Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

Neste longo inverno madrileno de neve, chuva, frio e vento os pais amantes do Rititi-Boy procuram um lugar quentinho onde passar algumas horas de diversão com o bichinho. E como somos geneticamente alérgicos ao conceito de centro comercial nos subúrbios e porque também acreditamos que há mais vida fora de bares e restaurantes, um belo dia pesquisamos nessas revistas de tempos livres que todo urbano-depressivo deve ler e reter no cérebro para ser considerado interessante "alternativas de ócio" (horror) para crianças. Oh, e que mundo se nos abriu, que universo de possibilidades, senhores! Workshops de pintura impressionista, visitas guiadas ao planetário, cursos de cozinha, festivais de teatro, tudo muito estruturado e perfeito se não fosse porque o nosso criaturo tem 19 meses e o único proveito que poderia tirar da aproximação ao impressionismo seria uma bela de uma intoxicação por lamber as pinturas. Por sorte em Madrid também há teatro para bebés a cinco aurélios a criança e nove os adultos. Meia hora de exploração da linguagem infantil, segundo nos explica o site da companhia, cuja "expressão teatral" indaga nos "limites do ser humano". Te cagas, que mal terá feito o Walt Disney a estes criadores da modernidade pedagógica pergunto-me eu. Mas um dia é um dia e não vou ser eu a careta reaccionária armada em rústica que impede o filho de ampliar os seus horizontes e aprofundar os limites da meta-linguagem, coño. O meu filho também tem direito à Arte! O meu filho também tem direito à estimulação intelectual! O meu filho também tem direito a apanhar um cagaço de primeira quando vê, a meio metro de distância, naquela sala de teatro minúscula e às escuras, duas senhoras gordas mascaradas de deusas gregas a balbuciar mamamamama-uuuuuuuuuuu-aaaaaaaa-tri-tri.uuuuuuuuuuuuf-uuuuuuuuuuuf ao ritmo de tambores africanos que simulam a experiência auditiva uterina. Caralho, penso eu, e o meu filho quando dou por ele já está outra ponta da sala, a berrar que NOOOOOO. Pelos vistos esta é a linguagem ulterior, pré-histórica, pre-verbal, que se estabelece no útero entre a mãe (eu) e o filho (o Rititi-Boy), uma linguagem esquecida pela mãe (eu) e que estes iluminados da intelectualidade pretendem restituir à base de gemidos (ignoro se pré ou pós parto), luzes que parecem incendiar a sala, gritinhos histéricos e balbuceios. Não sei se os bebés presentes se reconheceram nesse orgasmo gutural ou se as outras mães reconstruíram os laços umbilicais mas a sinfonia de berros, choros e lágrimas chegou a roçar os pretendidos limites, sim, mas do absurdo. O que a minha obtusa falta de sensibilidade emocional me diz é que as crianças demonstram felicidade, alegria e diversão com risos, palmas, gargalhadas, não com berros e lágrimas. Só chegou a calma quando uma das senhoras gordas cantou algumas árias clássicas. E não, caros amigos encenadores da pedagogia infantil, não se tratou de um momento de apogeu musical derivado da união metafísica da linguagem uterina e a Arte, deixem-se de disparates. Qualquer pai sabe que os putos adoram música, seja ela clássica, Quim Barreiros ou a cançãozinha irritante do cabrão do Ruca.
Acho que só fui ao teatro no liceu. Ao cinema, a minha mãe levou-nos a mim e à minha irmã para ver o ET num agora defunto cine-teatro em Elvas, pelo que eu deveria ter no mínimo sete ou oito anos. Na minha realidade infantil, perdidos que estávamos na orfandade física e metafórica do Alentejo, as crianças não éramos perseguidas por planos pedagógicos, nem sabíamos o que era a educação sensorial ou musical, ninguém parecia minimamente interessado em estimular-nos a sensibilidade poética ou a inteligência emocional. Éramos putos e a maioria de nós aprendia na escola. A curiosidade fazia parte da nossa essência infantil, ninguém pretendia potencia-la. Se tivesse existido um teatro infantil lá na pasmaceira não tenho a menor dúvida que a minha mãe nos teria levado, para que nos divertíssemos. Sim, divertir-nos, que deveria ser a razão desses "programas" infantis onde parece que a estimulação é tão fundamental para a criação de espíritos inquietos para um futuro incerto que vale tudo, até por os putos a chorar de medo. Eu, para a próxima, deixo-me ficar pelo Retiro onde há uns senhores muito simpáticos que sempre nos regalam as manhãs com teatros de marionetas. E sem pretensões de pedagogia, só as gargalhadas honestas do meu filho.

