Este site foi concebido para ser visto num browser dentro dos limites da caducidade: infelizmente não é o caso do seu. Assim, a sua experiência de navegação será seriamente afectada. Sugerimos a instalação de um browser mais séc. XXI, se lhe for possível: http://www.mozilla.com/firefox . Mas qualquer outro serve.

Rititi

Rititi

INÍCIO

  • Agosto na cidade

     

    Voltar a Ian McEwan. Tarde de spa e revista Cuore a meio da semana. Festas de San Cayetano em Lavapiés. Autocarros vazios. Crianças no Alentejo. Fumar na sala. Não jantar em casa.  Vestidos e sandálias sem salto. Madrid sem pressa. Noites na rua. Férias a trabalhar.



    Por Rititi @ 2013/08/07 | 3 comentários »


    Hopper no Thyssen

    Hotel Room - 1931

    O que lê esta mulher, sentada na cama, com as malas por desfazer e a roupa tão bem dobrada sobre o sofá do quarto do hotel? De onde vem? O que lhe aconteceu para estar a estas horas fora de casa? Porquê está triste, que notícias terá recebido? Onde estão os chinelos e porquê tanta urgência em ler a nota que nem sequer desfez o penteado e vestiu a camisa de dormir? O que traz nas malas? Isto é Hopper, no Thyssen, pedaços de histórias penduradas na parede à espera de transeuntes curiosos de saber porquê aquela gente sentada no People in the Sun tem um ar tão só apesar de estar em grupo, ou que escuros assuntos debaterão os integrantes do The Conference in the Night. Por isto é que gostamos de Hopper, entrega-nos fotogramas de filmes que todos já vimos, de que somos parte, dessa América a que todos pertencemos porque já a vimos no cinema. Cheguei à exposição com o Brad Mehldau nos headphones, passeei entre paisagens do Maine e a casa em que o Hitchcock se inspirou para o Psychosis, ouvi o “Send me in the clowns” do Frank Sinatra enquanto observava o Two Comedians e finalmente sentei-me em frente ao que é o meu quadro favorito: o “Martha McKeen” of Wellfleet.

    As gaivotas no banco de areia, o mar azul de uma manhã fresca, os corpos atléticos dos tripulantes, o vento sobre as ondas, as velas que se esforçam por continuar a velejar, a luz. O meu barquinho à vela. A minha tarde de ócio. O meu quadro preferido. Sentada, expectante, solitária no meio do Thyssen, com o Martha só para mim, personagem também eu de um quadro de Hopper. Em que estaria eu pensando?



    Por Rititi @ 2012/07/12 | 3 comentários »


    Junho em Madrid

    Não tem sardinhas, nem arraiais, nem saladinha de pimentos, tem calor mas não há praia nem caracóis e superbocks com vistas para o Tejo. Madrid em Junho não cheira a Madragoa nem sabe o que são marchas populares e nunca ouviu falar da Bica nem da rua da Esperança. Pois, Madrid não é Lisboa. Mas tem esplanadas e crianças que correm nos parques até à hora de jantar, os museus abrem até às 11 da noite, há Hopper no Thyssen,  Rafael no Prado e Feira do Livro no Retiro, inauguram-se piscinas em cima dos telhados, bebe-se gazpacho em vez de água e as melhores festas são nos terraços dos amigos. E este ano temos o Europeu de Futebol, mais uma razão para que este meu grupo de amigos que aglomera várias nacionalidades, idades e histórias de vida se junte e cante os hinos, insulte o árbitro e sofra por esta parvoíce da bola. Mas, que querem, o futebol tem este poder hipnótico, faz que gente normal se ponha a gritar em frente à televisão cada vez que um puto em calção curto dá um pontapé na bola. E se é a nossa selecção, a do nosso país, valha-me a Nossa Sinhora do Penalti, então o povão alucina, abraça-se, regozija, vibra e sofre como se o ordenado, a saúde dos filhos e a fidelidade da mulher dependessem desses 90 minutos de glória. Eu também grito, eu também vibro, eu também sofro, eu também canto se marcam golo e fico piurça quando roubam um penalti aos gajos da minha selecção. A miragem de glória, é isso, a sensação de pertença, a proximidade ao meu país que cada dia está mais longe, isto é a bola. Mas já está. 90 minutos são suficientes para me abraçar ao que está ao meu lado em nome de Portugal. Depois chapéu, a minha vida segue. Porque nem esta selecção é Portugal nem Portugal se limita a estes bacanos tatuados até ao pescoço e com ar de porteiros de bar de alterne de Matosinhos que são incapazes de verbalizar uma frase completa sem dar vinte pontapés na gramática. Que me vendam a selecção como a bandeira de Portugal, como o exemplo a seguir, como a luz que nos ilumina neste túnel de crise é, como cada dois anos em que há europeus e mundiais, uma vergonha e uma tentativa de gozo na nossa cara. Mas vá lá, não sejamos pessimistas, gozemos da bola, dos golos e das cañas que beberemos em Madrid enquanto cantamos o hino em frente à televisão de casa. O bom de Madrid não ser Lisboa é que pelo menos aqui estou longe da histeria colectiva da selecção e da palhaçada geral.



