
- O talho do meu bairro
- Associação de taxistas de Madrid
- Associação de empregadas domésticas de Madrid
- TAP (e a Ryan Air. E a Iberia)
- Bar Lounge, Lisboa
- A Bicaensa, Lisboa
- O Lux (bem, nem por isso, mas uma gaja é capaz de fazer um sacrifício)
- Restaurante “O Cristo”, em Elvas
- Associação de apanhadores de percebes (percebeiros?) da Costa Alentejana
- Associação de criadores de porco preto da Extremadura (espanhola)
- Restaurante “O Zé” em Monte Clérigo
- A editora dos livros escolares da escola dos meus filhos
- A loja gourmet do Corte Inglês
- Tampax (até à menopausa. Depois podem ser as fraldas das velhas, mesmo)
Por Rititi @ 2013/01/20 | 8 comentários »
Trambolhos D’Ouro: Os Globos de 2013
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Estava um bocado pesada, mas finalmente consegui trazer a múmia da mulher à cerimónia dos Globos.
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Rachel Weisz
O quê? Isto é não o Baile de Finalista do High School do Nashville?
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Mayim Bialik
Não sei porque gozam comigo: então não repararam que até fiz o buço? Cambada de picuinhas, porra.
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Alguém diga à Jessica Chastain que nem todas podemos ter as mamas e o corpo e as curvas da Sofia Vergara.
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Halle Berry
Estou cheia de calor. A ver se assim me entra fresquinho aqui na entreperna.
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Helena Bonham Carter e Tim Burton
Pronto, cá estamos nós mais um ano. Fazemos de propósito, sabem?
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Lena Dunham
A gémea da Lena Dunham, que veio expressamente do Iowa, onde trabalha de administrativa dos Correios locais, substituir a irmã que estava de ressaca e não lhe apetecia um corno ir buscar os dois Globos de Ouro que ganhou.
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Olá, eu sou a Jennifer Lopez e o que eu queria mesmo era ir nua.
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A Sienna Miller mandou uma fotografia de quando foi aos dos Globos de Ouro de 1965.
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Julianna Marguiles
Digam olá à minha passarinha!!!
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Scarlett O’Hara
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A filha da Scarlett O’Hara
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Megan Fox
Lambam-me.
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BU!!
Por Rititi @ 2013/01/14 | 4 comentários »
Pior que uma blogger afectada, só mesmo uma jornalista armada em parva.
Por Rititi @ 2013/01/13 | 7 comentários »
Tipo uma carteira preta. Tipo, sei lá, fazer coisas diferentes. Tipo ter mais tempo para estar com o namorado. Tipo uma casa grande para encher com um bebé novo. Tipo beber vinho bom. Tipo ir a Tokio ver a cunhada que está lá a trabalhar e era giro. Isto é o que querem a Pepa, a Susana, o Tiago ou a Maria, pelos vistos reputadíssimos fashion bloggers que deram a cara (e ganharam uns trocos) para o anúncio da Samsung. Acho bem. Eu também quero, tipo, pirar-me um mês sozinha para, tipo, o Malibu. Ou estar sempre depilada sem me submeter, tipo, a torturas chinesas. E vocês também querem, tipo, mais dinheiro e sucesso e sexo com garanhões do Senegal. Pois. Agora: imaginam-me a ser contratada para dizer que em dois mil e treuze quero arranjar os dentes? Eu, que sou conhecida aqui na bloga por dizer quatro patacoadas? E porque não a Lua, a Sofia, a Lady ou a Ursa? Sempre tinham mais piada. Mas Samsung achou que estas criaturas eram relevantes na net por terem uma vida fabulosa, por serem cools, modernos, giros, fashion, por saberem de moda, ignorando como se comportam as redes sociais e os blogs. E não, estes seres não são nem invejados, nem idolatrados, para a maioria de nós são autênticos desconhecidos, uns anónimos a quem deram tempo de antena como se fossem a Penélope Cruz ou a Catarina Furtado. E, claro, pôr anónimos a mandar bujardas sobre os desejos para dois mil e treuze, desculpem-me lá, só pode dar merda da grossa. Ou gargalhadas valentes. Mais se as Pepas são exageradamente afectadas a falar e, sobretudo, não dizem nada de jeito. Eu ri-me muito. Eu quero mais vídeos. Eu quero o Arrumadinho a dizer que quer um cachecol preto para o cão. Eu ver quero o Henrique Raposo a pedir pela paz no Mundo. Ó pá, a Pepa sofre? Lamento. A Maria chateia-se? Temos pena. Isto é a net, um lugar onde a malta é gozada durante 48 horas até a próxima estupidez. E já agora, gostava de ver se têm estaleca para serem gozados na televisão pelo Herman. Eu fui. E durou, isso, 48 horas. E no pasa nada. Meninos..
Por Rititi @ 2013/01/11 | 9 comentários »
