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	<description>O Blogue Rosa Cueca</description>
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		<title>Rititi Educa o Povão: Treme</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 14:34:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rititi</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma cidade, New Orleans, rebentada pelo Katrina, um sistema que não funciona e que se está a cagar  para a devastação que deixou um furacão mas sobretudo a incompetência e o desleixo, gente que não pode voltar a casa porque directamente já não tem casa para onde voltar, escolas que não abrem porque ninguém se lembrou que tinham que abrir, companhias de seguros que não pagam indemnizações, carros escondidos debaixo da lama que ninguém limpa, polícias que passaram de heróis a corruptos, desaparecidos, lama, lixo, mas sobretudo esperança, cidadãos anónimos que lutam para que a cultura importantíssima da cidade não desapareça debaixo dos escombros, restaurantes que se esfalfam para abrir todos os dias, bares cheios, jam sessions, músicos que ficaram sem trabalho mas que se juntam por cem dólares porque assim é que deve ser, japoneses altruistas, bloggers indignados, índios do Mardi Gras, receitas de comida absolutamente deliciosas, trombones que se perdem e muito jazz, jazz do bom. Tudo isto é <a title="Treme" href="https://www.hbo.com/treme/index.html#/treme/about/index.html">Treme</a>, a série da HBO a que cheguei com um ano de atraso mas que me tem alegrado os serões calorosos deste fim de primavera. A primeira temporada foi-se numa semana. Obrigada, David Simon.</p>
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		<title>Trambolhos D&#8217;Ouro: Terror no MET</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 14:53:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rititi</dc:creator>
				<category><![CDATA[TRAMBOLHOS D'OURO]]></category>
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		<description><![CDATA[Tenho muita sorte: não percebo um cu de moda e muito menos de &#8220;tendências&#8221;, esse novo conceito para desculpar gente que vai mal vestida. Nada sei de trendsetters e, palavra de honra, acho as &#8220;it girls&#8221; como a Olivia Palermo e a Chiara-não-sei-das-quantas umas desenxabidas de primeira, sempre com carinha de nojo e ar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho muita sorte: não percebo um cu de moda e muito menos de &#8220;tendências&#8221;, esse novo conceito para desculpar gente que vai mal vestida. Nada sei de trendsetters e, palavra de honra, acho as &#8220;it girls&#8221; como a Olivia Palermo e a Chiara-não-sei-das-quantas umas desenxabidas de primeira, sempre com carinha de nojo e ar de esfomeadas. Mas, como dizia, tenho muita sorte, ainda tenho olhinhos na cara e critério próprio. E é ver a panóplia de pirosonas que apareceram nesta gala do MET, a suposta reunião de gente que manda e sabe e bebe e vive da moda, e é mijar-me a rir, tal a estupidez geral desta gentinha. E já agora: Viva a Sofia Vergara!!</p>
<p><img class="alignnone" title="Kristen Stewart" src="http://static-smoda.elpais.com/uploads/images/thumbs/201219/met_5_437094694_428x.jpg" alt="" width="428" height="642" /></p>
<p>Tanto sexo com vampiros e lobisomens tem as suas consequências.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignnone" title="Bianca Brondolini" src="http://static-smoda.elpais.com/uploads/images/thumbs/201219/todos_los_vestidos_de_la_gala_del_met_779476136_428x.jpg" alt="" width="428" height="642" /></p>
<p>O Faraó</p>
<p><img class="alignnone" title="Vera Wang" src="http://cdn.revistavanityfair.es/uploads/images/thumbs/201219/vera_wang_6307_377x580.jpg" alt="" width="377" height="580" /></p>
<p>A múmia do Faraó</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignnone" title="Anja Rubik" src="http://static-smoda.elpais.com/uploads/images/thumbs/201219/met_4_546887138_428x.jpg" alt="" width="428" height="642" /></p>
<p>Uma sobrevivente de Auschwitz</p>
<p><img class="alignnone" title="Christina Ricci" src="http://cdn.revistavanityfair.es/uploads/images/thumbs/201219/christina_ricci_1024_377x580.jpg" alt="" width="377" height="580" /></p>
