Quinta-feira, Julho 02, 2009

E SOBRE A MORTE DE MITOS



Um dos dias mais infelizes da minha aparatosa e desengonçada adolescência: aquele em arranquei do meu armário os posters dos Milli Vanilli.

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Terça-feira, Junho 30, 2009

Com a perna levantada à altura do pescoço, sem cueca, a cara desencaixada e uma bela de uma camada de cera quente pegada à virilha, assim passo eu uma manhã qualquer de sábado: a sofrer os horrores da depilação. E enquanto a depiladora psicopata me arranca com uma urgência marcial os pêlos de sítios inimagináveis do meu massacrado corpo, não deixo de pensar que por muito boa qualidade que tenham os nossos machos, nunca serão capazes de se submeter aos mesmos sacrifícios que nós, ou pelo menos a sacrifícios tão dolorosos. Não há comparação possível, amigas, às imolações a que nos entregamos (e não precisamente grátis), sabe-se lá porquê, sejamos sinceras. Arrancar pilosidades, andar sobre sapatos de saltos assassinos imaginados por supostos génios da moda cuja ideia de beleza feminina passa imediatamente pelo sofrimento, a impossibilidade de movimento, o desconforto e os calos, enfiar-nos numas calças que de tão justas estariam proibidas pela OMS e a ASAE se tivessem tempo e técnicos suficientes para analisar as consequências da quantidade de celulite que provocam, horas de madeixas, manicure, pedicure e calistas, sessões de limpeza de pele, mais o pilates, massagens linfáticas e qualquer fórmula de emagrecimento instantânea caríssima e automaticamente inútil. E se amanhã inventassem outro método de tortura, lá estaríamos nós, dispostas e felizes para sofrer todas as barbaridades possíveis, não duvidem, enquanto nos convencemos que eles estão bem como estão, com a sua barriga e a sua mais que incipiente calvície, porque homem que é homem não usa creme nem faz dieta, quanto menos arranja os pés ou faz tratamentos capilares. Assim somos as gajas, umas mártires por convicção. E antes que as feministas me arrasem a caixa de comentários com mensagens optimistas sobre a suposta beleza interior ou sobre o machista que é o meu texto, rogo-vos um exame de consciência: nós sabemos que somos bonitas, sem tratamentos e sem sapatos incómodos, sabemos que podemos sobreviver sem a depilação brasileira, sabemos que nunca haverá um creme milagroso, sim, yes we can e o caralho da campanha da dove a favor das rugas e da pele seca. Sim sabemos, mas continuamos penduradas em cima desses sapatos que nos massacram os pés para estarmos à altura do ideal de beleza que alguém nos vendeu e estupida mas cosncientemente decidimos comprar. E entretanto, eles continuam sexis a beber imperiais.

Sexta-feira, Junho 26, 2009

1 ANO

De Rititi-Boy.

(E agora vou ali emocionar-me às escondidas)

Quarta-feira, Junho 24, 2009

COISAS FUNDAMENTAIS

Acho uma pouca vergonha que um vestido da Zara custe 70 Euros.

