
E isto, gente da blogosfera com mania que sabe de moda, chama-se ter estilo. E quando insistirem poluir a internet com listas sobre glamour e gajinhas melhor vestidas, lembrem-se sempre de Elena de Borbón nos Prémios Telva 2010.
E só por causa disso, vai aqui um re-post dedicado à minha querida Miss Pearls, outra Elenista.
“Yo, aqui donde me veis, tan peinada y señora de mi misma, siempre he sido muy de Elena, no sólo porque sea fea (que también), sino porque es la única princesa de verdad que nos queda en este mundo perro y ordinario. Miradla bien, hermanos ignorantes, pues yo os digo que infantas así ya no quedan ni en la Pérfida Albión, donde la Reina sólo se deja sacar retratos si se pone la corona de zafiros. Sí, soy devota de la hermandad elénica porque a cada uno le ha tocado una vida que vivir y ella no podría ser nunca otra cosa que noble, aristócrata y requetemegapija de la muerte, hija, nieta y hermana de reyes, con la sangre más azul que el logo de telefónica y sin ansias de burguesía y normalización. Elena de Borbón no es de este mundo llano, de televisión y autobuses, rebajas del zara y colecciones de cavalli a precio de pobre, y eso, queridos, se le nota y se le agradece barbaridades que no se finja uno de nosotros, normalita, con pisito y los niños en colegios como los demás niños del mundo, con cocina alicatada y problemas con las chachas colombianas. Si su hermana va de curranta democristiana catalana y a su cuñada Leti no se le han bajado todavía los humos de nueva rica, a mi favorita, a la fea de los Borbones, a la que debería ser reina, no se le pasa siquiera por esa cabeza entrenzada imaginarse de la plebe. Para qué, si se viste de Lacroix y su ex es divino y veranea de yaterío y sus amigos están forrados?
Amamos esta sinceridad tan poco allana-complejos que tanto se lleva, amamos su cara de cachonda mental y el tipazo que luce en Mallorca, amamos sus zapatos, sus abrigos, sus vestidos de goyesca y a Victoria Federica, amamos que sea princesa siempre y no nos ordinarie el Hola, amamos que un día se haya casado con Marichalar y que él le haya enseñado a llevar tacones, amamos que sea igual que los cuadros de Goya y que hable portugués cuando va a Cascais, amamos que sea divinadelamuerte y que la copien las palomascuevasde este mundo, amamos que sea Borbona de verdad y que no le de verguenza tener pedigree, glamour y dinero. Viva Elena, y olé, que hasta para ser feo hay que tener estilo!”
Por Rititi @ 2010/10/26 | 8 comentários »
septorrinoplastias estivais biblia
SEPTORRINOPLASTIAS ESTIVAIS

(A Biblia)
Ou não. Porque eu (ai, eu, sempre eu, que mania de me dar importância) que carrego um nariz aquilino, superlativo (segundo Francisco Quevedo), ou simplesmente grande, porra, pá, fiquei-me com essa sensação de azia vital (e nasal) ao ver como o apêndice real de Leti Princesa era suavizado, a bem da harmonia facial. Cumcaralho, pensei enquanto mudava a fralda ao Rititi-Boy (observem como os oficios maternais não me limitam os pensamentos profundos), conquentão trata-se de um caso de empatia nasal. Leti Princesa imaginou que umas horas de martelar o tabique nasal fariam o trabalho sujo de encurtar o caminho com o povão ausente às portas de palacio. Leti Princesa sentia-se sozinha, sem sopeiras que a mimassem, tal a indiferença que causa nas aparições públicas às potenciais legiões de fãs do revistame, demasiado passada a ferro, demasiado fria, demasiado incapaz de lidar com os entraves do protocolo e dos apertos de mão de Estado. E aquele nariz curvado, um tanto maléfico quando conjugado com o queixo, pensou Leti Princesa, era o culpado de a fazer parecer distante, antipática. E foi ao martelo, como quem faz uma cura de consciência e promete a si mesma que nunca mais vai bater nos amiguinhos da escola.