<p>Wednesday com sérios transtornos alimentares. E a precisar de um aparelho nos pés (ah, não, que é moda, que é assim que se faz a pose&#8230;)</p>
<p><img class="alignnone" title="Beyoncé" src="http://cdn.revistavanityfair.es/uploads/images/thumbs/201219/beyonce_5134_377x580.jpg" alt="" width="377" height="580" /></p>
<p>Sem ela , sem as transparências, sem os exageros de mulher do vendedor de crack de Baltimore, sem esse estilismo de nova rica, a red carpet não teria sentido. Já tinha saudades da Byoncé, juro.</p>
<p><img class="alignnone" title="Linda Evangelista" src="http://cdn.revistavanityfair.es/uploads/images/thumbs/201219/linda_evangelista_6956_377x580.jpg" alt="" width="377" height="580" /></p>
<p>A boneca de cera da Linda Evangelista e os seus sapatos ortopédicos. (E com uma cabeça a sair-lhe no pescoço)</p>
<p><img class="alignnone" title="Donna Karan" src="http://static-smoda.elpais.com/uploads/images/thumbs/201219/met_4_33435326_428x.jpg" alt="" width="428" height="642" /></p>
<p>As mamas de Donna Karan</p>
<p><img class="alignnone" title="Mary Kate Olsen" src="http://cdn.revistavanityfair.es/uploads/images/thumbs/201219/mary_kate_olsen_8227_377x580.jpg" alt="" width="377" height="580" /></p>
<p>Uma das manas Olsen com um vestido emprestado da Helena Bonham-Carter e a bolsinha onde eu guardei o meu terço da primeira comunhão.</p>
<p><img class="alignnone" title="Alexa Chung" src="http://cdn.revistavanityfair.es/uploads/images/thumbs/201219/alexa_chung_5899_377x580.jpg" alt="" width="377" height="580" /></p>
<p>Uma it girl com tudo o que isso representa.</p>
<p><img class="alignnone" title="Donatella Versace" src="http://cdn.revistavanityfair.es/uploads/images/thumbs/201219/donatella_versace_9570_377x580.jpg" alt="" width="377" height="580" /></p>
<p>O cadáver de Gianni Versace embalsamado</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Como eu gostava de comemorar o Dia da Mãe (um ano destes, lá para 2043)</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 14:20:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rititi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo]]></category>
		<category><![CDATA[dia da mãe]]></category>
		<category><![CDATA[pois]]></category>
		<category><![CDATA[tá bem abelha]]></category>

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		<description><![CDATA[- Num Spa. - Numa ilha a 8.000 kms daqui, rodeada de daiquiris, massagens, livros, mais daiquiris, cerveja fresquinha e mulatos soberbos. - A passear, a entrar em lojas, a sair das lojas, a ir a exposições, a sentar-me num café e ler um livro ou uma revisteca da treta. - A tratar do meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Num Spa.</p>
<p>- Numa ilha a 8.000 kms daqui, rodeada de daiquiris, massagens, livros, mais daiquiris, cerveja fresquinha e mulatos soberbos.</p>
<p>- A passear, a entrar em lojas, a sair das lojas, a ir a exposições, a sentar-me num café e ler um livro ou uma revisteca da treta.</p>
<p>- A tratar do meu sofrido corpo (mãos, pés, pelugem, unhacas, pele)</p>
<p>- A ir a um concerto do Jordi Savall.</p>
<p>- A dormir.</p>
<p>- A ir ao cinema.</p>
<p>- A almoçar com os meus amigos.</p>
<p>- A tomar banho de imersão com um copo de vinho e música clássica.</p>
<p>- A ver toda a quarta temporada do Mad Men, sem barulhos e interrupções.</p>
<p>- Sem filhos.</p>
<p>Parabéns a mim. E a tudo o que eu não faço porque sou uma mãe do caralho.</p>
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		<title>A minha última crónica na Revista Penthouse: LUV Madonna</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 07:44:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rititi</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Penthouse]]></category>
		<category><![CDATA[crónicas da Penthouse]]></category>
		<category><![CDATA[Jo´se Mascarenhas]]></category>
