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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • PENTHOUSE DE SETEMBRO: NEM SEI QUE VISTA

    Durante anos a minha caixa de e-mail não parou de receber convites para concertos, estreias de cinema, alguma outra que festa em bares da moda, exposições e lançamentos de livros. Mas nos últimos tempos a temática deu um giro admirável e agora dou por por mim a abrir correios electrónicos de gente que não conheço de lado nenhum mas que insiste em solicitar-me para pertencer a “clubes fashion” (seja lá o que isso signifique) ou a unir-me a redes de “pessoas com estilo”. Estou que nem me acredito, juro pela minha saúde. Ora, eu que sabendo-me relativamente gira (tenho dias), mais ou menos magra (isto depende do século com que se me compare) e com algum jeito para combinar cores às sete e meia da manhã para não ir trabalhar feita um trambolho, nunca pensei que fosse estilosa. Ou fashion. Quanto menos glomourosa. Sou uma mulher de 36 anos que, como todas as mulheres, gosta de sair de casa a sentir-se bonita e sexy e que compra a roupa que acha que lhe assenta razoavelmente bem, após uma dura aprendizagem de anos e anos sobre o próprio corpo, com muitas asneirada pelo meio quando insistia que pesava cinco quilos menos e as minhas mamas eram as da Cindy Crawford. Se gosto de sapatos? Ó pá, sim, mas também gosto de ler livros e de beber copos.
    Mas devo ser a única. Passeando pelos blogues nacionais não há gaja que não publique a vestimenta diária, como se ver uma miúda com jeans e t-shirt da HM fosse fundamental para os destinos do género humano. Mas lá estão centenas de comentários a celebrar a sandaloca de plástico e a pulseira de três euros. Alucinante. As miúdas já não se vestem: têm estilismos, mesmos que estes sejam pavorosos, baratos e repetitivos. Já não há catálogos de colecções das marcas de roupa: há look books. Nem sequer se pode arranjar roupa de verão no verão: em Abril as lojas estão a abarrotar de taradas com cartões de crédito na boca a comprar o que hão de vestir em Agosto, pelo que o simples acto de arranjar um bikini a meio do Julho transformou-se numa odisseia de dimensões bíblicas. Já não se trata de tirania da moda, mas de uma total obsessão do zé povinho em ser um trendsetter da periferia. Haja paciência.
    E esta paranoia, desgraçadamente, já não é exclusivo delas. Qualquer gajo que se queira moderno e cool deve aspirar a estar a par das tendências, do último grito em tamanhos de relógios, dos óculos escuros mais cool da temporada. Até as revistas objectivamente masculinas não renegam da sua secção de moda. Se derem uma volta por uma discoteca da moda entenderão do que estou a falar: tipos cheios de pose e ar enjoadinho que parece que, mais que engatar, estão à espera de ser chamados para a passarelle de Paris, todos eles calcinha arregaçada, lencinho absurdo e um olhar de nojo para todas miúdas que não tenham aspecto famélico e ultra-fashion. Não me tomem por reaccionária, obviamente prefiro um homem bem vestido a um andrajoso cheio de nódoas de tosta mista na camisola da Universidade da Beira Interior, mas às vezes tenho saudades de ver gajos vestidos de gajos, com as suas calças de ganga, a sua camisa, as suas botas, que nem sabem muito bem a razão do que levam em cima, gajos que não passaram três horas em frente ao espelho debatendo-se se levar ou não meias com os seus novos sapatinhos oxford. Gajos que quando abrem revistas femininas só vêm gajas boas e não tendências e estilismos. Aliás, tenho saudades de gajos que acham que estilismo é uma nova marca de vodka.



    Por Rititi @ 2011/09/29 | 24 comentários »


    e assim caros amigos se escreve uma

    E ASSIM, CAROS AMIGOS, SE ESCREVE UMA CRÓNICA
    Vuelve el hombre, pela Grande Elvira Lindo.