Terça-feira, Junho 23, 2009

HOSPTITAL CURRY CABRAL, LISBOA, 17 DE JUNHO DE 2009

Coisas fascinantes tem Lisboa: para poder pagar o arranjo do meu carro na Peugout tive que levantar dinheiro num hospital. Assim que lá foi o fabuloso casal Pinheiro ao Curry Cabral, direitos ao multibanco para despejar a conta, quando nos encontrámos com esta fascinante cena: à porta desta reputada instituição hospitalar um fornido segurança vociferava ao telemóvel os seus assuntos também fascinantes e pelos vistos cruciais para os destinos da humanidade enquanto uma senhora velha, daquelas que de tão velhas já só podem ser tratadas por velhinhas, se mantinha imóvel na entrada rodeada de ambulâncias e gente que passava, dobrada sobre si mesma. E sozinha. A senhora está bem? Ó segurança, já viu se a senhora está bem? ah, ela (uuuuf), quer ir às urgências, e o segurança, não faz nada? eu? ela que dê a volta ao hospital que a porta das urgências é do outro lado, mas já reparou que a senhora não pode andar? Silêncio. Costas voltadas. Num hospital. E lá fui eu, armada em nada, só em pessoa, para dentro do hospital pedir que uma enfermeira pegasse numa cadeira de rodas para levar a senhora velhinha às putas das urgências. Quer o quê? alguém que trate da velhinha, a senhora funcionária não poderia pedir a esse outro segurança tão bem aposentado na sua cadeira de importante para dar um jeito? eu? era o que mais me faltava, não estou aqui para isso, então dê-me a cadeira a mim, ah mas senhora não faz parte do pessoal habilitado para retirar material hospitalar, aliás, quem é a senhora, um familiar? Eu? Eu só vim levantar dinheiro! A funcionária, ante tal absurdo, durante uma caganéssima de segundo viu a luz, vá-se embora descansada que eu peço a uma auxiliar para ir ver da senhora. E lá fomos nós pouquíssimos descansados à nossa vida, pagar o arranjo do carro à oficina que não aceita cartões estrangeiros. Mas voltámos, ai se voltámos ao hospital, de nome Curry Cabral, e lá estava a velha, à entrada do hospital, a entrar toda dobrada num táxi que caritativo se ofereceu para a levar grátis às urgências, enquanto sua excelência o besta do segurança, do alto da sua farda e dos vinte e inúteis anos, continuava ao telemóvel, grunhindo a estupidez da sua existência. Então, ó senhora funcionária mas que raio, aaah pois, então é assim, de facto foi lá fora a auxiliar e até lhe levou um copo de agua, está a ver, mas senhora (velha, velhinha), estava confusa, sabe como são os velhos, queria ir às urgências, enganou-se na porta, mas as urgências não são aqui, aqui é só para consultas externas e eu até a levava, mas estou aqui cheia de trabalho, e a auxiliar também tinha mais que fazer. E se fosse a sua mãe, a sua avó, também a deixava lá fora, às quatro da tarde, a trinta e muitos graus, sozinha? E para que servem vocês? Para que serve um hospital em Portugal? Grunhidos ante a desesperação de um casal indignado por culpa de uma velha anónima.
Isto é o Curry Cabral, um hospital português. De todos aqueles funcionários com quem tivemos contacto não houve uma alminha que tivesse o mínimo, já não digo de profissionalismo, mas pelo menos de decência, humanidade, compaixão, amor ao próximo, dignidade. Uma velha que mal podia andar, curvada, sozinha, desorientada, só lhes mereceu a estes seres apáticos atrás do seu guiché uma infinita indiferença, um encolher de ombros assombroso. E isto em Lisboa, nem quero imaginar o resto do país, onde a terceira idade é a única idade que habita as vilas, as ruas, os centros de saúde, os hospitais. Ser velho em Portugal é sinónimo de abandono, toda a gente sabe disto, mas que num hospital, de nome Curry Cabral, se profissionalize este desamparo, que se maltrate assim os velhos, já nem é mau: é pecado. É o resumo do país de merda onde envelhecer é o pior dos pesadelos se o dinheiro falta e os filhos acham que são órfãos.
Porque os velhos são uns chatos, estão sempre doentes, cheiram mal, repetem sempre os mesmos doeres, entopem as salas de espera com os mesmos queixumes de sempre, oxalá morressem todos e fôssemos todos saudáveis, e bonitos e altos e não chateássemos os funcionários de nenhum hospital, que tanto têm que fazer, atrás do seu guiché de gente ocupada e importante, em vez de tratar de doentes que é para isso que são pagos.

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Sábado, Junho 20, 2009

E A PIPOCA VIROU LIVRO



Parabéns Ana!!!

Segunda-feira, Junho 15, 2009

E O RITITI-BOY?

Ficou com a Avó para que o jovem (e magro) casal Pinheiro possa dormir, beber copázios, comer fora de horas, ir ao cinema, à praia, à vida deles. E sobretudo para namorar, muito e muitas vezes, agarradinhos um ao outro, chega para cá, meu amor. Porque antes de ser pais nós já gostávamos um do outro.