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		<description><![CDATA[A partir deste mês deixo de escrever na revista Penthouse. Com muitíssima pena minha, juro. Adorei escrever na revista Penthouse, rodeada de coninhas depiladas, mamocas, rabos alçados e declarações fabulosas das estrelas de cada número (&#8220;a primeira coisa que reparo num homem são as mãos&#8221;, &#8220;sou meiguinha mas selvagem na cama&#8221;&#8230;.). Durante um ano e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A partir deste mês deixo de escrever na revista Penthouse. Com muitíssima pena minha, juro. Adorei escrever na revista Penthouse, rodeada de coninhas depiladas, mamocas, rabos alçados e declarações fabulosas das estrelas de cada número (&#8220;a primeira coisa que reparo num homem são as mãos&#8221;, &#8220;sou meiguinha mas selvagem na cama&#8221;&#8230;.). Durante um ano e meio escrevi todos os meses sobre sexo, as relações de cama, as expectativas, as mentiras típicas, ou seja, detudo e nada de jeito, porque de sexo toda a gente sabe (ou devia saber) e o meu papel não era estar a dar lições a ninguém (e muito menos a gajos que compram uma revista com miúdas com as pernas abertas até às orelhas). Obrigada aos leitores, às meninas, às coninhas e ao Zé Mascarenhas um beijo enorme.</p>
<p>Aqui vos deixo a minha última crónica, dedica à DIVA:</p>
<p dir="ltr">&#8220;Todos temos os nossos ídolos. E eu, que não sou menos que ninguém, tenho o meu. Eu adoro a Madonna, que fazer. Percebo quando me dizem que não tem nada de especial, que é uma mulher pequena e magrelas sem nenhum rasgo físico que a faça parecer espectacular, assim do género Cindy Crawford (sim, eu sei, sou de outra época, caros leitores, mas esta que vos escreve já tem uma certa idade), dona de uma voz a atirar para o banal e ainda por cima está a ficar velha. Mas mesmo assim, ela é magnética, transmite uma força que nem que a Lady Gaga metesse os dedos numa tomada conseguiria nunca ter, é moderna, é deslumbrante, é uma diva. Ela é a Diva. Como tantos milhões de madonna-adicts do mundo vi dezenas de vezes o novo teledisco (ou será videoclip que se diz?), comentei no Facebook feita groupie adolescente o show que deu na Superbowl e já tenho uns quantos estilismos copiados para quando sair à noite com os meus amigos gays. Sou uma histérica, mas vivo bem com isto.</p>
<p dir="ltr">Porque a Madonna sempre esteve aí, comigo, desde a minha adolescência. Era uma espécie de referência e mesmo que a minha mãe me proibisse expressamente sair de casa naqueles preparos eu imitava-a em frente ao espelho, com a franja cardada e umas meias rotas nas mãos a fazer de luvas. Patético. Mas não era a roupa ou o estilo dela que me fizeram adorá-la e tê-la como referente: foi o sexo. A sua visão da sexualidade, aberta, descarada, ilimitada, abriu-nos os olhos a milhões de adolescentes que, com cara de parvos em frente à televisão, percebemos que não havia nada de mal em gostar físicamente de outros, de muitos, aos pares, do mesmo sexo, de diferente raças, em várias posições e muitas vezes. O sexo, que nunca deixará de ser tabu e estará sempre vigiado pelos talibãs da moralidade alheia, nessa altura pareceu-me menos tabu, menos proibido e mais saudável. Uma mulher que me dizia que eu, mulher como ela, era a única dona do meu corpo, que não havia mais autoridade que a minha em relação à minha sexualidade, que o prazer é um assunto íntimo sem necessidade de supervisão ou autorização, e que a ninguém tinha que dar justificações sobre o que fazia ou deixava de fazer. E isso, foi a Madonna, com o Like a Virgin, o Vogue, o Satisfy my Love, que conseguiu. Uma epifania pop, toma lá.</p>
<p dir="ltr">E agora é vê-la outra vez na televisão, sempre rodeada de marmanjos 25 anos mais novos que ela, já sejam namorados ou dançarinos que a acompanham nos espectáculos, a dançar feita uma ginasta soviética nos Jogos Olímpicos de 1975, dobrada sobre si própria e cada dia mais magra-magríssima, mais musculada e mais operada, numa tentativa louca, já não de manter nova, mas sim de parecer mais nova que há trinta anos atrás, lutando contra o tempo, a gravidade e a Historia Universal. Numa Cher, numa Demi Moore, até numa Sharon Stone todo este batalhar contra o inevitável me parece artificial, absurdo, mas em Madonna não. É o normal. Está a passar a mesma a mensagem: eu sou a dona, eu mando aqui. E a mim, deste lado da realidade, este recado vale-me tanto como valeu quando eu tinha quinze anos: eu sou sexy, mesmo passados os trinta, mesmo que já não pese o que marcam os tamanhos das roupas nas lojas que deveria pesar, mesmo que as minhas mamas vão evoluindo (não encontrei melhor eufemismos para dizer “já não são o que eram, as desgraçadas”) não há quem possa comigo. E em quanto ao sexo se refere, saber que até a Madonna, esse ser magricelas, baixinho e sem nenhum talento natural para nada (a não ser para ser ela própria) tem sempre atrelado um gajo que parece uma estátua grega é uma fonte de inspiração. E não há nada mais feminista que isto, nem mais optimista e mais valente. L.U.V Madonna!&#8221;</p>