    “Tengo la teoría de que Los Soprano ha generado, en el inconsciente erótico colectivo, un nuevo ideal como objeto de deseo: el hombre grande, bisóntico, que vuelve a casa lleno de secretos y que tiene el miembro dispuesto a satisfacer a las mujeres del mundo, a la santa y a las churris; el hombre que lleva una pistola en el bolsillo; el hombre que se cree italiano, aunque nunca haya estado en Italia, pero ha conservado milagrosamente los gestos de sus abuelos y una nostalgia por no se sabe qué; el engullidor de pasta, de canolis (que son como los piononos granadinos, pero cinco veces más grandes); el hombre de modales rudos en la mesa; el que se pone la servilleta para que el tomate no le manche la camisa impecable; el que va a misa, le da un beso a su señora a la salida y se larga a echar un quiqui con una periquita; el que hace donaciones a organizaciones solidarias; el que, como decía el poeta argentino Raúl González Tuñón cuando la madre se le muere, le pone luto a la guitarra. Esa clase de individuo, con semejante sex appeal, se ha impuesto. Es un gusto que comparten el mundo gay y el femenino. El mundo gay ya había dado un paso adelante, instituyendo la categoría de oso como canon de belleza. Oso, mucho pelo, mucha carne, promesa de gruñido y de mordisco. Nada de mariconadas. Gandolfini era, pues, la materialización de ese ideal.”


    Por Rititi @ 2007/07/17 | Sem comentários »