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Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

A VIDA DE MÃE É FODIDA



Sou eu, ou o Ruca tem sotaque do Porto?

Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

A caminho dos 35 anos.

Tenho o cérebro congelado e não é do nevão que me acabou de cair nos cornos quando fui buscar o Rititi-Boy à creche, não. A culpa é mesmo do gelo do quarto vodka com lima que eu achei que tinha que beber ontem à noite. E ainda há anormais que falam da bondade de fazer anos.

Sexta-feira, Janeiro 22, 2010

Como la vida misma

Acabo de ver no programa de maior audiência das tardes catódicas espanholas,
Fama a Bailar, uma espécie de Big Brother do baile, um casal que dança uma coreografia que aqui se chama lírica e que é mais ou menos um ballet clássico com toques pos-modernos. Bonito, i'm kissing you, movimentos cuidados, detalhes delicados, e o casal que se toca, se roça e se move com um ritmo apaixonado. O público aplaude, os professores dedicam palavras bonitas, o casal de bailarinos beija-se. O casal é composto por dois namorados, Victor e Javier e este é o programa favorito da adolescência em Espanha. Ninguém faz declarações, não há grandes manifestos nem apologias, não se levanta nenhuma bandeira: só se dança. Às vezes para ganhar grandes batalhas basta deixar as coisas acontecer.

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Terça-feira, Janeiro 19, 2010

TRAMBOLHÃO D'OURO 2010

Whose Legs Are These?

Mo'nique, a Rainha dos Macacos. Sem palavras.

Mo'Nique and Nicole Kidman Crack Up Backstage

Mo'nique: Tenho um Globo!
Nicole: E um casaco de peles nas pernas, não duvides.

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Segunda-feira, Janeiro 18, 2010

TRAMBOLHOS D'OURO: GOLDEN GLOBES 2010

Deve ser isto a crise. Uma red carpet cheia de vestidos sem graça, glamour deslavado e pouca audácia. Um pincel de estilismos, onde a melhor foi a Julia Roberts, giríssima num vintage de YSL. Graças a Coco Chanel, trambolhos houve aos pontapés. Comecemos, irmãs:


Nicole Kidman: Long and Lean

Nicole Kidman, a antiga semi-deusa que se transformou na boneca de porcelana da loja dos chineses. Um dia deste a mulher desfaz-se, que impressão.



Quentin Tarantino, mascarado de líder de alguma seita onde o bom gosto é penado com castigos físicos, no mínimo.


Simplesmente Mariah, the Boobies Queen.


Cher, ou Morticia, ou a Bruxa Má do Norte ou porquê nem toda a gente deveria ter direito à cirurgia estética.

Sigourney Weaver and Sarah Ferguson (AP Photo)

Revelação do ano: Sarah Ferguson e Sigourney Weaver são gémeas. Gémeas gordas.


Tom Ford  and Julianne Moore (AP Photo)

Julianne Moore, escondida dentro de um tapete de Tom Ford. Os sapatos, tenebrosos.

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Domingo, Janeiro 17, 2010

ANTES MUERTA QUE SENCILLA

Brunh turco, ostras para o almoço, champanhe ao lanche. Amanhã ninguém me mete no autocarro.

CONCLUINDO: A NEGAÇÃO DO MACHO.



What self-respecting woman would fall for Ronaldo, whatever the size of his sixpack, when he clearly has no time to read books, go to the cinema, or develop opinions about anything apart from his football or his gym equipment?

Quinta-feira, Janeiro 14, 2010

MACHOS - A VOZ DA BLOGOSFERA
(em eterna actualização)



E a Grande Charlotte falou. Clint Eastwood, quase a fazer 80 anos, é o macho que faltava. Nele confiaria a minha vida, o futuro do país, a preservação dos valores ocidentais. A existência do ser humano depende de machos como ele, é um facto.



Também pela Charlotte chega Dexter. Ma-ra-vi-lho-so!