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		<title>PENTHOUSE DE MARÇO: UM ORGASMO É UM ORGASMO</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 14:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rititi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo a Wikipedia, essa fonte de conhecimento da pos-modernidade, “La Petite Mort” é o termo que se refere ao momento imediatamente a seguir ao orgasmo e que está associado a uma pequena perda de consciência, a um ligeiro desvanecimento derivado do supremo êxtase orgásmico.Também é o nome do livro editado pela prestigiosa editora Taschen que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">Segundo a Wikipedia, essa fonte de conhecimento da pos-modernidade, “La Petite Mort” é o termo que se refere ao momento imediatamente a seguir ao orgasmo e que está associado a uma pequena perda de consciência, a um ligeiro desvanecimento derivado do supremo êxtase orgásmico.Também é o nome do livro editado pela prestigiosa editora Taschen que recolhe as fotografias de 37 mulheres a masturbar-se que o canadiano Will Santillo foi fazendo ao longo de oito anos por esse mundo fora. Mulheres magras, mulheres gordas, com as calças descidas até aos joelhos, nuas num carro a ser observadas por desconhecidos que também se tocam, mulheres que se masturbam na banheira ou em frente ao espelho, com a mão ou com brinquedos eróticos, sozinhas ou com o parceiro, com pérolas no pescoço, com o sutiã caído, com o rabo alçado, com os dedos enfiados dentro da vagina, com a boca aberta e olhos revirados, mulheres reais, que não são actrizes nem profissionais da pornografia e que faz que este livro tenha uma honestidade brutal. As fotografias são bonitas, claro que sim, a luz é a ideal, a cor reflecte a sensualidade desejada, mas saber que as senhoras que aparecem ali com as pernas abertas e com cara alucinada enquanto se tocam as mamas e o rabo e as pernas depois vão para o escritório acabar o relatório e levam os filhos à escola dá-lhe ao trabalho do fotógrafo a veracidade perfeita para uma obra que tem uma vocação quase metafísica.</p>
<p dir="ltr">Porque quando se trata da sexualidade feminina parece que a Humanidade ainda está à procura de uma explicação para a génese do prazer das mulheres, da essência primária, das razões e motivações para que uma miúda que vive num apartamento no Fundão com o namorado e o pastor alemão se encerre sozinha na casa de banho e se dê prazer com o chuveiro, se sente no chão de joelhos e se toque uma e outra vez com os dedos, que se venha em silêncio enquanto o mundo lá fora se debate entre as reuniões da Troika e a máquina de lavar a roupa. É fatal como o destino: cada três meses, não há tratado, livro, estudo promovido por uma reconhecida universidade americana que não se debata com o tema do orgasmo feminino. E se se trata de orgasmo em solitário, da masturbação, ainda é mais gritante, como se nesse acto tão privado e tão banal se encerrassem todos os segredos do Universo. Quando uma mulher se masturba nasce uma nova estrela, explode a anti-materia, colidem os planetas. Quando uma mulher se vem renasce a Humanidade.</p>
<p dir="ltr">Pelo o amor da santa: BASTA! É só um orgasmo, mais um de muitíssimo que as mulheres têm como os homens também têm. Na cama, de manhã, antes de ir ao médico, na casa de banho do trabalho, com o marido, na cozinha: quando nos apetece. Essa é a verdadeira e única razão pela qual as mulheres se masturbam. Um orgasmo é um orgasmo: é essencial para a manutenção da  felicidade intelectual e física, sem ele não há relação sexual ou amorosa que sobreviva e deveria ser obrigatório que todos e cada um dos seres humanos soubessem como fazê-lo em solitário. A masturbação, se não põe os homens cegos, também não deixa as mulheres carecas. Que é muito boa? Claro! Que se deveria practicar mais? Óbvio! Que aliás as mulheres podemos ter vários orgasmos sozinhas e seguidos? Já toda a gente sabe isso. Mas já chega de fazer deste tema a tese de doutoramento sobre a metafísica da humanidade. É só um orgasmo, pá!</p>