    Por Rititi @ 2012/06/04 | 4 comentários »


    9 anos

    O Rititi, o blogue Rosa Cueca, nasceu há nove anos. Parabéns a ele, então! Vivia eu sozinha em Lisboa e estava prestes a mudar de casa, de cidade, de país quando me deu para abrir o blogger e, pimbas, inventar um nove curtinho para um blogue que era branco e com as letras enormes. Só demorei três ou quatro horas em perceber como se publicava um texto, já estão a ver o nível. Um mês depois estava a morar em Madrid, onde Mr. Pinheiro me esperava há um ano, numa casinha azul de quarenta metros quadrados no centro da capital. E por aqui ficámos. Entretanto já mudámos de bairro, já tivemos filhos, já tivemos mais amigos, e até menos, já bebemos todos as cañas de todos os bares de Madrid, já nos fartámos da cidade, já nos voltámos a apaixonar por ela outra vez, já descobrimos teatros e cinemas e restaurantes e cantinhos, já quisemos voltar a Lisboa e já dissemos que nem bêbados, já nos fartámos de espanhóis, já nos irritámos com as dobragens e já descobrimos como por as legendas na televisão, já recebemos outros como nós e já vimos partir tantos, já nos consideramos em casa e fora dela. E connosco, o blogue. Porque o Rititi é um blogue madrileno, um blogue com sotaque, um blogue rosa e aflamencado, com salero e com cheiro a tortilla e jamón, que bebe canãs mas que ouve fado, lê Portugal desde uma prudente distância e tem, às vezes, imensa saudades do Tejo. Um blogue emigra, vá lá. Parabéns, Rosa Cueca!!



    Por Rititi @ 2011/12/01 | 15 comentários »


    Mexer cá dentro

    Hombre y mujer, 1968-1994. Madrid, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía. © Antonio López.

    Estudio con tres puertas,1969-1970. Fundació Sorigué. © Antonio López. VEGAP. Madrid, 2011.

    Carmen dormida, 2008. Galería Marlborough. © Antonio López.