    imaculada concepcao por ela enfrentaram

    Imaculada Concepção

    Por ela enfrentaram-se correntes doutrinais, levantaram-se edifícios e talharam-se obras de arte; é fonte de inspiração para Cantatas de Bach, romarias populares e fenómenos extraordinários com velinhas na Avenida da Liberdade; exemplo de caridade e amor, a essência da maternidade. Maria. Nunca houve mulher que contribuísse mais para a discussão filosófica no Ocidente e nenhuma mulher mereceu mais devoção que ela. Pura, virgem e imaculada. Mas também caridosa, auxiliadora, mística, dolorosa, reconciliadora ou milagrosa. E a mulher que se espera sejamos todas as que viemos depois. Concordarão que não é propriamente fácil sobreviver a um modelo destes. E não me leiam aqui como uma iconoclasta radical de esquerda, sou só realista. Como alcançar tamanha virtude num mundo pejado de excessos carnais, publicidade erótica na televisão e incentivos à evasão fiscal? Não se nos terá exigido demais ao género feminino? Não poderiam ter escolhido Maria Madalena, pecadora, mas arrependida apesar de tudo?
    Comemora-se este ano o 150º aniversário do Dogma da Imaculada Conceição. Quase dois milénios demorou a Igreja Católica em oficializar algo que toda a gente já sabia: que Maria, mais que virgem, estava limpa de pecado original, livre do fardo de depender do perdão pela oração e pelos actos caridosos que nos redimem ao final dos nossos dias. Segundo a doutrina dogmática Maria nasceu sem a oportunidade de errar, incapaz de gerar ódio, impossibilitada pela graça divina para a mesquinhez ou a preguiça: nunca mentiria, nunca desejaria o alheio, seria infalível nos pensamentos, virtuosa e magistral no dom de amar e compadecer-se das misérias alheias. Magnífica. Mais além do culto mariano, indispensável para a crença católica, o conceito abstracto de Maria sempre me ultrapassou. Não pelo facto de ela própria ter sido concebida sem pecado no seio de Santa Ana, ou que tivesse aceitado a maternidade de Cristo sem a menor dúvida, ou que toda a vida a tenha dedicado a Deus. Mas sim pelo que essa mulher, como exemplo de comportamento, significou para todas nós. Todos aqueles maiúsculos atributos passaram culturalmente para as fêmeas do mundo, como se esse fosse o nosso fim último: ser mães impecáveis, serenas mulheres, impassíveis ante a morte, obedientes – e virgens, como não.
    Eu não posso, nem sei se me apetece, ser assim. Quero-me imperfeita, com a minha dose de pecado original e, sobretudo, com liberdade total para me enganar, para fazer merda da grossa, se me permitem. Claro está que Deus nunca me escolheria para sua Esposa Celestial, pois são demasiados os vícios aos que me habituei desde muito novinha e poucos dos que tenha renegado ao longo da vida. Não houve confessor a quem não aldrabadasse a troco de uma penitência mais benévola e até sou pessoa para preferir por vezes a inveja infantil à caridade sem contemplações. A minha humanidade, tão pouco venerável nas ressacadas manhãs de domingo, não atribui ao meu quotidiano qualidades metafísicas, dignas para recordar quando tiver netos, antes pelo contrário: recorro facilmente à blasfémia oral quando perco o autocarro e a paciência; entre os meus desportos favoritos encontram-se os nobres prazeres de comer, beber e fumar e raramente pratico a caridade. Até a figura maternal de Maria me parece estranha: a candura supostamente feminina, o gesto delicado ou a abnegação não cabem no meu historial familiar onde as mulheres sempre olharam para a morte nos olhos e à vida esperam-na com as mãos nas ancas, insubornáveis e nunca menores. Antes mulheres que mães e nunca concebidas sem o pecado do amor carnal.
    Do quotidiano de Maria pouco se pode deduzir do Novo Testamento, enquanto que o Antigo se fica por profecias sobre a estirpe da mulher (para alguns Maria) que se inimistará com a serpente (claramente Satanás). As qualidades humanas desta mulher, a celestial beleza ou a impecabilidade são conceitos posteriores de homens, santos ou não, que desenharam para sempre o destino do culto mariano e do modelo para o resto da humanidade feminina. Altamente interessantes e curiosas são as teorizações de alguns Pais da Igreja sobre a absoluta pureza de Maria: «isenta de todo defeito» (Typicon S. Sabae) ou «incorrupta, virgem, imune pela graça de toda a mancha de pecado» (Ambrósio). As doutrinas escolásticas que se seguiram continuaram a aprofundar a natureza da concepção de Maria, a falta de culpa no corpo que acolheu o Messias e os artistas plásticos fizeram o resto: imagens de uma beleza intacta, a substância da feminilidade, pele branca, compaixão no olhar. Talvez fosse assim Maria – caridosa, auxiliadora, mística, dolorosa, reconciliadora, milagrosa. Mas quero acreditar que no retrato da imaculada virgem sem rugas que me pintaram também cabe a mulher arrojada, corajosa, velha, com dúvidas e ciúmes, mãe chata, trabalhadora incansável, reivindicativa, péssima cozinheira, mas excelente bailarina, com calos e varizes, leitora de poemas, valente e apaixonada. Porque um modelo precisa de ser humano e mais quando é um dogma de fé.

    (crónica publicada no DNA)



    Por Rititi @ 2007/04/13 | 9 comentários »