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		<title>Prémio vai ao cu a ti: Bispos intolerantes</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 14:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rititi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sou católica. É o meu clube. Acredito, sim, na ressurreição dos mortos, da divindade de Cristo, na compaixão e no amor ao próximo. Acredito e tenho fé. Mas cada dia gosto menos do meu clube. Declarações como as do Bispo de Alcalá Henares na missa do de Sexta-Feira Santa transmitidas pela televisão pública espanhola dão-me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou católica. É o meu clube. Acredito, sim, na ressurreição dos mortos, da divindade de Cristo, na compaixão e no amor ao próximo. Acredito e tenho fé. Mas cada dia gosto menos do meu clube. Declarações como as do Bispo de Alcalá Henares na missa do de Sexta-Feira Santa transmitidas pela televisão pública espanhola dão-me nojo. Que um alto responsável da minha igreja diga que os<a href="http://sociedad.elpais.com/sociedad/2012/04/07/actualidad/1333805578_322427.html"> gays estão no inferno e corrompem ou que as mulheres que abortam já vivem para sempre em pecado</a> envergonham-me e dão-me muita vontade de sair definitivamente de um clube que não me representa, que não entende a compaixão como mensagem principal de Cristo, que se nega a sair do buraco de escuridão em que se fechou há séculos  atrás por medo de uma sociedade cada dia mais tolerante, aberta e sem complexos. Duvido que Cristo gostasse desta arrogância, desta mesquindade, desta necessidade doentia de se meter na vida dos outros. E não, a Igreja não é a Curia, nem as interpretações enquistadas do mundo: a Igreja somos todos, os crentes, os bispos, as mães, as mulheres que abortam, os divorciados, os gays, as mães solteiras, os que pecam. Porque aqui pecamos todos. E se não aceitaria nunca que um imã filho da puta viesse para a televisão defender o véu porque a mulher é inferior ao cabrão do marido, então não posso sequer entender porque razão um bispo ou quem quer que seja diga na televisão pública que a homossexualidade e o aborto, que são legais, que não crimes, são recrimináveis, pecado ou o caralho, só porque a seita que o tem como representante se nega a aceitar que há mais mundo além das paredes das suas igrejas. Assim não. Assim saio do clube.</p>
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		<title>PENTHOUSE DE FEVEREIRO: QUANDO ELAS FINGEM</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 20:57:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Rapaz conhece rapariga. Rapaz acha piada à rapariga. Rapaz faz o cortejo do costume e, depois de três cinemas, oitenta euros em jantares e uma tarde com as chatas das amigas, rapariga também acaba por achar piada ao rapaz. Rapaz dá beijinhos. Rapariga dá beijinhos. Rapaz tenta meter a mão debaixo da camisola. Rapariga diz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">Rapaz conhece rapariga. Rapaz acha piada à rapariga. Rapaz faz o cortejo do costume e, depois de três cinemas, oitenta euros em jantares e uma tarde com as chatas das amigas, rapariga também acaba por achar piada ao rapaz. Rapaz dá beijinhos. Rapariga dá beijinhos. Rapaz tenta meter a mão debaixo da camisola. Rapariga diz que ela é uma moça séria. Rapaz almoça ao domingo com os pais da rapariga e ainda tem direito a visitar a avó paralítica no lar da terceira idade. Rapariga deixa meter a mão debaixo da camisola. Rapaz prepara noite romântica com velinhas e bombons num hotel com boas referências e longe das amigas, os pais e a avó paralítica. Rapariga estreia lingerie sexy como aquela da Luisa Beirão no anúncio da Triumph. Rapaz toma banho e passa pela farmácia para se abastecer com uma dúzia de preservativos XXL, ultra touch e hiper sensitive plus. Rapaz e rapariga fazem o que têm a fazer com muito cuidado para ficarem com uma bonita recordação da sua primeira e apaixonada vez. Rapaz esforça-se. Rapariga gosta mesmo do rapaz mas o rapaz não parece estar a esforçar-se na boa direcção. Rapariga tenta indicar. Rapaz não atina. Rapariga não pode acreditar que aquilo lhe esteja a acontecer. Rapaz acaba o que tem que acabar. Rapariga nem sequer viu uma luzinha ao fundo do túnel. “Gostaste, meu amor?”, pergunta ele. E ela depois dos cinemas, dos jantares, das amigas, do almoço com os pais e da visita à avó paralítica, depois da noite romântica e das velinhas, da cuequinha de fio dental e do sutiã almofadado, da expectativa, ela responde “sim querido, gostei muito”.</p>