    Foi talvez a exposição que mais me tocou as entranhas nos últimos tempos. Estremeceu-me, houve momentos em que já me via a chorar, toda eu baba e ranho, soluçando de emoção à frente do quadro da sanita. Também é verdade que eu sou mulher de lágrima fácil, um bocado panhonhas e completamente totó. Acho que tinha 16 anos quando estive por primeira vez a sós com um Greco e ainda me lembro de sentir um murro no estômago, como se tivesse vivido cega e idiotizada durante todos esses anos. Posso passar horas no Prado, sentada à frente da Sagrada Família com Passarinho do Murillo, sorrir levemente cada vez que olho A Mulher Barbuda de Ribera ou querer correr o risco de presa porque sei que o sítio do Martha Mckeen do Hopper é a minha sala. Sou feliz num museu, o prazer que me deram A Vitória de Samotrácia ou o quadro de Inocêncio X de Velázquez não se compara com nada, não há comida, nem música, nem filmes, nem livros que me deixem tão frágil, minúscula e agradecida de não ser um macaco ou um cão. E estava impaciente, todo o verão a programar uma tarde sem pressas nem correrias para ir sozinha ao Thyssen. É que, como já tinha dito aqui atrás, a exposição de António López é o verdadeiro evento do verão madrileno, com entradas esgotadas, bichas no passeio do Prado às três da tarde em Agosto e comentários entusiasmados nos jornais generalistas. Assim que lá comprei o bilhete uma semana antes por internet, aguardei a minha vez na fila e entrei para as salas junto com famílias, velhas, grupinhos de adolescentes, casais de turistas, gente que se parava ante cada peça com o coração encolhido, com vontade de tocar, de espreitar os pézinhos das crianças em bronze, de comprovar que as esculturas não respiravam nem iam começar a correr, senhoras que se riam com os detalhes das casas de banho, da marca de manteiga no frigorífico, crianças que se comparavam com os bebés de mentira deitados nas suas caminhas, madrilenos confrontados com a dureza da sua cidade, abandonada às suas imensas avenidas, sempre a parir periferias tristes, longe da delicadeza dos marmeleiros e da memória da aldeia. Pessoas que, como eu, não deviam ter grandes conhecimentos de arte moderno, de hiperrealismos, de correntes artísticas, só pessoas que estavam muito contentes por ter a sorte de assistir a uma homenagem às coisas bonitas, perfeitas. Eu quis ficar ali dentro sozinha, expulsar as velhas, as crianças e os madrilenos, deitar-me um bocadinho à frente dos estudos das flores. Não deu. Mas comprei um íman do quadro do frigorífico e cheguei a casa um bocadinho mais feliz a pensar que isto deveria ser o propósito da Arte.



    Por Rititi @ 2011/09/01 | Sem comentários »


    e hoje em madrid noite dos livros e

    E HOJE EM MADRID, A NOITE DOS LIVROS

    E conferências de Juan Gelman e Michel Houellebecq e concertos grátis e livrarias abertas até à meia noite e programação infantil nas bibliotecas e concursos de poesia sms e livros, muitos livros, com descontos, de segunda mão, gastos e assinados pelos autores, à venda nas praças, à porta das lojas e nas ruas, porque é nas ruas que Madrid vive, se expande, de copo na mão e livro na outra, a falar, a trocar umas ideias, a festejar. Por sorte, vivo numa cidade que usa qualquer pretexto para sair à rua. E o livro é uma belíssima razão para celebrar com os amigos, que raio.

    Adenda:
    Hoje, também foi a entrega do Prémio Cervantes Juan Gelman:

    “Para San Agustín, la memoria es un santuario vasto, sin límite, en el que se llama a los recuerdos que a uno se le antojan. Pero hay recuerdos que no necesitan ser llamados y siempre están ahí y muestran su rostro sin descanso. Es el rostro de los seres amados que las dictaduras militares desaparecieron. Pesan en el interior de cada familiar, de cada amigo, de cada compañero de trabajo, alimentan preguntas incesantes: ¿cómo murieron? ¿Quiénes lo mataron? ¿Por qué? ¿Dónde están sus restos para recuperarlos y darles un lugar de homenaje y de memoria? ¿Dónde está la verdad, su verdad? La nuestra es la verdad del sufrimiento. La de los asesinos, la cobardía del silencio. Así prolongan la impunidad de sus crímenes y la convierten en impunidad dos veces.” (o discurso completo no El País)