A Sofia Vieira, atentíssima à coisa do tomatame, por outro lado, traz um clássico da masculinidade, Aragorn, o herói com as unhas mais sujas da historia da ficção. Coisinha boa nham-nham, até aquela cena lamentável onde canta em élfico todo lavadinho. Mas a gente desculpa.



E depois está o Clive Owen, recomendado pela Sofia e pela Luna. Assim que me lembre, acho que nunca vi um filme do rapaz, mas só por esse queixo já merece estar aqui, na galeria do macho total.



E não é que a Rachel se lembrou do Hugh Jackman, desse bendito, corpinho que Deus conserve por muitos bons anos para deleite dos nossos olhos e a melhor coisa que nos aconteceu numa cerimonia dos Oscar? Babemo-nos irmãs.



A Miss Pearls, uma das minhas bloggers do coração, deixou-me num dilema ao escolher Vincent Cassel. Um francês! Podemos confiar o futuro da Humanidade na França? Não me parece. Acaso a minha querida amiga não sabe que esse sotaque irritante é incompatível com a masculinidade? Mas a Miss Pearls tem toda a razão: "Não é qualquer um que se casa com a Monica Bellucci." Está tudo dito, então.


Como se não bastasse com um francês minorca, a Miss Pearls vai e recomenda o Simon Baker. Não sei. Tanta limpeza, tanto dente branco, tanta gracinha parece-me de pouco macho-macho, apesar de usar colete, o complemento mais masculino que existe.

Terça-feira, Janeiro 12, 2010

ANDO A VER FILMES DE GAJAS A MAIS


Javier Bardem

Como é que me esqueci dele, ó santíssimo? Com cabelinho à foda-se, a fazer de panilas, suado, em Jamón Jamón e com paquetón, com a Penélope, comigo, sempre Bardem, esse homem.

Segunda-feira, Janeiro 11, 2010

A MODOS DE EXPLICAÇÃO: OS MACHOS QUE NOS RESTAM


Jack Bauer, insuperável.


Sayd Jarrah, empatado obviamente, com


Sawyer. Não, aqui não entra o Jack, essa gaja.



Omar, o gay mais macho da história da televisão.


Tony, o macho definitivo.




George Clooney, até de chinelos.

Quinta-feira, Janeiro 07, 2010

Comecei 2010 como comecei todos os meus últimos 10 anos, ressacada, com um comboio de mercadorias dentro da minha cabeça e a mamar o Mamma Mia, O Diabo que se veste de Prada e uma infinidade insultuosa de horas de séries de gaja com a sua dose justa de lagriminha, amor sem vergonhas de casa de banho e lições de vida a golpe de pares de sapato caros. Foi tal a ração de hormonas, Cristo, que quase me sai uma terceira mama. E isso que eu adoro deixar-me lavar o cérebro com historietas simpáticas sobre relações descafeinadas, mas ao cabo de cinco horas de observação do homem apaixonado pela histérica compradora compulsiva, estive ao ponto de deixar de acreditar de uma vez por todas no sexo masculino. Porque, caros leitores (os que me restam, vista a queda brutal da audiência rosa-cueca), a qualidade do tomatame nestas séries e filmes é tão fraquinha, são todos tão pichas moles, tão menstruados, tão sensíveis às novas temporadas da Zara que eu, pás das tantas, dei por mim a achar que tinha casado com último macho à face da terra. Se este ser ultra-compreensivo, anoréctico e metro-sexual é o Novo Homem a Humanidade está condenada à extinção. E é disto que as gajas gostam? De verdade queremos as gajas passar o resto dos nossos dias com espécimenes adulterados da masculinidade que nos dizem que sim a tudo, que acham naturalíssimas as nossas neuras, que não têm problemas em nos comprarem os pensos higiénicos, que sabem de cor as canções da Beyonce, que não têm ressaca, que não ressonam, que cheiram sempre bem, que não se cagam na mãe de ninguém, que não andam ao murro, que conduzem cuidadosamente, que sao gajas? E se nós, as gajas, não precisamos de uma gaja como companheira, precisamente porque para gajas já nos bastamos e nos fartamos o suficiente, então quem nos está a vender este novo homem? Uma conspiração gay para acabar de vez com a raça humana? Gajas ressabiadas e com um historial de fracassos amorosos digno de um filme francês? Os franceses? Ressacada e desanimada com o futuro do ser humano, eis como comecei o 2010. Por sorte a minha irmã, que partilhava comigo o sofá, a ressaca e as aspirinas, passou-me a derradeira lição de masculinidade, testosterona em estado puro, a esperança do macho universal, a sétima temporada do 24. Pronto, os dois últimos machos à face da terra são o meu marido e o Jack Bauer. O meu homem é que não é gajo de passar o dia a torturar suspeitos de terrorismo, desactivar bombas nucleares e salvar os Estados Unidos, mas de resto, é mais ou menos a mesma coisa. O mesmo género. O mesmo gajo. Um gajo. Uma rareza nos dias que correm, um dos poucos que quando tem nas mãos uma revista de moda só vê gajas boas e nunca tendências, que define os meus vestidos como bonitos ou feios, um homem que tem incapacidade genética para entender a existência da Sienna Miller ou as irmãs Olsen e para quem um it bag é um conceito tão abstracto como a ideia de Deus. Um macho com todas as letras, que me ignora quando me dominam as hormonas idiotas, que acha absolutamente inútil as horas que dedico à Hola, que me dá espaço para os meus momentos de gajedo sem fingir que está minimamente interessado pelas minhas malas, que me faz sentir mais mulher todos os dias. E é meu.