<p dir="ltr">Esta rapariga faz parte dos 60 por cento das mulheres que segundo a Universidade Oackland finge os orgasmos. Num original estudo (bocejos) sobre a sexualidade feminina (meu deus!) uns cientistas com as paredes cheias de diplomas entrevistaram 453 mulheres com o legítimo propósito de averiguar de uma uma vez por todas porquê elas dizem que sim quando a resposta deveria ser: “ó pá, se queres mesmo saber, a verdade é que foi uma grandessíssima bosta, não deste uma para a caixa, caneco, agradeço o esforço mas, francamente, para isto tinha ficado quietinha a comer chocolate que pelo menos sempre tinha gozado alguma coisa”. Mas não, elas fingem. E fazem-no, dizem os resultados deste inquérito, para manter o homem interessado e excitado e assim evitar uma possível infidelidade. E o estudo ainda vai mais longe: estas mulheres usam a manipulação para reter os gajos e as que mais mentem são as que depois continuam a maquinar outros estratagemas para evitar que os namorados as abandonem. Credo. Homens deste mundo: mais vale que aprendam a distinguir entre um verdadeiro orgasmo e esse gemido fingido e histérico que começa, que coincidência vejam só, quando vocês estão quase quase a chegar. Não tenham cuidado, não.</p>
<p dir="ltr">E vocês, raparigas, escutem bem o que eu vos digo: a idade média das criaturas entrevistadas é de 21 anos. 21 anos, que horror! A esta idade as miúdas (sim, vocês) têm é que namorar. E namorar é provar, descartar, escolher, ir saltitando de cama em cama e, sobretudo, aplicar o verdadeiro método científico da prova-erro. O gajo até pode ser um bacano, um querido e um indivíduo realmente simpático, mas se vocês ficam a meio caminho, ou não sentem nada, se ficam com essa sensação de “porra, que desperdício” então têm bom remédio: ou dizem a verdade ou então partem para outra. Mas mentir? Não serve para nada, palavra de honra, e muito menos se a ideia é “reter” o gajo. Isto é só garantia de uma penosa e triste eternidade de mau sexo. E não há homem que mereça tanto sacrifício.</p>
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		<title>Os meus filhos</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 14:49:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rititi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Pelas razões que já todos vocês sabem eu não escrevo aqui sobre os meus filhos. Excesso de zelo, sentido comum, privacidade, cagança, you name it. Aliás, não vejo o interesse de fazer público aqui o quotidiano deles: as gracinhas às que eu acho o máximo são corriqueiras e comuns em qualquer puto da idade deles, todos têm a mesma voz de assobio, todos dizem frases fabulosas e desenquadradas que fazem a qualquer adulto sorrir. Mas já está. Claro que para mim e o meu marido, para a minha família e para aqueles que nos amam os meus filhos são seres incríveis, extraordinários até. Para o resto, só crianças. Aliás, até tenho a certeza que para muitos dos meus amigos os meus filhos são esses cabrõezinhos que não deixam a mãe acabar a conversa nem almoçar sossegada. São meninos como os outros, desses que sempre ficam doentes na noite em que temos um jantar que estava programadíssimo há mais de dois meses com amigos que vivem nos Estados Unidos, que fazem birra histérica em frente a pessoas às quais queremos impressionar (ex-namorados, ex-amigos, a família do marido), putos aos que, obviamente, lhe nascem os dentes na semana em que mudamos de casa ou temos reuniões vitais às oito da manhã, que têm diarreia precisamente no dia que saímos de casa só com duas fraldas porque, lá está, não faz falta é só um par de horas que a gente está fora, que se atiram para cima de nós quando