    yo publico cambio radical antena 3

    Yo, Público – Cambio Radical, Antena 3
    Crónicas televisivas desde el sofá

    No es que quieran ser guapos, modelos de nada, bellezones nacionales o portadas de interviú. Sólo sueñan con ser normales. Como los demás. No destacar en el metro. Que no se descojonen de sus dientes cuando bajan a por el pan. Que nadie se fije en sus granos. Ser invisibles. O por lo menos así lo entiende uno desde la neblina dominical mientras Antena 3, en la voz de ese muñeco de cera llamado Teresa Viejo, comunica a la televidencia resacosa que también Juanita, por ejemplo, después de ocho semanas de humillantes sesiones de bisturí, puede cambiar de vida. Esto es “Cambio Radical”, la versión del fabuloso “Extreme Makeover” pero en cañí, o lo que es lo mismo, uno entra feo y sale normalito, tirando a pasable, hasta bien soso, vestido como si fuera a la boda de la hija de Jesús Gil, en un claro homenaje a todas esas butique Mari que pueblan nuestra españía quería. Que impresión, qué horror y un flaco favor a estas almas en pena. Lo cierto es que los experimentos del programa (a.k.a., los protagonistas) eran unos verdaderos callos malayos, por no mencionar el crimen visual que representaban las respectivas familias, allí sentaditas en el plató viviendo su momento de gloria quirúrgica. Recordemos, si no, al padre de la cegata del domingo pasado: ¿qué significaba precisamente ese bigote? Lo más lógico, dada la masacre visual, sería pasarlos a todos por el quirófano y si te he visto no me acuerdo. O meterlos directamente en el circo a rentabilizar la mano de obra médica. Demasiado cutre. Me explico.
    Se supone que el programa recoge de la miseria a un par de paletos más feos que pifio y les cambia la cara en nombre de la felicidad: adiós a la grasa asquerosa debajo del sujetador, arriba ese culo fofo que nunca ha pasado por un gimnasio, venga reducir napia, depilar las cejas y el bigote virgen, todo radicalmente, claro, a cuchillazo limpio mientras son grabados, porque, aunque se queden irreconocibles, alguien tendrá que recordarles la injuria de ser hermosos. Se supone que el gordo, la bizca, el manco, la cara-culo, la cuatro ojos y todo el repertorio de chistes de nuestra infancia se transformará, tachán y por arte de magia, en el cisne de los multicines periféricos. Todo el mundo, dicen, tiene derecho a ser feliz. Pero no. En la televisión española la felicidad no pasa por parecerse a la Pataky, porque ser una peazo de tía buena es destacable, apuntable con el dedo, es demasiado evidente, como evidente es que esa pobre gente, además de objetivamente fea, tiene una existencia demasiado obvia. Y la obviedad obliga a la normalidad estética, social y cultural, como la de estos tristes, conejillos de indias para la audiencia, que lo único que buscan es parecerse a los vecinos, tan horteras, ordinarios, obvios, patéticos y miserables como ellos. Sólo que menos feos. Ya les vale.



    Por Rititi @ 2007/03/28 | 3 comentários »