RITITI NA GRANDE ALFACE

Já comi sardinhas, já dancei uma marcha na Madragoa, já li o i, já tive que levar o carro à oficina porque pifou, já bebi copos no Lounge, já me agarrei aos meus amigos, já vi o Tejo, já me caguei na forma de conduzir dos taxistas, já embrirrei com os anúncios de roupa interior, já a vi a bosta que é a Playboy nacional. Falta-me ir à praia, comer caracóis e jogar no Euromilhões. Antes de sexta feira eu já vos ligo.

Quinta-feira, Junho 11, 2009

ÀS AAAAAAARMAS

Comemorei o dia da Grande Pátria Lusitana a comer gazpacho, tortilla de patatas e jamón ibérico, tudo regadinho de mahou e barbadillo. Vá lá, agora tirem-me o passaporte.

Terça-feira, Junho 09, 2009

E ENQUANTO TRATAVA DA MINHA VIDA

Andei-lhe a dar voltas à coisa. As mulheres não fizemos muitas revoluções, pois não, andávamos demasiado ocupadas. A coser-lhes as roupas e as feridas, a parir os filhos, a cuidar dos velhos, a enterrar os mortos, a tirar o véu, a encurtar a saia, a usar a pílula, a levar porrada do macho, a entrar sozinhas nos bares, a ser apontadas pelo pai, pelo irmão e pelo padre, a ser presas por abortar ou por abandonar o marido, a segurar os telhados, a caiar as paredes, a trabalhar no campo, a perder os pulmões e as forças nas fábricas, a ser a mula de carga, a companheira fiel, a amante fogosa, a mãe primorosa e incansável, a mulher-a-dias, a cem em um, a não faz mal que eu trato, eu faço, eu resolvo. Pois não, as mulheres não fizemos muitas revoluções, pelos menos para estes homens, colunistas, comentadores, taxistas e talhantes para quem as mulheres, com as suas lutas, as suas importantíssimas revoluções (domésticas, algumas, outras com cadáveres, muitas com demasiados silêncios) foram e continuam a ser invisíveis e pouco dignas. Ainda bem que andavam cá eles, a matarem-se uns aos outros. Isso é que eram grandes revoluções.

Domingo, Junho 07, 2009

Alguém apresente uma mulher de jeito ao Pedro Lomba, sff.
(ou simplesmente uma mulher, vá lá)

"Para as mulheres, não existem abstracções. Por exemplo, não existe o Homem mas homens concretos e mulheres concretas. Existe o pai, o irmão ou, desculpem o termo, o companheiro; nunca o membro insípido e distante da espécie. Depois, reparem que as mulheres, que nunca fizeram muitas revoluções, nunca fizeram, sobretudo, revoluções inúteis. "

Talvez deveria mandar um mail a perguntar ao rapaz e jurista o conceito de revolução. Deve ser uma coisa assim muito masculina, em abstracto, filosófica. Mas prefiro perder o meu tempo a rever Kill Bill.

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Sexta-feira, Junho 05, 2009

1.081 posts

E cada dia estou mais contente de me ter metido na blogosfera. Por todos os motivos que vocês já conhecem de sobra. Era só para dizer.

Terça-feira, Junho 02, 2009




Sim, estou a aqui. Doem-me é demasiado os pés para pensar. Quando passar o inchaço do sapato novo escreverei o textinho pertinente a cagar-me nos gajos que fazem sapatos lindos de saltos impossíveis para mulheres que não andam, nem apanham autocarros, nem sobem escadas, nem têm filhos, nem precisam de ir à farmácia a correr, nem vão ali num estantinho fazer um recado, ou seja, para as princesas Letizias e afins com chofer. Sádicos, é o que são. Entretanto, ai, que me mata o calo.