estamos a pintar as unhas dos pés na sala, que vomitam para cima da prateleira da Zara, que dormem sempre a sesta menos quando fazemos uma viagem de 400 quilómetros, que todos os dias nos pedem para ir ao cinema e quando lá estão começam a chorar porque querem ir ao jardim zoológico, que comem de tudo sempre excepto em casa da avó (paterna) e que, este é um clássico, comportam-se sempre muito melhor na escola que em casa. Por isso, queridos e sobretudo queridas que me pedem para contar coisas dos meus filhos, não levem a mal. Pensem nos vossos filhos e perguntem-se se realmente é mesmo importante ler num blogue grandes dissertações cada vez que uns putos cagam, mijam e vomitam. Pois, eu também não.  Aliás, porque não tem graça nenhuma.</p>
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		<title>Gordas e Magras</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 15:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rititi</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Demi Moore]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando escrevi o texto sobre as meninas da Triumph recebi todo o tipo de comentários. O normal nestes casos: quando se escreve sobre mamas e cus de gajas toda a gente tem uma opinião. As mamas das gajas são o novo futebol, não há taxista que não ache que as apalpava melhor que o treinador. E obviamente o taxista é gajo. Uma gaja não pode escrever sobre gajas e muito menos para criticar, para expressar uma opinião negativa, para censurar ou simplesmente reflectir. A gaja (e as mamas da gaja) ainda é território masculino. E eu não tinha nada que andar a mijar dentro do cesto dos gajos. Mas também recebi dezenas de comentários de gajas indignadas. A maioria diziam-se ofendidas porque elas próprias eram magras e sofriam com isso. E eu estava a ser insensível e brutal (seca). As magras devem ser as novas gordas, estigmatizadas porque medem metro e oitenta e pesam cinquenta quilos. O horror. O curioso é que tanto eles como elas chegavam à mesma conclusão: se eu critico a extrema magreza de certas modelos que nos impingem então eu estou gorda. Eu SOU gorda. Balofa. Banhenta. Asquerosa e ordinária nos meus quilos a mais no cu, nos braços, nas ancas. A perversão da beleza, do que nos dizem que é beleza, é tanta que o ideal para muitas mulheres é ser muito magra. Pesar muito pouco, nem que para isso se passe fome à base de dietas proteicas, purgas, limpezas aos intestinos, noites a comer uma triste sopa, visitas ao médico, horas a fio no spinning, PT no ginásio, corridas de madrugada. Fome, muita fome. O povo vibra com a Gwyneth Paltrow (vejam só que magra que estava nos Oscar), uma gaja que não come carne, nem bebe imperiais, nem come pastéis de nata e que tem um treinador privadíssimo com quem se esfalfa todos os dias durante horas para ter um corpo rijo sem curvas. As gajas amam a Demi Moore, uma tipa que se nega a envelhecer nem que seja a subtemer-se a tratamentos horríveis com sangue-sugas. A Demi Moore é exemplo do quê? Eu olho para as fotos e só vejo uma senhora com ar cadavérico e doente, a arrastrar-se nas red carpets como quem pede desculpa por ser velha. O pior é que nenhuma das mulheres que conheço tem dinheiro para pagar tratamentos milionários que estiquem, estimulem, rejuvenesçam ou escondam os anos no corpo, nem sequer vida para não comerem, nem beberem ou passarem temporadas em spas com treinadores. As mulheres reais não são a Demi Moore. As mulheres reais têm filhos e um pneu que a duras penas vão tentando esconder debaixo de camisolas super giras da Zara. As mullheres reais começam uma dieta e depois vão jantar fora com as amigas e bebem quatro copos de vinho. As mulheres reais não estão gordas porque não cabem na 36. As mulheres reais têm que começar a ter juízo e deixarem de se olhar num espelho que é mentira. E não eu não estou gorda, minha gente, sou é uma gaja que teve dois filhos e está cada dia mais gira. E não é por ser magra. Chama-se amor próprio e calças do meu tamanho</p>
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		<title>PENTHOUSE DE JANEIRO: MITOS ERÓTICOS</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 21:48:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rititi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Penthouse]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[crónicas da Penthouse]]></category>