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Quinta-feira, Dezembro 31, 2009

AMEM-SE



Porque no que a mim respeita, no 2010 vou gostar muito de mim. E dos meus. E de Mr. Pinheiro. E do Rititi-Boy. Mas sobretudo de mim, da Rita, que este ano que passou ficou por vezes esquecida entre o puto, a roupa por estender, as cañas ao meio dia, o namoro e os mimos, a escravidao do trabalho, a vida. Gostar de mim parece-me um bom propósito, o propósito. Vocês, façam o que quiserem, mas façam-no bem.

Sexta-feira, Dezembro 18, 2009

A RITITI É UM POST



Talvez o único post vestido no E Deus criou a Mulher. Guarrerías las justas, Miguel, así me gusta.

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Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

A FRASE ABSURDA DO ANO

"La Tierra no pertenece a nadie. Sólo al viento". Zapatero, presidente do Governo espanhol, poeta global, inspirador do lirismo ecológico, fundador da new wind philosophy e futuro compositor das canções do Marco Paulo, lá em Copenhaga. Uma pena que se tenha dedicado à política, com o que este homem poderia ter dado à literatura romântica, valha-me deus.

Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

E o Rititi-Boy abriu a goela. O bacano, o super fixe, o criaturo mais simpático da creche, esse, sim, abriu o gargalo no sítio ideal: o supermercado ao lado da minha casa em hora ponta. Uma birra de campeonato entre a secção de congelados e a padaria, com direito a espasmos, gritarias em stéreo, soluços e a cara incendiada, nooooooo, iuiuuuuuuuu, maaaaaaaa, foi suficiente para que esta que assina, até esse momento conhecida como a mãe cool e inalterável do bairro, se transformasse num micro-segundo no ser mais patético do local, na típica gaga envergonhada que não para de se desculpar ante pessoas que não conhece de lado de nenhum, ai mas é o que tens, calma filho, pois ele nunca fez isto, é a primeira vez, até é tão bonzinho, dasse ó meu comporta-te, e os olhares reprovadores das senhoras da peixaria e as utentes da drogaria pegadas ao meu pescoço. O puto a berrar, eu a suar e as velhas a achar, deve ser sono, deve ser calor, deve ser fome, deve ser medo, deve ser febre e eu, pois deve, mas o puto que não se cala. Uma birra fenomenal, que atingiu o momento alto quando o ex-bacano se atirou da cadeira abaixo, começou a tossir, quase a afogar-se, quase a vomitar, quase a levar-me ao suicídio a mim, porque amigos, eu não faço a puta ideia de como funciona a coisa. Porque sabem, quando pari não me implantaram no cérebro nenhum livro de instruções sobre o comportamento de uma criança. Ser mãe, e acho que já disso isto alguma vez aqui, não me fez mais sábia, nem mais elevada, nem mais esclarecida, antes pelo contrário. As poucas e idiotas certezas que antes pensava que tinha foram à vida no momento que expulsei o meu filho e cada vez me sinto mais analfabruta infantil. Parece que cada dia me submeto a um exame final do curso de Engenharia Aeronáutica, tal a ignorância em que me encontro. Uma ignorância porreira, sim claro, mas que me deixa à altura do bedum em casos como o do supermercado, esse lugar ao que regressarei, obviamente, daqui a dezoito anos, quando o Rititi-Boy tiver barba e voz de macho. Aproximadamente, porque para vergonhas já ganhei hoje.