Sexta-feira, Maio 29, 2009

O QUE ME FAZ FELIZ




Quarta-feira, Maio 27, 2009

JÁ FALTOU MAIS

Cuatro semanas de permiso de paternidad a partir de 2011

Espero que estas quatro semanas de baixa paternal sejam obrigatórias, que as empresas que não respeitem este futuro direito sejam penalizadas e obrigadas a pagar multas milionárias e que as mulheres destes subchefes adoráveis que parece que nasceram das árvores tragam ao mundo carradas de filhos, todos os anos e aos pares. Então talvez a paridade deixe de ser um conceito e comece a ser considerada como a igualdade de direitos, sim, mas sobretudo de obrigações que começam, ou deveriam começar, em casa, com a criação dos filhos.

LEMBRAM-SE DESTA?


THE LOST FINGERS, uma gracinha

Segunda-feira, Maio 25, 2009

E NÓS PIMBA



A professora de Espinho abrasada dos cornos, o lindo duo de peixeiras bem pagas Marinho - Moura Guedes, os Globos de Ouro (ainda estou traumatizada) onde as supostas estrelas eram velhas glórias e jovens pindéricas recauchutadas, senhores, estes seres foram os reis das notícias do nosso Portugal durante a semana passada. E nós pimba, muitas vezes e em horário nobre. Que nível.

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Quinta-feira, Maio 21, 2009

UN DÍA GAY LO TIENE CUALQUIERA


Gloria Trevi - Todos me miran

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Quarta-feira, Maio 20, 2009

ÀS VEZES ESQUEÇO-ME



LA MALA RODRIGUEZ - TENGO UN TRATO

Terça-feira, Maio 19, 2009

GLOBOS D'OURO: TERROR NO COLISEU (II)



Jonathan e Kevin
Dois rapazes esmifradinhos que trabalham num puticlube acetinado, de Valpaços.


José António Tenente
Eis o primeiro caso de um estilista português que se atreveu a roubar a camisa a um cigano.


Bárbara Guimaraes
Isto não é um rabo, é a prolongação da auto-estrada do norte. Porquê, Bárbara, porquê?


Fátima Lopes
Ou a consequência de passar todos os dias rodeada do velhas do Portugal profundo num estúdio de televisão.


Bruna Polga?
A isto a minha mãe chama-lhe ser pindérica. Até se me caíram as pestanas do susto.


A irmã gorda do Cristiano Ronaldo
Não há remédio quando o que falha é a matéria prima, a falta de gosto e o excesso de gordura. Cirurgia, já!


Merche Romero
Pelo menos sou mais magra que a gorda ali em cima. Como se isso te valesse de alguma coisa, filha.


Diana Pereira
Ou para que serve ser top model em Portugal.


Catarina Wallenstein
Uma sincera homenagem à Nossa Senhora de Fátima.


Senhora ex-Pinto e filha
Perfeitamente vestidas para a Festa do Lar do Reformado de Ourém.