    Por Rititi @ 2008/04/23 | 1 Comentário »


    rititi no ar hoje pelas nove da manha

    RITITI NO AR

    Hoje pelas nove da manhã, os mais fiéis leitores poderão ouvir-me na Antena 1. Desde Madrid, na estação de Atocha, entre a memória dos corpos mutilados, a dor pela incompreensão e a necessidade de continuar vivo. Pelos que foram, pelos que serão, por nós. (Imagens no site da Antena 1)

    UM ANO
    (Texto publico no DNa em Março de2005, no primeiro aniversário do 11-M)

    Num ano há tempo para muita coisa: parir, mudar de casa e de penteado, deixar de fumar, começar a beber, perder umas eleições, ganhar a Taça dos Campeões, casar, dar a volta ao mundo, chorar por quem partiu, fundar um partido político, recordar. Num ano uma capital europeia restaura prédios, amplia a rede do metro, cria guetos, inaugura escolas, restringe a hora fecho de bares, recebe líderes mundiais. E Madrid, nesse ano, teve tempo para montar um casamento real, candidatar-se aos Jogos Olímpicos, fechar as ruas do centro ao trânsito, abrir as portas à legalização de emigrantes sem papéis e lamber as feridas.
    Há um ano dez bombas acordaram-me. A imagem de quatro comboios retorcidos em Atocha, estupidamente impedidos de chegar ao destino, levantaram-me da cama e acabaram com a ressaca de quem dormiu três horas porque preferiu ficar nos copos com os amigos e dançar samba num bar brasileiro a ser uma responsável profissional dos tempos modernos. Anestesiada com o cheiro de uma morte que poderia ter sido a minha, o dia 11 de Março de 2004 passei-o a olhar para um ecrã de computador carrasco, sessenta, oitenta e quatro cadáveres, centenas de feridos, notícias de telemóveis perdidos nas carruagens rebentadas que ninguém queria atender, cento e cinquenta mortos, pedaços de carne, linhas telefónicas impedidas, estás bem, sim Mãe, gosto muito de ti, lágrimas, muitas. Quem foi, porquê nós, não é justo. E os mortos que não paravam de aumentar, e as filas para doar sangue, e as mantas oferecidas pelos vizinhos da estação, e cidadãos anónimos que exerceram de psicólogos e amigos naquela macabra morgue improvisada num pavilhão de feira, e as manifestações espontâneas na Porta do Sol, e as gentes perdidas de dor nas ruas, desespero e fúria, e meu amor vamos para casa, hoje preciso de me agarrar a ti. E o medo de andar de metro, e a manifestação de dois milhões de pessoas debaixo da chuva. E dizer não. Nunca mais. Já chega.
    Espanha levantou estátuas em homenagem às cento e noventa e uma vítimas mortais e aos que ficaram amputados de filhos, irmãos ou amigos; aos voluntários o Alcalde da capital dedicou uma placa em mármore de sincero agradecimento nas portas do Ayuntamiento; aumentaram as câmaras de vídeo e guardas nos transportes públicos; institui-se uma comissão parlamentar para apurar responsabilidades políticas; prenderam-se maus da fita; caiu um governo mentiroso e renovou-se a Assembleia.
    E a capital voltou à vida e aos bares cheios, aos mendigos que elogiam as pernas das mulheres apressadas, ao trânsito impossível, aos saldos e à histeria para conseguir um vestido da colecção de Karl Lagerfeld para a H&M, ao emprego que não satisfaz mas paga a renda da casa, à gata com o cio e às estações do ano. Porque a vida deve continuar. Madrid, apesar de assustada, casou um Príncipe herdeiro com uma plebeia, e agora, a um ano das bombas e da morte, as conversas giram em torno à não gravidez da Princesa, à sua extrema magreza e aos sapatos que compra no Bairro de Salamanca. As páginas dos jornais discutem as amizades perigosas da Câmara Municipal com os construtores civis, Ronaldo dá tema a programas do coração com sórdidas histórias de cama envolvendo modelos com sede de fama e o Atlético de Madrid nunca mais ganha um jogo fora de casa. A Audiência Nacional, primus inter pares dos tribunais, abarrota com crimes sexuais, terroristas e financeiros, com o Emílio Botín a protagonizar um suposto escândalo bancário que nem a bolsa mexe, e até Bill Gates visitou a cidade numa visita relâmpago com funções de «marketing».
    Mas Madrid não esquece. Um ano depois, os feridos, os voluntários, os órfãos e os viúvos continuam a chorar as mágoas e a reclamar as indemnizações prometidas. Uma paragem abrupta do metro encolhe o coração e um incêndio num arranha-céus faz lembrar que o perigo está aí. Todas as semanas noticiam que mais um cabecilha do massacre do 11-M foi apanhado, até então mais um ser anónimo com direito a uma existência corriqueira num bairro de Madrid, namorada espanhola e cartão de residente. Ninguém está a salvo do medo de voltar a andar de comboio ou de perder um amigo.
    Porque fomos todos os madrilenos o alvo da infâmia cometida nesse dia que só prometia chuva, ressaca e banalidade. E madrilenos somos os que cá vivemos, equatorianos, moldavos, espanhóis «de toda la vida», os que viajam de comboio, ilegais e expatriados, donas de casa, meninos de colo, até executivos de passagem no aeroporto, universitários sem bolsa de estudos, portugueses emigrados, pedintes, bancários, médicos e putas da Calle Montera. Os assassinos que planearam durante anos o atentado não visaram aniquilar quem tem o poder de invadir países. A chantagem, o ódio e a cobardia escolheram como vítima o que representa o quotidiano, o crédito à habitação, as férias de verão e as eleições cada quatro anos – o nosso direito a escolher a existência que queremos viver, a possibilidade de fumar quando nos apraz, de amar e de dar vida. E há um ano Madrid optou por continuar em frente, às vezes com medo, outras com lágrimas a recordar uma dor que ainda não se foi embora, mas em frente.
    Num ano há tempo para muita coisa, sobretudo para não desistir da vida.