Segunda-feira, Dezembro 14, 2009

Sete da manhã e tenho a neve à porta de casa. Sim, chegou o Inverno a Madrid, chegaram os graus negativos, as camadas de roupa, o puto de gorro de lã, meias até ao joelho e luvas. Chegou o Inverno e chegaram as reportagens sobre o frio na televisão e nos jornais, com os repórteres escarrapachados debaixo do temporal debitando frases sobre a descida das temperaturas, a neve nas estradas, sobre as aldeias do interior onde a neve entope as portas e os caminhos, sobre o frio. Deve haver uma nova cadeira nos cursos de jornalismo nas faculdades espanholas: Meteorologia e as suas consequências no quotidiano do povo. Em Agosto os mesmos jornalistas mobilizam-se para as praias e suam horrores mostrando os termómetros das ruas e entrevistando turistas no centro de Sevilla. Está calor, não está? No Outono caem as folhas, na Primavera cantam os pássaros e daqui nada temos putos da primaria a lerem as redacções sobre as estações do ano no telejornal da noite. Que mania, porra, com encher os telejornais com não-notícias de merda, como se a malta não saísse à rua todos os dias para ir trabalhar, como se não soubéssemos que cada vez que neva o trânsito fica entupido e que as velhas escorregam na rua, como fôssemos idiotas ao ponto de nos terem que dizer que as crianças precisam de agasalho quando descem as temperaturas. Olha, se calhar somos mesmo estúpidos se achamos que o normal é levar com reportagens de um quarto de hora cada vez que o tempo muda, cada vez que é feriado e as praias se enchem, cada vez que chega o Natal e os multibancos ficam sem dinheiro, cada vez que é dia 1 de Agosto e há filas na autóstrada na A2 caminho do Algarve. Não estaria mal pensado que esse povo a quem se pergunta uma e outra vez se está frio e que acha do assunto (como se se pudesse achar alguma coisa sobre o frio, o calor, a neve ou o vento) começasse a responder à bruta. Foda-se, o que achas?

Sábado, Dezembro 12, 2009

FRIQUISMOS NATALÍCIOS



Estava eu aqui quase a postar as Destiny Childs vestidas de Mães Natais extra-sexys, mas estas tentativas de erotismos a sepia do bom do Bon Jovi com a Cindy Crawford num ambiente calidamente festivo e romanticamente natalício supera-me de todo. Há coisas que nem o Natal justifica.

Terça-feira, Dezembro 08, 2009

Foda-se, e eu que nunca gramei os Soundgarden


Brad Mahldau Trio - Black Hole Sun


Ainda não tinha acabado


Esta era aquela parte em que uma gaja se lembrava porquê gostava de jazz

Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

MEU QUERIDO PORTUGAL

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Alguma coisa vai mal quando um pequeno ser de 3 anos chamado Suri Cruise tem o triplo de estilo que qualquer suposta celebridade nacional.

FRIQUISMOS NATALÍCIOS



Inspirada por este esperpento e sem ainda perceber porquê o Bob Dylan se mete numa merda destas, o Blogue Rosa Cueca fará um especial esforço este ano para trazer aos seus fiéis leitores os tops do friquismo natalício, os horrores que nos fizeram ter vergonha do artista, nojo do Natal e vontade de emigrar a um país budistas, pelo menos. Bem, vou ao youtube e volto já.

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

RITITI LOVES LADY GAGA



Rititi vai vestir mini saia e pintar o olho, oooohhh, Rititi vai prós copos hoje à noite, lalalalalala, Rititi vai ter ressaca amanhã. Porra, o que faz a maternidade.