O PORTUGAL DAS REVISTAS

"Num inovador estudo que urdi na varanda da minha casa enquanto pintava as unhas dos pés ao som das suites para violoncelo de Bach, cheguei à utilíssima conclusão que o desenvolvimento de um país está intimamente relacionado com as revistas do coração; não tanto com a quantidade de revistas que nesse país se editem, mas sim pela qualidade do conteúdo das mesmas. E por conteúdo não se entende outra coisa que as gentes que protagonizam as capas, as reportagens a toda página, as confissões de infidelidades e negações de encornamentos, as exclusivas e fotos “roubadas”, enfim, os seres que entretêm um povão que não pode, mas gostava de ser o protagonista de uma vida glamourosa, jovem, baixa em calorias e rica em festas onde se bebe grátis e se veste caro. Uma sociedade, portanto, também é avaliável pelos sujeitos que despertam a inveja, esse sentimento verde e asqueroso, mas primordial para compreender a História de países como Portugal ou Espanha. Ou pensavam que expulsaram os judeus porque não se convertiam?
Que acontece então quando a qualidade é, no mínimo, duvidosa, quando o conteúdo não presta, quando o que se apresenta como exclusivo não passa de uma imitação barata de uma celebrity minimamente decente, quando quem é capa não deveria ser sequer motivo de uma notícia nas páginas a preto e branco da Hola? Então o país não vale um chavo. E vendo as nossas revistinhas lusas dedicadas às bojardas e demais assuntos de indivíduos supostamente famosos, um frio nas costas apodera-se de mim: que a Nossa Senhora da Casa Real de Saxe-Coburg-Gotha nos acuda, estamos entregues à bicharada! O nosso jet-set está reduzido a apresentadoras da televisão matinal, manequins gordas coroadas rainhas de algúm centro comercial do subúrbio almadense, alternadeiras que acusam ex-maridos de corrupção e maus-tratos em livros que abrem processos judiciais, broncos que se dizem actores (quanto mal fizeram as telenovelas de produção nacional à nossa pacata pátria, santo deus) e claro, os heróis do analfabetismo, os jogadores da bola, seres que se não ganhassem ordinarices de euros por meter golos nem lhes dirigiríamos a palavra, tal o desprezo que nos deveriam provocar os seus pontapés no dicionário e no normal sentido da estética.
E dando uma olhadela pelas secções de sociedade da imprensa rosa, uma gaja não pode deixar de pensar que se é isto o que o povão inveja, então de nada nos valem os planos de reestruturação da Administração Pública ou o fecho das maternidades para tentar tirar Portugal da miséria moral, intelectual e psicológica em que se encontra. A única solução passaria por expulsar todas estas celebridades de terceira categoria e importar gente que cumprisse os mínimos olímpicos, já não digo do glamour, mas pelo menos de bom gosto, fineza e saber estar. E já agora, que os que nos são apresentados como seres exclusivos e únicos não fossem mais feios e pior vestidos que nós. "
Crónica publicada no Pnet Mulher, 31-03-2008

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Segunda-feira, Maio 18, 2009

TRAMBOLHOS D'OURO: TERROR NO COLISEU


Uma senhora gorda que foi à festa sem o marido.

E com muita pena, mais não posso mostrar, amigas. Tanto o Sapo como a Caras têm sites muito modernos e queridos mas nenhum deles permite copiar as imagens (ou então supera-me a nabice, que é o mais certo). Cumcaralhinho, pois é.
Entretanto, até uma alma caridosa me enviar fotos dos Globos de Ouro nacionais, não quero deixar passar que se esta deprimente "chuva de estrelas" que pelos vistos "deslumbrou" a noite lisboeta é o melhorzinho que a gente tem, ai fodasse, então mais vale ficar à escuras durante séculos, poupadinhos de gente feia, gente gorda, gente pirosa, gente do mais ordinário, gente mal vestida, esse é o firmamento das celebrities nacionais.
Estes são os pré-trambolhos, os claros horrores do ano:
- Merche Romero, mascarada de si própria.
- Ana Marques, essa rapariga feia que tanto se parece aquele jovem que fazia de criada no Herman.
- Catarina Wallesnstein, mais a mãe.
- Rita Durão, armada em gestora cultural do Chapitô
- Abel Xavier, que ele sozinho já se basta.
- José António Tenente.
- A irmã gorda do Cristiano Ronaldo (como é que esta gente é convidada???)
- Carolina Patrocínio, o namorado e a pele chamuscada.
- E gente com nome e aspecto incompreensíveis como Iva Domingues, Débora Montenegro, Oceana Basilio, Claudia Jacques, Filomena Cardinali, Bruna Polga.

Por favor, mandem-me as fotos, que isto assim perde a graça.