    Por Rititi @ 2008/03/11 | 2 comentários »


    ha dezembro sem natal venus do espelho

    HÁ DEZEMBRO SEM NATAL


    Venus do espelho. National Gallery, Londres

    As Fábulas de Velázquez. Só no Prado.



    Por Rititi @ 2007/12/08 | 2 comentários »


    domingos em madrid ampliacao do museu

    DOMINGOS EM MADRID: A ampliação do Museu do Prado



    Federico de Madrazo, La condesa de Vilches



    Por Rititi @ 2007/11/04 | 7 comentários »


    15 de maio sao isidro este tipo de

    15 DE MAIO, SÃO ISIDRO

    “Este tipo de manifestações de fé não pode ser unicamente reduto do tal paganismo que prevaleceu na Europa após o desmembramento do império romano, da mutação das divindades rurais em santidades cristãs. A mistura de fervor religioso com a alegria nos festejos do Verão e do regresso dos emigrantes à terra só é susceptível de suceder em lugares onde a temperatura média é superior aos trinta graus e a religião dominante permite escolher santidades mais próximas ao quotidiano. As festas das aldeias continuam a honrar as Nossas Senhoras da Anunciação, da Saúde, da Ajuda, dos Remédios, dos Afligidos ou dos Pés Descalços e as efemérides do Santo António e do São João são em Portugal os momentos altos da vida social nas duas maiores cidades do nosso país. E entre as festarolas, os arraiais, o vinho tinto, a sardinha assada e os jogos de espingardas retorno por uns dias à devoção pela minha padroeira favorita, Santa Rita, a divindade total, muito mais poderosa que São Judas Tadeu e especialista nas causas impossíveis, daquelas tão complicadas que nem com uma simples oração se chega lá. A vida não está fácil e é sempre bom ter uma aliada entre o panteão de santos em vigor.”
    (Excerto da crónica Misticismo Estival publicada no DNa em Setembro de 2005)



    Por Rititi @ 2007/05/15 | 2 comentários »