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

En defensa de los derechos fundamentales en Internet

Ante la inclusión en el Anteproyecto de Ley de Economía sostenible de modificaciones legislativas que afectan al libre ejercicio de las libertades de expresión, información y el derecho de acceso a la cultura a través de Internet, los periodistas, bloggers, usuarios, profesionales y creadores de internet manifestamos nuestra firme oposición al proyecto, y declaramos que:
1. Los derechos de autor no pueden situarse por encima de los derechos fundamentales de los ciudadanos, como el derecho a la privacidad, a la seguridad, a la presunción de inocencia, a la tutela judicial efectiva y a la libertad de expresión.
2. La suspensión de derechos fundamentales es y debe seguir siendo competencia exclusiva del poder judicial. Ni un cierre sin sentencia. Este anteproyecto, en contra de lo establecido en el artículo 20.5 de la Constitución, pone en manos de un órgano no judicial -un organismo dependiente del ministerio de Cultura-, la potestad de impedir a los ciudadanos españoles el acceso a cualquier página web.
3. La nueva legislación creará inseguridad jurídica en todo el sector tecnológico español, perjudicando uno de los pocos campos de desarrollo y futuro de nuestra economía, entorpeciendo la creación de empresas, introduciendo trabas a la libre competencia y ralentizando su proyección internacional.
4. La nueva legislación propuesta amenaza a los nuevos creadores y entorpece la creación cultural. Con Internet y los sucesivos avances tecnológicos se ha democratizado extraordinariamente la creación y emisión de contenidos de todo tipo, que ya no provienen prevalentemente de las industrias culturales tradicionales, sino de multitud de fuentes diferentes.
5. Los autores, como todos los trabajadores, tienen derecho a vivir de su trabajo con nuevas ideas creativas, modelos de negocio y actividades asociadas a sus creaciones. Intentar sostener con cambios legislativos a una industria obsoleta que no sabe adaptarse a este nuevo entorno no es ni justo ni realista. Si su modelo de negocio se basaba en el control de las copias de las obras y en Internet no es posible sin vulnerar derechos fundamentales, deberían buscar otro modelo.
6. Consideramos que las industrias culturales necesitan para sobrevivir alternativas modernas, eficaces, creíbles y asequibles y que se adecuen a los nuevos usos sociales, en lugar de limitaciones tan desproporcionadas como ineficaces para el fin que dicen perseguir.
7. Internet debe funcionar de forma libre y sin interferencias políticas auspiciadas por sectores que pretenden perpetuar obsoletos modelos de negocio e imposibilitar que el saber humano siga siendo libre.
8. Exigimos que el Gobierno garantice por ley la neutralidad de la Red, en España ante cualquier presión que pueda producirse, como marco para el desarrollo de una economía sostenible y realista de cara al futuro.
9. Proponemos una verdadera reforma del derecho de propiedad intelectual orientada a su fin: devolver a la sociedad el conocimiento, promover el dominio público y limitar los abusos de las entidades gestoras.
10. En democracia las leyes y sus modificaciones deben aprobarse tras el oportuno debate público y habiendo consultado previamente a todas las partes implicadas. No es de recibo que se realicen cambios legislativos que afectan a derechos fundamentales en una ley no orgánica y que versa sobre otra materia.

Este manifiesto, elaborado de forma conjunta por varios autores, es de todos y de ninguno. Se ha publicado en multitud de sitios web. Si estás de acuerdo y quieres sumarte a él, difúndelo por Internet.
También está disponible en inglés, catalán, gallego, asturiano, aragonés y portugués brasileiro.

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

6 ANOS DE RITITI



6 anos de Rosa Cueca, de Porque hay que tenerlos, de grelames, de tomatames e de Trambolhos D'Ouro, 6 anos a educar o povão, 6 anos de outros diálogos possíveis e dos meus amigos são melhores que os teus, 6 anos de momentos ginas e de estou que não posso, 6 anos a escrever, 6 anos de blogosfera que só me deu e continua a dar coisas boas e 6 anos de um blogue que emigrou, teve ressaca, foi de férias, passou frio em Madrid, teve saudades de Lisboa, festejou reencontros memoráveis, maldizeu autóstradas, ficou grávido e agora se encontra neste feliz estado de não baby blog. Parabéns a mim, parabéns a vocês e parabéns este Rititi, o genuíno Blogue Rosa Cueca, que já alcançou o estatuto de grande clássico da blogosfera nacional. Parabéns.

Sábado, Novembro 28, 2009

TAMBÉM GOSTO IMENSO DA JULIE ANDREWS