		<category><![CDATA[Javier Bardem]]></category>
		<category><![CDATA[mamas]]></category>
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		<description><![CDATA[E se de repente um homem te diz que as tuas mamas sabem a presunto então esse homem é o Javier Bardem no filme “Jamón, Jamón”, na mítica cena onde o actor quase se engasgava, literalmente, a comer os peitos de uma incipiente boazuda Penlélope Cruz. Eu sei que há um mês já escrevi sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E se de repente um homem te diz que as tuas mamas sabem a presunto então esse homem é o Javier Bardem no filme “Jamón, Jamón”, na mítica cena onde o actor quase se engasgava, literalmente, a comer os peitos de uma incipiente boazuda Penlélope Cruz. Eu sei que há um mês já escrevi sobre este filme, mas tenho que vos confessar, caros e fiéis leitores da Penthouse, que esta frase, esta cena e sobretudo este Javier Bardem com umas calças de gangas insultuosamente justas e estratégicamente desabotoadas marcaram-me profundamente e condicionaram a minha percepção futura do género masculino e de todo o seu potencial. Esse Javier Bardem foi o meu primeiro mito erótico, o primeiro de muitos. Porque nós, as mulheres, também precisamos de mitos eróticos, de símbolos extremos de masculinidade, que funcionam como uma imagem deformada, hiperbólica e superlativa do que deveria ser o macho quando se trata de sexo. Neste caso, macho ibérico, claro, porque o que representava Javier Bardem nesta metragem icónica da espanholidade superlativa (com os seus presuntos ibéricos pendurados em todas as paredes, touros e casas de alterne à beira da estrada, seats ibizas e mulheres com mamas bamboleantes) era testosterona em estado puro sem que a personagem em causa tivesse um mínimo de profundidade intelectual ou qualquer rasgo de inteligência, perspicácia ou sensibilidade, por não falar já de falta de noção de como tratar uma mulher fora da cama.<br />
Sempre agradecerei ao realizador as imagens de um Javier Bardem a tourear completamente nu, só coberto pelo capote de toureio ou lambendo todas as fêmeas que lhe deixavam. Uma maravilha. Cada mulher tem o seu ícone, esse super macho que se idealiza para momentos muito determinados e que a faz estar convencida que com ele não haveria nenhum problema de tempo, nem de tamanho, nem de forma e que só serve para o que serve. Porque acreditar que sem componente romântico e cor-de-rosa as mulheres são incapazes de olhar para um homem ou que uma senhora de certa idade não pode desejar o chavalo da oficina onde leva o carro a arranjar sem querer casar (nem falar!) com ele é uma das grandes falácias da História Universal, além de uma soberba estupidez na qual não deixam de insistir comédias românticas, cançonetas de rádio e best-sellers de verão. O que se consegue com esta lógica redutora é a percepção que uma mulher só pode vibrar com os 300 espartanos de Frank Miller por dois motivos: ou porque precisa urgentemente de estabelecer uma relação sentimental duradoura com o Rei de Esparta porque a sua máscula e imbatível heroicidade é irresistível ao género feminino, ou então a mulher é uma taradona dominada pelo furor uterino incapaz de se conter perante um peito musculado e suado. E não é tão simples. As mulheres não somos só a Doris Day nem a protagonista recauchutada de um filme porno alemão.<br />
No fundo esta personagem do Bardem armado em bacano mega-macho que persegue as garinas na moto de 250 cc não passa de um garanhão que dá tusa, vá lá, mas que não sai daí. Mas os mitos eróticos são isso, uma projecção erotizada e exageradíssima de um desejo pontual e que não se corresponde de todo com o que realmente as mulheres querem num homem a longo prazo (ou um prazo superior à fabulosa e necessaria imediatez do encontro, à urgência do subir das saias e do descer das calças). Porque por muito que se fantasie com um homem que lambe umas mamas como se fosse uma francesinha com molho especial da Cufra não conheço nenhuma mulher que suportasse ter um gajo esfomeado 24 horas ao dia pegadinho às mamas.</p>
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