Ai, quando uma não nasce princesa , quando uma não está preparada para ser ridiculizada pelo nariz ou pela suposta falta de jeito para as distâncias curtas, quando uma não sabe, que fodido é estar à altura das circunstâncias. Que pena, agora não passa de uma miúda (real e de iate) magricelas, com um penteado como as outras, vestida como as outras, e com o nariz como as outras, suavizado e harmónico. Mas igual de antipática e distante que quando passeava aquele nariz antigo, distinto, original e portentoso. A empatia não se opera, trabalha-se. Bastava que tivesse sido a capa do primeiro número da Vanity Fair espanhola. Nem precisava de ter sofrido uma septorrinoplastia estival.
Por Rititi @ 2008/08/29 | 4 comentários »
mi favorita hola yo aqui donde me veis

(¡Hola!)
Amamos esta sinceridad tan poco allana-complejos que tanto se lleva, amamos su cara de cachonda mental y el tipazo que luce en Mallorca, amamos sus zapatos, sus abrigos, sus vestidos de goyesca y a Victoria Federica, amamos que sea princesa siempre y no nos ordinarie el Hola, amamos que un día se haya casado con Marichalar y que él le haya enseñado a llevar tacones, amamos que sea igual a los cuadros de Goya y que hable portugués cuando va a Cascais, amamos que sea divinadelamuerte y que la copien las palomascuevas de este mundo, amamos que sea Borbona de verdad y que no le de verguenza tener pedigree, glamour y dinero. Viva Elena, y olé, que hasta para ser feo hay que tener estilo!
Por Rititi @ 2007/11/15 | 6 comentários »
el jueves na prisa el juez de la
Como as injúrias ao sucessor da Coroa podem dar prisa, segundo a Constituição espanhola, e esta capa do El Jueves é, segundo o juiz Del Olmo, “claramente denigrante y objetivamente infamante“, a polícia foi à redacção da revista, deu-se ordem de sequestro de todos os números e a página web foi fechada. Punto pelota, coño hombre ya, e assim se protege a dignidade da Casa Real, o cumprimento das regras democráticas e põe-se ordem neste país sem respeitinho por nada, sem norte, sem valores, ah pois, que alguém tem que parar esta rebaldaria! Que pouca vergonha, uma caricatura dos príncipes a foderem numa revista de humor… Mas quem se acham que são estes gajos? Humoristas?
Tiene cojones la cosa, sequestar uma revista a estas altura do campeonato, quando cada vez mais gente se questiona o papel e os custos da Monarquia, a figura do Príncipe, a nítida falta de empatia de Letizia com o povão e há mais contribuintes que se perguntam porque Espanha não pode ser uma república, um país sem rei e sem férias de barcos em Maiorca, caçarias na Romenia, baptizados reais e uma família numerosa paga por todos. A instituição sagrada em Espanha não é a Monarquia, é o Jueves e os seus trinta anos de humor, umas vezes ordinarote, com falta de gosto e pouco inteligente. E tocando o El Jueves, toca-se na liberdade de expressão e retornamos mais uma vez às caricaturas de Maomé, aos limites do humor e à suposta evolução de Europa onde tudo deve ser criticável, risível e motivo de troça pública. Sequestar uma revista porque o alvo da sátira é a Família Real obriga a repensar um modelo democrático que permite o insulto ao Papa mas que prende quem desenhar a Letizia de quatro, mesmo que seja (e é) claramente denigrante y objetivamente infamante“. Fraco favor lhe fez à Casa Real o juiz Del Olmo, sem dúvida o mais republicano de todos os espanhóis.
Adenda: Mais capas polémicas de El Jueves
(E já que estão com a mão na massa, o juiz, o ministério público e os valedores da moral pública e das boas maneiras à mesa poderiam castigar, multar e perseguir todas as bestas que se enriquecem diariamente com o escárnio do outro, a mentira descarada e a pura difamação. Assim de repente lembro-me de pelo menos dez programas de televisão e uma mão cheia de revistas de vendas milionárias).
Por Rititi @ 2007/07/22 | Sem comentários »