    madrid e os reis fea pobre y portuguesa

    MADRID E OS REIS

    «Fea, pobre y portuguesa. ¡Chúpate esa!». Assim se mofava o povo de Madrid quando conheceu o nome da que seria a segunda mulher do rei Fernando VII, Isabel de Bragança. Filha do nosso João VI e sobrinha do seu próprio marido, Isabel não só era conhecida pela carência de beleza, formosura, bom gosto, elegância, graça ou inteligência, como também pela majestade da sua realíssima cornamenta. Uma desgraça, enfim, essa nossa delegação diplomática no país vizinho. Por sorte para a pobre senhora e para a imagem de Portugal, em três anos morreu, deixando o rei sem descendência e na obrigação de arranjar outra herdeira de pedrigree nobiliário, talvez mais apta para a reprodução e as lides de cama e que não causasse nos súbitos liberais monumentais ataques de riso na Praça de Oriente. Escolheu o monarca, fazendo gala do bom senso de quem só frequenta bordéis e corridas de touros, uma criança de quinze anos, alemã e virgem, com fantasmagóricas versões sobre as obrigações conjugais ensinadas por freiras apocalípticas e cuja performance na noite de núpcias roçou por momentos uma hilariante escatologia, misturando a adoração do Terço, espasmos, lençóis urinados e um rei histérico exigindo por carta ao Papa uma solução a tanta falta mística de coito: «¡O yo jodo de una vez con esa pazguata o que el Santo Padre anule mi matrimonio!». Esta também morreu. Sem filhos. Fernando 3 – Elas O.
    E os madrilenos ficaram órfãos de uma monarca a quem dedicar operetas de escárnio, pasquins com caricaturas e filhos ilegítimos. Porque Madrid foi, é e será essa tia solteirona, sempre perto do alcoolismo, seca, bem vestida e com idade suficiente para falar mal dos outros. Madrid não respeita coroas, mas não pode viver sem elas. Fernando VII finalmente encontrou uma rainha à altura, que lhe deu duas filhas e se apoderou da regência do país. Graças a Maria Cristina, Madrid desfrutou da estrambótica figura de Isabel II, rainha, segundo o historiador José Luis Comellas: «desenvuelta, castiza, plena de espontaneidad y majeza, en el que el humor y el rasgo amable se mezclan con la chabacanería o con la ordinariez, apasionada por la España cuya secular corona ceñía y también por sus amantes». No universo mental do português actual, esta Isabel seria o resultado de clonagem do Alberto João Jardim, o Telmo-recruta e a doce irmã Lúcia. E Madrid vibrou com esta rainha, adolescente na cabeça e com o apetite sexual herdado no sangue borbón. Valle-Inclan desejou-lhe o exílio, o povo contava-lhe os amantes enquanto depositava naquela benfeitora com pouco alcance intelectual as esperanças democráticas de um país que ainda aprendia a brincar aos parlamentos. Quando Madrid se fartou de folhetins e de uma corte onde habitavam bruxas, santeiros e um rei paneleiro bastou-lhe expulsar Isabel II para os confins do esquecimento colectivo. «Y se armó la Gorda». Ou seja, a República.
    Desde que Madrid é capital das Espanhas não há geração de poetas, pintores, músicos, dramaturgos, talhantes e condutores de coches com ou sem motor que não tenham feito da Monarquia motivo de chacota. As crónicas do Rei Enfeitiçado, as aventuras da Duquesa de Alba, a alcunha de «Pepe Botella» ao irmão de Bonaparte, a depressão de Afonso XIII: a cidade não resiste a uma boa cusquice, à zombaria mais ácida proporcionada pela por vezes excessiva proximidade dos monarcas que não tinham pudor algum em exibir dramas familiares, infidelidades e vícios demasiado niveladores. Lady Di, ao lado destes reis e respectivos consortes, amantes, conselheiros, desvio de dinheiros públicos, corrupção e bastardos, mais se parecia a Maria Von Traap, aquela noviça armada em agitadora social nos Alpes. O génio de Madrid, como o da nossa tia alcoolizada, recai no sentido de humor, na gargalhada sarcástica que teorizou a Zarzuela, reiventou o chotis e caracteriza anualmente os quadros de Goya como mais uma tradição popular irremediável. A Joaquin Sabina, poeta da movida dos oitenta rentabilizado pelas discográficas e saudosista da República, não se lhe caíram os anéis por partilhar mesa e talheres com os actuais Príncipes de Astúrias e em conjunto com os intelectuais menos monárquicos da cidade publicou um poema corrosivo, inteligente e carinhosíssimo em honra da futura rainha: «Las faltas de ortografía que desdeña la poesía a mí me la ponen dura, y esa zeta de Letizia es la falta y la delizia de una carizia madura».
    Esta desvergonha tão castiça, esta sobranceria popular de quem tem os reis ao virar da esquina e que fez que Madrid idolatrasse uma rainha como Isabel II e fizesse da vida de José I uma galhofa constante, é um dos rasgos mais encantadores da capital desta Espanha em mutação constante, favorecido pela tradição da taberna, de passar o dia na rua, dos passeios pelo centro e da vida fora de casa. Enquanto os madrilenos sobreviverem ao complexo do centro comercial alcatifado e sem ruídos, a ousadia estabelecerá as normas de protocolo com uma casa real que se precisa com poder de encaixe e próxima do quotidiano dos madrilenos. Sem convulsões, mas com lucidez. «¿Por qué carajo te escribo? First of all porque estoy vivo y no me pienso morir», cantava Sabina a Letizia. Em outras palabras, porque assim é Madrid.

    (uma das minhas crónicas favoritas publicadas no DNA)



    Por Rititi @ 2007/02/28 | 4 comentários »