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Quinta-feira, Maio 14, 2009

O SISTEMA FINANCEIRO EXPLICADO À BLOGOSFERA

Fazendo contas à vida e à quantidade de fatos de calça e casaco que habitam o meu armário dei-me conta que já lá vão dez anos desde que aterrei no fascinante mundo financeiro. Juro que foi sem querer; não acredito que haja gente decente que de criança brincasse a ser gestor, contabilista ou gerente de banca. Mas suspeito que exista uma espécie neste universo paralelo que tantas vezes parece ignorar o mundo real que já era assim de pequena, uma fauna com um ego desmesurado que nos últimos anos se fez com o poder absoluto para gerir as tesourarias dos bancos, os fundos de investimento, as grandes fortunas nacionais e que, bem vistas as coisas, tem uma grande quota de responsabilidade neste grande imbróglio económico de contornos mundiais em que estamos metidos.
São os analistas, os gestores de fundos, os reis do research e das análises dos indicadores macroeconómicos. Estes machos-alfa do mundo financeiro que tratam os banqueiros e chefes de governo por tu, donos de uma cultura financeira não apta para cardíacos ou despistados, apresentam-se como os gurus dos mercados interplanetários, sempre ligados às bolsas de meio mundo graças à Blackberry e às conference-calls transatlânticas como se os dias tivessem setenta e duas horas e não houvesse família, casa ou vida social que atender. Recomendo vivamente uma reunião com estes seres, pois trata-se de uma experiência impagável. Se não souber inglês, não se preocupe, a maioria dos termos que utilizam também não existe, são conceitos, interpretações da realidade aplicada a produtos financeiros sumamente complexos cuja rentabilidade estará indexada à evolução dos futuros sobre algo tão surreal como o crescimento do pepino na Papua Nova Guiné. O dinheiro, em si, não existe, flutua, aplica-se, desinveste-se, retorna e volta-se a aplicar. Outro conceito.
Na última década estes grandes gestores foram reis e senhores dos dinheiros do mundo, aplicando capitais alheios e gerando grandes lucros através de complicadas engenharias financeiras interplanetárias. Acontece que ninguém se lembrou de fiscalizar ou pedir uma auditoria ao milagre dos pães e dos peixes. Até que o engenho pifou. Os activos estavam podres, a crise da subprime mortgage fez quebrar bancos e arruinou a Islândia, os hedge funds de Bernard L. Madoff não eram mais que uma fraude de 50.000 milhões de dólares, os Estados Unidos anunciam medidas intervencionistas soviéticas para evitar a deflação e o Fed desce as taxas de juro quase a zero, o investidor farto de perder dinheiro volta ao depósito a prazo, arregaçam-se as mangas para salvar o nosso estilo de vida e o capitalismo.
E eles? Que é feito dos machos-alfa? Continuam agarrados à Blackberry de reunião em reunião, justificando investimentos e transferindo culpas para os investidores, de quem só cumpriam ordens. Mas se eu fosse um destes gurus, se eu dominasse tanta informação secreta, se eu acordasse todos os dias com a Bloomberg ligada ao cu, a estas alturas estaria invadida por uma imensa vergonha por não ter previsto esta crise, por ter sido incapaz de me antecipar ao fim da borbulha, por não ter questionado os ratings de algumas empresas, a credibilidade de uma série de fundos sedeados em paraísos fiscais ou rentabilidades que não se ajustavam à marcha da economia real. E o que é pior, sentir-me-ia tremendamente estúpida, quase tão ignorante como o senhor da mercearia que nunca leu o Financial Times na vida. Mas duvido que estes machos-alfa se sintam estúpidos, ignorantes, nabos ou envergonhados. A culpa, e esta é uma das máximas de qualquer gestor, é sempre do mercado.

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Terça-feira, Maio 12, 2009

MÚSICAS PARA O RITITI-BOY




Se dejaba llevar por ti, uma das músicas que deram consistência à minha vida. De Antonio Vega, um poeta triste das ruas de Madrid que hoje deixou de cantar. Descansa en paz, al lado de tu chica de ayer. Seguro.

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Segunda-feira, Maio 11, 2009

MODOSFERA: A CAMPANHA DA TEMPORADA


(via trendencias)

Jon Kortajarena para a Diesel. Antes dos Trambolhos Nacionais porque, graças à Santa Coco Chanel e à Imaculada Kate Moss, nem tudo é gente feia.

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Sexta-feira, Maio 08, 2009

TRAMBOLHOS D'OURO: O QUE É NACIONAL É BOM?


(Vip)

Proximamente, neste vosso cantinho rosa-cueca. De nada.

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